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Cirurgia minimamente invasiva para obesidade mórbida tem resultados favoráveis

 
 

Fonte: Annals of Surgery, 16/10/2000

A cirurgia de bypass gástrico Roux-en-Y laparoscópica é um procedimento seguro e efetivo para conseguir perda significativa de peso em pessoas morbidamente obesas, com taxas reduzidas de complicações, estadias mais curtas em hospital e recuperação rápida, conforme estudo publicado na edição de outubro de Annals of Surgery.

O estudo, conduzido por Philip Schauer, M.D., professor assistente de cirurgia da Escola de Medicina da Universidade de Pittsburgh, avaliou os resultados a curto prazo do procedimento em 275 pacientes, com acompanhamento de 1 a 31 meses.

Na cirurgia minimamente invasiva, os cirurgiões fazem quatro ou cinco incisões, com cerca de meia polegada de comprimento, ao invés de uma única e extensa incisão, para acessar a cavidade abdominal. Uma minúscula câmera de vídeo e pequenos instrumentos são inseridos através das incisões e os cirurgiões acompanham o procedimento por um monitor de vídeo.

O procedimento de bypass gástrico envolve a construção de uma pequena bolsa estomacal, de aproximadamente 15 milímetros, fazendo-se o contorno de um pequeno segmento do intestino através da construção de um membro em forma de Y do intestino delgado. Os pacientes perdem peso porque ocorre um decréscimo da ingestão de calorias, resultante da capacidade reduzida do reservatório da pequena bolsa gástrica. Isto dá uma sensação de satisfação quando apenas uma pequena quantidade de alimento é consumida. Além disso, há uma redução da absorção de algumas calorias porque um trecho do intestino é contornado. A perda de peso a longo prazo é, geralmente, de 70 a 75% do peso em excesso.

Os pacientes envolvidos no estudo tinham entre 17 e 68 anos. Em média, tinham cerca de 150 quilos antes da cirurgia. Muitos deles tinham vários outros problemas médicos, incluindo-se apnéia do sono, diabetes, depressão e doenças cardiopulmonares. Cerca de 63% já havia sofrido cirurgia abdominal prévia.

"Embora um paciente tenha morrido devido a embolia pulmonar, a taxa de complicação cirúrgica anterior era de apenas 3,3% para complicações maiores e de 27% para complicações menores", diz o Dr. Schauer.

"Após a cirurgia, a perda do excesso de peso aos 24 e 30 meses era de 83 e 77%, respectivamente. Em pacientes com mais de um ano de acompanhamento, a maioria da co-morbidez havia melhorado ou sido resolvida e 95% dos pacientes reportaram melhoras significativas de sua qualidade de vida", complementa. Por exemplo, 64 dos pacientes apresentavam osteoartrite/doença degenerativa das juntas antes da operação.

Após a cirurgia, 47% reportou que sua condição havia melhorado e 41%, que havia sido resolvida. Entre aqueles com hipertensão (57 pacientes), 70% informaram que o problema desaparecera. Diabéticos, que geralmente requerem 100 unidades de insulina por dia, apresentaram as melhorias mais profundas, com 83% de taxa de cura. Os outros 17% haviam melhorado acentuadamente.

Como existem cerca de 8 milhões de pessoas nos Estados Unidos que sofrem de obesidade severa e apenas a cirurgia traz benefícios a longo prazo, a abordagem minimamente invasiva oferece a muitos pacientes uma chance de reconsiderar a cirurgia como solução permanente para esta doença devastadora

Fonte: Site Emedix

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