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N. Gezerino Lucas Annes

 

Nasceu em Cruz Alta a 4 de Julho de 1856, sendo batizado a 2 de Dezembro de 1858. Foram padrinhos o Alferes Satyrio de Oliveira Pillar, solteiro, e a avó materna, D. Gertrudes de Almeida Pillar,(B. 07 pg. 61 V.).

 

 

 

 

 

17.06.1871- Aos 15 anos, veio com sua mãe e os irmãos mais novos, Jerônimo e Gasparino, residir em Passo Fundo, indo trabalhar no cartório de seu cunhado Francisco do Amaral, esposo de Juvencia Lucas Annes.

12.10.1877 - Abre casa de negócio em Passo Fundo.

 

25.02.1880 - Casou-se com Maria Ferreira Prestes Guimarães, (Maricas), nascida em 27 de Abril de 1865, filha do então Major Antônio Ferreira Prestes Guimarães, e Ana Theresa Prestes.

 

11.02.1886 - Deixou de ser negociante.

 

04.08.1886 - Tomou interinamente o cargo de tabelião em P. Fundo.

 

16.05.1888 - Foi nomeado tabelião em Passo Fundo.

 

25.02.1894 - Abandona a cidade, junto com a sua família e muitas outras, devido a revolução federalista, indo para Cruz Alta.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

24.03.1894 - Nasceu seu filho Píndaro em Cruz Alta, no mesmo dia em que chegou em Vila Rica (atual Julio de Castilhos) a primeira locomotiva, havendo grandes festejos. Estava sendo prolongada a via férrea que vinha de Santa Maria e rumava ao norte do país.

 

Gezerino também era médico prático e advogado.

Um livro seu de medicina traz a dedicatória:

 

"Offerecido a meu mano Gezerino Annes, em signal de amisade e gratidão. Passo Fundo, 7 de Abril de 92. Ass. Gervasio Annes".

 

"Na graça natural que o distinguia tornando tão agradável a sua prosa, tinha Gezerino Lucas Annes repentes que valiam ouro.  Roda em que ele estivesse, já se sabia: era, pela certa, manancial de gargalhadas. Para apreciar fato ou caraterisar pessôa, o seu golpe de vista assumia a precisão de uma luva. Não se podia, com sua veia, cuja espontaneidade se patenteava ao pé da letra, desnorteando o parceiro."

(Antonino Xavier e Oliveira - Seara Velha, pág. 20. 1931 -Tip. Indep.) 

 

 

 

Contava-se que certa vez, Gezerino  prescreveu um medicamento a um paciente seu  que ao tomá-lo,   recuperou a saúde rapidamente.   Entusiasmado com a eficácia do remédio,  e a competência do médico,  esse senhor prodigalizava-lhes  elogios,  aos quatro ventos.   Mas sua  admiração transformou-se em viva indignação  quando veio a conhecer o nome do medicamento:   "A  Saúde da Mulher" !

 

 

 

 

 

 

 

Faleceu a 3 de Setembro de 1912, de angina do peito e uremia aos 56 anos de idade. Seu inventário se encontra no Arquivo Público de Porto Alegre: N:587- M:23 - E:117- A:1914.
D. Maria Prestes Annes, faleceu a 3 de Janeiro de 1923.

 

 

Necrológio de Gezerino Lucas Annes, publicado em

um panfleto local, cujo autor identifica-se por  "R".

 

Quando o homem afunda-se na morte, reflete-se na superfície social a imagem dos seus feitos.   

Essa silhueta, faustosa pelo seu brilho, ou repulsiva pela negrura dos seus traços, ou ainda edificante e bela pela correção das suas linhas, é o patrimônio moral que o morto deixa a sociedade em que viveu.

Vimos hontem, na sala mortuária de Gezerino  Annes, quantas vezes  era aquele laço negro desatado, para que a pobreza desvalida, em gratidão e amor, pudesse beijar aquela gelada mão, que tantos benefícios entre ela derramara em vida.

Aqueles beijos humidos de lágrimas, eram os funerais da caridade: mudos e emocionantes.  

A alma humana como que annihila-se ante a grandeza da gratidão da miséria!  

E, cercado da estima de uma população, baixou ao túmulo quem em vida se chamou Gezerino Lucas Annes.    Bendita seja tua memória, caritativo coração. 

