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O Lar Cristão (VIII) Pr. Netto O diminutivo raposinhas traz-nos a idéia de algo delicado, a aparência de
ingenuidade e inofensividade. Parece tratar-se de uma coisa bela, delicada,
frágil e até mesmo amável. Mas apesar de tanta fragilidade, apesar de tanta
amabilidade, tanta inocência, elas, as raposinhas, fazem mal às nossas vinhas.
Que significa minha vinha? Sou eu mesmo dentro do jardim de Deus. Preciso
cuidar de minha vinha para que ela não seja invadida e destruída pelas
raposinhas tão meigas e supostamente inofensivas, aparentemente amáveis. Lá no
Jardim de èdem Adão e Eva tiveram em sua vinha uma linda serpente (Nahash).
Ela falava e dizia palavras bonitas. Tinha ema voz suave e ao mesmo tempo
impotente, e era carismática em sua mensagem. Aparentemente ela era
inofensiva, amável e meiga! Uma companhia boa para um casal naquela vinha
dentro do Jardim de Deus. Ensinamentos modernos, bem atualizados. Novidades.
Não aquela coisa velha fastienta que Deus havia ensinado. “Eis a palavra do
Senhor é para eles coisa vergonhosa: Não gostam dela.” (Jeremias 6:10). E
quando a Palavra de Deus vai caindo no desprezo as raposinhas começam a
devorar as vinhas. A serpente bela, filosófica, teológica, e religiosa era
satanás em uma de suas matizadas que iludem a retina e neutralizam a razão
deixando os sentimentos descontrolados e à mercê dos furacões que levam à
completa alienação. As vinhas são nossos lares que formam nossa Igreja. As
raposinhas são também as seduções deste mundo querendo invadir e destruir
nossas vidas. Os programas de televisão que incitam à violência, que levam à
desmoralização da família, que corrompem os bons costumes, que levam os filhos
a se rebelarem contra os pais e a desrespeitar-lhes a autoridade, são
raposinhas destruindo a vinha, em forma de uma educação moderna que satanás
inventou. As infelizes novelas que vão minando sorrateiramente os lares com as
cores belas para a retina e veneno para a alma. As seduções malignas estão
procurando em toda a parte um presa fácil para leva-la à destruição. “ Não
enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.” (I Coríntios 15:33).
As raposinhas são os maus pensamentos alimentados. O ódio enclausurado na
vida. A inveja cultivada. O orgulho praticado. A hipocrisia como uma maneira
de ser e viver. As raposinhas que nos parecem santas e inofensivas, amigas e
camaradas, querem destruir nossas vinhas! Muitas vezes é o incentivo que uma
jovem cristã ou cristão recebe para ir ao motel fazer um programa. Fica
fascinado com a voz sedutora da raposinha e vai entregar seu corpo à
prostituição e sua alma a satanás. Há poucos dias a revista “Isto É Senhor”
publicou um artigo sobre AIDS. Naquele artigo há depoimentos de várias pessoas
aidéticas, condenadas à morte prematuramente sem nenhuma possibilidade de
serem curadas. Entre aquelas pessoas está uma jovem de formação evangélica que
deixou de ouvir os conselhos de seus pais, certamente por achar que eram
caretas, e começou a fazer programa com as raposinhas. Esqueceu-se do Deus de
nosso Senhor Jesus Cristo e embarcou na canoa furada e as camisinhas de vênus
não livraram aquela linda jovem da AIDS que campeia solta como uma arma
eficientíssima que satanás está usando para destruir os iludidos, os amigos
das raposinhas. Precisamos ser vigilantes como Cristo Jesus nos mandou:
“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” na verdade, o espírito está
pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26:41). Conta-se que Baco enviava uma
raposa as vinhas de Teba para destruí-las. Céfalo emprestou seu cão Lélape a
Anfitrião, que queria matar a raposa. No momento em que Lélape ia prender a
raposa, ele e Anfitrião ficaram encantados com a beleza daquele animal. Não
era um raposa, era uma raposinha inofensiva e eles compadecidos começaram
acariciar aquela linda raposinha que logo os transformou em pedra.
Londrina, 20 de Maio de 1990. |