Terça, 14 de Novembro
O passado condena!

Não tenho tido nem tempo nem disposição para escrever essa semana, mas o assunto predileto tem sido a condenação de Emir Sader (Carta Capital) e de Diogo Mainardi (Veja). No caso de Diogo, foi condenada a própria revista também. Como não vou escrever, deixo os melhores links que li até agora sobre o assunto:

Paulo Henrique Amorin dá a notícia, saudada pelos bons jornalistas do Brasil.

Alberto Dines do Observatório da Imprensa (não gosto dele e nem do Observatório, tem muito respeito pela mídia, não entende mais como funciona o "Aquário"...) escreve: Veja Marrom

Blog do Mino Carta, autor da ação.

Sentença no Tribunal de Justiça de São Paulo.

 

A propósito da "liberdade de imprensa", li ontem (segunda, 13 de Novembro) no caderno de informática de O Globo, um artigo de André Machado sobre o projeto do Senador Azeredo do PSDB de Minas Gerais que instaura uma vigilância terrível sobre o internauta. Diz André que isso vem bem a calhar, após as eleições em que se questinou muito a decência e a integridade dos jornalistas ("que tentam desacreditar o trabalho dos jornalistas", segundo ele), para a imposição de um viés autoritário na Internet. Pois bem, novamente os jornalistas dão motivo para serem questionados, embora, nesse caso, sem querer, por não entender a extensão das palavras e idéias com as quais tentou lidar.

Vamos por partes:
1) Se quem questionou o papel da imprensa foram os vitoriosos e quem dela se serviu foram aqueles que sofreram a reação à imprensa pela Internet (os vencidos) e que agora querem botar amarras à liberdade de expressão, então tem de explicar direito: do jeito que o André falou, parece que os que reclamam da imprensa são os mesmos que quererm calar a Internet e não são. Os que querem calar a Internet são os que fizeram dos jornalistas seus capachos. O que nos leva ao ponto dois;

2) Essa história de que "querem" (genérico e sem cara) "desacreditar o trabalho de jornalistas" é uma mentira. Houve quatro grandes questionamentos à imprensa neste período.

2.a) O primeiro, mais objetivo e estatístico não deixou dúvidas. Segundo o Observatório da Imprensa e outros órgãos, inclusive internacionais, houve um excesso de matérias negativas sobre o governo (mesmo em matérias dando conta de que a população come melhor e tem mais emprego foram feitas com viés negativo) e muitas matérias positivas sobre a oposição (coisas que como se vê eram falsas, pois agora é que se começou a avaliar o governo Alckmin e os resultados não são bons, inclusive tendo mais de 700 contratos sendo questionados pelo TCE.

2.b) Questinou-se os jornalistas (aqueles, específicos) que armaram a versão fraudulenta da apreensão e "vazamento" do dinheiro do dossiê junto com um delegado fora-da-lei com a intenção somente de derrubar o presidente da república, não de informar! Também se questionou, acima de tudo, a decisão editorial, tomada por um número mínimo de pessoas (talvez, pelo adiantado da hora, só por uma: o sr. Ali Kamel) que preferiu deixar de dar a notícia da queda do avião da Gol, para deixar como única estrela da noite uma história fraudulenta. Quem sujou os 150 jornalistas que assinaram o abaixo assinado dos jornalistas da tv Globo foi o Editor, que os colocou para defender sua decisão editorial como se isso fosse a mesma coisa que defender a equipe jornalística da emissora. Mentira, Ali Kamel se escudou com o nome de 150 profissionais inocentes.

2.c) As mentiras inventadas pelos repórteres da Veja sobre as supostas reuniões acontecidas nas instalações da Polícia Federal e que culminaram com a inocência de Freud Godoy. Apesar de dar todo o acesso necessário aos repórteres aos diários da carceragem, às câmeras, aos memorandos internos, aos políciais e etc. e de todos esses mostrarem que tais reuniões fossem inverdades, ainda assim a revitsta publicou uma história mentirosa sobre coisas que não aconteceram. Freud Godoy era inocente afinal e não houve reunião secreta nenhuma entre os presos e ele antes de esses o inocentarem. Diante da reportagem-fraude, a PF quis ouvir os repórteres para saber o porque das ilações: aí o pessoal reclama...

2.d) A relação íntima e promíscua dos editores e colunistas (deslumbarados, como diz o Nassif) dos maiores jornais e revistas do país com os políticos da oposição. Tal amizade causou um furor pra ver quem derrubava primeiro o Presidente da República (furor onde já não se via mais respeito e nem vergonha de inventar mentira e espalhar ódio). As articulações entre eles foram tão claras e óbvias que as capas dos jornais e revistas estavam prontas antes do primeiro debate do segundo turno e todas já diziam a estratégia de Alckmin. Assim como também todas já davam o tom da semana: "Alckmin ganhou o debate". Como tal estratégia não surtiu efeito pela rápida manifestação em contrário na Internet (onde a repercussão das mentiras termina no post do primeiro Zé Ninguém que contradiz e argumenta contra a "opinião oficial" da mídia) a grande mídia teve de tentar mudar o discurso a partir da quarta-feira (o debate fora na segunda e Lula já havia crescido mais de 10 pontos). Nada mais fez efeito, a Internet barrou a mentirada.