                                                                                                                      4 de setembro.     R

 

 

Filhos do casal Gezerino Lucas Annes e  Maria Prestes Annes:

 

João Valdelírio Prestes Annes

Horizontina Miguelina Prestes Annes (Oriza)

Píndaro Odilon Brasileiro Prestes Annes

Serenita Catarina Prestes Annes                  Bisnetos

 

 

BN . João Valdelírio Prestes Annes nasceu a 16 de Abril de 1882. Casou-se aos 21 anos de idade, em 28 de Novembro de 1903, com Lúcia Eugenia Issler, (Lula), filha de João Issler e Lúcia Eugenia Issler. Faleceu a 5 de Novembro de 1938.

Pais de:

João Issler Annes

Paulo Issler Annes

Maria Lucia Issler Annes

Pedro Issler Annes

Maria Helena Issler Annes

Maria Madalena Issler Annes

Carlos Issler Annes                             Trinetos

 

 

TN . João Issler Annes, ou João Annes Filho, do comércio, nasceu a 15 de Setembro de 1904. Faleceu em 16 de Maio de 1963.   Casou-se com Deoclecia Rico, filha de Adão Rico, nascida em 11 de Maio de 1906, e falecida em 18 de Outubro de 1971.

Pais de:

Gezerino Rico Annes

Sadi Rico Annes

Telmo Rico Annes

Noeli Rico Annes

Moema Rico Annes

Juarez Rico Annes

João Rico Annes                            Tetranetos

 

 

TT. Gezerino Rico Annes. Bancário aposentado. Casou-se com Erciliany Chiapini, de Livramento.

 Tem 5 filhos.

 

 

TT. Sadi Rico Annes do comércio, casou-se com Cloraci Carrão, filha de Gaudêncio Carrão e Vitória Carrão. Tem 5 filhos.

 

 

TT. Telmo Rico Annes, do comércio, casado com Marlene Bauer, de Santo Ângelo. Tem 4 filhos.

 

 

TT. Noeli Rico Annes casou com Rubens Pereira da Silva, comerciaria, natural de Carazinho.

Tem 2 filhas.

 

 

TT. Moema Rico Annes casou com Militino Sponchiado Ferigolo.

Industrial. Tem 2 filhos.

 

 

TT. Juarez Rico Annes, do comércio, casado com Alcione d’Agostini, filha de Norma Marcelino d’Agostini. Tem 3 filhos.

 

 

TT. João Rico Annes, do comércio, casado com Gladis Annes.

Tem 3 filhos.

 

 

TN. Paulo Issler Annes nasceu a 20 de Setembro de 1905. Telegrafista. Casou-se com Aurasilva Carneiro de Souza, e residem em Montenegro. Tem uma filha.

 

 

TN. Maria Lucia Issler Annes nasceu a 3 de Março de 1907, viúva de Leopoldo Hömrich. Tem 3 filhos.

 

 

TT. Pedro Issler Annes nasceu a 19 de Janeiro de 1910.  Casou-se com Hilda Santos. Residia e trabalhava na Estação Experimental de Guaporé, onde faleceu a 16 de Fevereiro de 1970. Tem 3 filhos.

 

 

TT. Maria Helena Issler Annes nasceu 18 de Março de 1916. Corretora de imóveis, residente em Porto Alegre. Viúva do jornalista Ivens Lagoano Pacheco falecido em Londrina em 5 de Maio de 1980. Tem uma filha.

 

 

TT. Maria Madaglena Issler Annes casou-se com Augusto Gluck.

Tem dois filhos.

 

 

TT. Maria Madaglena Issler Annes casou-se em segundas núpcias com Valdemar Carvalho. Residem em Santa Maria, tem 3 filhos.

 

 

TT. Carlos Issler Annes nasceu a 20 de Fevereiro de 1919.

Casou-se com Gessy Canabarro. Tem 3 filhos.

 

 

BN. Horizontina Miguelina Prestes Annes (Oriza) nasceu a 11 de Março de 1884 em Passo Fundo. Casou a 26 de dezembro de 1907, aos 23 anos, com Juvenal Canfield, de 24 anos, filho de Thomaz Canfild e Verzilia Canfild.   Faleceram ambos em Passo Fundo.  Oriza a 10 de Abril de 1946, e Juvenal Canfild, em 10 de Abril de 1970.

