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Clarabela

 

Clarabela

É uma menina magricela.

 

Jogava bolo no chão,

Comia de montão.

 

Safada...

Como uma pequena fada.

 

Era uma menina bela

E se chamava Clarabela.

 

Feita quando eu tinha 09 anos.

 

 

 

Por quê?

 

Por que o céu

Não é da cor do mel?

 

Por que o mar

É gostoso de se nadar?

 

Por que você

É tão bonito de se ver?

 

Deve ser porque o meu coração

Diz que você é minha paixão.

 

 

Feita quando eu tinha 09 anos.

 

 

 

Onde estará?

                  

Onde estará

Óh, campeão?

No céu, junto às estrelas,

Ou dentro de um simples caixão?

 

Onde estará

A alegria do Brasil?

Num mar bem fundo,

Ou num paraíso mil?

 

Onde estará

Não importa

Importa é que sempre te amaremos

Ayrton Senna, campeão do Brasil.

 

Feita quando eu tinha 11 anos.

 

 

 

 

Meu Baixinho

  • (ao meu irmão Guilherme)
  • Como um baixinho desses pode ser tão inteligente?
  • Pode ser no futebol,

    Melhor que tanta gente?

     

    Com apenas nove aninhos,

    Conquistou meu coração,

    Ás vezes, é pentelhinho,

    Fazer o quê? É meu irmão!

     

    Vou apertar sua bochecha,

    Dar tapinhs no bumbum,

    Beliscar seu narizinho,

    Mas beijinhos ele não deixa dar nenhum!!!

     

    Fiz esse versinho,

    De todo meu coração,

    Para Guilherme, meu amor,

    Que é também meu irmão

     

    Feita quando eu tinha 12 anos.

     

     

     

    Ausente

     

    Testas enrrugadas

    Olhos cegos

    Narinas abertas

    Mãos fechadas

    Tronco vazio

    Pernas inúteis

    Pés gelados

    Voz pacificada

    Coração ausente

    Olfato inexistente

    Corpo entregue

    Mente inexata

     

     

       

      2001

       

       

       

       

      Carnaval

       

      Carnaval, imensa ilusão

      Braços se levantam

      Pés saem do chão

      Gargantas emergem a mais bela melodia.

      Inflama o peito com a mais pura alegria.

      E tudo é só bonança,

      E brota a esperança,

      E renasce a fé.

       

      E passa o tempo,

      O peito a ponto de explodir,

      O corpo chega a cair.

      E cai.

      Cai tudo!

      Caem os sonhos, a fé, a esperança.

      Acabou-se a regalia.

      Hoje é quarta-feira.

       

      2000

       

       

       

      Delírio de Pupilas

       

      Tudo frio,

      Cinza.

      Seus olhos brilham

      E transparecem na escuridão.

       

      Cessam meus sentidos

      Nada escuto, nada sinto.

      Somente vejo uma infinita nuvem cinza.

      Em meio dela, seus olhos.

       

      São olhos místicos, pequenos

      Mas que jorram luz.

      Sigo então o caminho iluminado,

      Me equilibrando pra não cai na escuridão.

       

      De repente, começo a ouvir sussurros.

      Meus olhos se assustam.

      Paro.

       

      E me vem um calor

      Me fazendo transpirar.

      Nua, desmaio entrando em êxtase.

       

      Quando abro meus olhos coloridos

      A brancura cheira a necrotério.

      Olhos fechados, satisfeitos

      De um defunto que morreu de amor.

       

            2001

       

       

       

      Esperança

      Alma

      Leviana

      Extasiou-se

      Xorou

      Amante

      Negou-me

      Dei-me

      Resta-me

      Esperança

       

      1999

       

       

       

      Estarei em ti

       

      Vai! E mais adiante encontrarás meu pensar

      Vai! E tão perto sentirás meu sofrer.

      Contigo estarão as lembranças,

      Comigo restará a saudade.

       

      Amor amigo, amor injusto

      Não dá pra se amoar tal amor crual.

       

      Tua face cravada em meu peito queima e sangra

      Tua boa suave e linda...

      Ah! Eu ainda a sinto em meus lábios.

       

      Teu olhar tão doce revelando sua pureza infantil,

      Me fazia sentir grande, feliz!

       

      Deixarei livre teu caminho,

      Mas, por me fazeres sofrer,

      Me perseguires em minha meméria,

      Contigo não será diferente.

       

      Ao se afastar, a cada passo, a cada descompasso,

      Verás meus sentimentos te chamando no horizonte.

      Sentirás meu coração bater palpitando dentro de ti a cada suspiro teu.

      Junto a brisa ouvirás minha voz.

      Meus lábios te tocarão em silêncio.

       

      E se acaso cegar-te,

      Ao avistar algo dentro de ti que não cessa a brilhar,

      Nãao se assuste, querido.

      Serei eu te chamando pra me amar.

