O DIVINO UNIVERSO



Nós estamos num país tradicionalmente cristão, onde quase 100% da população acredita na existência de algum Deus.
Em outros países, entre bilhões de pessoas, existem diferenças quanto a essa crença em deuses (muçulmanos, hindus) e alguns outros bilhões não acreditam nisso (budistas, ateus).
É certo, entretanto, que TUDO AQUILO QUE É DESCONHECIDO PARA O HOMEM COMUM, ELE ATRIBUI A ALGUM DEUS.
Isso é antigo, e o homem comum desconhece mmuuuuita coisa!...
Daí, concluo que: a ignorância ou, se preferirem, a falta de informação, induz a esse direcionamento.
Eu me considero um cara lúcido e bem instruído, não chegado a qualquer tipo de misticismo. Acredito naquilo que tem lógica, é evidente e pode ser comprovado. Estou de braços dados com a Natureza.
Assim vou expor aqui, segundo a minha opinião e os dados que tenho disponíveis, passo a passo e de fácil entendimento, o que é o Universo, onde estamos, quem somos nós, e o que viemos fazer aqui.

Eu quero começar essa explanação respondendo a primeira pergunta: ONDE ESTAMOS?

Nós estamos no planeta Terra,



que orbita (gira) em torno de uma estrela chamada Sol, que faz parte de uma galáxia, a Via Láctea (milkyway em inglês), como a maioria chama, e também orbita (gira) ao redor do seu próprio eixo.
Vivemos num dos “braços” de uma galáxia “espiral barrada”, que lembra bem os fogos de artifício que queimam enquanto giram. Lembra também, com mais propriedade, um ralo de pia cuja água escoando, gira em redemoinho, atraindo tudo para o seu centro. “Barrada” porque parece ter uma barra larga no meio.
Veja o desenho da nossa galáxia cheia de braços:
Repare, no braço de Orion onde está o nosso pequeno Sol (Sun em inglês)



Vivemos e morremos, há muitos milhões de anos, nesse planeta, nosso bem conhecido. Esse planeta, por suas características físico-químicas especiais, proporcionou a possibilidade do desenvolvimento da vida biológica, animal e vegetal. Essa característica parece ser rara, mesmo considerando a quantidade de planetas que devem existir no Universo.
Já conhecemos os planetas do sistema solar, e sabemos da existência de mais alguns (em torno de 100) pertencentes a outros sistemas estelares mais próximos. Mas sabemos também que, qualquer diferença, a idade, o tamanho, a composição do planeta, ou a distância da estrela na qual orbita, por exemplo, impediria a existência dessas condições elementares para o desenvolvimento da vida. Acredito que seria mais fácil você ganhar na loteria, do que encontrar outro planeta com essa característica, mas em bilhões de trilhões de planetas, possivelmente existentes, essa chance é muito boa.

Se os nossos olhos tivessem a sensibilidade e os recursos de infravermelho da câmara fotográfica usada pelos cientistas astrônomos, olhando para o céu, numa noite enluarada poderíamos ver algo semelhante a essa montagem de fotos.



Lindo, não é?
Mas com um equipamento telescópico e recursos fotográficos especiais, vemos exatamente isso: A nossa galáxia. (isso é uma fotografia!)



Ela tem esse formato de disco voador mesmo.
Se quisermos uma visão mais detalhada da “Milkyway”, das 200 a 400 bilhões de estrelas envolvidas em nuvens de um estranho gás, aí está, do centro para o lado esquerdo.



Nós podemos ver essa imagem, porque estamos afastados, quase na borda, e olhando para o centro da Via Láctea.

Veja a fotografia real de uma linda galáxia tipo barrada, semelhante à nossa:



O nosso Sol encontra-se bem afastado da maior turbulência no centro, um aglomerado indescritível de estrelas que ninguém sabe explicar. Veja montagem abaixo. O Universo, destacada uma galáxia qualquer, da galáxia destacamos uma estrela (hipoteticamente o Sol) e do sol destacamos a Terra:



Em volta do nosso Sol, que, repito, é uma estrela bem pequena, orbitam os planetas, satélites, cometas e meteoros, que tanto conhecemos, inclusive a Terra. Esse conjunto de Sol mais tudo que orbita ao seu redor, chamamos de Sistema Solar.
O interior do sol tem uma temperatura de 15 milhões de graus centígrados (há divergências nos números). Você consegue imaginar isso? E a superfície do Sol é feita apenas de explosões. Tremendas explosões que liberam labaredas de energia a milhares de quilômetros no espaço.
Como o Sol tem uma imensa força de gravidade, a maior parte dessa energia é atraída de volta ao astro, e volta a explodir numa dança de fogo sem fim.
Reparem na curvatura das labaredas irradiadas pelo Sol. elas são expelidas e retornam à sua superfície formando desenhos em arco.