Pais de:

Maria Catharina Annes Canfild

Ligia Annes Canfild

Lídia Annes Canfild

Maria Virgília Annes Canfild                    Trinetos

 

 

TN. Maria Catharina Annes Canfild nasceu a 17 de Dezembro de 1908. Casou-se com Eucherio Arizi. Residem em Porto Alegre e tem 2 filhos.

 

 

TN. Ligia Annes Canfild nasceu a 20 de Agosto de 1911.  Viúva de José Ginnari, do comércio. 

Reside em Porto Alegre.  Sem filhos.

 

 

TN. Lídia Annes Canfild nasceu a 24 de Setembro de 1914 em Erebango. Casou-se com Amadeu Godoi. Sem filhos.

 

 

TN. Maria Virgília Annes Canfild (Lia) casou-se com o advogado Mario Meira. Residem em Porto Alegre. Tem um casal de filhos.

 

 

BN. Píndaro Odilon Brasileiro Annes 

Ou apenas,, Píndaro Annes, como era conhecido.

 

 

 

 

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Trecho extraído de "Notas Históricas" de Sérgio Paulo Annes.

 

"Píndaro, filho de Gezerino Lucas Annes e de Maria Prestes Annes nasceu na cidade de Cruz Alta a 24 de março de 1894. Seus pais moravam em Passo Fundo, mas devido a Revolução Federalista de 1893, bem como muitas outras famílias, migraram para fugirem dos combates que ocorriam nos arredores de Passo Fundo. Foram, por voltas do fim do ano de 93, retornando no mesmo ano em que Píndaro nasceu, 1894. Assim pode-se dizer que nasceu em Cruz Alta "por imposição da guerra civil". Foi criado em P. Fundo e de lá saiu, já no fim da vida, para morar com sua filha Maria Amélia, em Porto Alegre.

Píndaro é descendente, trineto, de Manoel José das Neves e de sua mulher Reginalda Nascimento Rocha, casal oriundo de São José dos Pinhais Província de São Paulo, hoje Estado do Paraná.

Manoel e Reginalda doaram à Igreja (Nossa Senhora da Conceição) parte da Sesmaria recebida, um quadrado de três quilômetros por três.

Ao redor da Capela se construiu Passo Fundo. A filha do casal, Maria Neves que confirmou a doação, era casada com o paulista José Ferreira Prestes Guimarães que como Manoel José das Neves era de São José dos Pinhais e tropeiro. Um dos dez filhos desse casal foi o Gen. Antônio Ferreira Prestes Guimarães que em 1893 chefiou a Revolução Federalista na região denominada "Em Cima da Serra". Sua mãe, Maria, ao casar com Gezerino Lucas Annes, irmão do Cel. Gervasio Lucas Annes, chefe republicano deixou a família, parte Maragata por seu pai e parte Chimanga pela família do marido. Penso que isto contribuiu para a fuga para Cruz Alta e o nascimento de Píndaro, lá.Seu irmão mais velho, João Waldelírio tinha doze anos a mais que Píndaro, e casou-se com Lúcia Eugênia Issler. A seguir vinha a irmã Horizontina Miguelina que se casou com Juvenal Canfild. Mais moça que ele Serenita Catarina casou-se com Helmuth Homrich.
Voltando para Passo Fundo estudou em 1903 na Escola Particular Primária do Professor João Goulart "onde vigorava o regime da palmatória". Em 1905 estudou no Colégio São Pedro, dos Irmãos Maristas. Píndaro nos deixou fotos dessas duas turmas pelas quais passou em sua infância. Foi sacristão na primeira Capela que se situava na rua de fronte a Praça onde está a atual Catedral, só que na rua Morom. Tinha dezesseis anos quando perdeu o pai, provavelmente de um infarto do miocárdio. A primeira fotografia desta Capela, que está em meu poder, foi feita por Píndaro que na adolescência foi fotógrafo e depois topógrafo, tendo trabalhado na estrada de ferro que de Passo Fundo ia para Marcelino Ramos, rumo ao norte do país. Este trabalho era na região de Viadutos.

 

 

 

 

Mais tarde instalou uma fábrica de café, a Cafelaria São Thomé com a marca de Café Pureza, café com açúcar mascavo (o que era permitido na época). O Café Mãe Preta sem açúcar, para cafezinho e o Café Mikado que se destinava à venda pela cooperativa da Viação Férrea. Com amigos como Antão Chagas, Celeste Corá e João Lopes, propugnaram e conseguiram a instalação do Tiro de Guerra 225 na cidade. Um pouco antes da década de vinte, ao finalizar a primeira grande guerra, com um grupo de amigos e conhecidos, foi fundador do Hospital de Caridade (hoje Hospital da Cidade).  

