ASSOCIAÇÃO  DOS  DESENHISTAS  BRASILEIROS  SEM  SERVIÇO ( Ainda nos anos 2000)

As HQs brasileiras sempre viveram à sombra dos comics dos EUA, catando as migalhas que lhes caiam dos pratos. Até o TERROR, um gênero quase que característicamente nacional, só se desenvolveu por fatos que ocorreram por lá. O já tão falado Friedrich Wertham, escreveu “A Sedução dos Inocentes”, e acusava as histórias-em-quadrinhos, de serem uma forma de corrupção juvenil. Wertham chegou a colher até depoimentos de adolescentes criminosos que, supostamente, tinham se inspirado na leitura de HQs para praticar delitos graves. O livro causou muita confusão e uma onda de “caça  às bruxas” contra os quadrinhos. Resultou na criação do mal-fadado Comics Code, que baniu de circulação os  gibis  que  contivessem TERROR e VIOLÊNCIA. Como o Brasil já traduzia e publicava aos montes o terror gringo, o material escasseou, e gente como José Sidekerskis, Victor Chiodi, Heli Otávio de Lacerda, Cláudio de Souza, Arthur de Oliveira e Miguel Falcone Penteado, com sua grande visão empresarial, iniciaram 1º movimento consciente em prol da HQ nacional, com a criação da Editora Continental (logo mudada para Ed. Outubro),que só publicava HQs de autores brasileiros. E não era só de terror, mas todos os gêneros: faroeste, infantil, romance, etc. Mas, foi o terror da Outubro que consagrou grandes nomes como Flávio Colin, Júlio Shimamoto, Aylton Thomaz, Ignácio Justo, Getúlio Delphim, Gedeone Malagola, Sérgio Lima, Juarez Odilon, Nico Rosso, Lyrio Aragão, Luís Saidenberg, Gutemberg Monteiro e tantos outros, sob a direção artística de Jayme Cortez. Depois, surgiram as revistas O Estranho Mundo de Zé do Caixão, Histórias Caipiras de Assombração, Histórias que o Povo Conta e Sexta Feira 13.
Vejam o bom exemplo do nosso passado. Quando faltou o terror gringo, o nacional apareceu, se desenvolveu e revelou grandes artistas. E nenhum fã ou leitor MORREU ESTREBUCHANDO porque o material importado sumiu das bancas. Eles o substituíram pelo Brasileiro, que era muito melhor.

O mesmo se dá hoje com outros gêneros. Se parassem de publicar mangá Japonês, haveria brasileiros sobejamente competentes, como Daniel Horn, Jean Okada, Érica Awano, e outros que supririam a demanda, e fariam histórias tão boas ou melhores que as importada.
 Se parassem com os gêneros infantis estrangeiros, também teríamos os belos traços de Ziraldo, Valdemir Ávila, Antonio Cedraz, e  Moacir Torres com ótimos personagens para crianças. E os leitores os substituiriam pelos gringos sem choro algum. E olha que existe já o Maurício de Souza no pedaço.
Se a HQ americana de super-heróis também tivesse sua importação proibida ou controlada, teríamos aqui excelentes artistas como Emir Ribeiro, E.C Nickel, Sebastião Seabra e Vagner Francisco com personagens muito mais bem construídos, e competência de sobra para não deixar os fãs da fantasia-e-ficção órfãos.

Até o faroeste Brasileiro, como foi o caso de Chet, dos irmãos Portela,  na época da Editora Vecchi, vendeu bem mais que o concorrente italiano, e com certeza voltaria a suplantá-lo.
O que está faltando, então?
É o Brasil  CRIAR UM POUCO DE  VERGONHA NA CARA !

O título da nossa página é apenas uma bem humorada brincadeira sobre a situação tragicômica dos desenhistas e escritores de Histórias em Quadrinhos no país do futebol e do samba. É quase sempre sinônimo de pouca realização profissional e pouquíssimo dinheiro. Por quê cargas d’água isso acontece ?

