Discografia:
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DT  "Obscure Shades" (2000)
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Promo Live "Living Forms of  Obscure Shades" (2000)
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Álbum "Unvirtue Vitae" (2002)
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Formação (2002):
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Azper - Guitars and Classics
Tenebrae - Guitars
Malicious - Session Bass and Bestial Screams
DiazM. - Lead(er) Scream(er)
Völker - Synths and Classics
Daniel B. - Acoustic Drums
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Contatos:
e-mail: agaureshorde@hotmail.com 
agaureshorde@hotmail.com

     Minas Gerais atualmente tem se tornado um território que podemos dizer que está totalmente tomado por bandas e hordas de Metal. Desde o típico heavy metal até o cru e extremista Black Metal. Vem de lá bandas como Sarcófago, Overdose e Sepultura. Hoje em dia as bandas tem se destacado pelo ótimo nível ao qual representam, e é atrás dessa questão aliado ao ideal de real underground que fomos atrás da horda Agaures, uma banda formada por cinco guerreiros e uma guerreira que estão lutando desde 1998 pró ao underground metálico nacional e destruição da espécie judaico-cristã! O Agaures irá lançar neste ano o seu debut-álbum "Unvirtue Vitae" pela gravadora mineira Demise Records. Nestas perguntas que seguem conversamos sobre o novo disco, mulher na cena, extremismo e é lógico, o underground nacional! Confiram...

por Vinícius Botti Vidal


B.O.H.M.) Como foi o início da horda Agaures?

RES - Azper/DiazM. – A banda surgiu em 1998 (no falso calendário) por iniciativa de Azper e Völker e logo após, foi necessário a integração de DiazM. para constituir a base sólida que até hoje se mantém. Várias mudanças ocorreram. Muitos outros membros passaram pela horda, sendo hoje conquistada a estabilidade necessária com Tenebrae, Carnagium e Demogorgon para a propagação do Black Metal em sua totalidade.

B.O.H.M.) Á que princípios inspiradores foi tirado o nome da horda?

RES - Azper/DiazM. – A gênese nominal provem de uma pesquisa conceitual relacionada a antigas civilizações não teístas. O motivo desta apologia expressa o caráter extemporâneo da nossa ideologia musical.

B.O.H.M.) A horda já lançou dois materiais, a demo ensaio “Obscure Shades” e o CD promo ao vivo “Living Forms of Obscure Shades”, como foi ter lançado estes dois materiais, e por que a escolha de fazer um cd promocional ao vivo?

RES - Azper/DiazM. – “Obscure Shades” teve inicialmente o objetivo de ser um registro restrito para a banda e os interessados que nos acompanham desde o início de nossa jornada. Devido à grande dimensão alcançada pela divulgação espontânea deste material, surgiu a necessidade de lançar algo de melhor qualidade para uma amplitude maior de reconhecimento. A escolha do formato Promo Live CD, apresenta além das músicas anteriormente encontradas na Demo, mas também toda a capacidade de reprodução “real” da pura agressividade sonora/ideológica em torno da lasciva obscura arte.

B.O.H.M.) Estará sendo lançado pela Demise Records o debut álbum “Unvirtue Vitae”, como está sendo preparado este lançamento e quais são as principais expectativas da banda quanto à isso? 

RES - Azper/DiazM. – Todo o processo (criação, execução e produção) já está concluído e o plano de divulgação também está traçado. Seguramente este material será item essencial de qualquer apreciador da música extrema underground

B.O.H.M.) Como foi a gravação deste CD e eu gostaria que dessem uma explicação do tema, composições, quantidade de faixas, a escolha delas, etc. Enfim falem sobre este álbum ainda desconhecido à nossos olhos e ouvidos à qual aguardamos com muita expectativa...

RES - Azper/DiazM. – O processo de gravação de nosso primeiro material oficial “Unvirtue Vitae” ocorreu durante o inverno de 2001 (no falso calendário), e possui em seu tracklist nossas antigas músicas com diferentes arranjos e cadência, buscando a devida exposição das mesmas. As novas composições inseridas o complementam musical e ideologicamente, apontando para o futuro da evolução. As músicas se entrelaçam em um só conceito: a negação completa da virtude e seu moralismo deformado, tendo como principal objetivo de ofensa o filho primogênito da decadência humana, o tão odiado (por nós), cristianismo. Este é o nosso primeiro passo para a colaboração da reconstrução arquitetural da nova transvalorização e o triunfo individual na plenitude dionisíaca de expressão de potência.

B.O.H.M.) Como foi que chegaram até à Demise Records?

RES - Azper/DiazM. – O contato inicial foi originado por parte da gravadora. A Demise Recods veio até nós. Estamos satisfeitos com a parceria formada.