 

 

 

Uma foto tirada em 1922, que está em meu poder, em frente ao Hospital, ainda por rebocar, está a Diretoria com os seguintes componentes ("da direita para a esquerda" lê-se, com a letra de Píndaro): Gabriel Bastos, Píndaro Annes, Max Ávila, Francisco Antonino Xavier e Oliveira, Juvenal Muliterno, Amador César Sobrinho "Dudu" e Helmuth Homrich. O fundador e primeiro Presidente que inclusive elaborou o Primeiro Estatuto e o Regulamento do Hospital foi Francisco Antonino Xavier e Oliveira. Mais tarde, já como Presidente, Píndaro dirigiu o Hospital por mais de trinta anos. Era sua "cachaça" como eu chamava. Ia pela manhã, à tarde e muitas vezes à noite. Só deixou o Hospital em meados de 1960. Ficando na Presidência Gervásio Araújo Annes (Gervazinho, como era conhecido).

Estava doente e mudou-se definitivamente para Porto Alegre. No início da década de vinte Píndaro fez uma formação de Contador (era como se chamava na época o Curso Comercial) no Colégio Machenzie em São Paulo.   Ainda em Passo Fundo, foi Inspetor Federal do Ensino Comercial no Instituto Ginasial (hoje Instituto Educacional) no Colégio Notre Dame e em outro Colégio das proximidades da cidade. Pertenceu à Maçonaria, provavelmente levado por Francisco Antonino e Gabriel Bastos que era casado com sua tia paterna Juvência. Também foi membro do Rotary Club e freqüentava a Igreja Metodista que nos fins da década de dez tinha sido adotada por sua família.  Colaborou com os jornais da cidade "O Nacional" o "Diário da Manhã" e com "O São Paulo Imparcial" de São Paulo, com crônicas e poemas e fez parte da Academia de Letras de Passo Fundo; chamada, inicialmente, de Grêmio Passofundense de Letras.
Por ocasião do golpe de estado de 1937 foi preso sob a acusação de "comunista" como foram Celso Fiori, João Junqueira Rocha, Eduardo Barreiro, Victor Benites e tantos outros.

Sua dedicação ao Hospital era tal que deixava de lado outros interesses, inclusive os que lhe proporcionavam ganhos pecuniários. Deixou a Maçonaria, o Rotary a Igreja Metodista, fechou a Torrefação e Moagem de café São Thomé e passou a viver para o Hospital. Na verdade ficou com as Inspetorias dos Cursos Comerciais de cujos proventos passou a viver. Fez a "Granja", que supria o Hospital de hortifrutigranjeiros e leite, e a Maternidade. Multiplicou a área construída com pavilhões para cirurgia e clínica e estava a solicitar verbas dos governos Estadual e Federal para o Hospital. Até sua opinião sobre Getulio Vargas, que não era das melhores, desde 1930, mudou, pois Getulio sempre ajudou o Hospital concedendo auxílios com verbas Federais.
Casou em 1919,
com Antonia Soares de Mello, filha de Antonio Manoel de Mello e de Amélia dos Santos Soares, ele de Rio Pardo e ela de Santana do Livramento. Tiveram Três filhos: Cyrano Annes que foi Técnico Rural, mais dedicado à Topografia, que se casou com a viúva Juracy Finardi ajudando-a a criar seu três filhos: Anete, João Vicente e José Carlos e tendo com ela mais dois: Fernando e Silvana. Sérgio Paulo Annes, médico psiquiatra e psicanalista casado com Heloisa Conceição Aguillar Chagas que tiveram sete filhos: Beatriz, Clarice, Elizabeth, Roberto, Ricardo, Cláudio e Leonardo. E a mais moça, Maria Amélia Annes, contabilista como o pai que se aposentou como funcionária da Contadoria da Fazenda do Estado do RioGrande do Sul do Sul.

 

 

 

 

Em Porto Alegre após deixar Passo Fundo, já doente, faleceu em 19.02.1969 sendo sepultado nesta mesma cidade bem como sua esposa Antoninha, falecida nove anos após. Ele faleceu com setenta e cinco anos e ela com oitenta."      

