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IGREJA BATISTA JARDIM AMÉRICA

VALORIZAÇÃO DA MULHER

Mulher Virtuosa quem a achará?
O seu valor excede em muito o das jóias finas...

Provérbios 31:10-31

Objetivos
RESGATAR O VERDADEIRO VALOR DA MULHER
SEGUNDO O PROPÓSITO DE DEUS

  1. PAPEL QUE DEUS DESIGNOU PARA A MULHER E SUA DESVALORIZAÇÃO NO MUNDO ANTIGO
  2. JESUS E A VALORIZAÇÃO DA MULHER
  3. DESEJOS DE LIBERTAÇÃO DA MULHER NO SÉCULO XX
  4. VALOR DA MULHER QUE TEME AO SENHOR
Qual é o valor da mulher hoje?

Esta pergunta possui respostas diferentes para cada lugar do mundo.

  1. Nos países islâmicos – submissão das mulheres;
  2. Em algumas partes da África, a permanência da poligamia, desvaloriza a mulher;
  3. Na América e Europa, as oportunidades profissionais para mulheres e seus papéis em casa e na família são um assunto de eternos questionamentos e discussões...
  4. Nos dias atuais, depois de conquistar a tão sonhada liberdade, a mulher está entrando em outros cativeiros sem se aperceber disso.
  5. Busca desenfreada por uma independência financeira
  6. Meios para se destacar na sociedade.
  7. Preocupação exagerada com o corpo (uma verdadeira ditadura da beleza).
  8. A maioria dos outdoors, comerciais de televisão, jornais, revistas, exibem mulheres seminuas. Parece que algumas mulheres tem se sentido até elogiadas com tal situação, considerando a utilização do corpo como prova de libertação dos muitos tabus que lhe foram impostos. Também é comum vermos nas ruas da cidade, meninas e mulheres adultas – numa imitação das que se apresentam em programas de televisão, exibindo seus corpos.
  9. Será que alcançamos a tão sonhada liberdade?
  10. Somos mais valorizadas com isso?

1. O papel que Deus designou para a mulher e sua desvalorização no Mundo Antigo

       Gênesis 1. 26-31 mostra claramente que Deus criou homem e mulher a sua imagem e semelhança, dotados de inteligência, e de liberdade para agir voluntariamente. Em Gn 2. 18-25 podemos ler que Deus criou a mulher como auxiliadora do homem.
       Isto significa que o homem e a mulher foram reunidos primeiramente para serem companheiros: a esposa deveria ajudar seu marido e o marido deveria cuidar da esposa.

            Marido = a palavra hebraica que traduzimos por marido, significa em parte, dominar, governar, senhor, amo. Como cabeça da família o marido deveria ser o responsável pelo seu bem estar.

Vários textos bíblicos mostram afirmações positivas sobre as mulheres, com exemplos de suas iniciativas e lideranças numa posição de igualdade aos homens, aos olhos de Deus

a) Narrativas patriarcais
       Sara, Rebeca e Raquel têm personalidades e mentes próprias: suas iniciativas, embora nem sempre boas, ajudam a preencher o propósito de Deus (Gn 27.31).
        A infelicidade de Ana por não ter filhos é retratada, como também o amor de seu marido por ela apesar disto (I Sm 1). Ela age independentemente, ao propor que seu filho especial seja dedicado para o serviço de Deus no templo e ela – não o seu marido – orou a oração profundamente espiritual e a canção radical (I Sm.2;1-10).
        A inteligência de Abgail e o bom senso contrastam com o comportamento tolo de seu marido (I Sm.25.3; 23.5,33) Rute, uma mulher moabita, aparece como um exemplo de lealdade e fidelidade no livro de Rute. O livro de Ester dramaticamente ilustra a coragem e braveza da rainha cujo heroísmo era regularmente celebrada na festa judaica de Purim.
        Mirian, na historia familiar de Ex 2, usa sua sabedoria para salvar Moisés da destruição, depois da fuga do Egito ela toma um tamborim e lidera as mulheres na dança, cantando a Canção do Mar (Ex.15.21) Ela é descrita como uma profetisa. O profeta Miqueias (6.4), mais tarde a celebrou como enviada de Deus, juntamente com Moisés e Arão por ser uma líder nacional.