Quem tem interesse em calar a Internet? Exatamente os políticos perdedores da campanha presidencial que apresentaram tal projeto autoritário: PSDB e PFL. E quem especificamente apresentou o projeto? O criminoso confesso (que esperou o crime preescrever pra confessar, é claro), criador do valerioduto, Eduardo Azeredo do PSDB de Minas Gerais.

Portanto, fica muito sem graça para André Machado reclamar de ataques genéricos aos jornalistas que nunca foram feitos. Os ataques a alguns jornalistas e aos editores - donos de decisões que colocam seus subordinados na lama - responáveis pelas linhas editoriais foi feito principalmente por outros jornalistas: Alberto Dines, Luis Nassif, Paulo Henrique Amorin, Mino Carta, etc.

 

 

Domingo, 12 de Novembro
Saudades do Merval
O único ponto negativo nesse meu boicote, melhor, dessa minha cruzada anti-globo, é a falta de ler os textos do Merval Pereira. Ele era o melhor substitudo de Olavo de Carvalho. Ao menos pra mim. Há quem prefira Mainardi, Reinaldo Azevedo, etc. Coitados, não chegam nem aos pés! Nenhum deles tem o cuidado jornalístico de tentar passar uma teoria esdrúxula, mentirosa e prepotente como se fosse um arrazoado simples, elegante, sem ofensas e imparcial como o Merval.

É claro, não há muita pirotecnia (afinal ele mantém a máscara) ideológica como os outros, mas as limitações e falhas de discurso que se impõem pela tentativa de se fazer passar por analista sério e desprovido de tendências direitistas raivosas fazem de seu texto uma delícia de desmascarar. Não é muito brilhante, mas é sempre divertido. É como Tétris, o joguinho mais antigo do mundo, mas não há época que sua febre não volte. o Merval é Tétrisco! :P

Outra que as pessoas consideram uma mula, uma idiota é a Mirian Leitão. Discordo. Ela pode ser movida pela cultura liberal, pelo deslumbre, pelo desbunde, pela power trip, o que faz com que suas analises sejam maculadas e seu bom senso seja apenas o senso comum de uma classe safada e sem escrúpulos. Mas ela, em si, não é uma jornalista má, nem uma má jornalista. Ela parece procurar ver as opiniões de quem seja entendido nos assuntos que comenta, dá voz a ambos os lados, etc. Seu único problema é ter um ponto de vista claro (equivocado e doido, na minha opinião). E isso, convenhamos não é defeito, é qualidade, ela não está aí se fingindo de imparcial, ela é uma analista comprometida com suas idéias.. Ela pode se deixar levar pela bad trip e por noções pré-concebidas das coisas. Má intenção não parece ter não.


Pelo fim das organizações Globo, de novo!
Além da sacanagem do tópico abaixo, essas múmias da informação colocam em letrinhas pequenas numa manchete menor: "Bolsa Família inverte fluxo da migração" (o pessoal da comunidade do Geraaaaldo no Orkut vai acabar votando no PT por isso! :P).

Com os programas sociais e a incapacidade de qualquer cidade de absorver esse fluxo contínuo de migração (coisa que acontece com o Rio também) está havendo migração de retorno. Mais nordestinos deixam São Paulo do que Chegam. 457 mil já voltaram!

É claro que é uma notícia positiva, mas, como só li a capa do jornal, lá dentro deve ter alguma trolha também! Garanto!



Pelo fim das organizações Globo.

Não dá mais pra aguentar. Não que haja grandes esperanças que surja algo melhor no lugar, apenas de que mais coisas, mais variedade possa nascer no lugar deste cancro estagnado de idéias e rico de más intenções e prepotência. A razão da raiva do dia, já que não assisto ou leio nada que venha da globo é a manchete do jornal de hoje: " Mais de 94% dos presos pela PF já foram soltos", e o subtítulo: "Processos das 20 maiores operações policiais estão parados na justiça". Até aí tudo bem, o assunto é grave, deve ser escancarado e esclarecido, mas... o texto abaixo da manchete é uma tentativa tosca de criar um desconforto, uma percepção negativa, ao governo Lula.

O jornal tem agido assim atualmente. Tenta desconstruir tudo que levou Lula a ganhar a eleição no segundo turno. O exemplo mais claro é a privatização (que já voltou a ser defendida pelos vendidos que tem coluna e pelos editores).

A notícia "esclarece" que os processos das 785 pessoas presas nas operações contra o crime organizado e a corrupção de funcionários públicos, empresários e lobistas realizadas pela Polícia Federal, graças ao governo Lula, se arrastam pelos escaninhos da justiça e do ministério público. Como essas operações policiais foram usadas, - com razão -, como um trunfo pela campanha de Lula, já que, como chefe do poder executivo, encarregado máximo da Polícia Federal, colocou a instituição pra trabalhar e não ficou de politicagem, o jornal tenta dizer que esse atraso no processo também é culpa dele e desfaz todo o "suposto" trabalho que a PF fez sob seu comando.

O desvirtuamento do assunto é sutil, mas claro: o negócio é culpar Lula. Mentira, a culpa é do judiciário! O fato de que os magistrados, os brasileiros mais bem pagos pelo nosso dinheiro, não são muito afeitos ao seu trabalho. O negócio deles é mais ir pra Bahia por conta da Febraban como noticia a Agência Carta Maior.:

"Os nove maiores conglomerados bancários do País estão envolvidos em 63 mil processos, quase a metade das 139 mil pendências. Segundo o presidente do STJ, ministro Barros Monteiro, os bancos são campeões de disputas privadas que chegam à corte (60% do casos)." (...)