Primeiramente porque o Brasil sempre foi  colonizado e dominado. Um eterno “país em desenvolvimento”, impossibilitado de se livrar desta incômoda condição, por se sujeitar aos ditames da potência dominadora. Tal situação se deve muito à própria escolha do Brasileiro em geral, que, com raras exceções, faz da preguiça, da vagabundagem, do conformismo, da baixa auto-estima e da indolência o seu meio e modo de vida. Para haver uma reversão, só promovendo uma nova tomada de consciência nas mentes das pessoas. A começar pelos próprios quadrinhistaso .

 A maior parte dos produtores de quadrinhos no Brasil segue um modelo padrão, e  uns poucos são excludentes do estereótipo. Seu maior defeito é a baixíssima auto-estima. Diminui-se diuturnamente perante o artista estrangeiro. O Brasileiro o idolatra, beija o chão onde ele pisa, e usa-o como "referência" para seus trabalhos. Considera-se uma BACTÉRIA diante do estrangeiro. Por isso, está sempre fazendo-lhe "homenagens", as quais jamais serão vistas pelo tal, pois o cara lá longe está pouco se lixando se um bajulador daqui resolveu lhe servir de "moleque de recados". Ou seria "moleque de propaganda"..? Não importa o termo. Vale a atitude. O quadrinhista brasileiro sempre acha uma desculpa das mais estapafúrdias para cultuar e reverenciar seus deuses do além-3º mundo. Não raro é vermos excelentes desenhistas colocando sua arte caridosa e gratuitamente à serviço da zilionária indústria estrangeira. Basta efetuar uma simples busca na rede mundial de computadores, à procura de personagens consagrados em páginas Brasileiras. Será então possível obter-se uma noção da quantidade de babões de latrina que gastam seu tempo e o oxigênio deste país. A maioria deles é QUADRINHISTA BRASILEIRO, tendo ataques tiéticos aos berros de “lindo”, “lindo” e “é o maior”, falando com ardor sobre seus ídolos,  se menosprezando e enaltecendo doentiamente o forasteiro. E pior: denegrindo também seus colegas de "profissão", criticando-os com cinismo, chacotas e deboche.

Existe, entretanto, um aspecto bem contraditório. Um eterno ego em constante edema, além de uma teimosia senil ilimitada. O artista brasileiro, em geral, não gosta de ouvir conselhos e nem recebe de bom grado quaisquer críticas, mesmo as mais bem intencionadas. Sente-se aviltado em sua pseudo-opção de criação, e reage quase sempre com violência, indignação e uma ira infantil. Como se fosse auto-suficiente ou tivesse a capacidade pensar por si próprio e não fosse 100% influenciado e direcionado pela massiva propaganda dos "seus ídolos." Os mesmos, cujas empresas cuidam de soterrar qualquer chance dele vir obter algum sucesso com suas criações, e fazer a menor concorrência  que seja.

Como se não bastasse sua própria cabeça ter sido adulterada, ainda existe o público e os editores locais, também devidamente adestrados a engrossarem as fileiras dos adoradores aloprados. O primeiro, e massa de maior fatia nesse bolo, é o menos culpado em todo o processo. Compõe-se, em sua maioria, por indivíduos desinformados e despreparados, e portanto, mais suscetíveis à propaganda mercadológica e intermitente. O segundo, porque é um eterno caçador de dinheiro, sempre visando o lucro imediato e rápido, não importando quais meios utilize para obtenção de sua meta. Afinal, assim funciona a grande parte das nossas mentes empresariais.

Por causa desses infelizes percalços, o produtor de quadrinhos brasileiro amarga sua triste sina desde o primeiro terço do século XX, numa maldição que atravessou os anos, e se estendeu ao século XXI. Isto porque as causas não mudaram, e principalmente, as mentes dessas pessoas continuam estagnadas, conduzidas por padronização e ditames da mídia e das grandes corporações e sindicatos estrangeiros da indústria dos quadrinhos.

Deve ser por semelhantes motivos que asnos, mulas, jumentos e cavalos continuam servindo de montaria para os humanos, ou puxando carros e carroças de madeira por tantos séculos... e ainda sendo chicoteados.

