ENTREVISTA: GODIGO MONDENICK

           
                       
                       
   

A atual formação da banda conta com:

Rodrigo Guedes Dedis (Gitarra e Voz), Poke Estanislau (Baixo) José Antônio Powers (bateria).

Site:www.bandasdegaragem.com.br/godigomondenick

http://bandasdegaragem.uol.com.br/hotsite/musicas.php?id_banda=1543

http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=4860032

Contato: guedes.email@gmail.com

 2 – Em quem se inspiram pra compor músicas que chegam tão próximo ao cotidiano do homem?

Bem, na verdade o próprio cotidiano é a inspiração... O compositor da banda sou eu, Guedes, e tudo o que eu vivo pode ser fonte de inspiração: uma garota, o tédio, a política, um amigo, meus conflitos, temores, enfim, qualquer coisa... No entanto, procuro também ouvir muita música, assistir a filmes, ler livros, e isso também ajuda para que quando a inspiração surja eu tenha algo pra dizer.

3 – A música popular ou música de massa como o próprio nome já diz, hoje toma conta de mais de 80% do destaque na mídia, estando na boca do povo. Na opinião da banda, algum dia isso vai mudar e a cena underground terá sua vez no meio musical?

Acho que a grande maioria do underground se orgulha de sua situação e não quer sair dela não. Acho que o underground já tem vez sim, não na grande mídia, mas do seu jeito. E é justamente esse um dos baratos do underground, o fato de não ser muito conhecido. Tem muita banda que é muito considerada na cena independente e quando se torna mais conhecida seus admiradores viram-lhe as costas.

4 – A imagem do cara que curte rock é ainda muito marginalizada. Até que ponto isso afeta a banda?

Acho que não tem mais muito isso não. Uma ou outra pessoa pode achar que o cara é maconheiro ou coisa assim, mas nada que afete a vida de alguém. Inclusive não sei se a Godigo Mondenick é exatamente uma banda de rock. Eu ouço e gosto de muitas bandas de rock, mas gostamos de dizer que a Godigo faz um Jaz Jazz, um candomblack, algo assim. A idéia de rock remete um pouco a idéia de tribo e muitas tribos dentro do rock, ou os ditos rockeiros, às vezes encaram o rock como uma religião, têm que se vestir de determinada forma, fazer determinadas coisas, não fazer outras, existem até heresias. Na nossa música “Bagdá” até falamos um pouco disso. Eu ouço rock, mas não sou rockeiro, também escuto samba, música brega, e isso não me rotula... Não que eu seja desses caras que dizem “ Eu não gosto de rótulo, não me prendo a rótulos”, acho até bom os rótulos, eles ajudam a organizar as coisas. Mas penso que não dá pra rotular a Godigo Mondenick como “banda de rock”. Mas acho que muitos rockeiros podem gostar do nosso som.

5 – Quais as bandas que influenciaram a formação do Godigo?

Na verdade não gosto de falar em influências, pois muitas vezes influências são o tipo de sonoridade que parece com a sonoridade que uma banda faz. Muitas vezes influências são as bandas que uma banda copia pra fazer o seu som. E por isso gosto de falar em referências.

 Referências são as bandas de que gostamos e sobre a qual pensamos “gostaria de fazer um som tão bom ou melhor do que esse”, mas não igual. É claro que é difícil fugir totalmente das influências, às vezes elas estão lá e nem nos damos conta.

  E entre nossas referências posso citar Legião, Raul, Nirvana, Beatles, clássicos da música em geral, muitas coisas, até músicas infantis dos anos 80 são referências para a Godigo.

6 – O que acham de outras bandas como o dead fish, ou CPM 22 que diziam que nunca sairiam do meio underground e acabaram vendendo milhares de cópias de cds com músicas que se tornaram “música de massa” ?

Acho o CPM ruim pra caralho, muito chato. E, por outro lado, acho bom vender milhares de copias, eles ganharam um dinheirão, quem não queria isso? Olha, se milhões de pessoas gostam de uma banda isso não quer dizer que ela é ruim ou boa, só que é conhecida. Eu, por exemplo, preferia vender milhares de cópias do que ficar mandando mensagens pelo orkut pedindo pras pessoas ouvirem nossas músicas.  Muito ou pouco, uma banda não é nada se não for conhecida.

