[A greve] assumiu inopinadamente o aspecto selvagem e sangrento de criminoso atentado da manhã de segunda-feira passada, pondo em alarme a nossa sociedade até então virgem de semelhantes brutalidades.
As ruas são sofrivelmente alinhadas e niveladas o melhor possível, mas as calçadas não são bem construídas por não haver bons calceteiros, remediando-se a sua falta com pedreiros de alvenaria; e é pena que não se tenha feito vir ali [em Porto Alegre] algum bom oficial próprio daquele ofício, com quem se aperfeiçoariam os pedreiros que já estivessem mais seguidos naquele trabalho, e as ruas ficariam muito mais cômodas e belas. (5)
...as greves têm sido contínuas desde que aqui aportaram, os operários espanhóis e portugueses em busca de serviços, aparecendo no escritório da empresa, conforme a profissão são aceitos e distribuídos. (Processo, fl. 65).
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Había cerca un adoquín y cuando el otro [o policial] manoteó el revólver, mi padre le tiró con la piedra y le hundió el hueso parietal. (apud SAPRIZA, 1993, p. 103).
... un día que se presentó la huelga, volvió para la casa y la mujer ignorando lo que pasaba y, sin preguntarle, le dió una soberana paliza, prometiéndole otra si no iba el día siguiente a trabajar. Eso es lo que dicen las malas lenguas.
1o- Trabalhar apenas 8 horas por dia; 2o- Não aceitar a hora extraordinária, salvo se esta for paga duplamente; (...) 5o- Se a empresa quiser trabalhar aos domingos, deverá pagar 50% sobre os ordenados; 6o- Readmissão de todo o pessoal demitido; 7o- Não aceitar tarefa fixa; 8o- Não poder a empresa despedir operário sem motivo justificado.
Os saludamos como de costumbre, y les recomendamos los portadores por el comportamiento que observaron con el movimiento. Pedimos les den la proteción que se merecen, como lo haríamos este Comité con los que presentaren en igual forma.
Quedan por lo tanto prevenidos todos los picapedreros del Uruguay y de la Argentina para que no se dejen engañar por los agentes de los burgueses, que pretenden inducirlos a traicionar la causa de sus compañeros. (La Batalla, 2a quinc. feb. 1916).
Foi então que os operários todos se revoltaram e resolveram fazer valer a sua dignidade de homens conscientes e respeitadores de sua causa e em uma massa compacta desfilaram em direção à pedreira, onde estavam os crumiros e fizeram uso da ação direta, fizeram evacuar a pedreira.Como os traidores resistissem à intimação dos camaradas, estes avançaram e foram cumprindo o seu dever, do que resultou sair alguns crumiros feridos e estropiados, que miseravelmente pediam misericórdia. (A Voz do Trabalhador, 1/7/1913).
Rezulveu a classe em jeral, que terminantemente para convinar con os operarios i o Sr., para que sejão expolços os trabalhadores ja citados sinco vezes, e seja adimetido o cap. gironimo tambem perciza que os trabalhadores ou sejão calceteiros tenham caida aberta para assim poder fazer mais alguns dias de serviço,Não sendo tomada essa rezulução continuaremos, lutando, pela cauza, não tumando ou assumindo a responçabilidade este Syndicato pellos danos que poção aver.Pela Comissão isperamosArezulução por iscripto. (Processo, fl. 136)
Partecipamos vos que recevimos vossos jornaes de núm 19 20 y 21 nn dia 2 de corrente. Ao mesmo tempo vos partecipamos que mos aqui temos estado ens greve y despoes de 38 dias de luta obtivemos a completa victoria. Nossa classe aqui nesta localidade nao está dezorientada, todos os compahaeiros sao cunhecedores dos seas direitos; isto e un por ontro, sempre ha ignorancia.Carem temos fe e consciencia; que havemos trair venganca nas carnes dos responsaveis por taes actos. (El Picapedrero, oct. 1920).
Com oito anos de idade, Arcelino (...) descobriu a mágica de extrair pedras dos morros de São Leopoldo. Com uma picareta nas mãos, o garoto aprendeu a profissão que hoje garante o sustento da mulher e dos quatro filhos. Os ensinamentos foram dados pelo pai e pelo avô, trabalhadores das pedreiras da região do Vale dos Sinos. "Não tenho estudo, é o que eu sei fazer"... (Zero Hora, 28/4/1994).
Arquivo Histórico do Estado do Rio Grande do Sul (Porto Alegre) | Arquivo Histórico Municipal Moisés Vellinho (Porto Alegre) |
Arquivo Público do Estado do Rio Grande do Sul (Porto Alegre) | Biblioteca Central - UFRGS (Porto Alegre) |
Biblioteca da Faculdade de Ciências Econômicas - UFRGS (Porto Alegre) | Biblioteca Pública Pelotense (Pelotas) |
Biblioteca Pública do Estado do Rio Grande do Sul (Porto Alegre) | Biblioteca Municipal Josué Guimarães (Porto Alegre) |
Museu da Comunicação Social Hipólito José da Costa (Porto Alegre) | Fundação de Economia e Estatística (Porto Alegre) |
Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul (Porto Alegre) | Núcleo de Documentação Histórica - UFRGS (Porto Alegre) |
Universidad de la República Oriental del Uruguay (Montevideo) | Biblioteca Nacional (Montevideo) |
A Federação, Porto Alegre, 1917 e 1926. | A Luta, Pelotas, 1916. |
A Luta, Porto Alegre, 1906. | A Noite, [Porto Alegre, 19 mar. 1917]. |
A Voz do Trabalhador. Orgam da Confederação Operária Brasileira. Coleção fac-similar de 71 números 1908-1915. São Paulo : Imprensa Oficial do Estado, 1985. | Correio
do Povo, Porto Alegre, 1916-1918
Zero Hora, Porto Alegre, 28 abr. 1994. |
Correio Mercantil, Pelotas, jan.-jun. 1914. | Diário de Notícias, Porto Alegre, 9 ago. 1927. |
Diário Popular, Pelotas, jan.-jun. 1914. | Echo do Povo, Porto Alegre, maio 1913-abr. 1914. |
El Picapedrero, Montevideo, 1918-1924. | La Batalla, Montevideo, 1915-1920. |
Notícia, Porto Alegre, 2 abr. 1918. | O Diário, Porto Alegre, 1912 e 1917. |
O Rebate, Pelotas, 22 ago.-31 dez. 1914. | O Syndicalista, Porto Alegre, mar. 1921. |
Opinião Pública, Pelotas, jan.-jun. 1914. | O Trabalho, Porto Alegre, 13 mar. 1937. |
Rebelião, Porto Alegre, 14 mar. 1917. | Última Hora, Porto Alegre, 19 mar. 1917. p. 2. |