O Lar Cristão (XI)
Pr. Netto
Apareceram as Flores na Terra – Cânticos
2:12
As flores são prenúncio de fruto. Elas são belas e trazem esperança. São
promessas de fruto, fartura e abundância. As flores aparecem na Terra, mas são
sustentadas pelas raízes. Que é uma raiz? É uma flor que despreza a fama.
Muitas vezes olhamos para as flores mas não lembramos as raízes. Quantas vezes
temos uma visão pequena de duvidarmos daquilo que não compreendemos e chegamos
a negar-lhe a existência por ser cômodo à nossa preguiça, ao nosso comodismo,
a uma vida de indolência? Conversavam certa vez: O olho, o ouvido, a mão e
o nariz. O olho para e de repente diz: Vejo, além destes vales, uma montanha
velada pela cerração azul. Não é bela? O ouvido não escutou a montanha, a mão
tentou apalpar a montanha e não conseguiu, o nariz procurou sentir a montanha
e também não conseguiu nada. Quando o olho passou a olhar em outra direção o
ouvido, a mão e o nariz falaram: É uma alucinação: Há qualquer coisa errada
com o olho. Não podemos ficar olhando sem ter visão. O olho é para ver, o
ouvido para ouvir a mão para apalpar e o nariz para sentir os odores. Cada um
no seu devido lugar completando o corpo que é um todo harmonioso com seus
membros em pleno funcionamento. As flores parecem-se com as pessoas. Elas
possuem até seus órgãos de reprodução. A flor precisa de fecundação para se
transformar em fruto. Cristo Jesus, para tornar-se homem, nasceu de uma
mulher; precisou de Obra do Espírito Santo fecundando uma virgem chamada
Maria. Ela foi a flor que tendo suas raízes em Deus, pôde por Obra de Espírito
Santo, tornar-se mãe do homem Jesus que veio a ser o Cristo de Deus, o Messias
esperado, o Salvador Eterno da humanidade. Ela, Maria, foi uma flor fecundada
pelo Espírito Santo e em Cristo nós fomos fecundados para sermos Filhos de
Deus. E quando somos fecundados pelo Espírito Santo produzimos filhos para
Deus. Maria disse: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a
tua palavra.(Lucas 1:38). Ela, uma serva de Deus, submeteu-se à vontade do
Pai Celestial sem restrição alguma e foi reconhecida como bem-aventurada ou
feliz. Não deu mais valor ao seu casamento ou à sua reputação diante dos
olhos humanos. Deu o primeiro lugar em sua vida para Deus ou melhor
entregou-se completamente a Deus. Em maio de cada ano, procuramos ensinar
algo sobre o lar; algo proveitoso e que nos faça crescer e sermos mais
consagrados a Deus. As flores que hoje aparecem sobre a Terra, nesta manhã,
somos nós. Há muitas flores que são cortadas antes de produzir fruto. Há
muitos lares que florescem, mas nunca chegam a frutificar. Filhos que eram
lindos na igreja enquanto conduzidos pelos pais, mas logo que crescem
fisicamente tornam-se flores despetaladas. Murcharam, entregaram-se ao
mundanismo e não produziram fruto. Flores minadas pelo veneno de satanás.
Sufocado pelos cuidados e deleites deste mundo que jaz no maligno. São flores
que não têm raízes e mostram uma beleza efêmera. Chegando á realidade, a
beleza aparente desfaz-se completamente, a santidade camuflada bate asas e voa
para bem longe: e naquele engano da alma ledo e cego caem-se as
máscaras das flores aparentes tão belas e descobrimos que não eram
verdadeiras, mas falsas, eram artificiais! E gritamos admirados: O quanta
species, cerebrum non habet! Ó quanta beleza, mas não tem cérebro! Pode-se
enganar todo mundo durante algum tempo, e certas pessoas durante o tempo todo,
mas não se pode enganar todo mundo todo o tempo. As flores que aparecem hoje
na Terra, somos nós os Cristãos. Muitos hão de frutificar demonstrando assim a
firmeza em Cristo Jesus. Outros são flores artificiais e mais cedo ou mais
tarde estarão seguindo pelo caminho largo, que é cheio de flores artificiais.
Abandonarão o caminho apertado e a porta estreita. Afastar-se-ão completamente
de Cristo Jesus e seguirão pelo caminho de Judas Iscariotes. A beleza não
garante ainda o sabor de um fruto sazonado. Sejamos flores, alimentadas
e sustentadas pela raiz Eterna Cristo Jesus e fecundadas pelo Espírito Santo
para a Glória de Deus. Amém.
Londrina, 06 de Maio de 1990. |