"O peso do sistema financeiro nos processos do STJ reforça o estranhamento causado por um episódio recente. No feriado de 7 de setembro, 14 ministros de STJ, dois ex-ministros e 31 desembargadores estaduais, todos com suas respectivas famílias, curtiram o litoral da Bahia com tudo pago pela Febraban. A generosidade dos banqueiros custou ao menos R$ 180 mil. A entidade justificou-se dizendo que organizara seminário sobre juros que os magistrados acompanhariam ou abrilhantariam com palestras. Por conta do episódio, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidirá em breve se não é melhor proibir togados de aceitar a cortesia alheia, para impedir tanto que presentes possam influenciar a consciência da magistratura, quanto para evitar suspeitas de que isso acontece."

Por que O Globo não questiona a Justiça? Eles são um poder completamente separado e que nem se dão ao trabalho de fazer investigações, a eles bastaria ler, analisar e dar a sentença, mas esse negócio dá trabalho... e agora o recesso de três meses, essas férias escolares, da Justiça já está aí. Conseguiram de volta esse privilégio gritante porque isso seria ir muito contra o costume. Sei... Vai é contra o costume de prender bandido. Isso eles não gostam não.

 


Sábado, 11 de Novembro
Minha última Galeria dos Horrores, pelo menos por algum tempo... O que acontece é que Geraldo morreu na lama e está a caminho (de volta) ao ostracismo de onde não devia ter saído. O fato de o PSDB ser neste momento a congregação das massas ignaras das classes média e alta, deve ser encarado com muito cuidado. Não acredito ser a vocação histórica de um partido, que se pretende social-democrata, se tornar o carro chefe da mídia vendida e da ignorância envernizada. Portanto, daqui pra frente vou falar mais a sério dessa questão. O PSDB se encontra numa encruzilhada e é bom começar a preparar o despacho: com esses "encostos" pendurados, não vai longe não! Além do que é muito chato ficar lendo essa gentalha todo dia e tirar screenshot pro caso de apagarem, etc. etc. etc... Ficam os que já postei até agora, para a posteridade, lembrando que sempre tem muito mais de onde vieram esses, que são uma gota no oceano.


Chega de democracia! Já deu! :P


A ingnorança é que astravanca o pogresso!!!!


A ignorância é a coisa mais perigosa do mundo, só sendo secundada pela má fé.

 


Eu não aceito! / Fake do Jabor (E precisa?!?!?!) / Malditos sejam! Eu os odeio!


Que comam bolo! Ver variação do tema / Povinho safado e ignorante! / Eu quero o divórcio!


Essa sequência merece lugar de destaque especial.
Inveja, agressão gratuita, despeito, preconceito...
Põe gentalha nisso!!!!!!!

 


Mentira, boataria, confusão, ignorância e...
algumas tentativas de ver a verdade (nenhuma vinda da moderação)

 

Enfim, um fracasso:

E Um Retumbante Sucesso:

 

Quarta, 8 de Novembro
E a mentirada na comu do chuchu continua.
Segundo as "pessoas" na comunidade pró chuchu (que hoje serve para congregar toda espécie de preconceituoso, racista, mentiroso, frívolo, ignorante, mal intencionado e caluniadores de plantão numa grande frente de pusilanimidade anti-democrata pró PSDB), o autor do projeto que faz um cadastro que inclui até o CPF das pessoas que quiserem entrar num simples chat ou site de relacionamentos como orkut é o senador Delcídio Amaral do PT, segundo eles, um indiciado na CPI dos Correios(!), (e um agente da proto-ditadura Petista em construção), e não do Senador do PSDB e criador do valerioduto, Eduardo Azeredo, que só está solto e em cargo eletivo por que confessou o crime depois da prescrição do mesmo..

O que "os confunde" é o fato de que o projeto de autoria de Azeredo é um substitutivo que pegou (entre outros projetos) um projeto de Delcídio que simplesmente tipificava uma série de crimes digitais (coisa que faltava mesmo) e transformou num banco de dados de informações pessoais de internautas que deverão ser coletados pelos provedores (Azeredo transformou um código de regras, de tipos criminais, e transformopu em Big Brother, a noção democrática dos PSDBistas é uma loucura!). O projeto do PSDB é bobo no que tange à segurança, já que a identificação dos internautas é feita de forma muito boa pelo rastreamento dos números ip pelos provedores, pouco efetiva do ponto de vista da identificação dos criminosos, pois eles usarão de provedores internacionais e estúpida do ponto de vista da cidadania, por motivos óbvios.

Por sorte desses geraldistas acéfalos, o governo Lula não apóia esse projeto (Marcelo Bechara do ministério das comunicações já está descendo a marreta pra demolir) e a Senadora Patrícia Saboya (e ACM! Uurgh!) já pediram o adiamento da votação para que os parlamentares pudessem conhecer direito o conteúdo desse projeto safado de Azeredo. O Senador do PSDB (vi ainda agora de madrugada na Rede Vida uma entrevista dele para a TV Educativa) continua, no entanto, a defender seu projeto, mesmo frente aos protestos e petições online.