 

Embora vivesse dignamente com sua família, Píndaro era um homem não ambicioso.

Para ele valia o idealismo, a luta em prol de nobres causas.  O Hospital de Caridade, fundado por maçons em vista da inexistência de hospitais em Passo Fundo e região, e com a finalidade prestar assistência médico-hospitalar ao povo em geral, e principalmente o atendimento gratuito aos pobres e desvalidos, vinha de encontro aos seus nobres anseios.

Não apenas era o Presidente do Hospital, mas administrava-o pessoalmente, sem intermediários. Alem de nada receber, ainda doava para o hospital, pertences de sua casa, como o foram, seu cofre, móveis, etc... (Certa ocasião seu filho Sérgio Paulo, estudante de medicina, trouxe de volta para casa, seus livros de estudo, que haviam sido doados para a biblioteca do hospital, sem qualquer conhecimento ou aquiescência de sua parte.)

 

Seu empenho em fazer o máximo e o melhor, e exigir o mesmo dos outros, lhe conferia um temperamento irritadiço e intranquilo.

Píndaro costuma entrar no hospital por variadas entradas, e em horários imprevistos, o que rendia severas reprimendas aos maus funcionários, enquanto os bons eram incentivados.

 

Seu livro de cabeceira era o "Aventuras do Sr. Pickwick". Uma obra-prima da literatura inglesa, em que o autor Charles Dickens, com aprofundado conhecimento da natureza humana, tece um intrincado e divertido enredo, ao melhor humor inglês, sempre com um forte fundo moral.

Píndaro apropriadamente citava de memória, trechos inteiros, que correspondiam perfeitamente ao teor de situações ou assuntos da vida real e cotidiana, que assim na aguçada visão do genial Charles Dickens, ficavam elucidados com refinada ironia.

 

 

"Foi um dos paladinos na construção do Hospital da Cidade, e fez desse nosocômio sua própria  vida, sendo membro da primeira Diretoria, tendo permanecido à testa da Administração da        Casa, enquanto sua saúde permitiu."

 

 

 

 

Quando ele e seus irmãos venceram uma questão judicial referente à herança de seu pai, empregou o dinheiro recebido, na construção  de um pavilhão no Hospital.

 

Obras por ele construidas:

 

Pavilhão Getúlio Vargas - Com verba do presidente Vargas.

Pavilhão "Maternidade" - iniciado em 2 de Abril de 1939.

 

 

 

 

Pavilhão Gezerino Annes - Com dinheiro herdado de seu Pai .

Pavilhão "Novo" entregou pronto a seu sucessor em 1960.

Vários outros prédios, a maioria interligando os pavilhões

Tudo era bem acabado, havia cerca viva a toda a roda da quadra do hospital, e um ajardinamento impecável.

 

 

 

 

 

 

 

Um fato interessante:

 

O novo Presidente, Gervasio Araújo Annes, em 1960 quis colocar no pavilhão novo o nome de "Pavilhão Píndaro Annes", mas Píndaro foi terminantemente contra.  Gervasio Annes quis então colocar na parede da entrada do Hospital o retrato de Píndaro, em justa homenagem a quem por trinta anos, tanto se dedicara e tanto fizera pelo Hospital, e que então já com a saúde debilitada, ia com a esposa residir em Porto Alegre, perto dos filhos.   Píndaro recusou novamente, com a energia que lhe era peculiar.

Vendo que não adiantava insistir, Gervasio Annes perguntou-lhe então em tom de brincadeira, na velha amizade de primos:

---- E o dia que você morrer, Parente? Podemos colocar seu retrato?

Píndaro respondeu com irritação:

---- Vocês não ponham meu retrato, Parente ! Senão eu venho aí e racho a parede!

Em 1973 ou 1974, Gervasio Annes e Carlinhos Rota (vice-presidente),  após concluírem grandes obras de reforma e ampliação, na parte da frente do Hospital, colocaram no alto da parede sobre a escadaria recém construída, o retrato de Píndaro Annes, que havia falecido em 1969.

Curiosamente pouco tempo depois, começou a se formar uma bem visível rachadura na parede, onde o retrato fora pendurado, embora contrariando a vontade do homenageado.

A vontade de Píndaro Annes acabou prevalecendo, pois de vários anos para cá, pouco ou nada  que reverencie sua memória ou sequer lembre sua pessoa, existe no Hospital da Cidade.

