A METEOROLOGIA E SUAS PREVISÕES

            Apesar de todo avanço científico, ainda as previsões meteorológicas se baseiam em fenômenos passados, ou seja, se fundamentam em ocorrências do passado, tanto referentes aos anos chuvosos, quanto aos anos secos, para preverem os índices pluviométricos (chuvas) no futuro. Já se tem muitas teses, até mesmo de doutorado, que defendem esta teoria. Ao meu ver, é uma teoria em parte equivocada.

            É verdade que a ciência só existe devido a ocorrência dos fatos. Para todo efeito existe uma causa. Entretanto,, o que se vê na maioria dos estudos (trabalhos, artigos, teses etc.) meteorológicos são os efeitos, ou seja, mostram-se somente os índices pluviométricos nos meses, anos, décadas e séculos por região, e a maioria desses estudos são referentes ao Nordeste do Brasil, como se esta região fosse balizadora de toda climatologia da biosfera terrestre. E daí, fazendo uma projeção para o futuro, sem levar em consideração que as condições ambientais (clima da Terra) de hoje são bem diferentes das condições climatológicas de um século atrás.

A população humana cresceu assustadoramente neste último século, passando de um bilhão de habitantes para seis bilhões. Isto, obviamente, levou a um aumento exacerbado da urbanização, donde as matas e florestas foram substituídas por selvas de pedras, que, desta forma, vêm progressivamente aumentando a aridez na biosfera terrestre. Além do mais, com o aumento progressivo da emissão de dióxido de carbono e outros gases poluentes produzidos por fabricas, industrias e automóveis, que reagem com o oxigênio do ar e dissolvem-se em gotículas de chuvas, provocando chuvas ácidas, também nocivas ao meio ambiente.

            Então a ciência meteorológica tem que se preocupar com as causas desses fenômenos meteorológicos, como por exemplo, El niño, tão maléfico para o Nordeste do Brasil, Indonésia e Austrália Oriental. Em compensação, tão benéfico com o Sul, Norte, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Em que os seus efeitos, El Niño provocou fortes precipitações no Alasca e no Canadá, por sinal, países esses com predominância do clima polar ártico. Mesmo assim, ainda é desconhecida a causa deste efeito. Não se concebe que um fenômeno geofísico tão determinante da climatologia terrestre seja desconhecido sua causa. Entretanto, só se combate, se previne ou pelo menos ameniza os efeitos, conhecendo-se as causas. Um exemplo bem prático disto é na medicina, em que, para se tratar e/ou curar uma determinada doença, será preciso, primeiro se conhecer as causas (diagnóstico) desta doença. Isto no entanto, é o principio básico, a relação causa e efeito de todo conhecimento científico. Portanto, é inconcebível, desconhecer esta causa.

A ciência geológica defende a tese de que El Niño é provocado devido ao deslocamento das placas tectônicas, que, por sua vez, através de suas fissuras, liberam gases altamente quentes do magma vindo do interior da Terra e/ou por atividades (erupções) de cadeias vulcânicas submersas no Oceano Pacífico ocidental, localizadas na costa do litoral peruano.

            É mais do que lógica esta tese, do contrário como se explicar o aquecimento dessas águas?    Alguns meteorologistas atribuem o aquecimento dessas águas aos ciclos de manchas solares que ocorrem no intervalo de 12 em 12 anos. Para o melhor esclarecimento: manchas solares são grandes atividades de explosões nucleares e, em conseqüência disto, o Sol emite maior intensidade de calor para o seu sistema solar. Porém, não justifica que só aqueça o local do El Niño, pois as manchas solares, por pequenas que sejam, são bem maiores que o planeta Terra.

            E afinal, o que significa o El niño? Na terminologia da palavra, significa o Menino Jesus. Devido na ocorrência deste fato, essas águas oceânicas do pacífico ficam tão aquecidas, que grandes quantidades de cardumes de peixe, vem a tona. Em decorrência disto, facilita a sua pescaria, e que também provoca uma grande mortandade de peixes. Isto no entanto, para os pescadores peruanos, é considerado como se fosse, uma Graça de Deus. Pois, neste período da ocorrência do El niño, no Peru, país da América do Sul, aumenta substancialmente a produção do pescado em tonelada/peixe e que até mesmo chega a exportar. Mas que de Graça de Deus, não tem nada! E, sim por causa do aquecimento dessas águas. Pois, os plânctons, algas... (flora marinha), vem a tona levando, simultaneamente grandes cardumes de peixes, decorrente do super aquecimento dessas águas na plataforma dorsal deste mencionado oceano.

