VALORIZAÇÃO DA MULHER
Mulher Virtuosa quem a achará? O seu valor excede em
muito o das jóias finas... Provérbios 31:10-31
Objetivos RESGATAR O VERDADEIRO VALOR DA MULHER
SEGUNDO O PROPÓSITO DE DEUS
- PAPEL QUE DEUS DESIGNOU PARA A MULHER E SUA DESVALORIZAÇÃO NO MUNDO
ANTIGO
- JESUS E A VALORIZAÇÃO DA MULHER
- DESEJOS DE LIBERTAÇÃO DA MULHER NO SÉCULO XX
- VALOR DA MULHER QUE TEME AO SENHOR
Qual é o valor da mulher
hoje?
Esta pergunta possui respostas diferentes para cada lugar do mundo.
- Nos países islâmicos – submissão das mulheres;
- Em algumas partes da África, a permanência da poligamia, desvaloriza a
mulher;
- Na América e Europa, as oportunidades profissionais para mulheres e
seus papéis em casa e na família são um assunto de eternos questionamentos
e discussões...
- Nos dias atuais, depois de conquistar a tão sonhada liberdade, a
mulher está entrando em outros cativeiros sem se aperceber disso.
- Busca desenfreada por uma independência financeira
- Meios para se destacar na sociedade.
- Preocupação exagerada com o corpo (uma verdadeira ditadura da beleza).
- A maioria dos outdoors, comerciais de televisão, jornais, revistas,
exibem mulheres seminuas. Parece que algumas mulheres tem se sentido até
elogiadas com tal situação, considerando a utilização do corpo como prova
de libertação dos muitos tabus que lhe foram impostos. Também é comum
vermos nas ruas da cidade, meninas e mulheres adultas – numa imitação das
que se apresentam em programas de televisão, exibindo seus corpos.
- Será que alcançamos a tão sonhada liberdade?
- Somos mais valorizadas com isso?
1. O papel que Deus designou para a mulher e sua desvalorização no
Mundo Antigo
Gênesis 1. 26-31 mostra claramente que Deus criou homem e mulher a sua imagem e semelhança, dotados de
inteligência, e de liberdade para agir voluntariamente. Em Gn 2. 18-25
podemos ler que Deus criou a mulher como auxiliadora do
homem. Isto significa que o homem e a
mulher foram reunidos primeiramente para serem companheiros: a esposa
deveria ajudar seu marido e o marido deveria cuidar da esposa.
Marido = a palavra hebraica que
traduzimos por marido, significa em parte, dominar, governar, senhor, amo.
Como cabeça da família o marido deveria ser o responsável pelo seu bem
estar.
Vários textos bíblicos mostram afirmações positivas sobre as mulheres,
com exemplos de suas iniciativas e lideranças numa posição de igualdade aos
homens, aos olhos de Deus
a) Narrativas patriarcais
Sara,
Rebeca e Raquel têm personalidades e mentes próprias: suas iniciativas,
embora nem sempre boas, ajudam a preencher o propósito de Deus (Gn 27.31).
A infelicidade de Ana por não ter
filhos é retratada, como também o amor de seu marido por ela apesar disto (I
Sm 1). Ela age independentemente, ao propor que seu filho especial seja
dedicado para o serviço de Deus no templo e ela – não o seu marido – orou a
oração profundamente espiritual e a canção radical (I Sm.2;1-10).
A inteligência de Abgail e o
bom senso contrastam com o comportamento tolo de seu marido (I Sm.25.3;
23.5,33) Rute, uma mulher moabita, aparece como um exemplo de
lealdade e fidelidade no livro de Rute. O livro de Ester
dramaticamente ilustra a coragem e braveza da rainha cujo heroísmo era
regularmente celebrada na festa judaica de Purim.
Mirian, na historia familiar de Ex 2, usa
sua sabedoria para salvar Moisés da destruição, depois da fuga do Egito ela
toma um tamborim e lidera as mulheres na dança, cantando a Canção do Mar
(Ex.15.21) Ela é descrita como uma profetisa. O profeta Miqueias (6.4), mais
tarde a celebrou como enviada de Deus, juntamente com Moisés e Arão por ser uma líder nacional.
b) Período de Juízes
Débora,
uma mulher casada e mãe, exerceu liderança civil, religiosa e militar.