B.O.H.M.) Sobre a mesma label, suponho que vocês assinaram com eles por acreditarem no metal real que a mesma apóia, distribui e divulga, porém a Demise divulga todos os seus lançamentos em revistas especializadas de metal/rock como a polêmica R.Brigade, porém como uma amiga minha diz à respeito do tipo de divulgação, “qualquer surfistinha revoltado pode comprar e adquirir o material” e como vocês são fiéis representantes do real black metal extremista, gostaria de saber qual é o pensamento de vocês à respeito:

RES - Azper/DiazM. – Todo meio de divulgação do nosso conceito baseado no ANTI-CRISTIANISMO RACIONAL traz benefícios para o AGAURES, para a gravadora, para o público e enriquecimento do sentimento de elevação potencial. Acreditamos que “surfistinhas acéfalos” não tenham capacidade de assimilar a carga musical/conceitual que propomos. Dessa forma, colocamos em pratos limpos a questão: o meio de divulgação (revistas polêmicas ou o que for) não interferirá na tríade que nos impulsiona: honestidade, agressividade e racionalidade.

B.O.H.M.) Acredito eu que atualmente no cenário black metal brasileiro esteja bem representante no mundial, porém sem expressar grandes expectativas, gostaria de pedir de vocês a opinião sobre a cena no Brasil atualmente.

RES - Azper/DiazM. – Existem bandas que fazem um trabalho digno de reconhecimento e respeito, outras NÃO. Bandas que demonstram honestidade conosco e com o meio underground (independente do estilo- Black, Death, Heavy, Thrash ou Doom -), merecem nosso total apoio. Já as que não possuem dignidade suficiente e necessitam de meios indiretos de impotente ataque (releases, zines e etc), merecem então nosso desprezo. Isso infelizmente ocorre com regularidade e corrói nossa cena.

B.O.H.M.) De Minas Gerais vem ótimas bandas do metal extremo nacional, o que vocês acham do cenário underground mineiro, quem vocês citariam como exemplo?

RES - Azper/DiazM. – O cenário mineiro está inserido no contexto nacional. Na resposta anterior, fazemos maior referência ao que ocorre em Minas Gerais, pois não podemos fazer menção ou dar declarações sobre algo que não conhecemos com absoluta certeza. Por aqui citamos nossos irmãos Lord Paymon, Mircalla, Unholy Flames, Black Empire, Funeral Christ, Armillus, Intelectual Moment, Astrum Aurora e Sarcasmo.

B.O.H.M.) E do cenário brasileiro, quem vocês citariam?

RES - Azper/DiazM. – In the profund Abyss, Holder, Great Vast Forest, Insane Devotion, Alocer, Miasthenia, Arum e poucas outras.

B.O.H.M.) Quais são as bandas inspiradoras e com grande influência no som e estilo do Agaures?

RES - Azper/DiazM. – Cada membro possui um gosto particular que não interfere na postura única da banda: Black Metal.

B.O.H.M.) E temas ideológicos, quais são os temas propostos na letra e música do Agaures?

RES - Azper/DiazM. – Ao longo da entrevista, é possível perceber e constatar a nossa posição ideológica. As letras possuem um caráter subjetivo que geram diferentes interpretações que sinuosamente transitam entre aforismos, relatos pessoais e filosofia propriamente dita.

B.O.H.M.) Vocês possuem em seu casting uma presença feminina e que não é como vocal lírico ou algo parecido e sim uma integrante mesmo da banda. Como vocês vêem este ato na banda e o que acham da presença feminina no metal extremo sem que ela represente algo realmente feminina, tipo sopranos e outros?

RES - Azper/DiazM. – Não vemos impedimento algum da presença feminina no metal extremo, desde que exerça com competência sua função como integrante de uma banda. Por esse motivo não há por que separar a sua condição feminina de seu papel efetivo. Julgar sua capacidade de expressão artística a partir de seu gênero sexual é limitar e depreciar o indivíduo. Possuímos em nosso cenário provas concretas, vide a horda Valhalla, os vocais/teclados de S. Hecate no Miasthenia e até mesmo as guitarras de Countess Beliart dos nosso conterrâneos mineiros Intelectual Moment.

B.O.H.M.) O web zine B.O.H.M. representa mais ou menos o underground do metal nacional na web, porém é apenas um modo de dizer, pois se trata de um zine como os outros, como vocês vêem este tipo de trabalho que existem muitos, porém são poucos os reais?

RES -  Azper/DiazM. – A divulgação virtual quando real, é eficiente, facilitando o contato entre bandas, zines e público.

B.O.H.M.) Agradeço à vocês por terem concedido esta entrevista, abro o espaço para deixarem aí vossa mensagem aos reais seguidores do metal no Brasil. Até mais, obrigado!

RES - Azper/DiazM. – Muito obrigado pelo espaço e oportunidade fornecidos. Desejamos sucesso em vossos objetivos. Mantenham o extremismo vivo! FUCK THE FALLACY.

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