Discografia
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"To Live Better" (1990) Demo Tape

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"Ultimate Encore"(1994) Split-CD
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"Advance Tape" (1995) Demo Tape
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"Nervous System"(1998) Debut Álbum
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"Infnite Abyssal" (2001)
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Formação (2002)
André Meyer (Vocals)
Ricardo S. Silveira (Guitar)
Marcos Pinto (Guitar)
Éverson Krentz (drums)
Gustavo Stuepp (Bass)
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Contatos

Site: www.distraught.cjb.net
E-mail: distraught@bol.com.br

 

 

Distraught, esta palavra lhe diz algo? Não? Então você não é um profundo conhecedor do underground metálico brasileiro meu caro... Distraught é uma banda death metal gaúcha que há mais de 12 anos vem incendiando o cenário nacional, lançou seu debut álbum "Nervous System" em 98, de forma independente e no ano passado lançou a sua última criação, "Infinite Abyssal" agora pela conceituada Encore Records (que possui em seu cast ótimas bandas como: Eterna, Mystifier, Karma, etc.) E para não deixar passar batido (como é de costume no Brasil, a atenção demora à vir), conversei com André Meyer (vocal) e Marcos Pinto (guitarra) sobre a atual fase da banda, alguns lances do underground, bandas, etc, etc. Para você poder conferir mais é só ler o texto que segue abaixo... Boa leitura. Let's go...

por Vinícius Botti Vidal


B.O.H.M.) O Distraught é uma banda, que consideremos, já tem uma vasta experiência no cenário underground nacional. Considerando a cena como quando começaram com o atual, o que mudou, melhorou, piorou...?

ANDRE/MARCOS – Em termos de comunicação, lojas especializadas tanto em CDS como equipamento, profissionalismo, podemos dizer que houve uma grande evolução. As dificuldades para conseguir locais para shows continua a mesma.  Quando tudo começou para nós a cena estava bem movimentada, então teve um período em que deu uma baixada e agora atualmente está crescendo legal. Esperamos que continue crescendo.

B.O.H.M.) Qual é a opinião da banda sobre a atual expansão que o Death Metal causou no cenário metálico brasileiro e mundial?

ANDRÉ – Atualmente o Death Metal está em evidência e isso é bom para o Brasil porque temos muitas bandas de qualidade neste estilo.

MARCOS – De qualquer maneira sempre é positivo para o cenário em geral que um estilo de metal esteja em evidência, porque faz a cena crescer.

B.O.H.M.) E sobre o tal Death Metal Melódico?

ANDRÉ – Se tem melodia, sem exagero, não há problema. Não temos nenhum radicalismo quanto a isso.   

B.O.H.M.) Sobre o mesmo assunto, o que vocês acham da técnica adotada por bandas como o Krisiun e o Rebaelliun que utilizam a velocidade e a brutalidade da bateria para ditar o ritmo e peso da música? A respeito destas bandas, considera justo o atual posto no qual estão? Qual a opinião geral da banda sobre este dois novos ícones do metal nacional?

ANDRÉ – Gostamos das 2 bandas, mas às vezes o trabalho das guitarras são ofuscados pela bateria. Nos últimos CDs de ambas, notamos que esse detalhe melhorou. As músicas estão mais diversificadas.

MARCOS – O lugar que estão é fruto de muita batalha e isso é mais que justo. Desejamos sucesso a eles e que eles continuem levando o metal extremo com a mesma seriedade e profissionalismo que só nos orgulha de sermos gaúchos e brasileiros.

B.O.H.M.) Mudando de assunto, vocês lançam o segundo cd da banda 3 anos depois do primeiro CD “Nervous System”, por que essa demora para lançar o novo do Distraught?

MARCOS – Eu e o Ricardo(guitarras) entramos logo após o término da gravação do “Nervous Systems” e começamos a compor alguns Riffs para o Infinite Abyssal, mas com a saída do Guaraná da bateria tivemos muita dificuldade para encaixar alguém definitivo o que só adiou a composição e arranjo das músicas. Fora isso estávamos certos para lançar pela Moria Records, mas acabamos fechando pela Encore Records por acharmos uma opção melhor naquele momento, tanto para distribuição como estrutura, o problema é que nesta tratativa toda acabamos perdendo 1 ano.

B.O.H.M.) “Nervous System” foi lançado de forma independente enquanto “Infinite Abyssal” recebeu o apoio e lançamento pela Encore Records, qual é/foi a diferença de se lançar o primeiro e o segundo?

ANDRÉ – A diferença é que com a gravadora existe uma estrutura melhor de distribuição e isso é muito importante para divulgação do CD, mas o trabalho da banda de buscar shows, etc.. continua o mesmo.

B.O.H.M.) Falando na própria, como é trabalhar com a Encore Records, que previlégios ela trouxe ou está trazendo para a banda?

MARCOS – Soma muito uma gravadora com nome e estrutura associado ao nosso nome.

ANDRÉ – O Marcos Cardoso(Encore Records) já acompanha o trabalho da banda desde 94, então tudo se torna mais fácil.

B.O.H.M.) Como foi e é o processo que a banda se utiliza na hora de compor, gravar, fazer ou escolher a arte de capa e encarte. Existe algo pré-diposto ou não é nada planejado e sim feito como manda o metal extremo, sem frescura?