      1999

       

       

 

Eu não sou daqui

 

Eu não quero viver nesse mundo

Eu não desejo nem posso continuar aqui

Não sou desse lugar

Quero sorrir, mas todos choram

Ignoro meus problemas e crio um maior

Não sou daqui

Quero saber quem sou

De onde venho

Não consigo entender a vida

O povo luta eternamente

E as lágrimas não cessam de cair

Eles não merecem

Que inventou tudo isso?

Quero correr e não posso

Se grito me julgam mal

Se quero ser quem sou

e me visto do meu jeito

Não arrumo emprego

Vejo o cara do Planalto Central

O meu futuro depende dele

Por acaso não existe uma lei

criada por eles mesmo

dizendo que somos iguais?

E essa pele, e esse corpo

Será que são mais poderosos do que eu?

 

1999

             

Luta

Chuta.

Machuca.

Essa é a luta,

Pega na nuca.

 

Bica

E lá vai.

Rolando fica

E logo cai.

 

Para!

A dor sara.

Vem um chute maior,

Agora é pior

 

Aí furou

Vai remendar

Ai estourou

Ruim de colar.

 

Está feio

Destruído

Em devaneio

O coração ferido

2001

 

 

 

Marina

          • (à minha prima Marina)
          • Menina de nome simples
          • E que todos que a conhecem

            Não disfarçam o sorriso

            Ao dizer: Marina.

             

            Ativa,

            Ainda imersa no banho natal.

            No apogeu da beleza e juventude,

            Transborda inocência e ânsia pela vida.

             

            Risonha parece despir-se.

            Deitar-se no mais límpido jardim.

            Esbaldando-se de aromas,

            Acaricia os sabores.

             

            Inexplicável sorriso.

            De dentes tão brancos

            Puros como as intenções dessa virgem

            Que traz o êxtase ao ambiente.

             

            Nega todas as coisas repetidas.

            Alma colorida e sem forma constante.

            Ora gargalha de uma pequena alegria,

            Ora se afoga por temer a injustiça.

             

            Alma submarina

            Que mesmo banhada no sal da melancolia

            Permanece acima e sob

            A mais valiosa pérola do oceano.

            2000

             

             

             

            Martírio Constante

             

            Já não posso mais,

            Me sinto como se estivesse traindo-me.

            A cada instante a hipocrisia consome meus membros um a um,

            Os destrói cruelmente.

             

            A cólera gera um furor insuportável,

            As vozes que atravessam meu pensamento

            Gemem de ira e desespero na ânsia de serem ouvidas.

            A garganta, já seca, implora compaixão.

             

            Ao te olhar, flechas atravessam meus olhos,

            O sangue jorra encharcando meu corpo.

            Quão forte é seu brilho que nada mais enxergo.

            As lágrimas escorrem tão perto da sede.

             

            Minhas mãos sentem seus pêlos,

            Deslizam sobre seus cabelos.

            Seu perfume é a tortura total

            Quando seus lábios tatuam com fogo a minha face.

             

            Tudo o que guardo em mim

            Se fez grande e me martiriza.

            Esse suplício me faz não mais calar.

             

            E mesmo que de nada adiante a fervorosa súplica,

            Desconsidero tudo o que há em mim

            Restando apenas uma necessidade:

            A de que voltes a ser meu.

             

            1999

             

             

             

            Mística Andança

             

            Caminho cada vez mais perdida.

            Me imponho uma burrice necessária

            E tendo que ignorar o que sei, me aflijo.

            Mas não se arrebata o que ainda resta.

             

            Vejo almas que se encontram e se entendem.

            Vejo beijos, beijados com amor.

            Vejo mãos que se encontram com doçura.

            Vejo a minha, apoiada neste papel.

             

            Penso então em tudo o que fiz,

            Cada ato transparece em minha lembrança.

            Teria eu, Mãe Natureza,

            Ofendido uma das estrelas de seu céu?

             

            Creio na revelação sobre-humana.

            Meu amado que descobri num olhar

            Já esteve presente, acendeu velas,

            E num sopro cruel o vento as apagou.

             

            Ando assim, contida.

            Vejo meu espírito a vagar sobre a terra seca.

            Penso que o tudo é pouco.

            Creio agora que estou só.

            1999

            Somos um só (música)

            Eu te amo

            O meu problema é /te amar demais

            É não ver/ na vida /outro sentido              <REFRÃO>

            Outra felicidade mais/ se não/ você

             

            Te quero não como um esposo e só

            Pois o mundo levará os nossos corpos

            E assim não seremos mais um unidos /e mortos

            E eu preciso tanto de você que é meu ar

             

            Você pra mim é mais que tudo

            Minha mão e a sua juntas

            Penetram-se

            Nos tornam único

             

            O dia necessita do Sol

            O peixe do oceano

            E ele achou que já tinha

            Tudo e um pouco mais

            Um pouco... mais

             

            Refrão

             

            O mundo é uma bola que gira sem parar

            Tudo um dia tem que se separar

            Por isso, amor,

            Segure firme em minhas mãos

            Para que nem toda a força que move o Universo

            Não seja capaz de separar você de mim, paixão

            E o amor é tanto

            Igual à ele não tem.