7 –  O que vocês acham de bandas femininas na cena underground?

Já ouvi algumas, a maioria punks. Ouvi também o CSS, que acho que já nem é mais tão underground, mas acho muito chato. Mas acho legal, gosto de ver as meninas tocando seus instrumentos, aqueles instrumentos enormes, e elas querendo parecer fodonas. Acho bonito.

8 –  De onde surgiu este nome, que não deixa de ser um tanto quanto curioso?

Bem, no comecinho de 2006 comecei a divulgar a música “Frágil Pequena”, havia gravado ela sozinho e precisava de um pseudônimo pra começar a divulgá-la por que achava que meu nome não era um bom “nome artístico”. Depois de uma longa busca, que não vale descrever aqui senão iria me estender muito, cheguei ao nome Godigo Mondenick. E passei a divulgar as músicas de Godigo Mondenick. Entretanto, a maioria das pessoas acreditava que Godigo Mondenick tratava-se de uma banda, me dizendo isso por e-mails e orkut e, como eu sempre quis ter uma banda, comecei a dizer que Godigo Mondenick era uma banda... Logo começaram a aparecer oportunidades de shows e comecei a montar um time.

9 – Quais são os próximos projetos do Godigo?

 Dia 11 de março vamos divulgar o resultado de nossa promoção, onde convidamos a galera via internet a dar um nome a nossa nova música, premiando o melhor nome; ainda em março pretendemos começar a divulgar a música “SU NÚS DUUS”, uma música diferente das que já divulgamos; e em abril queremos divulgar uma outra música chamada “BAGDÁ”, que é uma música muito significativa pra nós, inclusive é dela que tiramos o nome da nossa demo virtual “ATENTADO NO OCIDENTE MÉDIO”; E além disso estamos correndo atrás de lugares pra tocar...

10 – "Frágil pequena"  foi escrita para alguém em especial?

Sim. Como eu disse sempre componho baseado em algo que vivi. Frágil Pequena foi uma garota que eu conheci quando tinha 19 anos e ela devia ter uns 14 (Por isso frágil pequena). Ela era engraçada, divertida, extrovertida, eu fiquei com ela, gostava do jeito dela e às vezes tinha ciúmes dela.  Aí descobri que ela fazia aniversário no mesmo dia que eu e isso também me inspirou. Eu já tinha a harmonia e comecei a desenvolver a letra. O primeiro rascunho data de 1999, mas a letra só ficou pronta em 2002. Uma das primeiras versões da música tinha uma abertura com uma valsa francesa com musette, e eu até cheguei a pensar em colocar alguma coisa em francês na letra da música. Tempos depois descobri que a grande cantora francesa Edith Piaf (que era bem pequeninha) fazia aniversário no mesmo dia que eu... Achei uma coincidência curiosa. Mas as referências à França foram cortadas, especialmente por que descobri que uma banda de Minas, eu acho, havia feito uma abertura parecida com a que tinha feito.  

11 – Alguma consideração final?

Ouçam a Godigo Mondenick e entrem na comunidade da banda!! Ajudem a divulgar a banda também!!E queria dizer também que a Godigo não é uma banda com músicas pensadas pra agradar à um grande público visando a rádio. Acho que a Frágil Pequena, por ser uma música com uma letra que fala de uma garota deu um pouco essa impressão a alguns, mas estão equivocados, não é uma letra do tipo “ Meu amor não vivo mais desse jeito/Vem curar a dor no meu peito”, não é nada disso... Acredito também que nossas próximas músicas desfarão também essa impressão, isto é, caso ela realmente exista. 

Então em breve: “SU NUS DUUS” e “BAGDÁ”. E é claro, Anne, muito obrigado mesmo pela oportunidade!!!! Valeu mesmo! E parabéns por sua iniciativa e pela força que o Annitah Zine está dando as bandas aí do Brasil... Valeu!!

   
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
               

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