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IGREJA BATISTA JARDIM AMÉRICA

O Lar Cristão (VIII)

Pr. Netto

Cuidado com as raposinhas – Cânticos 2:15

O diminutivo raposinhas traz-nos a idéia de algo delicado, a aparência de ingenuidade e inofensividade. Parece tratar-se de uma coisa bela, delicada, frágil e até mesmo amável. Mas apesar de tanta fragilidade, apesar de tanta amabilidade, tanta inocência, elas, as raposinhas, fazem mal às nossas vinhas. Que significa minha vinha? Sou eu mesmo dentro do jardim de Deus. Preciso cuidar de minha vinha para que ela não seja invadida e destruída pelas raposinhas tão meigas e supostamente inofensivas, aparentemente amáveis. Lá no Jardim de èdem Adão e Eva tiveram em sua vinha uma linda serpente (Nahash). Ela falava e dizia palavras bonitas. Tinha ema voz suave e ao mesmo tempo impotente, e era carismática em sua mensagem. Aparentemente ela era inofensiva, amável e meiga! Uma companhia boa para um casal naquela vinha dentro do Jardim de Deus. Ensinamentos modernos, bem atualizados. Novidades. Não aquela coisa velha fastienta que Deus havia ensinado. “Eis a palavra do Senhor é para eles coisa vergonhosa: Não gostam dela.” (Jeremias 6:10). E quando a Palavra de Deus vai caindo no desprezo as raposinhas começam a devorar as vinhas. A serpente bela, filosófica, teológica, e religiosa era satanás em uma de suas matizadas que iludem a retina e neutralizam a razão deixando os sentimentos descontrolados e à mercê dos furacões que levam à completa alienação. As vinhas são nossos lares que formam nossa Igreja. As raposinhas são também as seduções deste mundo querendo invadir e destruir nossas vidas. Os programas de televisão que incitam à violência, que levam à desmoralização da família, que corrompem os bons costumes, que levam os filhos a se rebelarem contra os pais e a desrespeitar-lhes a autoridade, são raposinhas destruindo a vinha, em forma de uma educação moderna que satanás inventou. As infelizes novelas que vão minando sorrateiramente os lares com as cores belas para a retina e veneno para a alma. As seduções malignas estão procurando em toda a parte um presa fácil para leva-la à destruição. “ Não enganeis. As más companhias corrompem os bons costumes.” (I Coríntios 15:33). As raposinhas são os maus pensamentos alimentados. O ódio enclausurado na vida. A inveja cultivada. O orgulho praticado. A hipocrisia como uma maneira de ser e viver. As raposinhas que nos parecem santas e inofensivas, amigas e camaradas, querem destruir nossas vinhas! Muitas vezes é o incentivo que uma jovem cristã ou cristão recebe para ir ao motel fazer um programa. Fica fascinado com a voz sedutora da raposinha e vai entregar seu corpo à prostituição e sua alma a satanás. Há poucos dias a revista “Isto É Senhor” publicou um artigo sobre AIDS. Naquele artigo há depoimentos de várias pessoas aidéticas, condenadas à morte prematuramente sem nenhuma possibilidade de serem curadas. Entre aquelas pessoas está uma jovem de formação evangélica que deixou de ouvir os conselhos de seus pais, certamente por achar que eram caretas, e começou a fazer programa com as raposinhas. Esqueceu-se do Deus de nosso Senhor Jesus Cristo e embarcou na canoa furada e as camisinhas de vênus não livraram aquela linda jovem da AIDS que campeia solta como uma arma eficientíssima que satanás está usando para destruir os iludidos, os amigos das raposinhas. Precisamos ser vigilantes como Cristo Jesus nos mandou: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação” na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” (Mateus 26:41). Conta-se que Baco enviava uma raposa as vinhas de Teba para destruí-las. Céfalo emprestou seu cão Lélape a Anfitrião, que queria matar a raposa. No momento em que Lélape ia prender a raposa, ele e Anfitrião ficaram encantados com a beleza daquele animal. Não era um raposa, era uma raposinha inofensiva e eles compadecidos começaram acariciar aquela linda raposinha que logo os transformou em pedra.
Não pense que você seja tão forte que não possa ser enganado. Não procure a tentação, pois ela já está rodando em seu encalço. Não brinque com as raposinhas, você pode ser transformado em pedra de escândalo, tropeço e destruição. O Apóstolo Pedro diz que nós aqui somos forasteiros: I Pedro 1:1. “ Nós, os errantes, que andamos à procura do caminho mais solitário, jamais iniciamos um dia onde encerramos o dia anterior. Nunca a aurora nos encontra onde o poente nos deixou. Mesmo quando a terra dorme, nós viajamos.” Subir mais e mais as alturas de Deus é nosso alvo sublime. “É somente quando atingimos o cume da montanha que começares a subir.” Que Deus nos dê a graça, o poder, a capacidade para destruirmos todas as raposinhas que nos iludem querendo aniquilar-nos completamente a vinha. Que Deus nos abençoe e nos faça vigilantes, santos e sábios para a glorificação do Santíssimo nome de nosso Eterno Salvador Cristo Jesus. Amém.

Londrina, 20 de Maio de 1990.

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