O Movimento CECCA, iniciado nos fins dos anos 70 deste século (1978), capitanteado pelo CENTRO ESTUDANTIL E CULTURAL DE CAETITÉ, destinado a promover a cultura local, resgatando o movimento cultural da cidade, marcou o começo de uma nova era. O CECCA, nascido nos espíritos rebeldes e empreendedores de jovens de Caetité, como Elias Moreira, José Rodrigues Filho (Zé Queijo), Olimar Oliveira, Antônio Joaquim Cotrim Gomes (Tonho de Rosalino), Dra. Fátima, Moisés Bebé, Cristiane, Margareth e outros, teve como sede inicial uma casa situada à rua São João, depois, com o apoio da Igreja Católica, através do Bispo Eliseu Oliveira, passou a sediar-se no Palácio Episcopal. Em ocasiões de grandes concentrações era utilizado o Círculo Operário. Como grupo cultural, o CECCA trouxe para Caetité o Teatro Oficina, chegando a encenar peças como O Pagador de Promessas de Dias Gomes, a realizar recitais de poesia e a editar vários Cadernos Literários. Em agosto de 1978 a Prefeitura Municipal de Caetité alugou em Salvador, na rua Luiz Gama, na Mouraria, um imóvel, com o objetivo de se fundar a CASA DOS ESTUDANTES CAETITEENSES. Depois a Casa do Estudantes foi transferida para a Vila Laura em fins de 1979. Nesta época, o governo caetiteense, insatisfeito com as atitudes políticas dos estudantes residentes, ameaçou fechar a residência. O CECCA organizou um movimento de resistência que culminou com a famosa GREVE DE FOME de maio de 1980 (...) |