b) Período de Juízes
       Débora, uma mulher casada e mãe, exerceu liderança civil, religiosa e militar. Chamada de profetisa, ela julga Israel. Ela toma a iniciativa de enviar Baraque no nome do Senhor para levar tropas contra Sisera, e sua força e coragem contrastam com a fraqueza daquele líder masculino de Israel. Seu heroísmo, e o de Jael (a mulher que matou Sisera) é festejado na Canção de Débora (Jz 5).

c) Durante a Monarquia
       Hulda, outra profetisa mulher, era consultada pelo Sumo Sacerdote, seu secretário e outros lideres masculinos em nome do rei. Suas palavras a Josias o encorajaram a inicias suas reformas no século 7 antes de Cristo (2 Reis 22.15,18). Outras profetisas mulheres são a esposa de Isaias (Is 8.3) e Noadia, citadas por Neemias juntamente com os profetas masculinos (Ne.6.14).
       Além de algumas posições ministeriais e sociais e familiares, a mulher no Antigo Testamento, também foi citada como mulher completa. Em Cantares de Salomão ela aparece além do sentido da procriação mas, com alegria, amor, prazer. A mulher em Cantares é relatada como tendo iniciativa em buscar seu amante, procurá-lo, recusar e abandoná-lo. Uma visão totalmente diferente do valor moral da mulher dada por outros povos dessa época, e de outros textos Judeus sobre a sexualidade feminina. Entre os povos pagãos da Antigüidade a mulher ocupava um lugar muito humilde na sociedade. Não lhe era atribuído valor algum. Na Pérsia e no Egito, ela poderia ser enterrada viva ou queimada, quando o marido morria. Na Grécia, as mulheres ficavam confinadas numa parte da casa, em haréns. Em Roma eram repudiadas por seus maridos por qualquer motivo. Recém-nascidos do sexo feminino por vezes eram lançados aos crocodilos.

É bom lembrar que os israelitas (judeus) desvalorizaram não só a mulher como pessoa, mas vários ensinamentos dados por Deus em relação a outros pontos, em nome da legalidade. Veja por exemplo as duras críticas de Jesus aos fariseus legalistas de sua época, que foram diversas vezes chamados de hipócritas! (Lc12.1)

       Embora, a mulher entre os judeus tivesse uma considerável liberdade, havia limites, numa sociedade patriarcal em que os homens exerciam liderança política, religiosa e social vemos também no AT, exemplos de mulheres que foram tratadas como uma posse do homem, ao invés de uma pessoa com direitos próprios. O homem passou a ter o direito de possuir várias esposas (poligamia e concubinato foram legalizados), mas a mulher podia ter somente um marido.
       Alguns estudiosos da Bíblia crêem que o costume judeu de isentar as mulheres do estudo da lei (e de orações diárias em horas determinadas e de não terem que freqüentar todas, apenas três das maiores festividades no ano) com a alegação de seus compromissos domésticos, causaram o efeito de torná-las cidadãs de segunda classe na comunidade religiosa. Também significava que as mulheres não usufruíam dos benefícios devocionais e espirituais das atividades das quais eram desculpadas. As desculpas logo se tornaram uma exclusão positiva: alguns rabinos ensinavam que era melhor queimar a Lei do que ensiná-la a uma mulher. Muitos homens agradeciam a Deus por não ter nascido mulher.
       Assim, as mulheres foram aos poucos, relegadas a um segundo plano, sendo mais valorizadas como esposas e mães de filhos, do que como pessoa.

