O Lar Cristão (VII)
Pr. Netto Um filho inteiramente para Deus – I Samuel
1:1-28.
1- Ana -(Graça, clemência, mercê, misericórdia.) Queria ter
um filho todo para Deus. Queria que Deus cuidasse daquele filho. Ana era
estéril, mas orou ao Senhor. Na angústia do seu coração havia somente sombras
e aflições. Era humilhada por Penina, que tinha filhos, mas não os dedicava,
não os consagrava a Deus. Ana chorava e lhe faltava o apetite até para a
comida. Em sua dor profunda era consolada pelo sonho acalentador de uma
esperança em alguém que não podia falhar. Chorar as suas lágrimas no Altar de
Deus, derramar seu coração perante o Senhor; eis uma maneira de encontrar
alguém que lhe poderia ouvir sem lhe aumentar o sofrimento e a dor. Ana fora
confundida por um julgamento apressado, pelo sacerdote Eli, com as filhas de
Belial, filhas da perversidade. O julgamento apressado produz sempre
injustiça, tirania e falsidade. Ana impávida, na presença do Senhor Eterno,
falava de suas inquietações e dissabores, seus receios o mágoas. Abria-lhe o
coração e para os seus problemas buscava em Deus a solução. Ao levantar-se da
presença de Deus tinha face as marcas da Paz e do contentamento. Tinha estado
face a face com Deus. Na escuridão de sua alma Deus penetrara e tirara a noite
da incerteza e do descontentamento dando-lhe a luz que é pleno dia, o gôzo e
as consolações dos Céus. Enquanto Ana orava revelava-se ao Senhor. Abria-lhe a
parte mais recôndita de ser e deixava Deus penetrar com a Luz Divinal para as
raízes da amargura do ódio, da incerteza e da incredulidade que tão bem
escondidas existem nas vidas até mesmo de muitos dos filhos de
Deus. 2- Samuel - [ouvido por Deus ou Seu nome é Deus (o nome
daquele que ouviu a oração)]. O menino ficaria com a mãe até ser desmamado dos
3 até 6 anos, era costume de amamentar os filhos entre as mulheres hebréias.
Daí por diante até morrer estaria na casa de Deus. Samuel = Seu nome é Deus.
Foi a profeta, sacerdote, ministro de Deus, líder do povo de Deus. V 24:
Depois de ter desmamado, ela o tomou consigo ...e o levou a casa do Senhor
...e era o menino ainda muito criança. Era criança, mas que importa, ele
pertencia a Deus! Com toda certeza Ana aprendera a confiar em Deus.
Entregou-lhe o filho que do próprio Deus tinha certeza que viera e por isso
sabia que Deus mesmo teria o melhor para aqueles que o aceitam como Pai
Eterno, Amorável e Insubstituível. Os país precisam entregar seus filhos
inteiramente a Deus; mas como poderão fazê-lo se ainda não se entregaram, a si
mesmo, ao Todo Poderoso? 3- Lições para nossos dias –1. O
casal unido 2. Deus em primeiro lugar 3. Os filhos partem e o casal fica
sozinho 4. Os filhos devem ser entregues totalmente a Deus 5. O amor deve ser
cultivado para crescer a fim de que os anos não façam tediosa a convivência do
casal, mas cada dia com o dinamismo de duas personalidades que se completam e
se realizam e glorificam a Deus com seu viver e testemunho de bem-aventurados.
6. No lar, o amor: a) a Deus b) aos cônjuges c) aos filhos, é o alicerce
permanente para vidas edificadas em Deus e para Deus. 7. O Lar só é
verdadeiramente Lar quando o Amor Eterno de Deus é a Chama
Inconfundível, a Luz dos Céus, a Ressurreição Comemorativa, o Reino de Deus
Implantado com a Abundância do Fruto do Espírito Santo. Que Deus nos
abençoe e que nosso lar seja também a Morada de Deus e Seu Reino
Divino.
Home, sweet Home
‘Mid pleasures and palaces though we way roam, Be it ever so humble,
there’s no place like home! A charm from the skies seems to hallow all there,
Which, seek through the word, is ne’er met with elsewhere. Home! Home! Sweet
home! There’s no place like home” – Thomas Dain
Lar Doce Lar
Entre prazeres e palácios embora possamos vagar, seja ele humilde, não há
lugar como o lar! Um encanto vindo dos céus parece santificar tudo lá Encanto
que, embora procuremos através do mundo, não se encontra nunca em outra parte.
Lar! Lar! Doce lar! Não há lugar como o lar!
Amém
Londrina, 13 de Maio de 1990. |