TRADEWINDS

Uma Longa Estória
"As flores que um amante de Deus colheu em seu jardim de rosas e que quis dividir com seus amigos subjugaram de tal forma sua mente por sua fragância, que caíram do seu regaço e murcharam". Poesia Sufi
UMA LONGA ESTÓRIA - As Escolas

Na direção de um ideal mais elevado encontram-se as influências C ou ESCOLAS.

No Oriente, onde a "tecnologia" espiritual se desenvolveu às custas do atraso material, se fala em quatro caminhos, no período histórico em que vivemos; que devem ser entendidos apenas como princípios, pois nenhum se encontra na forma puramente descrita aquí.

O primeiro caminho é o CAMINHO DO FAQUIR. O faquir é o homem nº 1 exagerado; através do sofrimento físico a que se impõe, torna-se Senhor de si mesmo e conquista a Imortalidade.

O segundo caminho é o CAMINHO DO MONGE. O monge é o homem nº 2 exagerado; através da emoção religiosa, da fé em Deus conquista suas emoções e a Imortalidade.

O terceiro caminho é o CAMINHO DO IÓGUE. O iógue é o homem nº 3 exagerado; através da concentração do pensamento e práticas meditativas conquista seu intelecto e a Imortalidade.

Em todos os três caminhos, o homem deixa para trás tarefas inacabadas. O faquir ainda precisa desenvolver seu intelecto e suas emoções se quiser ter o direito de ser um HOMEM no completo sentido da palavra. O monge, por sua vez, ainda precisará desenvolver suas qualidades físicas e intelectuais. E o iógue precisará mesmo depois de completada a sua meta, trabalhar sobre seu corpo e suas emoções se quiser continuar na direção do seu completo desenvolvimento.

Também aquí, como nos tipos de homens, não se deve entender as Escolas como estereótipos pois os caminhos se encontram mesclados. Por exemplo: o jejum sistemático não é somente praticado nas Confrarias de faquires, mas também nos Mosteiros religiosos e nos Ashram dos iógues.

O que há de comum em todos estes três caminhos tradicionais é a busca do desenvolvimento do ser.

Um outro aspecto que se observa comum é que para adentrar em um destes caminhos, o homem tem de abandonar tudo: sua vida em sociedade, a família, romper os apegos e os laços com o mundo exterior e se retirar para uma confraria, mosteiro ou ashram.

Se existissem apenas estes três caminhos tradicionais, não haveria oportunidade de desenvolvimento do conhecimento e do ser para quem não pudesse "romper" com o mundo exterior.

O QUARTO CAMINHO surge, então, para este tipo de homem que trabalha, estuda e que tem o ser semelhante ao que se chama comumente de "pai-de-família" ou chefe de família, ou seja uma pessoa com reponsabilidade, disciplina e senso de valores.

Não tem forma definida como os outros três; mas aparece, faz o seu trabalho e então desaparece, talvez reaparecendo em outro lugar, segundo as leis que lhe são próprias.

Não pede ao homem que se retire do mundo mas afirma que as condições da vida são as melhores para se trabalhar.

Nele o homem deve trabalhar simultaneamente sobre o seu corpo físico, suas emoções e seu intelecto, de forma que quando a tarefa estiver completada, tenha adquirido domínio sobre todas as suas funções.

No início, talvez seja o caminho mais fácil, mas no seu transcurso torna-se realmente o mais difícil de todos, e a primeira dificuldade é encontrá-lo.

Excetuando as regra gerais, as práticas são específicas para cada pessoa, pois são deixados de lado muito do que permaneceu nos outro caminhos simplesmente pela tradição.

Vale lembrar que além destes caminhos verdadeiros existem pseudo-caminhos completamente equivocados ou mesmo francamente maus que podem desvirtuar o homem completamente da sua meta e produzir o resultado oposto ao que se buscava ou nenhum resultado.

Caminhos que prometem demais, seduzem, conquistam através do medo, despertam as mais variadas paixões com objetivos profundamente egoístas e sutís.

Continuação de Uma Longa Estória - As Funções

TEXTO NÃO ACABADO E NÃO REVISADO

Junte a compreensão do Oriente e o saber do Ocidente - e então procure
Take the understanding of the East and the knowledge of the West - and then seek.