Chamada de profetisa, ela julga Israel. Ela toma a iniciativa de enviar
Baraque no nome do Senhor para levar tropas contra Sisera, e sua força e
coragem contrastam com a fraqueza daquele líder masculino de Israel. Seu
heroísmo, e o de Jael (a mulher que matou Sisera) é festejado na
Canção de Débora (Jz 5).
c) Durante a Monarquia
Hulda,
outra profetisa mulher, era consultada pelo Sumo Sacerdote, seu secretário e
outros lideres masculinos em nome do rei. Suas palavras a Josias o
encorajaram a inicias suas reformas no século 7 antes de Cristo (2 Reis
22.15,18). Outras profetisas mulheres são a esposa de Isaias (Is 8.3)
e Noadia, citadas por Neemias juntamente com os profetas masculinos
(Ne.6.14).
Além de algumas posições
ministeriais e sociais e familiares, a mulher no Antigo Testamento, também
foi citada como mulher completa. Em Cantares de Salomão ela aparece além do
sentido da procriação mas, com alegria, amor, prazer. A mulher em Cantares é
relatada como tendo iniciativa em buscar seu amante, procurá-lo, recusar e
abandoná-lo. Uma visão totalmente diferente do valor moral da mulher dada
por outros povos dessa época, e de outros textos Judeus sobre a sexualidade
feminina. Entre os povos pagãos da
Antigüidade a mulher ocupava um lugar muito humilde na sociedade. Não lhe
era atribuído valor algum. Na Pérsia e no Egito, ela poderia
ser enterrada viva ou queimada, quando o marido morria. Na Grécia, as
mulheres ficavam confinadas numa parte da casa, em haréns. Em Roma
eram repudiadas por seus maridos por qualquer motivo. Recém-nascidos do sexo
feminino por vezes eram lançados aos crocodilos.
É bom lembrar que os israelitas (judeus) desvalorizaram não só a
mulher como pessoa, mas vários ensinamentos dados por Deus em relação a
outros pontos, em nome da legalidade. Veja por exemplo as duras críticas de
Jesus aos fariseus legalistas de sua época, que foram diversas vezes
chamados de hipócritas! (Lc12.1)
Embora, a mulher entre os judeus
tivesse uma considerável liberdade, havia limites, numa sociedade patriarcal
em que os homens exerciam liderança política, religiosa e social vemos
também no AT, exemplos de mulheres que foram tratadas como uma posse do
homem, ao invés de uma pessoa com direitos próprios. O homem passou a ter o
direito de possuir várias esposas (poligamia e concubinato foram
legalizados), mas a mulher podia ter somente um marido.
Alguns estudiosos da Bíblia crêem que o costume
judeu de isentar as mulheres do estudo da lei (e de orações diárias em horas
determinadas e de não terem que freqüentar todas, apenas três das maiores
festividades no ano) com a alegação de seus compromissos domésticos,
causaram o efeito de torná-las cidadãs de segunda classe na comunidade
religiosa. Também significava que as mulheres não usufruíam dos benefícios
devocionais e espirituais das atividades das quais eram desculpadas. As
desculpas logo se tornaram uma exclusão positiva: alguns rabinos ensinavam
que era melhor queimar a Lei do que ensiná-la a uma mulher. Muitos homens
agradeciam a Deus por não ter nascido mulher.
Assim, as mulheres foram aos poucos, relegadas a
um segundo plano, sendo mais valorizadas como esposas e mães de filhos, do
que como pessoa.
2. Jesus e a valorização da mulher
Jesus inaugurou uma nova forma de tratamento para
as mulheres. Quando iniciou seu ministério, encontrou a mulher abatida,
oprimida, humilhada como algo inútil e sem valor.
As atitudes de Jesus para com as mulheres foi
extraordinária, sem precedentes, para um judeu de seu tempo. Jesus curou
mulheres, deixou que elas o tocassem e o seguissem; falou com elas e a
respeito delas sem restrições. Ele se relacionou com mulheres principalmente
como seres humanos (criados a imagem e semelhança de Deus) e não como seres
sexuais, isto é, ele estava interessado nelas como pessoas, considerando o
seu sexo como parte integrante e não como a totalidade de sua personalidade,
como eram vistas pelos judeus (legalistas).