2. Jesus e a valorização da mulher
       Jesus inaugurou uma nova forma de tratamento para as mulheres. Quando iniciou seu ministério, encontrou a mulher abatida, oprimida, humilhada como algo inútil e sem valor.
       As atitudes de Jesus para com as mulheres foi extraordinária, sem precedentes, para um judeu de seu tempo. Jesus curou mulheres, deixou que elas o tocassem e o seguissem; falou com elas e a respeito delas sem restrições. Ele se relacionou com mulheres principalmente como seres humanos (criados a imagem e semelhança de Deus) e não como seres sexuais, isto é, ele estava interessado nelas como pessoas, considerando o seu sexo como parte integrante e não como a totalidade de sua personalidade, como eram vistas pelos judeus (legalistas).
       A atitude de Jesus para com as mulheres aparece claramente em todos os lugares e de todas as formas: nas parábolas, nos milagres, nos discursos. E todas as vezes em que a mulher aparece, levam-nos à mesma conclusão: Jesus mostrou interesse pelas mulheres e deu-lhes o devido valor, ouviu suas idéias e opiniões, aceitando-as ou rejeitando-as.
       A chave para entender a atitude de Jesus para com as mulheres talvez esteja em Mateus 5:28: Eu porem vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração já adulterou com ela. A questão entre Jesus e os rabinos sobre este assunto, não era sobre a impureza ser pecado – nisto ambos concordavam inteiramente, mas sobre a questão da impureza ser inevitável.
       Para os judeus, se os sexos entravam em qualquer tipo de contato social, o desejo era inevitável. O mundo de Jesus pretendia proteger as mulheres segregando-as, crendo que o desejo sexual era incontrolável. No judaísmo, a mulher era considerada como um constante perigo para o homem.
       Contudo, Jesus, ao contrário dos rabinos, acaba completamente com a sugestão de que o desejo é inevitável. Ele não adverte os seus discípulos contra o olhar para uma mulher, mas contra o fazê-lo com impureza. As mulheres devem ser reconhecidas como pessoas em si mesmas, como seres humanos iguais, como discípulos iguais, e não como simples objetos do desejo dos homens. Uma vez reconhecendo que as mulheres são pessoas que podem se relacionar de outras maneiras além do contato sexual, e reconhecendo que a impureza não é apenas pecado, mas é um pecado deliberado, um ato da vontade como o adultério, então não há mais necessidade de evitar o seu contato social.
       Ao ensinar sobre o divórcio, Jesus também destaca que as mulheres não são objetos que podem ser abandonados à vontade. Antes ele enfatiza que o casamento é uma sociedade permanente ordenada por Deus e tanto o marido como a mulher são responsáveis pela manutenção da segurança dessa sociedade.
       Assim, temos a nítida impressão de que para Jesus, o valor intrínseco das mulheres como pessoas era exatamente igual ao dos homens, uma idéia estranha ao pensamento judeu daquela época.
       A forte condenação de Jesus a impureza, até mesmo ao olhar, e provavelmente a severidade dos seus ensinamentos sobre o divórcio, possibilitou às mulheres o livre convívio com o grupo dos discípulos sem que fossem em seguida condenadas como pessoas imorais.
       Vemos assim, o método radical de Jesus no tratamento com as mulheres demonstrado em sua vida diária. Os rabinos geralmente colocavam as mulheres em um lugar inferior, mas não vemos sinal disto na vida e no ministério de Jesus. Pelo contrário, Lucas 10. 38-42 nos apresenta o caso de Marta e Maria duas irmãs que moravam em Betânia juntamente com seu irmão Lázaro.
       Naquela época, sentar aos pés de um professor era o papel tradicional de um aluno. Porém, Maria..., assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra (Lc 10.39). Jesus afirma claramente nesta passagem o direito da mulher de ser uma discípula e não somente se preocupar com as tarefas domésticas.
       Marta e Maria aparecem novamente no Evangelho de João onde Jesus ensina a Marta, verdades espirituais: ressurreição e vida eterna (Jo.11.27) Marta confessa crer em Jesus como o Messias.
        Embora Jesus não chamou mulheres entre os doze apóstolos, quando ressuscitou, elas estavam lá. As mulheres acompanharam Jesus no momento da sua morte, do seu sepultamento e da sua ressurreição. Elas foram enviadas para proclamar a mensagem da ressurreição, recebendo um papel muito importante. Jesus honrou a mulher, pois poderia ter aparecido primeiramente a um de seus apóstolos (Mc 16.9).
       Nas parábolas, Jesus contou histórias relacionadas a vida das mulheres: falou sobre o uso do fermento para fazer o pão, sobre o parto, sobre o moer dos cereais, sobre os convidados para um casamento, sobre donas-de-casa e viúvas. As mulheres foram usadas para ilustrar temas sobre a vigilância, perseverança na oração misericórdia divina e alegria de Deus com um pecador perdido.