É o nefasto e vicioso círculo, repetindo-se sempre. O Brasil sofre de uma doença crônica, uma espécie de colonialismo que atira no próprio pé. As pessoas que liam e idolatravam os péssimos gibis estrangeiros, hoje também produzem gibis, e inspiram outros a fazer o mesmo, e na mesma linha. O fazem estimulados pelo que os inspirou: ou seja, a porcaria estagnada, o lixo estrangeiro jogado para nós mortos de fome catarmos e consumi-lo ! Se o artista só lia e lê heróis americanos e mangá, certamente produzirá um gibi nessa linha, a seu gosto, recheado com todos os seus velhos clichês. Portanto, independência criativa é coisa inexistente para essa gente, apesar de virem-na arrotando como desculpa para sua produção medíocre e colonizada.

É bastante óbvio: se o leitor  só vê e lê lixo, ele vai tender a desenhar o mesmo lixo, ou cópia dele.

Ao tentar publicar nas editoras "brasileiras", o artista vai levar a porta na cara, porque  está fazendo a mesma droga que os editores já publicam a preço de banana nanica e com a máquina de propaganda estrangeira a  favor. Os editores são culpados por alimentarem e incentivarem o consumo do que existe de pior nos quadrinhos.

Como vêem, é o tal círculo vicioso falado.

Em decorrência do monopólio das grandes editoras tradutoras do excremento importado, e da burrice das pessoas postas para comandar tais publicações, muita gente boa, competente e Brasileira não tem espaço nas bancas e gibiterias, pois lá estão os porcalhantes mangás, os entulhos super-heroísticos, e os alienados faroestes-espaguete. Todos ajudando a deixar os consumidores cada vez mais burros.

Mas... tem mais. Existe aquela manada estúpida com os cifrões estampados nos olhos, louca para desenhar para o mercado dos EUA... até DE GRAÇA. 90% destes desenham clonando os estilos dos gringos, e espalham Batmans e Wolverines pelos blogues e fotologues da net. SE derem sorte e forem bons chupadores e copiadores dos estilos da moda, poderão cair nas mãos de algum estúdio atravessador pilantra, que irá lhes explorar até a última gota de sangue.  Mas... o deslumbrado desenhista ganhará seu momento de júbilo e glória, com o prêmio de publicar no estrangeiro... e ainda faturará dólares (pô, e ele faria até de graça... pasmem !!!). Ganha também bajulação e elogios dos fãs e puxa-sacos de plantão brasileiros, muitos dos tais que ficam se corroendo de inveja, com faniquitos e louquérrimos de vontade de estar no lugar do cara. E o tal já se achando o Deus da Cocada Preta, arrebita o nariz, olhando seus puxa-sacos lá do alto do Olimpo com desdém.  No fim, tudo vai se reverter contra ele próprio, pois um dia o seu estilo copiado não será mais "da moda", e o otário será chutado sem contemplação alguma pelos editores gringos, e sumirá do mapa. Igual a muitos que já publicaram nos EUA e hoje não publicam absolutamente NADA aqui no Brasil. Estão sim por aí, formando grupelhos e promovendo cursinhos que ensinam como fazer quadrinhos, instruindo os novatos como eles devem estrepar com a verdadeira a arte do seu país. Os alunos irão cometer os mesmos erros de seus professores, e repetirão igual esquema estrangeiro: cópias, cópias e mais cópias.

Em meio a esse vendaval de trapalhadas, quem perde são todos os artistas dos quadrinhos do Brasil. Os que tem qualidade técnica e gráfica não acharão espaço para publicar em seu próprio país. As editoras não os aceitam. Os leitores bitolados também não. E ele próprio é outro alienado que só sabe copiar e fazer as mesmas porcarias das quais ele era e é fã de carteirinha. Os verdadeiros artistas, que tentam ou tentaram algo diferente, também sofrem o mesmo peso da maldição que nos assombra há mais de 70 anos. Tudo volta a se repetir, e repetir.

Portanto, este quadro dantesco é o resultado de uma massa bolorenta, cujos ingredientes são: burrice, ganância, ignorância, desinformação, prepotência, preguiça e teimosia.

Por toda essa sequência nefasta de tropeções, o quadrinho Brasileiro não sai desse gueto fechado de pequenos grupos de fãs, e fadado a jamais alcançar a grande massa de leitores... ou seja, os que AINDA lêem alguma coisa, visto que o povo Brasileiro detesta leitura, e gosta mesmo é de pão e circo. Havendo cachaça, futebol, religiões castradoras e pagode para entorpecê-lo, que se dane a arte, a cultura e o conhecimento.  Pobres de nós.

