A  ARQUITETURA:  DENTRO DO CONTEXTO AMBIENTAL

 
                         É inadmissível, num país, onde se tem um dos mais conceituados arquitetos do mundo, Oscar Niemayer, ainda se faz projeto arquitetônico, sem levar em consideração as condições ambientais!...Como se sabe, o Brasil, é  um País Tropical por natureza, pois, estar encravado entre os trópicos de câncer e capricórnio, decorrente disto, é basicamente, um País quente e úmido, existindo uma pequena faixa subtropical, que tem um clima mais ameno, que  compreende, somente os Estados, do Paraná,  Santa Catarina e o Rio Grande do sul. 
                        No entanto, muitos Projetos Arquitetônicos, são elaborados e executados, sem levarem em consideração esta questão climatológica, pois, muitos projetos de Obras de Engenharia, principalmente as Obras Publicas, são executados sem obedecerem a critérios climatológicos.
                        É notória e publica esta questão, pois temos inúmeros exemplos desta realidade. Para não ir muito longe, cito a construção da Reitoria, Biblioteca Central e alguns Blocos da UFPB (campus I) em João Pessoa (PB), que outrora foram construídas, sem nenhum critério arquitetônico ambiental. Pois bem, são obras monolíticas, quase hermeticamente fechadas, ou seja, sem nenhuma opção de ventilação. Até parece que o MEC (ministério da educação e cultura) elaborou estes projetos das universidades federais brasileiras, achando que todas as regiões do Brasil, fossem de clima frio (ameno), como o clima da Região Sul.
                         Agora, o mais absurdo ainda,  é construírem prédios públicos e/ou particulares, com fachadas arquitetônicas quase toda de vidro; sabendo que estas mencionadas fachadas arquitetônicas, funcionam como se fossem  estufas, uma vez que o vidro tem uma propriedade peculiar, que, embora transparente, é um completo isolante térmico. Ele permite que as radiações do sol passem para dentro do prédio, mas não deixa que o calor saia do seu interior. Dessa forma, o calor acumula-se, mantendo o interior do prédio cada vez mais quente. Só a titulo de ilustração, cito algumas obras dessas aqui em João Pessoa (PB), o Prédio Sede do DER (PB), o Fórum Desembargador Archimedes Souto Maior (o principal da Capital Paraibana), o Fórum Criminal Ministro Osvaldo Trigueiro Albuquerque de Melo e Prédio da VASP, entre outros... Entretanto, os arquitetos projetistas desses tipos de obras, se defendem! Para que existem os aparelhos de ar condicionado? Tudo bem, se sabe e muito bem, que no dimensionamento das instalações prediais, os aparelhos de ar condicionados são imprescindíveis nas regiões de clima quente, no entanto, que seja de uma perspectiva de demanda de consumo de energia tolerável que não onere tanto o orçamento final da obra de  engenharia (pois, exige um sistema de refrigeração mais possante), até porque  a engenharia existe para minimizar os custos das obras, e até mesmo os custos de manutenção das mesmas. E o mais grave de tudo isto, alem dos altos custos de construção e manutenção dessas mencionadas obras prediais com paredes de vidro, é que se continuarem a construírem indiscriminadamente tais projetos (prédios com parede de vidro), comprometerá o Sistema de Energia Elétrica do Brasil, principalmente, o do Nordeste, que já está à beira de um colapso... Até parece que os nossos arquitetos, ao projetarem os edifícios de vidro, não levam em consideração os parâmetros ambientais, Ou simplesmente, copiam os projetos estrangeiros, principalmente, dos Países Escandinavos (Noruega, Dinamarca, entre outros), Canadá e EUA, países estes de clima temperado, ou seja, de clima frio, donde esses mencionados projetos são mais do que necessários., Que obviamente, em alguns meses do ano, nem precisa usar aquecedores nessas obras prediais.
                         Donde se conclui:  que é necessariamente imprescindível, na elaboração de qualquer projeto arquitetônico, em qualquer região da superfície terrestre, é que se leve em consideração, essencialmente, as condições ambientais destas regiões...
 
                                                    Do autor:
                                      Pedro Severino de Sousa 

                                                            

 

 

                                                                         

 


 

 

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