 

Segunda, 6 de Novembro.
Nem eles se entendem! Mentira e enrolação na comu do chuchu! Galeria de horrores (se eles apagarem, depois vem uma seção de screenshots!):
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=316707&tid=2497081356549345906


Acabo de ler http://ptlhando.blogspot.com/2006/11/tucanos-querem-censurar-blogs-e-e.html
Tudo a ver com o artigo do Merval comentado abaixo! O tucano Eduardo Azeredo, criador do valérioduto quer acabar com a liberdade na Internet!


Estão apagando, na comunidade onde chuchu é presidente do orkut, as discussões que foram linkadas aqui no show de horrores. Pois podem ficar tranquilos. Daqui por diante quando eu vir aqueles horrores eu tiro screenshot e tasco aqui pra todo mundo ver. Sem chance de esconderem a merda!


Campanha Digital
Como eu disse antes, esse post é só sobre esse artigo (Campanha Digital, do Merval Pereira em O Globo). Na verdade o artigo é fraquínho (novidade!). Sobre ele digo apenas que ele é uma tentativa de blindagem da grande imprensa contra a Internet, disfarçada de "análise" sobre o fenômeno... Ele cita uma pesquisa que Bernardo Sorj e Mauricio Lissovsky da UFRJ, estariam fazendo sobre esse fenõmeno nas eleições presidenciais. Fui aluno do Sorj e de sua esposa, Bila. Ele não era grande coisa mas a Bila Sorj é uma das melhores explicadoras que já botou os pés em uma sala de aulas. (Não lembro desse maurício na minha época). De qualquer maneira, ele usa essa pesquisa (inacabada e quase sem conclusões) para falar sobre "disseminação viral" (aproveitamento sociológico de conceito derivado de teoria de marketing já é um perigo, mas conceito sociológico na mão de jornalista é um desastre!). Como ainda não li a pesquisa e não há na fala de Sorj qualquer motivo para desacredita-la, o problema é o Merval mesmo...
Citando Merval citando o Sorj (única parte do artigo que presta :P):

""Mas a disseminação viral é um fenômeno inegável e importantíssimo, diz ele. "Um vídeo ridicularizando um político ou mostrando um clipe onde ele ou ela foi mal pode ter uma repercussão enorme(...)"". Mais ou menos, pra desespero deles, como as capas da Veja e as manchetes e reportagens das organizações Globo (detalhadamente selecionadas), aliás, bem mais, pois uma fatia muito maior (e cada vez mais) do público é frequentador assíduo da Internet, mas não é leitor de jornais e revistões. Na Internet o portal da Folha, da Veja ou a Globo.com tem a mesma penetração que a Carta Capital (agência Carta Maior) ou o Conversa Afiada, ou blog do Luís Nassif e milhares de outros cidadãos - como esse que vos escreve. Basta para isso se manter ativo na rede e ter consistência no discurso. Bem, é essa disseminação viral a responsável pelo fato de "um vídeo" (qualquer!) onde "um candidato" (qualquer!!! :P) "não aparece muito bem" se tornar um fator importante na campanha... Sei...

A repercussão de um vídeo sacana é diferente, - graças a ampla e rápida (viral) disseminação da discussão e das impressões -, da repercussão de um vídeo revelador. Até mesmo o fato de um vídeo ser sacana ou ser revelador vai depender da discussão e da consistência desse político, muito mais do que o vídeo em si. O vídeo pode, é claro, ser o último prego do caixão de uma figura política que só se mantém viva por esforço da mídia. A repercussão de um conjunto de verdades montadas pela mídia só dura até o post seguinte de um zé ninguém em blog, site ou fórum qualquer da Internet. O que garante o que pega mal e o que pega bem, o que garante a sobrevivência de um ou outro conjunto de idéias sobre um assunto é a consistência e coerência da discussão que se dissemina tão rápida e amplamente quanto o assunto em si. Essa é a inteligência da Internet que ninguém quer ainda admitir por aí nas redações das grandes empresas de mídia.

Ele quis dizer (sem assumir, deixando que sua indução funcionasse) que essas coisas (vídeos, fotos) se espalham na Internet e retiram do fato imediato a discussão e sua colocação em perspectiva, sua relativização. Para Merval, a discussão ficou em segundo lugar.

Alguém mande pra Veja esse exemplo do que é "pífio", por favor.


Pífia é a Veja
A última capa da Veja é mais um desabafo de raiva que qualquer outra coisa. A grande manchete "A Última Chance" é uma bobagem, é claro que é a última chance, não porque os eleitores assim o queiram (e a veja não queria!), se pudesse Lula seria reeleito facilmente em 2010. Mas toda e qualquer tentativa de fazer algo negativo com a imagem de Lula é bem vinda. Até matérias onde se mostra que a população come e vive melhor tem tom negativo. Isso é inédito na imprensa mundial!

A outra manchete (em letras menores) diz "Lula teve desempenho pífio no primeiro mandato...". (?) Cuma?!?!?!? Então será que foi reeleito, apesar dos bombardeios, porque foi pífio?!?!? É isso?!?!?! Perderam a noção de vez! Claro, enquanto a Veja estreita seu discurso, atrai cada vez menos leitores e isso é bom, mas que droga, será que vão deixa-la encolher até virar uma pequena revista representante de uma elite conservadora (que como ficou mostrado nem é a maior parte da elite)? Uma voz da direita, para a direita sem penetrações mais foretes na sociedade? Se o fizer, veremos a derrocada da veja enquanto publicação de preferência nacional. A opinião da Veja e de O Globo (ou da Globo) não é mais a opinião do país. Esse país aprendeu a pensar por si mesmo.