 

 

A Granja do Hospital

 

Adquiriu próximo à cidade uma área de 156 hectares, denominada "Invernada do Bojo", com a finalidade de lá instalar a "Granja do Hospital", destinada ao suprimento de leite, carne, hortaliças , frutas, etc. ao Hospital.  Construiu um grande galpão de madeira para a leitaria.  O gado leiteiro era catalogado em um livro apropriado, com fotografia e dados individuais de cada animal; novidade que suscitava ironias.

Havia trator, cata-vento gerador de luz, açude com roda d’água.  Criação de suínos, de aves, criação de abelhas, engenho de cana, tudo dentro dos melhores padrões técnicos da época.

Duas casas, para os empregados da granja, e uma casa no alto da coxilha, para repouso ou lazer das enfermeiras do hospital.  Plantação de eucaliptos, para suprir de lenha os fogões da cozinha e o forno da padaria do hospital, e produzir estacas para novas construções.  Às margens do Arroio Miranda, que costeava a granja, haviam lençóis de areia, que Píndaro pretendia utilizar em futuras obras.

 

Pouco antes de deixar a Presidência, Píndaro mudou o nome do Hospital de Caridade, para Hospital da Cidade, por duas razões:

Evitar confusão, uma vez que em várias cidades existiam homônimos.

2ª O nome Hospital de Caridade sugeria gratuidade, mesmo aos que podiam pagar.

 

Na Av. Brasil em Passo Fundo, os ipês amarelos e roxos são um legado de Píndaro Annes. Decerto seriam das mesmas mudas que plantou nos jardins do hospital. Gostava de árvores que davam flores.

Jornalista, fundador do Sindicato dos Contabilistas, de Passo Fundo.

 

 

 

 

 

 

 

Casou-se em 16 de Julho de 1919, com Antonia Soares de Melo (Antoninha), nascida em Uruguaiana a 21 de Junho de 1898, filha de Antônio Manoel de Melo, e Amélia Soares de Melo.

Foram testemunhas; Gabriel Bastos e Arthur Schell Issler.  Faleceram em Porto Alegre, ele a 16 de Fevereiro de 1969, aos 75 anos. D. Antoninha a 22 de Fevereiro de 1978, aos 80 anos.

Pais de:

Cyrano Melo Annes

Sérgio Paulo Melo Annes

Maria Amélia Melo Annes                     Trinetos

 

 

TN. Cyrano Melo Annes nasceu a 16 de Abril de 1921.  Era Técnico Rural e Topógrafo. Casou-se com a viúva Juracy Finardi, ajudando-a a criar seus três filhos: Anete, João Vicente e José Carlos.

Pais de:

Silvana Finardi Annes

Fernando Finardi Annes                      Tetranetos

 

 

TT. Silvana Finardi Annes formou-se em Arquitetura.

 

 

TT. Fernando Finardi Annes formou-se também em Arquitetura.

 

 

TN. Sérgio Paulo Melo Annes

Nasceu em Passo Fundo a 6 de Junho de 1922. Médico Psiquiatra.   Membro Efetivo da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre.   Casou-se em 5 de Maio de 1948, em Porto Alegre, com Heloisa Conçeição Chagas, nascida a 25 de Dezembro de 1927, filha de Antão Chagas e Lucila Sá Chagas. Todos residentes em Porto Alegre.   

Dr. Sérgio é autor de um aprofundado trabalho genealógico, que está disponibilizado na web:

Dados genealógicos de Sérgio Paulo Annes e Heloisa C. Annes.

http://www.annes.com.br/

 

                                              Outras páginas  do Dr. Sérgio Paulo Melo Annes:

 

http://www.annes.com.br/judaismo/

http://www.annes.com.br/escritos/ ,  que consta dos títulos:

 

1963 - Bases Esquizo-paranoides de uma Atuação na Transferência

1971 - Homossexualidade e Agressão ao Objeto Primário

1973 - Comentário Sobre "Leporello e Don Juan"

1973 - Psicanálise e Feminilidade

1974 - Psicanalise: Investigação ou Terapia?

1974 - Algumas Considerações Sobre os Impulsos Escoptofílicos

1996 - "Simpósio Sobre Supervisão"

1998 - "Caso Dora"

1998 - Cyro e eu...