A atitude de Jesus para com as mulheres aparece
claramente em todos os lugares e de todas as formas: nas parábolas, nos
milagres, nos discursos. E todas as vezes em que a mulher aparece, levam-nos
à mesma conclusão: Jesus mostrou interesse pelas mulheres e deu-lhes o
devido valor, ouviu suas idéias e opiniões, aceitando-as ou
rejeitando-as.
A chave para entender
a atitude de Jesus para com as mulheres talvez esteja em Mateus 5:28: Eu
porem vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no
coração já adulterou com ela. A questão entre Jesus e os rabinos sobre este
assunto, não era sobre a impureza ser pecado – nisto ambos concordavam
inteiramente, mas sobre a questão da impureza ser inevitável.
Para os judeus, se os sexos entravam em qualquer
tipo de contato social, o desejo era inevitável. O mundo de Jesus pretendia
proteger as mulheres segregando-as, crendo que o desejo sexual era
incontrolável. No judaísmo, a mulher era considerada como um constante
perigo para o homem.
Contudo, Jesus, ao
contrário dos rabinos, acaba completamente com a sugestão de que o desejo é
inevitável. Ele não adverte os seus discípulos contra o olhar para uma
mulher, mas contra o fazê-lo com impureza. As mulheres devem ser
reconhecidas como pessoas em si mesmas, como seres humanos iguais, como
discípulos iguais, e não como simples objetos do desejo dos homens. Uma vez
reconhecendo que as mulheres são pessoas que podem se relacionar de outras
maneiras além do contato sexual, e reconhecendo que a impureza não é apenas
pecado, mas é um pecado deliberado, um ato da vontade como o adultério,
então não há mais necessidade de evitar o seu contato social.
Ao ensinar sobre o divórcio, Jesus também destaca
que as mulheres não são objetos que podem ser abandonados à vontade. Antes
ele enfatiza que o casamento é uma sociedade permanente ordenada por Deus e
tanto o marido como a mulher são responsáveis pela manutenção da segurança
dessa sociedade.
Assim, temos a nítida
impressão de que para Jesus, o valor intrínseco das mulheres como pessoas
era exatamente igual ao dos homens, uma idéia estranha ao pensamento judeu
daquela época.
A forte condenação de
Jesus a impureza, até mesmo ao olhar, e provavelmente a severidade dos seus
ensinamentos sobre o divórcio, possibilitou às mulheres o livre convívio com
o grupo dos discípulos sem que fossem em seguida condenadas como pessoas
imorais.
Vemos assim, o método radical de
Jesus no tratamento com as mulheres demonstrado em sua vida diária. Os
rabinos geralmente colocavam as mulheres em um lugar inferior, mas não vemos
sinal disto na vida e no ministério de Jesus. Pelo contrário, Lucas 10.
38-42 nos apresenta o caso de Marta e Maria duas irmãs que moravam em
Betânia juntamente com seu irmão Lázaro.
Naquela época, sentar aos pés de um professor era o papel tradicional de um
aluno. Porém, Maria..., assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua
palavra (Lc 10.39). Jesus afirma claramente nesta passagem o direito da
mulher de ser uma discípula e não somente se preocupar com as tarefas
domésticas.
Marta e Maria aparecem
novamente no Evangelho de João onde Jesus ensina a Marta, verdades
espirituais: ressurreição e vida eterna (Jo.11.27) Marta confessa crer em
Jesus como o Messias.
Embora Jesus não
chamou mulheres entre os doze apóstolos, quando ressuscitou, elas estavam
lá. As mulheres acompanharam Jesus no momento da sua morte, do seu
sepultamento e da sua ressurreição. Elas foram enviadas para proclamar a
mensagem da ressurreição, recebendo um papel muito importante. Jesus honrou
a mulher, pois poderia ter aparecido primeiramente a um de seus apóstolos
(Mc 16.9).
Nas parábolas, Jesus contou
histórias relacionadas a vida das mulheres: falou sobre o uso do fermento
para fazer o pão, sobre o parto, sobre o moer dos cereais, sobre os
convidados para um casamento, sobre donas-de-casa e viúvas. As mulheres
foram usadas para ilustrar temas sobre a vigilância, perseverança na oração
misericórdia divina e alegria de Deus com um pecador perdido.