Já sabemos que o Sol é uma estrela de 5ª grandeza. Aprendemos isso na escola, mas há algo que não sabemos. É que a estrela Antares ali mesmo, há 600 anos luz da Terra, na constelação de Escorpião, tem uma luminosidade 10.000 a 14.000 vezes maior que o Sol, e o diâmetro 230 a 700 vezes maior (segundo diferentes autores). A estrela Betelgeuse da mesma constelação é maior ainda! 60.000 vezes mais brilhante e 1.000 vezes maior que o Sol. A estrela VVCephei da const. Cefeu é 1.200 vezes maior que o Sol e a Al Anz da constelação Cocheiro é 2.700 vezes maior que o Sol. Barbaridade! Eu não disse que o Sol é pequeno?!
Para se ter uma idéia de grandeza, a estrela Antares tem o diâmetro da órbita de Marte. Chega?!... Então me parece que classificar o Sol como 5ª grandeza em magnitude é muita generosidade. Talvez para os nossos estudantes não o desvalorizarem tanto...
Veja a comparação:



Para termos uma noção mais precisa das distâncias e dimensões do nosso Sistema Solar, confira:
O Sol tem um diâmetro de 1.390.000 Km. Uma bolinha de gude tem aproximadamente 1,4 centímetros de diâmetro. Se o Sol tivesse o tamanho dessa bolinha de gude, na mesma proporção, a Terra teria o tamanho da ponta de uma agulha e estaria a 1,5m (um metro e meio) de distância. O maior planeta, Júpiter teria 1,4 milímetros de diâmetro e estaria a quase 8 metros de distância. Plutão, quase 6 vezes menor que a Terra, estaria a 59 metros, e o recém descoberto planeta vermelho Sedna, do tamanho de uma bactéria, a 130 metros de distância.
Imagine agora porque foi difícil descobrir esse planetinha!...

Informação: Contrariando todos os livros de geografia que conhecemos, a órbita da Terra não é excêntrica nem elíptica. É concêntrica e forma um círculo quase perfeito.

Na foto seguinte está a estrela Antares junto das demais na Via Láctea. (essa mais amarelada) Na mesma foto, o Sol, se estivesse próximo a ela, não apareceria de tão pequeno. As estrelas que aparecem na fotografia são muito maiores que o Sol.



No exemplo anterior, sendo o Sol do tamanho de uma bola de gude, essa magnífica estrela teria mais de 13 metros de diâmetro e a Al Anz 38 metros de diâmetro.

O Universo não está em harmonia como parece. Nem é perfeito como dizem. No Universo tudo explode. O que não faltam são explosões fantásticas, cataclismos aos bilhões. Trilhões de sóis (sem exagero) se chocando num inferno de confusões a cada minuto, em cada ponto do céu. Galáxias entrando umas por dentro das outras, galáxias se autodestruindo, causando um fogaréu inimaginável!... Gases fervilhantes! Ácidos inflamados: metano!... sulfúrico!... hidrogênio!... carbono!... nítrico! Nitroglicerina pura!... Explosões atômicas! Destruição em massa de tudo o que possa existir ou conseguiu se formar antes dela! É disso que é feito o Universo. Explosões! Catástrofes cósmicas! Não é perfeito como acham. Pelo contrário, é ocasional, é desordenado, é anárquico, caótico, apocalíptico!...
Como isso se dá a uma distância considerável de nós, vemos esses desastres cósmicos como fogos de artifício, lindos e coloridos, como se estivéssemos numa festa, vendo uma queima de fogos programada lá lonnnnnnge! Mas acho que não queremos estar mais próximos deles.
E a nossa hora também chegará.

Estrelas explodem por inteiro, formando uma luz fortíssima, apreciada cá da Terra. E como explodem! São as chamadas Novas ou Super Novas. Veja essa estrela explodindo, a Eta Carinae:



Geralmente, após a explosão, ao seu redor deixam halos de nebulosas coloridas, nuvens de partículas, gases e fragmentos, variando conforme a sua composição físico-química. Muitas dessas fotos, tiradas pelo supertelescópio Hubble e outros observatórios, são verdadeiros papéis de Parede. São as chamadas Nebulosas Planetárias, em grande quantidade e formas variadas. Vejam algumas, que eu selecionei para você:



Você nem está acreditando, não é? Tanta beleza assim numa estrela que explodiu. Pois é, mas têm algumas milhões mais. Fascinante! Parecem paradas para nós. Imóveis. Mas não estão. O nosso tempo é diferente do tempo do Universo. Tudo se move, tudo gira. O Sol em 200.000.000 de anos dá uma volta completa ao redor do centro da Galáxia que por sua vez caminha em velocidade próxima a da luz afastando-se de um centro comum, onde, segundo algumas teorias bastante lógicas, se deu o Big Bang, a explosão maior. Veja o DESENHO:



O que explodiu, o que era e como era antes de explodir, ninguém sabe. Quantos Universos iguais a esse existem por aí, explodindo, ninguém sabe.
Faz-se apenas cogitações, mas tudo sem pé nem cabeça diante da imensidão do mistério.