1999 - Perdas e Ganhos

2001 - Participação do Judaísmo no Anti-semitismo

2001 - Bíblia, Aspectos Científicos (Igreja das Dores)

2001 - Bíblia e Terrorismo

2001 - Melanie Klein Traços Biográficos

2002 - Genealogia da SPPA

2003 - Jornada de Psiquiatria

2003 - Memória da SPPA

2003 - Psicoterapia e Religiosidade

2003 - História Resumida da Psiquiatria

2006 - Simpósio no CELG: Religião Judáica e Cristã

 

 

 

 

Filhos do casal  Paulo Sérgio e Heloisa Conceição:

 

Beatriz Annes

Clarice Annes

Elizabeth Annes

Roberto Annes

Ricardo Annes

Cláudio Annes

Leonardo Annes                            Tetranetos

 

 

TT. Beatriz Annes nasceu em 19 de Dezembro de 1949, faleceu em 22 de Dezembro de 1949, em Iraí.

 

 

TT. Clarice Annes nasceu a 6 de Janeiro de1951, em Porto Alegre. Formou-se em Administração de Emprêsas. Casou-se a 19 de Dezembro de 1969, com Carlos Eduardo Campos Armando.

Pais de:

Frederico Annes Armando

Letícia Annes Armando                  Pentanetos

 

 

PN. Frederico Annes Armando nasceu em 28 de Julho de 1970, em New York-USA.

 

 

PN. Letícia Annes Armando nasceu a 28 de Agosto de 1971, em Porto Alegre.

 

 

TT. Elizabeth Annes nasceu a 20 de Outubro de 1952, em Porto Alegre. É médica. Casou-se com Marcelo de Léo.

Adotaram:

Lucas Chagas Annes

Laura Chagas Annes                              Pentanetos

 

 

PN. Lucas Chagas Annes nasceu a 4 de Agosto de 1994, em Porto Alegre.

 

 

PN. Laura Chagas Annes nasceu a 13 de Agosto de 1994, em Porto Alegre.

 

 

TT. Roberto Annes nasceu a 5 de Junho de 1954, em Porto Alegre.

É Arquiteto.

 

 

TT. Ricardo Annes nasceu a 20 de Junho de1955,em Porto Alegre.  Analista de sistemas. Casou-se a 24 de Janeiro de 1976, com Yara Basegio Grant, nascida em 28 de Junho de 1956, em Porto Alegre .

Pais de:

Francisco Grant Annes

Clara Grant Annes                         Pentanetos

 

 

PN. Francisco Grant Annes nasceu em 27 de Junho de 1982, em Uruguaiana (adotado).

 

 

PN. Clara Grant Annes nasceu em 22 de Fevereiro de 1983, em Porto Alegre.

 

 

TT. Ricardo Annes casou-se em segundas núpcias com Dulce Maria Dias Freitas, nascida em 22 de Março de 1960, em Uruguaiana.

Pais de:

Maria Luiza Freitas Annes

Lucas Freitas Annes                            Pentanetos

 

 

PN. Maria Luiza Freitas Annes nasceu a 29 de Agosto de 1990, em Uruguaiana.

 

 

PN. Lucas Freitas Annes nasceu a 19 de Maio de 1994, em Uruguaiana.

 

 

TT. Cláudio Annes nasceu a 10 de Junho de 1960, em Porto Alegre.

É Zootécnico.

 

 

TT. Leonardo Annes nasceu a 7 de Janeiro de 1964, em Porto Alegre.

 

 

TN. Maria Amélia Annes é solteira. Contabilista, aposentou-se como funcionária da Contadoria da Fazenda do Estado do R.G.S.

 

 

BN. Serenita Catarina Prestes Annes (D.Serena) nasceu a 20 de Setembro de 1896, em Passo Fundo. Faleceu a 22 de Fevereiro de 1978, também em Passo Fundo.  Foi seu padrinho de batismo,   Jerônimo Lucas Annes.  A 23 de Maio de 1913, contratou casamento com Helmuth Hömrich, do comércio, com quem se casou a 10 de Outubro de 1913. Não tiveram filhos.   Empenhou-se na criação e organização do "Lar da Vovó", entidade beneficente da Igreja Metodista, a qual pertencia, tendo realizado seu ideal. Helmuth nasceu a 31 de Janeiro de 1890, e faleceu a 19 de dezembro de 1976.

 

 

 

 

 

 

 

 

                 

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