Enquanto isso, o mundo virtual, livre das amarras ideológicas das páginas pagas da grande impernsa prefere discutir os assuntos de forma mais livre. As mentiras da grande imprensa são desditas e avaliadas ali, na hora, como se os "jornalistas" as tivessem proferido em uma mesa de bar. E, diante da revelação das intenções e do demascaramento do discurso, a propagação da falsidade estanca. Assim, a repercussão dos assuntos não é mais comandada pela dobradinha Veja/Globo, mas sim digerido sem intermediários e usando da comparação com muitas fontes alternativas, ali, em tempo real, na outra aba do navegador. O discurso dos jornalões e revistões acaba ficando restrito a um grupo menos afeito às visões críticas do mundo, aquele grupo do "farinha pouca meu pirão primeiro" ou a "geração pit-Daslu" aquele grupo que eu uso pra construir minha galeria de horrores periódica aqui no blog). Aliás, o Merval se deu conta disso, fez um artigo sobre a importãncia dos blogs e do orkut como meio de discussão de idéias (meio esse que frustrou as estratégias deles). Mas o artigo é só uma tentativa pífia (alguém ensina o sentido dessa palavra na redação da Veja!) de blindar os leitores dos jornais contra a discussão de idéias na Internet. Vou escrever só sobre esse artigo depois.



Guerra declarada.
O fim de semana foi muito importante pra compreeender como vai ser a guerra dos meios de comunicação ao governo Lula. Declararam-se também acima da lei e de qualquer responsabilidade. Esse negócio de mídia responsável não existe, e nem deveria, segundo Elio Gaspari, que cita um juiz da suprema corte americana: "Sem dúvida, uma imprensa responsável é um objetivo desejável, mas a constituição não manda a imprensa ser responsável. como muitas outras virtudes, não se pode legislar sobre a responsabilidade". Diria eu que isso é muito ideológico. Por que não se pode? Se eu disser que pode e colocar isso em discussão democrática com a sociedade, e daí sair um conjunto de regras que sejam aplicadas por tribunais plenamente qualificados (instituições do estado de direito), qual o problema? Que, ao menos, já que a imprensa pode e deve dizer o que quiser, de quem quiser, que os tribunais brasileiros passem a dar indenizações milionárias aos que se sentirem agredidos. Pois lá se pode falar o que quiser, mas também se pode deixar milionário quem se sentiu ofendido. Aqui há uma regra da justiça que previne contra o "enriquecimento" por conta de ações judiciais. Mas isso nem vem ao caso. O caso é que, apesar de ser, alegadamente, um resquício da ditadura (assim como as próprias organizações Globo) nós temos um conjunto de leis que servem para balisar atuação da imprensa. Que apliquem a lei.

Aliás foi isso que o Merval Pereira disse (em O Globo também) sobre a condenação espúria de Emir Sader. Num artigo tendencioso em que defende a pena aplicada à "irresponsabilidade de imprensa" de Sader (faz isso citando o contraponto do movimento de apoio ao Sader, feito pelo PT, o "Eu Apóio a Lei" feito pelo PFL) e, ao mesmo tempo ataca a lei quando ela se aplica aos repórteres da Veja. Pois bem, vejamos. Como a investigação que fizeram, inclusive munidas de documentos fornecidos pela própria Polícia Federal, não corroborou a história de que a PF teria facilitado e ocultado uma reunião entre acusados do caso do dossiê que "mudou a história" (ou seja mostrou que as acusações anteriores da Veja eram mentirosas, - um conto do vigário eleitoral) a veja inventou uma história assim mesmo. Diante disso, a Polícia Federal pediu que se explicassem (afinal foi acusada de parceira do crime de ocultação de provas e de obstrução da justiça desses acusados). afinal, todos os documentos foram mostrados, mas ignorados. Assim age a Veja: se a realidade dos fatos não corroboram a história, então os fatos não interessam!

Portanto, fica assim: se você pertence a alguma grande corporação da mídia e defende com unhas, dentes e mentiras os pontos de vista dela, então você não tem outra responsabilidade que não seja com o seu patrão. Se você é um independente, um blogueiro, um partidário de causas diferentes das deles que usa de sua liberdade de opinião sem se vender, então se segure que lá vem a lei!

 

Sábado 4 Novembro
Da série show de horrores
Põe gentalha nisso!
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=316707&tid=2496732714722153111&start=1

Sexta 3 de Novembro.
Mais show de horrores na comunidade do Chuchu. Keep 'em coming baby!!!
Alckmistas se assustam com eles próprios:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=316707&tid=2496564528125513560

Ó, povo culto e bem informado, obrigado por suas contribuições sem preço para a nossa sapiência:
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=316707&tid=2496553908827609436
Ambos desencavados por Antonio Luiz na comunidade Nós Reelegemos LULA Presidente
Tem de estar logado no orkut pra ver!