Entretanto, já se acha alguma centelha de inteligência nesse mar de estupidez. Alguns poucos desses artistas já se deram conta de todo esse processo imbecilizante, e já tentam alterar alguma coisa. Aparentemente, mais e mais adeptos aparecem todo dia, aqui e ali. De uma forma lenta, mas já se faz notar. É possível que esteja se avizinhando uma mudança. Poderá estar vindo aí uma nova explosão dos quadrinhos Brasileiros. E vislumbra-se o começo de tudo primeiramente aqui, na internet. Querem ver os exemplos ? Acessem as páginas listada mais abaixo.  Já são um bom começo.

ASSOCIAÇÃO DOS DESENHISTAS BRASILEIROS SEM SERVIÇOS FOI CENSURADA. Uma molecagem vinda do traidor JRP-Lanca tirou a ADBSS do ar, e por isso mudamos de endereço, para longe da censura idiota que existe apenas no Brasil. Basta uma denúncia vazia para que se tire desrespeitosamente uma página do ar.
Até tinha uma certa admiração pelo gajo, mas depois dessa atitude covarde, vi o quão ratazana ele é, e hoje incluo-me  entre seus inimigos.
Para azar do pilantra, minha filha mantinha as páginas devidamente gravadas, de forma que, o único trabalho foi abrir este novo espaço.

Excluí daqui a revisteca vagabunda e fracassada de um mangazeiro burro e semi-analfabeto, que nem merece ter o nome citado, e muito menos seus personagens ridículos. Minha página não se prestará a divulgar quem não merece.
É por essas e outras que o quadrinho brasileiro não vai para frente.

 
BARTOLOMEU  VAZ
  

BOAS PÁGINAS PARA SE VISITAR
:
NONA ARTE *
 HISTÓRIA REALXAXADO * MICHÈLLE * CCQ1 *  CYRNE * 
*  MULHERES NAS HQS  * COLONNESE  * MUTARELLI * AREIA HOSTIL * JAMYS *
*  MARCA DE FANTASIA *  IDENTIDADE  *  10 PÃES * VELTA * VIRGO * VARDI *
* NOVA * GIBIBLOG * ZINE BRASIL * TIANINHA * LIGAZINE * ALBERTO PESSOA *

ABCDOTECA (TODO O MAPA DA PÁGINA DO BARTOLOMEU VAZ) :

1) HQ NO BRASIL 1  - INDEX
2) HQ NO BRASIL - INDECA
3) BALAIO DE CARTAS - IDIOTECA

4) OUTRAS CARTAS IDIOTAS - BABACATECA
5) CARTAS AINDA MAIS BOBAS - BABAQUARATECA
6) CARTAS DOS HERÓIS USA - BESTALHOTECA
7) QUEM FOI O VULTO MISTERIOSO - VULTO MISTERIOSO
8) E O VULTO FOI RAQUEADO - VULTO RAQUEADO

9) A BOBAGEM HUMANA EXPOSTA - FÓRUM 1
10) MAIS DO FÓRUM DA BITOLAÇÃO - FÓRUM 2
11) QUADRINHEIRO - EMIR RIBEIRO
12) HQ: AOS PÉS DE VELTA  - A SEUS PÉS
13) PITACOS DO BARTÔ 1 - PITACOS 1

14) PITACOS DO BARTÔ 2 - PITACOS 2
15) PITACOS DO BARTÔ 3 - PITACOS 3

16) PITACOS DO BARTÔ 4 - PITACOS 4
17) PITACOS DO BARTÔ 5 - PITACOS 5
18) PITACOS DO BARTÔ 6 - PITACOS 6

19) CADA VEZ PIOR, CADA VEZ PIOR - ALIENAÇÃO EM ALTO GRAU
20) NÃO ESTOU SÓ - 1 - LUIZ MAIA

21) NÃO ESTOU SÓ - 2 - PEDRO CARLOS
22) NÃO ESTOU SÓ - 3 - OGREDSON
23) NÃO ESTOU SÓ - 4 - GEDEONE MALAGOLA

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