Embora a maneira de Jesus lidar com as mulheres fosse radicalmente nova no em seu tempo e embora ele as elevasse à posição de igualdade com os homens, os evangelhos não nos dão em lugar algum, um quadro idealista ou romântico das mulheres. Tal como os homens, as mulheres são todas pecadoras que precisam do perdão e como tais são apresentadas. Tal como os homens, o seu pecado precisa ser perdoado e nunca ignorado.

        Na narrativa da mulher que foi apanhada em adultério, a hipocrisia daqueles que a trouxeram foi desafiada por Jesus, contudo o seu pecado não foi de maneira nenhuma tolerado. Jesus não lhe disse que seus pecados estavam perdoados, embora isto talvez estivesse implícito nas palavras dele; antes, ele lhe diz que vá e não peque mais. Desta forma ela estaria dando provas do seu arrependimento. Ele a tratou como a uma pecadora, de acordo com as necessidades dela. Quando uma mulher da cidade, uma pecadora, num ato de humildade e amor ungiu os pés de Jesus, ele não ignorou o fato dela ser pecadora, antes o reconheceu publicamente e aproveitou a oportunidade para perdoar os seus pecados. Semelhantemente, quando falou com a mulher de Samaria, o seu pecado e a sua necessidade foram enfrentados francamente. Cada uma destas mulheres foi considerada responsável pelo seu próprio pecado e necessitando de perdão.
       Jesus mostrou que a opinião das mulheres era importante de um modo que o judaísmo raramente reconhecia. Ele prestou atenção ao que elas diziam; ouviu e considerou. A mulher é, antes, considerada responsável e racional, capaz de tomar decisões e responsável pelas conseqüências de qualquer decisão que tomar.
       Porém, o mundo mais uma vez, não compreendeu os exemplos e as atitudes de Jesus como Filho de Deus. A mulher continuou desvalorizada em relação ao homem.

3. Desejos de Libertação da Mulher no Século XX
        Devido manutenção da discriminação da mulher no mundo (ainda hoje em pleno século XXI, essa discriminação persiste em vários lugares do mundo), as mulheres se organizaram para reivindicar direitos de igualdade aos homens como o voto, o trabalho fora de casa, a moda, o cigarro, o álcool, as drogas, a escola, a profissão, o sexo livre, a produção independente, o morar sozinha, a inseminação artificial, a barriga de aluguel, a igualdade, e a total independência moral e sexual.
        É verdade, que em muitos aspectos, a mulher supera o homem mas, em outros o homem supera a mulher. Cada um tem seu papel, e eles se complementam. Quando a mulher deixa as características que lhe são específicas e que são símbolos femininos como a beleza, a bondade, a sensibilidade, a compreensão, o amor e a elegância, de lado, para buscar ser igual ao homem, ela se coloca totalmente fora da vontade de Deus.

4. Valor da Mulher que Teme ao Senhor
       Dentro do lar, devemos estar sujeitas (respeitar) a autoridade do marido, pois como homem, ele recebeu autoridade de Deus para governar a casa. Ser uma ajudadora, auxiliadora (Gn.2.18) Amar um homem não é suficiente para ser-lhe sujeita. O que significa estar sujeita? Pode significar dividir preocupações, agir com inteligência, ajudar o marido a tomar decisões, adotar posições, a assumir atitudes, respeitar suas decisões. A seguir enumeramos alguns itens como sugestão para a boa convivência:

  1. Pergunte: não seja sempre a sabe tudo;
  2. Não ponha palavras na boca dele, espere que ele termine o pensamento ou frase;
  3. Escute
  4. Não interrompa
  5. Não tenha pressa de falar
  6. Não implique
  7. Opiniões, não sendo solicitadas, têm a tendência de soar como críticas;
  8. Discutam o que é melhor para a família e não quem deve ou não ganhar a discussão
  9. Lembre-se, no final, a decisão é dele – não se esqueça que Deus lhe deu este privilégio
  10. Muitas vezes o marido sente ciúmes da igreja, do pastor, da espiritualidade da esposa e até de Deus
  11. Não tire conclusões apressadas
  12. Aprenda a elogiar
  13. Você pode discordar, mas não desrespeitar
  14. Pedidos direcionam o amor, mas as cobranças impedem que ele seja liberado
  15. Orem um pelo outro.
  16. Enfim, aprendamos a amar como Jesus nos amou como pessoas.
       Quando o marido está de acordo, e os filhos apoiam, ou mesmo quando a mulher é sozinha, ela deve ir em frente, pois não há limitações para nossa participação na sociedade. Uma vez respeitado esse papel, fora do lar, nós temos o mesmo potencial de comando na sociedade. Temos visto governadoras, prefeitas e juízas hoje, assim como vimos na história bíblica com Débora, Mirian Ester e outras grandes lideres, desenvolvendo excelentes trabalhos.