            Outrossim, é percebível a olho nu que todos os ecossistemas da biosfera terrestre vem desde a sua formação, no transcorrer dos milênios, séculos, décadas e anos a fio, até certamente no final dos tempos, perdendo (diminuindo) os seus índices pluviométricos (quantidade de chuva por região), decorrendo do próprio ciclo hidrológico (ciclo da água) na formação da biosfera ou melhor, da biomassa terrestre, que é a totalidade de toda massa biológica (principalmente vegetal) de todos os ecossistemas, incluindo também, toda biodiversidade de seres vivos (animais), inclusive o homem...

... E por falar no homem, este é o principal consumidor dessa massa hídrica (água) também, o maior responsável pela poluição e pela destruição dessa mencionada massa hídrica. Enquanto, que os vegetais (flora) consomem também massa hídrica, mas no entanto, libera para a natureza 50% deste consumo, através da fotossíntese por meio da evapotranspiração... Uma prova inconteste disto, é que a floresta amazônica contribui em até 50% da formação de chuva nessa região.

Então, como se vê, o homem, é o principal causador do aumento crescente da aridez da biosfera terrestre, através da devastação desenfreada de matas, florestas e a crescente urbanização, onde as matas e as florestas, são substituídas por verdadeira selvas de pedras. Tudo isto decorre da ganância do homem pelo lucro fácil e também por falta de uma política de reflorestamento. Portanto, por isso, desta forma, vem diminuindo substancialmente a umidade de muitos ecossistemas da biosfera terrestre, tornando-os cada vez mais áridos... Aridez esta, é que leva a um princípio de início de uma desertificação, impossibilitando, o ciclo das chuvas, pois não existindo umidade ambiental, mesmo existindo calor será impossível, formar chuvas... Que deste modo, com o passar dos anos, vai gradativamente inviabilizando o ciclo natural e normal da água... Que é na sua essência o ciclo das chuvas...

Em suma, só a titulo de informação, para se saber o dia, é úmido (chuvoso) ou seco (não chuvoso), basta somente saber: a umidade relativa do ar neste dia... para se compreender melhor esta questão, será preciso que se adentre aos por menores da umidade do ar. Pois, então: a água, sob a forma de vapor ou gotículas, está sempre presente na atmosfera. O ar, tem capacidade para conter um certo limite de vapor de água, quando este limite é atingido, o ar fica saturado, isto é, cheio. O ar quente, consegue conter mais vapor de água do que o ar frio. Se a temperatura do ar saturado diminuir, o excesso de vapor que esse ar contém se condensa, isto é, passa para o estado líquido. A condensação do vapor de água, dá origem as diferentes formas de precipitações: orvalho, neve, granizo, geada e chuva... Na essência da palavra, umidade relativa do ar, é a relação da quantidade de vapor de água (calculada em gramas por metros cúbicos de ar), e o volume e a temperatura da atmosfera de um determinado lugar. Quando, a umidade relativa do ar, atingir cem por cento de umidade, o ar atingiu seu ponto de saturação quando a umidade do ar está muito baixa, como em áreas desérticas ou em lugares como Brasília, capital do Brasil, em determinados meses do ano dificilmente chove, mesmo existindo intensa evaporação...

... Então, conhecendo a umidade relativa do ar neste dia, poder-se-ia, prever, perfeitamente, se o dia é úmido (chuvoso) ou seco (não chuvoso), se por exemplo, esta umidade relativa, for maior (>) do que 70% e mantiver esta tendência de subida, será um dia chuvoso e se esta umidade relativa for menor (<) do que 70% e mantiver a tendência de caída será um dia seco, ou melhor, não chuvoso...

 


 Autor: Pedro Severino de Sousa
Bacharel em Administração
Funcionário do DER/João Pessoa-PB
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