Emir Sader condenado à prisão (mas transformado em pena alternativa) e a perder o emprego!
Emir Sader é um militante, fato óbvio e não escamoteado. Ele tem um lado e nunca se disse imparcial (só aí ele já se coloca numa posição muito mais honesta que a maioria da mídia que aplaude sua condenação, como na coluna do Merval, meu pau, de hoje). Tudo bem, pode ser que Sader tenha interpretado errado uma frase infeliz de um bom homem (Bornhausen :P). No entanto, a frase: "acabar com essa raça" (o PT) pode sim ser entendida como racismo e Sader explicou muito bem, como sociológo que é, esse fato. No entanto, num ataque de pelancas legal, um juiz (ver abaixo!) matou a liberdade de expressão e, ao invés de Bornhausen se explicar com relação à frase infeliz, Sader o denunciador do racismo foi não só condenado à prisão, mas à perda de seu trabalho, (concursado, coisa que Bornhausen devia tentar, já que não levou nada nessa eleição). Incrível! Quando a gente pensa que nada mais pode nos surpreender na corrupta justiça brasileira....

E depois os juizes reclamam que a sociedade tem pouca, ou nenhuma confiança na justiça! Vamos definir primeiro o que é juiz no Brasil. Ora, São aqueles caras que delimitam espaço público em frente às suas casas para uso privado e transformam lugares onde é proibido estacionar em vaga particular e, quando a guarda municipal vem multar (o carrão do filhão), ganha carteirada e ordem de prisão. Juizes são aqueles caras que matam seguranças de supermercados de forma covarde e diante das câmeras e não vão pra cadeia (e nem perdem emprego!), que desviam milhões de dólares de obras na sede do tribunal e vão curtir aposentadoria no casarão comprado com esse mesmo dinheiro. Juizes são aquelas pessoas que ficam com peninha de pobres jovens confusos que ateam fogo à índios dormindo. São também aquelas pessoas que, sendo pais de meninos perturbados, condenados por crime (e portanto nunca poderiam fazer parte de serviço público), aumentam o número de vagas num concurso público para motorista (que ganha pouco) para abranger a pífia colocação de seu filho deliquente queimador de índio e, depois disso, o promove ilegalmente à dentista da justiça (ganhando bem mais que o emprego de motorista para o qual se increveu e não passou!). O juiz é a figura mais perfeita do famoso espírito do "Você sabe com quem está falando?!?!"

 

Parei com a fumaça!
17 dias sem fumar e contando... É uma dureza, de longe a pior experiência pela qual passei. É como aprender a ser gente de novo. Sou fumante há quase 22 anos, desde os 16 anos de idade. Ou seja, fiz a pasagem da adolescência para a idade adulta como um fumante, não passei qualquer das experiênicas da maturidade (sexo, relacionamento, trabalho, morar sozinho, etc., etc., etc.) sem meu grande amigo ao lado, em pacotes de 20 unidades, para me consolar e dar alívio à ansiedade, à solidão, ao cansaço, etc.

Eu já tinha ouvido a comparação entre parar de fumar e perder um ente querido. E bota querido nisso! É a mais pura verdade, em alguns momentos o desespero e a dor que me abateram só tiveram paralelo na minha história com o que se seguiu à morte de meu pai. O aperto no coração até quase às lágrimas, o desespero como se a vida não valesse nada... o melodrama!!!! huahuahuahuahuahuahuahuahua!!!!! :P É, eu acabo levando na brincadeira (e nem podia ser diferente) mas é muito difícil mesmo, tem dia que dá vontade de matar velhinho na rua!

Tenho um grande aviso pra todo mundo: se você não fuma, não começe, se você já começou, não pare! Brincadeirinha, foram muitas tentativas anteriores sem efeito nenhum, dessa vez é definitivo e toda decisão definitiva é inquietante até que suas consequências positivas sejam plenamente sentidas na nossa vida.

 

 

Quarta 1 de Novembro
Sei que andei prometendo um monte de coisa fresquinha, sobre a derrota retumbante, homérica e, principalmente, justa do Geraaaldo, para logo depois da eleição, mas não deu, portanto os primeiros só coloquei hoje. Vamos começar com algumas imagens colhidas durante esses dias de segundo turno:


Emoção / Esse homem É diferente / História no Desktop / Revista Veja fake


Meu avatar no Orkut por todo esses tempo: Aroeira publicada em O Dia


Ah, se perfil fake do orkut pudesse tirar título eleitoral...


Chora neném


Grupo de oração!

Pequena Galeria dos Horrores (tem muito mais de onde vieram esses!)

Brasil Burro / descontando no mais fraco! / Hannibal Canibal / "Indeciso" da Globo 1


"Indeciso" da Globo 2 / Ninguém Merece! / Reflexão sobre o Brasil / Povinho sem caráter


Povo Corrupto! / Fora Nordeste: Brada o povo inteligente do Brasil! Em três tempos

Mais um link de última hora: e ainda se diz médico o fdp!!
Clique aqui pra ver (tem de estar logado no orkut)

Movimento Divergernte I
Vem cá, eu te conheço?!?!?

Começou mais ou menos uma semana antes do dia 29, diante da tão falada “boca do jacaré” que se abriu pra engolir Alckmin, um duplo movimento na imprensa. Diante do fracasso das prostitutas da imprensa em tentar derrubar Lula de todas as formas possíveis (boatos, ataques diretos à honra de Lula e de sua família, omissão sobre os desmandos e a corrupção do governo Alckmin, pura e simples produção de falsas notícias e a mais odiosa: o ataque à inteligência, à honestidade e à integridade do eleitor brasileiro), fracasso retumbante, aliás, a mídia está indecisa entre dois discursos (e usará os dois na medida em que um ou outro seja mais conveniente. Coerência já não importa mais):

1) Massacrar a mediocridade de seu candidato, colocando nele, sozinho, a culpa de ter perdido, ainda que com a ajuda de todos os grandes conglomerados da mídia. Tenta assim expurgar seus pecados e a lembrança deles junto com a lembrança de Alckmin ou...

