A Criança e a Desidratação

A Criança e a Desidratação

A desidratação é uma doença muito comum no Brasil, e todos os anos milhares de crianças morrem por causa dela. Apesar de ser uma doença grave, é facilmente previnível e tratável, desde que se reconheça logo os sintomas e se tome os devidos cuidados.

Todos nós temos em média 60% de nosso peso corporal formado por água. Essa porcentagem pode variar para mais ou menos, conforme a quantidade de gordura em nosso corpo. Assim, as crianças têm 75% do seu peso formado por água, enquanto o idoso tem apenas 53% (para os homens), ou 46% (para as mulheres), em média. Ou seja, quanto maior a quantidade de gordura no corpo, menor a quantidade de água. Esse fato é importante porque, no caso das crianças, qualquer perda de água no corpo vai afetar profundamente seu peso e seu metabolismo. Como as crianças se desidratam (perdem água) mais facilmente, é preciso estar sempre alerta para evitar esse problema.

Normalmente, perdemos em média 2,5 litros de água por dia, seja pela urina, fezes, suor ou até mesmo pela respiração. Para haver um equilíbrio constante, é preciso ingerir o mesmo volume de líquidos, todos os dias.

CAUSAS

De maneira geral, a causa mais comum de desidratação é a diarréia

Na época do verão, a incidência de doenças gastrointestinais aumenta bastante, não só pelo aumento na quantidade de vírus causadores de diarréia (as chamadas "diarréias de verão"), como também pela contaminação dos alimentos por bactérias.

O que acontece é que nem sempre as pessoas se preocupam em colocar os alimentos na geladeira, e as bactérias encontram assim um ambiente ideal para se multiplicar. Como conseqüência da ingestão de alimentos contaminados, ocorre uma alteração nos intestinos. Eles começam a trabalhar mais rapidamente, na tentativa de eliminar aquilo que está sendo ruim para o organismo.

Isso é a diarréia. Se o processo não for bloqueado, a criança começa a eliminar muita água junto com as fezes, podendo entrar em desidratação. A melhor coisa a fazer, nesse ponto, é oferecer líquidos, como água, chá e alimentos leves, sem gordura, como bolacha de água e sal, maçã, banana -maçã, arroz cozido, purê de batatas, etc. No Brasil, é muito comum as pessoas utilizarem a "água de arroz", que ajuda bastante a combater a diarréia.

Em casos mais complicados, o ideal é dar para a criança o soro caseiro ou mesmo utilizar fórmulas industrializadas, como o Pedialite. A maioria dos postos de saúde oferece soros reidratantes fáceis de preparar.

Além da diarréia, o vômito também pode levar à desidratação. Também nesse caso, o uso de soro reidratante e a dieta leve citada acima ajudam bastante. Caso haja necessidade, a criança deve receber medicamentos receitados pelo médico para parar o vômito.

Também o aumento da sudorese pode causar desidratação. É o caso da febre, em que o aumento da temperatura do corpo amplia a eliminação de água não só pelo suor da pele como pela respiração. A exposição prolongada ao sol ou outra fonte de calor intenso aumenta o suor, e também pode levar à desidratação. É muito importante, no verão, colocar roupas bem leves nas crianças, de preferência roupas de algodão, para que elas possam transpirar normalmente. Nos dias quentes, é preciso oferecer constantemente líquidos às crianças, para repor as perdas provocadas pelo calor. É preciso também tomar muito cuidado com a qualidade da água a ser bebida: use sempre água filtrada, ou fervida e tratada com cloro, quando a água vier de poço.

SINTOMAS

Normalmente, quando a criança está desidratada, o principal sintoma é a sede. Além disso, a criança apresenta as mucosas secas, o que pode ser constatado através da boca sem saliva.

Também os olhos ficam ressecados e fundos. A pele se torna mais seca e forma "pregas"quando pinçada. Na criança bem pequena, que ainda tem a "moleira" aberta, nota-se que ela está deprimida. Quando a desidratação é leve, basta apenas o tratamento oral, com a reposição de líquidos através da ingestão de soro. Quando a desidratação se torna intensa, porém, é necessário dar soro por via sangüínea, e só suspender quando o grau de hidratação estiver estabilizado.

PREVENÇÃO

Como regra geral, o que se deve fazer para evitar a desidratação é:

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