Mudanças no corpo da mãe

Mudanças no corpo da mãe

Para o bebê crescer dentro de você, há necessidade de uma mudança total no corpo da mãe, a fim de que este desenvolvimento possa acontecer.

Assim, durante todo este processo você atravessará transformações hormonais, musculares, circulatórias e respiratórias de grande importância. Mas não se assuste, pois isto acontece com todas as mulheres e seu corpo naturalmente se transformará para formar, desenvolver e acomodar seu bebê.

No correr da gestação as funções do seu corpo se tornarão mais e mais complexas para gerar e desenvolver o bebê até o momento do parto, com seu organismo atuando de uma maneira instintiva e reflexa para seu filho nascer. Portanto prepare-se, isto inevitavelmente está acontecendo com você.

Os hormônios

No início da gravidez ocorre um aumento na produção de alguns dos hormônios que o seu organismo naturalmente produz, para que possa haver equilíbrio das suas funções vitais e das do seu bebê.

Embora sejam inúmeros os hormônios envolvidos no processo de gestação e formação do bebê, e todos sejam muito importantes, o fundamental nesta fase é o hormônio chamado GCH (gonadotropina coriônica humana), que é produzido em grande quantidade pela placenta no início da gravidez.

O GCH, ao que tudo indica, é um dos responsáveis pelos enjôos ou náuseas matinais mas diminui após o terceiro mês, com a completa formação da placenta.

São os hormônios atuando em você nestes primeiros meses o que a fará se sentir mais ansiosa ou deprimida e até mesmo com várias alterações emocionais (com uma instabilidade afetiva semelhante à da TPM, ou tensão pré-menstrual, gerando irritações, mudanças constantes de humor, choro fácil, euforia e alegria), numa intensa mistura de medo e ansiedade.

Em geral, as mulheres que apresentam tais oscilações durante o período pré-menstrual tendem a viver estas mesmas mudanças nos primeiros meses de gravidez.

Os outros hormônios importantes são os estrogênios, a progesterona e a relaxina.

As ações mais importantes da progesterona

A. reduz o tônus dos músculos lisos (com o que, por exemplo, a comida fica mais tempo no estômago pela redução da atividade muscular envolvida na digestão) e as veias ficam mais propensas à dilatação,

B. induz a retenção de líquidos,

C. altera a temperatura do corpo,

D. desenvolve as células das glândulas produtoras de leite,

E. estimula a respiração, levando você a inspirar e expirar mais profundamente.

As ações mais importantes dos estrogênios  

A. aumento do volume do útero e dos canais mamários,

B.Aumento do nível de prolactina, para preparar as mamas para a lactação.

As mais importantes ações da relaxina  

A. produz um ligeiro amolecimento das articulações pélvicas (articulações da bacia) e das suas cápsulas articulares, dando-lhes a flexibilidade necessária para o parto,

B. tem ação importante no útero para que ele se distenda à medida em que o bebê cresce. São os hormônios os responsáveis pela alteração dos seios (os seus mamilos ficam maiores e mais escuros e se alargam), preparando todo o seu corpo para amamentar, embora para algumas mulheres que já tiveram filhos talvez estas mudanças não sejam tão drásticas, já que o organismo não reage de maneira tão intensa a essa preparação para a amamentação.

NA HORA DO PARTO HAVERÁ UM DESENCADEAMENTO DE HORMÔNIOS PARA QUE OCORRAM AS CONTRAÇÕES, A DILATAÇÃO E A EXPULSÃO DO BEBÊ. É POR ISTO QUE O PARTO É INSTINTIVO, REFLEXO E NATURAL.

SE HOUVER UMA FALHA NESTE PROCESSO, OU ALGUM OUTRO IMPREVISTO QUE DIFICULTE OU ATÉ MESMO IMPEÇA ESTA MANIFESTAÇÃO NATURAL, COM CERTEZA O SEU MÉDICO SABERÁ TOMAR AS DEVIDAS PROVIDÊNCIAS.

Uma pequena noção do processo de desencadeamento dos hormônios

Bem no meio de sua cabeça reside uma glândula muito importante, a hipófise.

Quando a hipófise é estimulada pela progesterona, libera um hormônio chamado ocitocina, responsável pelas contrações uterinas que fazem com que o bebê nasça, levando o útero a se contrair para voltar ao tamanho normal (logo após o parto) e fazendo contrair os dutos mamários (canais por onde o leite vai descer).

A prolactina, hormônio que faz o seu corpo produzir leite, também é liberada pela hipófise.

Na hora de amamentar, graças a uma produção maior de ocitocina, ocorre uma contração maior dos canais mamários (para que o leite "desça") e espasmos do útero, com o surgimento eventual de cólicas.

Também ocorre neste momento uma eliminação maior de sangue. Este é o maior sinal de que seu útero está voltando à antiga forma.

Concluindo: quanto mais você amamentar seu filho, mais rápido e com eficácia seu útero voltará ao tamanho normal. Benditos hormônios!!!

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