Embora a maneira de Jesus lidar com as mulheres fosse radicalmente
nova no em seu tempo e embora ele as elevasse à posição de igualdade com os
homens, os evangelhos não nos dão em lugar algum, um quadro idealista ou
romântico das mulheres. Tal como os homens, as mulheres são todas pecadoras
que precisam do perdão e como tais são apresentadas. Tal como os homens, o
seu pecado precisa ser perdoado e nunca ignorado.
Na narrativa da mulher que foi
apanhada em adultério, a hipocrisia daqueles que a trouxeram foi desafiada
por Jesus, contudo o seu pecado não foi de maneira nenhuma tolerado. Jesus
não lhe disse que seus pecados estavam perdoados, embora isto talvez
estivesse implícito nas palavras dele; antes, ele lhe diz que vá e não peque
mais. Desta forma ela estaria dando provas do seu arrependimento. Ele a
tratou como a uma pecadora, de acordo com as necessidades dela. Quando uma
mulher da cidade, uma pecadora, num ato de humildade e amor ungiu os pés de
Jesus, ele não ignorou o fato dela ser pecadora, antes o reconheceu
publicamente e aproveitou a oportunidade para perdoar os seus pecados.
Semelhantemente, quando falou com a mulher de Samaria, o seu pecado e a sua
necessidade foram enfrentados francamente. Cada uma destas mulheres foi
considerada responsável pelo seu próprio pecado e necessitando de
perdão. Jesus mostrou que a opinião das
mulheres era importante de um modo que o judaísmo raramente reconhecia. Ele
prestou atenção ao que elas diziam; ouviu e considerou. A mulher é,
antes, considerada responsável e racional, capaz de tomar decisões e
responsável pelas conseqüências de qualquer decisão que tomar.
Porém, o mundo mais uma vez, não compreendeu os
exemplos e as atitudes de Jesus como Filho de Deus. A mulher continuou
desvalorizada em relação ao homem.
3. Desejos de Libertação da Mulher no Século XX
Devido manutenção da discriminação da mulher no
mundo (ainda hoje em pleno século XXI, essa discriminação persiste em vários
lugares do mundo), as mulheres se organizaram para reivindicar direitos de
igualdade aos homens como o voto, o trabalho fora de casa, a moda, o
cigarro, o álcool, as drogas, a escola, a profissão, o sexo livre, a
produção independente, o morar sozinha, a inseminação artificial, a barriga
de aluguel, a igualdade, e a total independência moral e sexual.
É verdade, que em muitos aspectos, a mulher supera
o homem mas, em outros o homem supera a mulher. Cada um tem seu papel, e
eles se complementam. Quando a mulher deixa as características que lhe são
específicas e que são símbolos femininos como a beleza, a bondade, a
sensibilidade, a compreensão, o amor e a elegância, de lado, para buscar ser
igual ao homem, ela se coloca totalmente fora da vontade de Deus.
4. Valor da Mulher que Teme ao Senhor
Dentro do lar, devemos estar sujeitas (respeitar)
a autoridade do marido, pois como homem, ele recebeu autoridade de Deus para
governar a casa. Ser uma ajudadora, auxiliadora (Gn.2.18) Amar um homem não
é suficiente para ser-lhe sujeita. O que significa estar sujeita? Pode
significar dividir preocupações, agir com inteligência, ajudar o marido a
tomar decisões, adotar posições, a assumir atitudes, respeitar suas
decisões. A seguir enumeramos alguns itens como sugestão para a boa
convivência:
- Pergunte: não seja sempre a sabe tudo;
- Não ponha palavras na boca dele, espere que ele termine o pensamento
ou frase;
- Escute
- Não interrompa
- Não tenha pressa de falar
- Não implique
- Opiniões, não sendo solicitadas, têm a tendência de soar como
críticas;
- Discutam o que é melhor para a família e não quem deve ou não ganhar a
discussão
- Lembre-se, no final, a decisão é dele – não se esqueça que Deus lhe
deu este privilégio
- Muitas vezes o marido sente ciúmes da igreja, do pastor, da
espiritualidade da esposa e até de Deus
- Não tire conclusões apressadas
- Aprenda a elogiar
- Você pode discordar, mas não desrespeitar
- Pedidos direcionam o amor, mas as cobranças impedem que ele seja
liberado
- Orem um pelo outro.
- Enfim, aprendamos a amar como Jesus nos amou como pessoas.
