Entrevistas
Alguma história marcou a sua carreira?
Claudinha- Tem,sim. Uma vez eu estava em São Paulo e pedir para dar uma "canja" em um show de uma banda, cujo o nome não vem ao caso. Eles disseram que sim, mas não me chamavam. Eu andei até o fundo do palco escondida, subi e fui até lá e cantei. E disse "E aí beleza? Vim cantar para vocês!". Na maior cara de pau, hoje eu não faria isso mais. Foi massa. Eu pedia, implorava para cantar.
Já fez apresentações fora do Brasil?
Claudinha- Recebemos um convite para fazer três shows , nos Estados Unidos, em março do ano que vem , mais não sei quais as cidades
Dá para conciliar a vida pessoal com a profissional?
Claudinha- Não dá para fazer tudo, mais estou aprendendo.
O que você acha dos grupos chamados"genéricos"?
Claudinha- Eu acho que cada um tem que fazer a sua verdade. Se o cara vive feliz fazendo o genérico do outro grupo. Acho que tem que fazer isso mesmo. Tem que seguir o seu caminho. O importante é ser feliz.
Quais são as vantagens e as desvantagens do sucesso?
Claudinha- Desvantagens até agora não têm nenhuma. O máximo que acontece, que pesa, é o fato que agente fica distante da família. Então agente fica um pouco solitário, porque família é tudo é a base de todo mundo. Agora as vantagens são muitas... É uma infinidade de contentamentos, porque agente têm contato com um monte de pessoas que se sente feliz com o nosso trabalho, que se sente feliz em ver e ouvir agente...Então, as realizações são maravilhosas e grandiosas.
Entre os artistas da axé music, quem você acha que têm um trabalho interessante?
Claudinha- Alobened, Will Carvalho e Márcia Short
Como surgiu a música "caí fora"?
Claudinha- Serginho(Rocha) acha que eu sou meio moleca(risos)... Aí ele fez essa música pensando em mim.. Com uma estória... É uma música simples direta e jovem.
Usa a experiência própia para falar nas músicas?
Claudinha- Ás vezes acontece de eu falar de uma situação minha ou de um amigo. Ás vezes surge uma coisa bonita e eu chamo o Serginho e agente faz junto. Eu faço muita letra "troncha", mas ele me corrige ´aí agente chega numa solução.
Como foi sair do anonimato?
Claudinha- Acho que veio no tempo de Deus. Ele foi me preparando isso a minha vida toda, dês dos meus 7 anos de idade quando começei a cantar. O difícil é se disciplina dentro da indisciplina. É uma viuda completamente sem fuso, a hora de dormir é outra . É esquesito, mas é gratificante.
Sobra tempo para os amigos?
Claudinha- Para os amigos tem sobrado menos tempo ainda.Mas eles são compreensivos. Aliás, os amigos verdadeiros têm que ser compreensivos. Eles sabem que eu estou trabalhando, e que tenho que me dedicar, mas que o amor vive no coração , isso que é importante.
As comparações com Ivete ajudam ou atrapalham?
Claudinha- Eu acho que nem "inflói" nem "contribói" (risos). No início era meio desconfortável,porque as pessoas me paravam e me perguntavam o que eu achava de ser o clone da Ivete. E é claro que eu não queria ser reconhecida por isso. Tenho muita admiração por ela, mas não tenho nenhuma intenção de copiar a Ivete porque eu tenho o meu trabalho. Quem vem ao nosso show percebe que o som é diferente. Quando forem conhecendo melhor o Babado Novo vão esquecer essa cmparação.
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