Qual deve ser o perfil da mulher que teme ao Senhor?

  1. Auxiliadora, ajudadora, companheira. O fato é que no casamento, não devemos assumir o poder sozinhas dentro de casa. Somos ajudadoras.
  2. Adquirir características que nos ajudam a não nos desviarmos do nosso alvo que é Jesus (buscar os frutos do Espírito – Gl 5.22-23).
  3. Desempenhar o nosso papel na família, com amor, sem revoltas pois a família é uma instituição de Deus. Por isso ela é de grande importância tanto para o homem quanto para a mulher. Poder compartilhar alegrias e tristezas em família é um privilégio de Deus.
  4. Devemos estudar mais, falar de Jesus, nos envolver com esse mundo, pois é para o mundo que temos que brilhar a sua luz. O importante é manter o olhar em Jesus e seguir a sua luz.
       Este perfil da mulher que teme ao Senhor, pode ser observado na mulher virtuosa descrita em Provérbios 31:10-31. Provérbios é um livro do Antigo Testamento, escrito pelo rei Salomão por volta do ano 930 a.C. Este texto retrata as características de uma mulher fiel a Deus em suas atividades diárias. Apesar de ter sido escrito num contexto da sociedade patriarcal, ele contempla a vida cotidiana de muitas mulheres da sociedade atual, pois foi escrito sob a inspiração de Deus. Ele valoriza a mulher de uma maneira clara e objetiva como pessoa, como mãe, como esposa e como uma profissional atarefada de nossos dias. No texto bíblico de Provérbios 31:10-31 podemos destacar os seguintes valores de uma mulher virtuosa:
  1. vive bem com seu marido, mesmo sendo muito capaz (v.11) 
  2. trabalha muito, colabora na economia doméstica (v.13-16)
  3. apesar de tantas tarefas, mantém em dia o seu lar (v.19-21)
  4. preocupa-se com os outros, ajudando a quem precise (v20)
  5. é forte, não é ansiosa quanto ao futuro, confia em Deus (v.25)
  6. sabe lidar com as palavras e com sua língua, é inteligente (v.26)
  7. sabe ser mãe e é amada pelos filhos (v.28)
  8. é reconhecida como uma pessoa de valor tu...sobrepujas... elogio sincero, mesmo que esse valor seja reconhecido somente por Deus (v.29)
  9. teme a Deus, a vaidade não a domina (v.30)
Algumas Considerações
        Embora exista uma cobrança da sociedade quanto a necessidade de sermos ativas fora do lar, por necessidade ou satisfação pessoal, é fundamental que tenhamos plena consciência do valor que temos para Deus enquanto parte se sua criação, valorizando nossas características femininas relacionadas a beleza, bondade, sensibilidade, compreensão e amor.
       Nós mulheres temos grande sensibilidade para a obra de Deus, pois nos comovemos com o sacrifício de Jesus por nós. Também temos mais tempo para orar, ler e ganhar almas para Jesus. Geralmente, somos mais organizadas em relação ao tempo.
       A igreja de Jesus precisa de nós. A igreja precisa das Martas, mulheres que se dedicam a tarefas domésticas como cuidar das crianças, decorar, limpar o templo, preparar chás, levantar fundos e ajudar os necessitados. Precisa das Marias, Mirians, Anas, Rutes, e até mesmo de Déboras, mulheres que se dedicam ao ensino, a oração, as missões e ao evangelismo, como professoras, advogadas, donas de casa, médicas, juízas, promotoras, vendedoras, motoristas, caminhoneiras e engenheiras. Enfim, a Igreja de Jesus necessita de pessoas chamadas por Deus para proclamar o seu amor a toda a humanidade, no contexto do século XXI.
 Palestra realizada no VI Encontro de Mulheres da Igreja Batista do Jardim América Londrina-Paraná, pela Professora Rosely S. Archela em maio 2002.

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