Aquário dos Arrozais do Sudeste Asiático



Todo o Sudeste asiático se aquece sob o implacável sol do verão. O tórrido ambiente transforma as zonas inundadas em charcos de águas turvas, quase putrefatas. As plantas e sobretudo as algas se desenvolvem com exuberância sob o forte sol. Nestas águas vivem algumas das mais apreciadas espécies animais, verdadeiras jóias viventes. Adornados como pequenos Colibris aquáticos, os peixes dos arrozais asiáticos acompanham suas elegantes formas de um comportamento altamente desenvolvidos.

 


Os labiríntidios



Estes peixes muito apreciados por todos os aquaristas são os anabantídios, também denominados labirintídios por ter a possibilidade de respirar  o oxigênio atmosférico e assim, poder sobreviver em um meio onde qualquer outro peixe seria incapaz. O labirinto é um órgão respiratório que estes peixes possuem logo atrás dos olhos. É formado por um sistema de finas lâminas de tecido muito vascularizado dentro da cavidade branquial. Este órgão tem a posibilidade de extrair oxigênio do ar. Quando o nível de oxigênio do charco tropical diminui abaixo do mínimo respirável, os peixes anabantídios começam a boquejar na superfície e inclusive chegam a por a cabeça para fora da água. O ar atravessa estas finas lâminas de tecido que podem absorver a quantidade mínima de oxigênio para sua respiração.



O aquário



Um aquário para peixes labirintídios não deveria ter uma cpacidade inferior a 100 litros de água. Um aquário grande que não seja excessivamente alto e onde se valorize a área do fundo é mais apropriado se queremos dispor de espaço suficiente para executar uma boa decoração, adequada aos peixes que ali irão viver. Se o aquário é demasiado estreito nos impede de criar um ambiente de profundidade ao não poder utilizar elementos como grandes raízes, ou a formação de covas construídas com pedras.

A superfície do aquário deve estar perfeitamente tampada porque estes peixes são excelentes saltadores, e não é raro que tentem escapar por alguma fresta, acabando tristemente seus dias no chão. Os anabantídios são peixes com uma capacidade especial para adaptar-se a seu ambiente. Em um ambiente que seja propício, ou se são acossados por algum companheiro do aquário, podem tentar escapar como fariam em seu meio natural ao passar de uma poça à outra. São peixes bastante robustos que podem desenvolver empuxo suficiente dentro da água para atirar-se a mais de um metro para fora.

A iluminação



A iluminação do aquário é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento da vida neste pequeno ecossistema.Uma iluminação deficiente e de má qualidade produz e acentua tal quantidade de problemas que vão nos impedir de manter uma população de plantas necessária neste tipo de aquário.
Para conseguir uma iluminação correta deve-se levar em conta 2 características importantes. A intensidade e a qualidade da iluminação. Deve ser usada a proporção de 0,5 Watts por litro de água para lâmpadas fluorescentes. A iluminação deve ser abundante porque a população de plantas flutuantes vai bloquear bastante a luz que chegará ao fundo do aquário. O período de iluminação deve ser de 13 a 14 horas diárias.

 


Aquecimento


Escolha um aquecedor de boa qualidade. se seu aquário for muito comprido é aconselhável colocar 2 aquecedores separados, sobretudo em aquários maiores que 200 litros. a temperatura da água deve ficar em torno de 26º C.

 


A filtragem



Dois parâmetros devem a escolha de um filtro para o aquário. O volume que se deve filtrar e a carga de material orgânico que produz o aquário. É necessário que os dejetos não apareçam mais rápido do que são eliminados pelo filtro, senão a água nunca ficará limpa. Para eliminar este risco se deve utilizar um filtro de grande capacidade e de um volume ótimo ao tamanho do aquário que se deseja montar.

A escolha do tipo de filtro deve ser feita com critério, nem sempre o mais caro é o melhor. Se, por exemplo, queremos instalar um aquário de 100 litros, com poucos peixes e uma boa população de plantas, um filtro externo motorizado com capacidade de 400 a 500 litros/hora será o suficiente para assegurarmos a filtragem correta, fazendo trocas parciais de água mensais.