2)  tentar impor a idéia de país dividido, que foi uma das táticas de campanha – sem sentido nenhum, diga-se de passagem –, já que eles simplesmente achavam (fantasias de grandeza) que, diante do desespero, os eleitores pendessem para o lado de Alckmin. Não só não conseguiram causar o desespero, como ainda por cima não há porque achar que os eleitores penderiam para esse lado.

Um exemplo gritante do uso da primeira saiu no artigo do dia 27/10 do Merval Pereira (Ó, Deus, tenha misericórdia!) em O Globo. Após acusar (ô falta de semancol!) Lula de usar boatos como forma de manter o adversário na defensiva por todo o segundo turno, Merval atira:

O primeiro erro de Alckmin foi esse, o de considerar que chegou ao segundo turno por seus méritos, quando somente chegou lá pelos erros petistas, e pelos coadjuvantes que teve no primeiro turno. Sem Heloísa Helena e Cristóvam Buarque, o candidato  do PSDB ficou exposto na arena à sua própria mediocridade política. Os 41,5% que teve no primeiro turno conferiram-lhe uma grandeza política insuspeitada até então, mas estão prestes a se evaporar, se as pesquisas de intenção de voto estiverem corretas. / Caso saia da eleição com menos votos do que teve no primeiro turno (ó, dor! :P), Alckmin ficará do tamanho que supunham que tinha os que não o queriam como candidato contra Lula.”
Ouviu bem, Alckmin, seu cachorro?! huahuahuahuahua! Limpou as botas no capachuchu em artigo de circulação nacional. É demais!  Não é a toa que Merval é tido com um dos piores chefes do país! Desancou o serviçal na frente da visita, porra! Isso não se faz. A truculência dos donos da imprensa brasileira não tem medidas de comparação, é única no mundo. Ainda bem que acabou seu poder.

Depois de tecer loas por meses a Alckmin e de derrubar Lula e “amplificar” erros petistas por anos, o Merval me manda essa! Acabou com o próprio candidato quando viu que ele fracassaria (apesar dos esforços de seu jornaleco marrom). Se eu fosse o Alckmin eu tirava satisfações com este Sr., em público, que é como tem de ser feito com quem precisa de lição. Bem, o resto do artigo é feito de análises tortas ao estilo Merval que todo mundo já conhece. Tudo, em vão, tentando munir seu candidato de argumentos insustentáveis e, por via das dúvidas, já tentando dizer que a aliança PT-PMDB não vai dar certo no governo e é nefasta para o país. Como se viu, deu no que deu, PT e PMDB foram os grandes ganhadores da eleição e, principalmente, das mentes das pessoas.

 

Movimento divergente II
Não é cova grande, é cova medida, é a terra que querias ver dividida.

Essa é mais a linha da Veja (embora, como as organizações Globo, use as duas e mais algumas) Essa é a pior das duas, visa meter a cunha numa pequena diferença pra transformá-la em um grande rompimento social/político, baseado numa SUPOSTA diferenciação de classes e de educação, nocivo para o Brasil. Na verdade, visa convencer as pessoas a se juntar ao lado dos que querem derrubart Lula, simples assim. Essa premissa exige o contrário da anterior. Ao invés de destacar o fracasso de Alckmin e da aliança  PSDB-PFL e distanciar-se deles como elementos medíocres que nada tem a ver com a mídia democrática, colorida, plural, “muderna” e “tudo a ver” com o povo, esse movimento divergente necessita fazer de Alckmin um líder forte que, embora preterido, levou a melhor não só entre as “camadas mais instruídas” (e portanto mais capazes de dizer o que é bom ou ruim para o resto do populacho) como também “venceu” entre larga faixa do povão que gostou de ver o “Geraldo bater” (a cara contra o muro, deve ser! :P).

Essa consegue ser ainda mais mentirosa que a outra. Ela parte de um pressuposto falso o de que os mais educados votaram em Alckmin. Como muito bem mostram as pesquisas de opinião, toda a virada do segundo turno foi baseada no movimento aberto das classes mais educadas, com acesso à informação e qualidade crítica. De todas as Cinqüenta e poucas  instituições de pesquisa e ensino superior do país, quase cinqüenta apoiaram Lula (cartas abertas começaram a surgir nos departamentos de ciências – matemática, física e biomédicas do fundão e rodaram o país, aumentando em número de assinaturas e em iniciativas parecidas, terminando com uma reunião de reitores em apoio a Lula contra a destruição do país empreendida pelo PSDB e a cobertura mentirosa e tendenciosa da mídia.), inclusive aí todas as universidades estaduais e municipais (além das PUCs), principalmente, de São Paulo. Nenhuma, NENHUMA dessas apiou Alckmin. As poucas que não apoiaram Lula, Fizeram comunicados do mais extremo repúdio ao candidato do PSDB. Daí também aproveitaram e se levantaram jornalistas que, sufocados por seus patrões em jornais e revistas, fizeram da Internet sua interface com o público sem as amarras do emprego submisso. No fim da história, Alckmin teve apenas 47 por cento dos votos dos que tem terceiro grau e a proporção diminui à medida que o eleitor tem mais títulos: mestrado, doutorado.

