AS     TRÊS     GRAÇAS



Sempre busquei a beleza perfeita

em poemas, em sonhos, em devaneios

num poema a descrevi como bela morena

reluzente e maravilhosa

como a pérola negra.



Pérola negra, bela multa

vestida de jóias, braceletes e aura

de cabelos crespos e ondulados

de lábios grandes e sedosos

tu brilhas como a noite estrelada

tu és, morena, uma das sublimes graças.



Busquei mais ainda, com ânsia infinita

a pura beleza que expressa o Ser

e noutro sonho, nas brumas da aurora

ela me veio, alva e loira

de olhos azuis como um diamante



Raio de sol, cachos de ouro

com brincos, seduz nos seus contornos

lábios carmim, pés pequeninos

tu também és uma das graças

disso, eu não duvido!



Tal como o sol que com o dia inicia

também no oriente a beleza se eleva

o céu se perfuma com o aroma das rosas

lótus divina, inefável beleza

seus olhos são jóias perfeitas.


Um ying- yang no colar de leveza

um terceiro-olho brilha no rosto

uma pérola no umbigo conclui sua riqueza

sensualidade do espírito, oh como sofro!

são três graças de infinita beleza

para um só poeta que em êxtase as contempla.


27/1/2001
Luciano Moraes