FHC campeão do desemprego nos últimos cem anos

Texto extraído em parte da página do PDT. O texto todo você lê em Nota Técnica do dia 1º de Setembro de 1998.

FHC é o campeão de desemprego em 100 anos de história do Brasil

Editor: Eurico Schwinden

Sem qualquer escrúpulo, refém do sistema financeiro e da soberba pessoal, o presidente Cardoso ofende os brasileiros ao prometer acabar com o desemprego.

A maior taxa de desemprego da história do Brasil. Esta foi a obra mais "importante" do Governo Fernando Henrique Cardoso. E, depois de ter sido eleito prometendo empregos, ter provocado o colapso no sistema produtivo, o candidato do PFL/PSDB promete uma vez mais acabar com o desemprego.

FHC é sinônimo de desemprego. Sua reeleição é uma ameaça a liquidar o pouco que resta do setor produtivo. Sua política econômica neoliberal lastreada na especulação financeira internacional, onde o Brasil entra com os juros altos que trucidam o setor produtivo interno, desnacionalizando toda nossa a economia, gera déficit insuperáveis nas contas públicas e reduz a capacidade pública e privada de investimento a menos de zero.

Até o Jornal da Tarde, do Grupo Mesquita que apoia abertamente FHC teve de se render aos fatos. O destaque da página econômica de domingo (30/08/98) do vespertino paulista, foi "Desemprego é o maior da história". "O Brasil está vivendo a pior crise de desemprego de seus últimos cem anos". Esta é a conclusão do professor da Unicamp, Márcio Pochmann, após examinar os números oficiais do Ministério do Trabalho.

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Mesmo baseado apenas em suspeitos números oficiais, o professor Pochmann conclui que "em nenhum outro período da histórico - após a escravidão, na depressão dos anos 30 ou nas recessões das décadas de 80 e 90 - vivemos uma crise de emprego tão grave".

As justificativas da equipe econômica ou do próprio FHC para o desemprego em massa era a indefectível "globalização". Outra palavra mágica sempre usada era a de que o desemprego tinha razões estruturais. Ou seja, a tecnologia estava roubando inexoravelmente os empregos. Bobagem. O desemprego nos setores de ponta da economia, onde as novas tecnologias são efetivamente devoradoras de mão-de-obra foi igual ou menor do que em setores como a construção civil, a agricultura e área de serviços.

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"O governo terá de fazer ajustes após as eleições. Será preciso reduzir os gastos, mas não é possível aumentar a receita, pois a carga tributária já chega a 31% do Produto Interno Bruto (PIB)" - (até 1994, a carga nunca passou de 25% do PIB) - imagina o professor Pochmann, sabendo que mexer nos fantásticos lucros do sistema financeiro nem pensar. Nos últimos 12 meses foram pagos, só de juros da dívida interna, R$ 53,4 bilhões, mais de duas vezes o combalido orçamento da saúde.

A previsão do professor da Unicamp é de que o desemprego vai disparar ainda mais após as eleições, se eventualmente ganhar FHC. Desta vez será no setor público, onde serão feitas demissões em massa, sob a justificativa da Lei Camata que limita em 60% os gastos com servidores públicos em todas as esferas de governo.

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"O governo está preocupado com o fim do ano e tenta fazer com que estas medidas sirvam de atenuante. Pois, se houver um ajuste no emprego público, a taxa de desemprego, que já está num patamar muito alto, ficará explosiva" diz Pochmann ao JT.

É óbvio portanto, que a propaganda do candidato pefelista/tucano é pura embromação. FHC e seu Plano Real criaram não só a maior taxa de desemprego da história, mas um segundo mandato deverá aumentar esta tragédia.

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O Plano Real II já está sendo engendrado em Washington. Malan e Gustavo Franco estão lá para tentar segurar sua edição para depois das eleições. Os patrões do FMI querem o pacote já - arrocho fiscal e desvalorização do real.

O PFL já deu o serviço: vender o Banco do Brasil e a Petrobrás. É a única forma de segurar mais três ou quatro meses a implosão do Plano Real I. Depois, o caos. Foi assim com o Plano Cruzado que fez FHC senador da República e o seu partido de então, o PMBD elegeu 22 dos 23 governadores, no maior estelionato eleitoral já visto.

Quem quiser apostar no caos do day after é só marcar FHC na cabeça, porque vai acertar em cheio na recessão e no atraso defendidos pelo carcomido neoliberalismo, que os eleitores de todo o mundo estão varrendo da história, em definitivo.

É bom lembrar, no entanto, que a história, como dizia Marx, se repete.

Geralmente como tragédia.



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