Movimento da água



O aquário dos arrozais é um ambiente que reproduz zonas inundadas completamente estagnadas. Estas superfícies aquáticas carecem quase por completo de correntes, e tanto é assim, que alguns peixes tem desenvolvido métodos de reprodução que se centram na construção de frágeis ninhos de bolhas na superfície da água. Para não alterar a vida de nossos peixes com incômodas correntes, a água proveniente do filtro deveria voltar ao aquário em um jorro grosso e lentamente.


O  substrato



Deve-se utilizar um composto de areia de quartizita, bem adubada em uma camada bem grossa.

 


A decoração



Esta é uma das facetas mais importantes para conseguir um ambiente esteticamente agradável e que por sua vez seja adequado ao desenvolvimento de nossos peixes. a distribuição das plantas deve dar aspecto de frondosidade, com zonas de sombreamento sob as plantas flutuantes. Um remanso onde nossos peixes perambulem entre um intrincado labirinto de folhas verdes e raízes retorcidas de madeira.

Um desenho muito agradável pode ser realizar uma decoração onde se dividam os ambientes de forma clara. Em uma zona se pode colocar uma grande raiz que dê lugar a esconderijos debaixo de seus ramos. É melhor adquirir uma grande raiz que uma demasiado pequena. Inclusive, não importa que ocupe um terço do fundo do aquário se a colocamos como se fosse a raiz de uma árvore que ficasse submersa na água.

 



As plantas

A zona oposta do aquário pode ser colonizada por uma espessa plantação de Valisnérias ou de qualquer outra plnata similar. Esta zona mais frondosa dará o aspecto da superfície intrincada do arrozal selvagem. Na zona central podemos dispor belas plantas da região, como a Hygrophila, ou a mais rara Nymphaea, de formosas folhas vermelhas. É necessário escolher 3 ou 4 plantas de bom porte que realcem o fundo do aquário. Se não encontramos estas espécies, também podemos utilizar outras como a Echinodorus ou as Cabombas, apesar de serem de outro biótipo distinto, ou seja, da selva tropical amazônica.
A superfície do aquário deve ser coberta com algumas plantas flutuante, deixando passar luz suficiente para o desenvolvimento do resto das plantas. As mais adequadas são as do gênero Ceratopteris. Esta robusta planta vai se multiplicar com rapidez no aquári, pelo que deverá realizar um controle periódico para que não cubram a totalidade da superfície. Os labirintídios colocarão seus ninhos de espuma debaixo de suas folhas como fazem em seu hábitat natural.

O tronco oferecerá um aspecto mais natural se o cobrirmos em alguns lugares com musgo de Java (Microsorium pteropus). Esta planta prontamente se fixa a qualquer superfície rugosa, como a raiz que teremos introduzido no aquário, formando zonas bastante frondiosas com bonitas massa de raízes colgantes.



Espécies de peixes mais aconselháveis


Trichogaster leerii
Gourami pérola
Malásia, Tailândia, Sumatra, Bornéu
12 cm.
omnívoro
Trichogaster trichopterus
Gourami azul
Índia, Birmania, Vietnam
15 cm.
omnívoro
Trichogaster microlepsis
Gourami claro de lua
Tailândia, Camboja
15 cm.
omnívoro
Betta splendens
Betta, Peixe Combatente
Malásia, Tailândia
8 cm.
alimento vivo
Colisa lalia
Gourami anão, Colisa
Índia
6 cm.
omnívoro
Colisa chuna
Colisa mel
Índia
4 cm.
omnívoro


Espécies de plantas mais adequadas



Ceratopteris pteridoides 15º a 27º C
Iluminação normal
Nymphaea lotus 15º a 27º C
Iluminação intensa
Vallisneria 15º a 27ºC
Iluminação normal a intensa
Hygrophila corumbosa 20º a 30ºC
Iluminação normal
Microsorium pteropus 20º a 30 ºC
Iluminação normal a intensa
Cryptocorine affinis 20º a 30 ºC
Iluminação normal a intensa
Cryptocorine willisii 20º a 30 ºC
Iluminação fraca

 

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