Isso é puro preconceito e prepotência! Coma palavra Luis Nassif:
“Quando ficou claro que o Lula não ia cair, começaram a falar: ''Ah, mas o eleitor do Lula é nordestino, é analfabeto''. E quem fica com eles (os jornais)? Uma classe média muito paulistana, preconceituosa e anacrônica - porque quem é minimamente sofisticado não entra nesse jogo.”

Afinal, se tirarmos o nordeste da equação, ainda assim Lula ganharia de lavada. Eis os números:
Lula (sem os votos do Nordeste): 34.669.361 - 54%
Chuchu: 29.551.517 - 46%
Uma “pequena” diferença de 5.177.844 votos a favor do Presidente Lula. Aliás, se passassem mais dois dias, Chuchu perderia até em São Paulo, pois terminou lá (único estado do sudeste em que ganhou) com míseros 52 a 48. Praticamente um empate.

O que ocorreu, de fato, foi uma pequena divisão de apenas uma camada média da sociedade. A camada de deslumbrados. Mas não só, ao lado dos simplesmente deslumbrados prepotentes, se aglutinaram os preconceituosos, racistas, “cidadãos de bem”, moralistas podres, retrógrados beligerantes que pregaram até o extermínio em massa de nordestinos e o separatismo. Foi aquela parte da classe média, média alta e alta que é formada pelos consumistas manipulados pela publicidade, pelos ávidos leitores de Caras, pelos pit boys de diploma  da Mackenzie ou da Faculdade da Cidade e ao mesmo tempo pelo patricismo brutamontes que é capaz de, literalmente, morder a carne de outro cidadão até arrancar pedaço se seu “mestre”, a mídia, mandar. E só! Não tem nada de país dividido, tem é um pedaço dos ricos que são deslumbrados e preconceituosos (alguns médios e pobres aí nessa também), mas nem aí são maioria! Está até de bom tamanho pro teu defunto parco! É a parte que te cabe desse latifúndio. A população brasileira não aceita mais essas presenças nefastas e foi só no que Alckmin se apoiou.

De novo, com a palavra, Luis Nassif:
“Houve um claro preconceito de classe. No momento da internacionalização da economia brasileira, o Fernando Henrique passa a se cercar de uma corte que é minoritária em São Paulo, mas que tem muita ressonância. É um pessoal que se julga internacionalista, mas é da ''geração Daslu'' - de um esnobismo altamente provinciano visto por um estrangeiro, mas que aqui dentro pegou muitos setores, inclusive da imprensa. Esse deslumbramento cresceu de uma forma muito ampla nesse período, em cima de um conjunto de colunistas muito próximos ao Fernando Henrique”

Não quero fazer minhas as palavras do colunista que é um dos poucos faróis que iluminam a escuridão da mídia brasileira e que, sozinho, é hoje um formador quase tão forte quanto um Jornal “O Globo”, por exemplo, mesmo com suas décadas de história e tradição.

O show de horrores de que fomos vítimas (preconceito exagerado, golpismo, racismo, elitismo babaca, prepotência, etc.) em uma grande comunidade virtual (orkut) foi extremamente importante como caixa de ressonância e intermediário das discussões causadas pelos blogs e pela mídia digital em geral. Foi no orkut, e em nenhum outro lugar, que a mordedora de dedos enfrentou a repulsa da sociedade, onde desmascararam o falso “indeciso” do debate da Globo e mesmo a identidade real de Rosely Pantaleão, a falsa repórter, secretária do PSDB, que tentou inventar um laranja pra polícia federal.

Para ler essa genial entrevista de Nassif no vermelho.org do PC do B e seu imprescindível blog que hoje está mais imperdível do que nunca escrevendo sobre a nota de Ali Kamel!

 

Não vale a m... que pensa
Fernando Henrique disse, diante da derrota retumbante e esmagadora, que o PSDB tem de se aproximar dos pobres. Não precisa, nem acredito que eles queiram, bastaria se afastar das más companias dos deslumbrados da Daslu e do séqüito de preconceituosos racitas que foram, na minha opinião o maior fator contraproducente da campanha PSDBesta. (tudo bem, a manipulação louca da mídia que deixou a todos embasbacados, favorecendo a denúncia e o levante pró Lula dos setores mais adiantados da sociedade, ajudou também na rejeição, mas isso já é de praxe).

É incrível ver que o gasto do estado brasileiro na educação de FHC não valeu a pena. Ele foi aluno de Florestan Fernandes, teve bolsa pra estudar no exterior, etc. Tudo dinheiro jogado fora. Ele não se toca do que está errado. Não foi erro estratégico, não foi falha no discurso, etc. Foi falta de capacidade pra entender que a população não aceita mais o pior candidato só porque a mídia manda ou porque ele é “dotô”. É preciso consistência entre palavras e ações.  Lula é consistente, tem fundamento, história de verdade (e não inventada como a de Alckmin).

“O que acontece, é que mesmo sem estudar, Lula é mais importante do que o Sociólogo de Jaçanã. (FHC)”
Helio Fernandes (Tribuna da Imprensa)

Se vocês tem alguma desconfiança do que eu digo sobre a mentalidade dos alckmistas, por favor dê uma passeada pela comunidade Geraldo Alckmin no orkut. Se você não vomitar depois de ler 4 ou cinco tópicos, então você é um deles! :P

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