Mas, o que é uma galáxia?
Galáxia é um aglomerado de estrelas de tamanho descomunal. Bilhões de estrelas concentradas dispostas em diversos formatos. As formas mais comuns desses aglomerados de estrelas são as galáxias em espiral, em forma de um prato, com grande diversidade de tipos de espiral (que giram) e as elípticas, mais arredondadas ou alongadas, de movimento mais estável.
É ainda imensa a quantidade de galáxias sem forma definida, geralmente em formação, ou resultante de choques ou influência de outras galáxias próximas.
Se uma galáxia tem uma imensa quantidade de estrelas espalhadas, parecendo estáticas, são chamadas de Clusters ou apenas um aglomerado de milhões de estrelas. Veja os exemplos:

Galáxia “barradas” ESPIRALADAS SEMELHANTES À NOSSA:



Galáxias ESPIRALADAS DIFERENTES DA NOSSA:









GALÁXIAS ELÍPTICAS:




GALÁXIAS DISFORMES:









CLUSTERS:




Nós, os seres humanos, somos uma mini-microscópica partícula do Universo. Somos tão pequenos que não será nenhum exagero dizer que somos nada.
Para você ter uma melhor idéia de comparação, o que significa uma bactéria diante do sistema Solar? Nada? Pois é... Ainda somos menores. Muitíssimo menores, para o Universo...
Não, não estou exagerando... Não estou exagerando nada e vou demonstrar isso, para você mesmo tirar suas conclusões.

Primeiro vou falar das distâncias com as quais medimos o Universo. “Anos luz”.
A luz caminha a uma velocidade de 300.000 Km por segundo. Ou seja, em 1 segundo apenas, enquanto você diz: tic-tac, ela dá mais de 7 voltas ao redor da Terra.



Um avião supersônico levaria mais de 9 meses para executar a mesma proeza. Em meio minuto a luz vai da Terra a Vênus e volta.
Em 1 hora ela ultrapassa a Saturno. Em 1 dia, a luz vai e volta, do Sol a Plutão, 4 vezes!...
Imagine agora, aonde chega essa luz em 1 mês e finalmente, em 1 ano?!... Já perdeu a noção, não é?...
Pois a nossa galáxia tem 100.000 anos luz de diâmetro! As estrelas distanciam-se entre si, algo como 4 anos luz ou 400.000 anos luz e as galáxias podem estar muito distantes como podem estar muito próximas umas das outras, tão perto que costumam se chocar. Na foto abaixo choques de galáxias acontecendo há bilhões de anos e vai continuar por outro tanto.







No Universo nada está parado como parece. Ele se expande a uma velocidade impressionante, próximo à velocidade da luz. Só que nós não percebemos isso, pois estamos na mesma velocidade.
Por exemplo, a galáxia Andrômeda que está a 2.000.000 de anos luz da Via Láctea, está vindo em nossa direção a 200.000 milhas por hora. Vai bater? Quem sabe?!... Um dia tudo vai virar “pó”. Mas não será para a nossa era. Bem antes que isso aconteça, seremos engolidos pela nossa própria galáxia.
Como é que funciona isso?
Percebe-se claramente que as galáxias têm o formato de um rodamoinho, atraindo tudo para o seu centro. O centro das galáxias tem uma inacreditável hiper-densidade e um turbilhão de energia e temperatura que foge à nossa imaginação. Algo em torno de 500.000.000 de sóis.
Explicam os cientistas que ali existe o que eles chamam de Buraco Negro, cuja força de atração é tal que nem a luz consegue escapar.
Veja foto da Galáxia M31 Andrômeda vindo em nossa direção como um disco voador. Observe o seu centro.



Assim, toda a nossa galáxia vai ser atraída para o seu próprio centro e não sobrará nada para contar a história. Na minha humilde opinião, observando as galáxias, percebi que elas encontram-se em alguns estágios definidos. Explodindo, explodido, iniciando o movimento de rotação, girando como um rodamoinho e sendo atraídas para o seu centro, que, depois de condensadas e hiper compactadas, voltarão a explodir. Pelo menos essa seqüência é muito clara.