Quando o marido está de acordo, e
os filhos apoiam, ou mesmo quando a mulher é sozinha, ela deve ir em frente,
pois não há limitações para nossa participação na sociedade. Uma vez
respeitado esse papel, fora do lar, nós temos o mesmo potencial de comando
na sociedade. Temos visto governadoras, prefeitas e juízas hoje, assim como
vimos na história bíblica com Débora, Mirian Ester e outras grandes lideres,
desenvolvendo excelentes trabalhos.
Qual deve ser o perfil da mulher que teme ao Senhor?
- Auxiliadora, ajudadora, companheira. O fato é que no casamento, não
devemos assumir o poder sozinhas dentro de casa. Somos ajudadoras.
- Adquirir características que nos ajudam a não nos desviarmos do nosso
alvo que é Jesus (buscar os frutos do Espírito – Gl 5.22-23).
- Desempenhar o nosso papel na família, com amor, sem revoltas pois a
família é uma instituição de Deus. Por isso ela é de grande importância
tanto para o homem quanto para a mulher. Poder compartilhar alegrias e
tristezas em família é um privilégio de Deus.
- Devemos estudar mais, falar de Jesus, nos envolver com esse mundo,
pois é para o mundo que temos que brilhar a sua luz. O importante é manter
o olhar em Jesus e seguir a sua luz.
Este perfil da mulher que teme ao Senhor, pode ser
observado na mulher virtuosa descrita em Provérbios 31:10-31. Provérbios é
um livro do Antigo Testamento, escrito pelo rei Salomão por volta do ano 930
a.C. Este texto retrata as características de uma mulher fiel a Deus em suas
atividades diárias. Apesar de ter sido escrito num contexto da sociedade
patriarcal, ele contempla a vida cotidiana de muitas mulheres da sociedade
atual, pois foi escrito sob a inspiração de Deus. Ele valoriza a mulher de
uma maneira clara e objetiva como pessoa, como mãe, como esposa e como uma
profissional atarefada de nossos dias. No texto bíblico de Provérbios
31:10-31 podemos destacar os seguintes valores de uma mulher virtuosa:
- vive bem com seu marido, mesmo sendo muito capaz (v.11)
- trabalha muito, colabora na economia doméstica (v.13-16)
- apesar de tantas tarefas, mantém em dia o seu lar (v.19-21)
- preocupa-se com os outros, ajudando a quem precise (v20)
- é forte, não é ansiosa quanto ao futuro, confia em Deus (v.25)
- sabe lidar com as palavras e com sua língua, é inteligente (v.26)
- sabe ser mãe e é amada pelos filhos (v.28)
- é reconhecida como uma pessoa de valor tu...sobrepujas... elogio
sincero, mesmo que esse valor seja reconhecido somente por Deus (v.29)
- teme a Deus, a vaidade não a domina (v.30)
Algumas
Considerações
Embora exista uma
cobrança da sociedade quanto a necessidade de sermos ativas fora do lar, por
necessidade ou satisfação pessoal, é fundamental que tenhamos plena
consciência do valor que temos para Deus enquanto parte se sua criação,
valorizando nossas características femininas relacionadas a beleza, bondade,
sensibilidade, compreensão e amor.
Nós
mulheres temos grande sensibilidade para a obra de Deus, pois nos comovemos
com o sacrifício de Jesus por nós. Também temos mais tempo para orar, ler e
ganhar almas para Jesus. Geralmente, somos mais organizadas em relação ao
tempo. A igreja de Jesus precisa de nós.
A igreja precisa das Martas, mulheres que se dedicam a tarefas domésticas
como cuidar das crianças, decorar, limpar o templo, preparar chás, levantar
fundos e ajudar os necessitados. Precisa das Marias, Mirians, Anas, Rutes, e
até mesmo de Déboras, mulheres que se dedicam ao ensino, a oração, as
missões e ao evangelismo, como professoras, advogadas, donas de casa,
médicas, juízas, promotoras, vendedoras, motoristas, caminhoneiras e
engenheiras. Enfim, a Igreja de Jesus necessita de pessoas chamadas por Deus
para proclamar o seu amor a toda a humanidade, no contexto do século XXI.
Palestra realizada no VI Encontro de Mulheres da Igreja Batista do
Jardim América Londrina-Paraná, pela Professora Rosely S. Archela em maio
2002. |