ANDRÉ – Não temos frescura, mas tudo é bem pensado para que a banda alcance o seu objetivo.

MARCOS – A capa, letras tem que ter um contexto. As músicas são trabalhadas em conjunto e todos trazem idéias e opinam para um melhor resultado. As letras são escritas pelo André e por mim. Às vezes a letra se encaixa perfeitamente na música, às vezes a letra é escrita para a música já composta e também vice-versa. A gravação é um processo que exige muita atenção para que tudo o que foi composto fique com a cara que a banda quer.

B.O.H.M.) Aliás quem é que compõe na banda, todos ou a tarefa só cabe à um?

MARCOS – Todos podem opinar, mas os Riffs são feitos por mim e o Ricardo(guitarra). Os arranjos são trabalhados com todos. As letras como mencionado anteriormente são feitas por mim e o André.

B.O.H.M.) Essa pergunta é um pouco de curiosidade pessoal, porém eu gostaria de saber qual é os temas líricos ou ideológicos que faz a banda escrever as letras?

ANDRÉ – No “Infinite Abyssal” 70% das letras foram escritas em cima do espiritualismo e outras tem temas diversos como o por exemplo o bioterrorismo que está acontecendo nos EUA.

B.O.H.M.) Considerando os atuais padrões de qualidade que se exige normalmente para que um trabalho seja considerado profissional, o que é mais importante no underground, seguir regras ou fazer coisas mais simples, pé no chão ou até mesmo mesclar tais sentidos pois o metal é isso mesmo, o que importa é cair nas graças do público?

ANDRÉ – Procuramos ser profissionais naquilo que fazemos e o fato de às vezes não ter tantas condições de infra-estrutura e locais para shows, entre outras coisas não é motivo para que as coisas não sejam bem feitas. Tentamos sempre atingir o público de forma positiva dentro daquilo que temos e podemos.

B.O.H.M) Vocês antes de lançarem o debut “Nervous System” lançaram duas demo tapes e participaram de um Split-Cd com outras duas bandas, é importante antes de um CD Oficial, lançar demos, colocar a banda para tocar e malhar muito para que um dia um ótimo trabalho venha à ser lançado ou não necessariamente?

ANDRÉ – Sim, no meio underground é a única saída. A coisa tem que ser gradual e sempre crescendo aos poucos.

B.O.H.M.) Como experientes em um movimento qual é a mensagem que vocês deixariam para um músico novo que esteja aí começando com uma banda, quais são as regras básicas à serem seguidas?

ANDRÉ – Regras não existem, mas o bom senso nas atitudes é essencial. As pessoas tem que ser elas mesmas, ou seja tem que se ter personalidade.

MARCOS – Não se pode esquecer a origem nem de um pouco de humildade.

B.O.H.M.) Mudando um pouco de assunto, quais são os ídolos musicais e ideológicos da banda?

ANDRÉ – Chuck Schuldiner e Death, Judas Priest, King Diamond, Warrel Dane e Nevermore, Ozzy Osbourne...

MARCOS – Slayer, Tonny Iommi Gezzer Butler e Bill Ward...

B.O.H.M.) Quais bandas do nosso atual cenário vocês citariam como boas ou ótimas bandas?

ANDRÉ – Krisiun, Rebaelliun, Hibria, Nervochaos, Nephast, Insanity, etc..

B.O.H.M.) Com a Internet, muita coisa no Underground agilizou, várias empreitadas, sites de responsa, divulgação por parte das bandas, shows, eventos, etc. Qual é a opinião da banda à respeito de tal assunto?

MARCOS – Você já quase responde tudo na pergunta. A internet veio como um grande meio de comunicação revolucionário que aproximou o mundo e tudo ficou mais fácil, barato e acessível para que as bandas façam seus eventos, divulgação, site, etc..

B.O.H.M.) O nosso trabalho se exprime em apoiar e ajudar as bandas do estilo Heavy Metal e suas milhares de tendências à subir ou se manter. Como vocês vêem este trabalho de zine, qual e a importância de tal no Cenário Metálico Atual?

MARCOS – Os sites e zines são e sempre serão os veículos que dão suporte ao underground de verdade e sem os zines o que seria do underground? Até porque a mídia de TV, jornais e rádios são de difícil acesso. É extrema importância um zine como o de vocês abrindo um espaço para nós podermos expressar nossa opinião e divulgar os trabalhos, assim como de todas as tendências do Heavy Metal.

B.O.H.M.) Gostaria de agradecer aí toda a atenção do Distraught e pedir que vocês deixassem aí uma mensagem ao deathbanger ou banger em geral, o espaço é de vocês, vendam o seu peixe (risos)....

ANDRÉ – Temos uma mensagem para os internautas headbangers em geral, visitantes do B.O.H.M.: “Procurem conhecer as propostas das bandas de metal, para não se deixar enganar pela superficialidade, falta de atitude e até falsidade que existe por aí.

MARCOS – Desejamos que 2002 seja mais promissor para o cenário do metal. Visitem o nosso site: www.distraught.cjb.net  e conheçam mais um pouco da banda e também, procurem o nosso último CD “Infinite Abyssal” que já está na Galeria do Rock em São Paulo. Aproveitamos para agradecer o espaço mais uma vez e dizer que o B.O.H.M. é um zine que apoia de verdade o underground do Heavy Metal.

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