E as galáxias, quantas são?

São muitas. São tantas que você não vai acreditar. Falar em milhões de bilhões de galáxias ou escrever 1.000.000.000.000 de galáxias, não faz tanto sentido. Foge à imaginação. Então vou mostrar as fotografias que o supertelescópio Hubble tirou. Assim é mais compreensível e assimilável a idéia. Observe:
Se apontarmos um telescópio na direção do centro da nossa galáxia veremos um bloco compacto de estrelas, como se fosse areia da praia.



Apontando em outra direção já existem alguns pontos onde não existem tantas estrelas no campo visual mais próximo.



E através desses espaços, podemos ver mais adiante com nitidez. Veremos o quê? Galáxias!... Reparem nas fotos adiante: parecem estrelas mas não são estrelas. São galáxias!... Do tamanho da nossa, maiores do que a nossa!... Milhares de anos luz de diâmetro cada uma!:



Algumas estrelas próximas ainda aparecem na foto, mas veja depois delas!



Repare os quadradinhos desenhados. Vamos ampliar alguns:



Em qualquer posição que for virado o telescópio é a mesma coisa. Essas fotos levam dias para serem tiradas, pois a luz que chega é bem fraca, porém ficam muito nítidas e enche de fascínio o observador.



Existem mistérios e curiosidades, como essas galáxias que parecem girar em torno de algo:



Veja como são, mais de perto:



Veja o detalhe dessas alongadas:




Ou mudando de direção, mais ao Norte:



Chegando mais perto ainda:




Um astrônomo maluco (deve ser) fez um mapa de todas as galáxias que eram possíveis observar. Vejam o que ele conseguiu:



Bem, isso não é tudo. As galáxias mais distantes estão a uma distância de 12.000.000.000 (doze bilhões) de anos luz. Entendendo: a luz dessas galáxias, como vemos agora, saiu de lá há doze bilhões de anos atrás. E essas galáxias não estão mais nesse lugar. Elas se expandem muito rápido e talvez já estejam há 20 bilhões de anos luz.

Não conhecemos todo o Universo. Não sabemos se tem fim ou se existe apenas um. Os dados que temos são apenas os que conseguimos encontrar. Aquilo que os equipamentos dos cientistas astrônomos puderam captar e fotografar. Certamente tem mais, assim como devem existir seres vivos em outros planetas, em outros sistemas estelares, em outras dos trilhões de galáxias que sabemos existir, porém, a distância, os recursos técnicos e a fragilidade dos seres humanos, nos manterão eternamente isolados e sozinhos no Universo.
Nenhum grupo humano se atreveria a entrar numa nave, que numa velocidade fantástica e atualmente impossível, navegaria por 25 gerações (500 anos), alimentando-se de pílulas de excremento sintetizado e bebendo mijo reciclado, para chegar a um lugar desconhecido qualquer, e ver o que há de novidade por lá. Depois, voltar... Quem sabe, quando conseguirem a “vida eterna”, em estado angelical, viajem através da mente para o infinito.
E pode esquecer também esse negócio de ET. Nem um ser de aço, uma versão do Superman, faria essa viagem... Pra quê?!...

QUEM SOMOS NÓS? Nada!... Ninguém!... Apenas fazemos parte dessa natureza e não somos diferentes de micróbios. Que diferença faz para o Universo uma bactéria ou um ser humano? Nenhuma! Quando formos engolidos por um buraco negro ou uma pequena estrela explodir por aqui, teremos o mesmíssimo destino.

O QUE VIEMOS FAZER AQUI? Nada!... Fazemos parte do acaso que gerou todo o Universo. Estamos aqui. Apenas isso. Estamos aqui hoje. Não estávamos ontem e não estaremos amanhã. Não adianta abrandar a coisa, criar fantasias e viver de ilusões. Sejamos realistas e honestos. Vivemos apenas um momento e, nesse momento, estamos sozinhos. Que pena...

Vou deixar com vocês as fotos de algumas galáxias. Imaginem em cada uma delas, uma estrela do tamanho de Antares e depois o Sol, que de tão pequeno não se veria, mesmo ampliando essas fotos 100 vezes. Depois, imaginem um planeta Terra 1.300.000 vezes menor, e depois uma nave 5 milhões de vezes menor, passeando por ali.



Por último, imagine como seria um deus para criar tudo isso, conforme tanta gente acredita, como ele controlaria todas essas explosões e os fios do seu cabelo, como e de onde surgiu esse tal ser? Qual o tamanho dele em proporção a sua criação, onde está que ninguém vê, e se estaria se importando com você com suas oraçõezinhas diárias?!... Medite um pouco!
Lembre-se: Agora você é um cidadão informado.
Abraços.




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