ANOTAÇÕES

As Aventuras da Liga Extraordinária

Por Jess Nevins (jjnevins@ix.netcom.com)

Esse texto é divulgado com a permissão do Autor. Thanks, Jess!


Capítulo III: Mistérios do Oriente

Página 12, quadrinho 3

Homem bravo: Quem é você?


Página 12, quadrinho 3

No estandarte atrás de Quatermain, lê-se Doutor.


Página 15, quadrinho 3

A estrada de Rotherhithe corre ao longo do lado sul do Tâmisa na área conhecida, tanto durante a era vitoriana quanto atualmente, como Rotherhithe. Ao atravessar o Tâmisa é que Rotherhithe se torna Wapping, que é uma parte de Shadwell. O túnel que une Rotherhithe e Shadwell realmente existiu no mundo vitoriano; na era vitoriana era conhecido como o Tunel do Tâmisa, ao longo do qual corria o East London Rail. Foi o primeiro túnel subaquático do mundo; ainda existe, sob do nome de Túnel de Rotherhithe. Em nosso mundo, porém, foi completado em 1843; uma tentativa anterior foi abandonada em 1807, quando o Tâmisa transbordou, mas uma segunda tentativa, iniciada em 1827, teve êxito. Dada a superior tecnologia que o mundo da Liga possui, é razoável que eles tenham construído uma ponte ao invés do tunel, mas a diferença de tempo entre nosso mundo e o mundo da Liga parece um pouco difícil de conciliar.


Página 16, quadrinho 4

Esta é na segunda vez nessa edição que Nemo menciona a idéia de um bombardeio aéreo contra a Inglaterra. Há muitos precedentes na ficção popular da época para tal coisa; talvez Moore esteja indicando que Nemo encontrou um aeróstato letal?


Página 18, quadrinho 2

É quase certo que a menina de camisola, o sujeito que conversa com ela e os dois sujeitos em primeiro plano signifiquem algo, embora não se tenha certeza do que. Alguns colaboradores dessas anotações sugeriram o seguinte:

  • A imagem da menina de camisola simplesmente sugere que ela seja uma referência a triste condição das crianças de rua da Inglaterra vitoriana, cuja pobreza as levava a prostituição;

  • A menina e o sujeito de cartola podem estar representando Alice Liddell e Lewis Carroll;

  • O sujeito de cartola pode estar representando Dr. Gull, o assassino de Moore em Do Inferno;

  • Os dois indivíduos no primeiro plano parecem ser Príncipe Albert Victor (Príncipe Eddy) e um amigo, talvez Walter Sickert. No entanto, o Príncipe Eddy morreu em 1892, seis anos antes das aventuras da Liga;

  • Os dois sujeitos poderiam ser Lord Arthur Savile e Dorian Gray, de O Retrato de Dorian Gray (1891), de Oscar Wilde.


Página 18, quadrinho 2

Em nossa realidade, realmente existiram as Tríades, aqui no real mundo, e elas eram seculares. Em seu ramo de trabalho, elas eram chamadas de tongues (que em inglês, significa tenazes).

De acordo com uma lenda sobre as Tríades, suas origens as remetem aos cento e três monges de Shaolin, dos quais só cinco sobreviveram a destruição de seu templo pelo governo imperial, que acreditava que eles eram uma ameaça devido a sua popularidade junto a população. O sétimo monge foi quem denunciou os planos do templo ao governo imperial, e desde esse dia, sete é usado pelas Tríades como sinônimo de traidor. Os cinco sobreviventes, depois de escaparem e enfrentarem obstáculos que se tornaram legendários (e que se tornaram parte dos rituais das Tríades), fundaram as primeiras Tríades, sociedades marginais com seu próprio sistema de símbolos, ritos de iniciação e códigos. Para os chineses, essas tongues, ou sociedades secretas, agiam como sindicatos de proteção mútua, que protegiam tanto seus membros quanto as pessoas de perseguições e da opressão. Claro que, com o passar do tempo, eles começaram a se transformar em organizações criminosas cheias de facções, angarindo novos territórios e lutando contra tríades rivais.


Página 18, quadrinho 4

Os Alienistas eram, de fato, psicólogos praticantes. Eles eram especialistas médicos no estudo e tratamento de doenças mentais e também eram chamados ocasionalmente pela polícia para ajuda construir perfis da personalidade de criminosos baseado nas evidência achadas nas cenas do crime, mas freqüentemente trabalhavam em manicômios. Eles não tinham boa reputação para com a maioria do vitorianos. Para mais informação sobre eles, leia The Alienist (O Alienista), de Caleb Carr. Mina teve experiência direta com alienistas como o Dr. Seward e o Professor Van Helsing, que eram alienistas praticantes - Seward em um asilo próximo a Carfax, e Van Helsing como professor de Seward.


Página 19, quadrinho 2

Ao julgar pela lista de nomes na parede atrás de Quatermain, o abrigo estaria cheio de escritores de literatura fantástica.


Página 20, quadrinho 8

O Está Pronto para Morrer escrito na parede do albergue é preciso; os asilos e abrigos vitorianos tinham muitos de tais mensagens escritas em seus tetos, como Moore aponta nas notas do apêndice do volume um de Do Inferno.


Página 24

A cavorita seria usada para dar poder ao veículo visto aqui. É completamente possível - até mesmo provável - que o insidioso Doutor tenha construído essa embarcação a partir do nada; mas também é possível que ele a tenha adquiriu de outra pessoa. Havia vários personagens na ficção popular vitoriana pós-verneana que possuiam submarinos tão poderosos quanto o Nautilus; dois deles poderiam muito bem estar aliados a Fu Manchu: Kiang-Ho e Ker Karraje. Kiang-Ho apareceu em Tom Edison Jr's Electric Sea Spider (A Aranha do Mar Elétrica de Tom Edison Jr) de Philip Reade, em 1892; ele foi um gênio pirata chinês educado nos EUA, e lutou contra a aranha elétrica de Tom Edison Jr em seu próprio submarino verneano. Ker Karraje apareceu em For the Flag (Pela Bandeira), de Júlio Verne, em 1896; Karraje era um notório pirata do Pacífico Ocidental que construiu um super-submarino elétrico, cujo poder ele usou para ameaçar o mundo.


Agradecimentos a Jerry Boyajian; Terence Chua, que fez um grande favor a todos por traduzir os ideogramas chineses; Brenda Clough; Mark Coale, como sempre; Park Cooper; Paul Crowley; Dr. Eric Fennessey; Steve Flanagan; J. Keith Haney; Jeff; Jobriga@aol, Regg Kashi; Jacque Koh; Barb Lien; Dave McKenna; Emilio Martin; John O'Neil; Martin Schroeder; Danny Sichel; Tphile e Marc Singer.


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