             

            Eu já me sinto dentro de você

            Somos homem e mulher

            O mundo cinza

            Contemplo o teu/ o teu lindo sorrir

            Minha alegria

             

            Ainda mais se é por mim

            Eu te consumo tanto

            Ilumina a meu caminho

            Não posso viver sem ti

            Digo/ Te amo!!!           

             

            2001

             

            Odisséia

                                                                   (para meu amor Mário)

             

            Miro um anjo radiante

            Fulgurando ao sussurrar da noite

            O Universo então se cala

            Ao acalanto macio de um olhar.

             

            Alucinada, louca, insana

            Ignoro todo ceptismo me curvando ao irreal.

            Através desses olhos, cristais hipnóticos,

            Transita o misticismo de um Olimpo soberano.

             

            Ressentida, com os lábios entreabertos,

            Começo a vomitar estrelas.

            Entregue ao delírio desvairado

            Me encontro no êxtase dessa nudez desumana.

             

            Impávida frente ao prazer de lhe encarar,

            Observo um pouco mais.

            Estou cercada numa volúpia imensurável

            De um temporal de inexplicáveis sensações.

             

            Ofusca-me a visão.

            É um brilho alucinógeno,

            É um calor glamuroso.

            Desapercebida me encontro em ti.

             

            2001

             

            Par ou Impar

             

            Você

            Eu

            Rimas

            Subtraidas

            O uno

            Separou-se

             

            2000

            Partida

             

            É triste ter que partir com o desejo de ficar,

            Quão falso é o meu contentamento.

            Levo comigo as lembranças de uma paixão,

            Somente elas me animarão a prosseguir.

             

            Parto, vou sozinha.

            Parte também em dois meu coração.

            Uma metade sangra (não te tenho ao meu lado),

            E a outra se alegra (estais dentro de mim).

             

            Na esperança de ver-te novamente o amor não se desfaz.

            Adormece até que voltes como uma leve brisa

            E traga ao real todo esse sonho,

            E se torne possível todo o meu desejo.

             

            É quando os olhares farão as mais belas declarações,

            Quando os lábios se encontrarão na beleza de amar.

            As mãos se tocarão num gesto tímido

            Até que a saudade seja grande demais.

             

            E aí sim os corpos se encontrarão,

            E na luta incessante de um pelo outro

            Em harmonia plena,

            Irão compor a mais bela coreografia já vista

            Permanecendo ali longos instantes até que se diga: “Adeus”

             

            2000

             

             

             

            Perdida em Você

             

            Pérola rara,

            Amor, amante, amigo.

            Quando estou contigo,

            O mundo se faz aos meus pés.

             

            Rei, principe.

            Reinado infinito.

            Dominador de toda a essência palatina,

            Do meu âmago.

             

            Santo que conduz o pecador,

            Um ser envolto de paz.

            Me felicito contemplando teu angelical semblante

            Que a todo instante acalanta meu ser.

             

            Meu condutor, timoneiro

            Que me guia para um estranho caminho.

            Ora és amigo, ora és paixão.

            Agora me encontro na encruzilhada final.

             

            Desatinada, louca, insana...

            Misturndo toda razão com a irracionalidade.

            Na ânsia da decisão perfeita,

            Vejo que para amar não é necessário a razão.

             

            Amar é sentir,

            E os sentidos num balouço sem fim,

            (Eles, só eles) são capazes de conduzir

            Senão à felicidade plena,

            Á beleza doce de estar amando.

             

            1999

             

             

             

            Sinceramente

             

            Sinceramente, foi melhor que você partiu,

            Levando consigo todas as marcas do nosso amor.

            Não quero mais pensar nas noites que passamos nos amando.

            Meu desejo, que era te desejar cada vez mais,

            Hoje só deseja a distância.

             

            Sinceramente, gostaria que sumisse de vez,

            Que me deixasse sozinha, mas feliz.

            Adeus. Nunca mais quero lembrar de seus olhos doces.

            Não me lembro mais do seu sorriso meigo,

            Já me esqueci do seu jeito carinhoso de amar

             

            Sinceramente, nossos laços se romperam

            E o seu perfume, (Ah! Que perfume!) não me agrada amis.

            Aquele aroma que perfumava nossa casa,

            Hoje só traz recordações que ferem minha alma.

             

            Sinceramente...

            Vá! Vá depressa!

            Antes que essa tal sinceridade acabe revelando a verdade

            E não deixe mais me enganar.

             

            Suma! Desapareça!

            Antes que eu descubra que não é isso que sinto.

            É pura ilusão.

             

            Eu gostaria mesmo de não te ver nunca mais,

            Mas a rosa que você me deu naquele dia,

            No (triste) dia em que eu lhe disse adeus,

            Com o tempo está perecendo e se acabando...

             

            Salve a vida da rosa,

            Da nossa rosa.

            Volta, vai!

             

            1997

             

             

             

            Sôdade de um Caipira

             

            E  sôdade...

            É uma coisinha ansim

            Que queima dentro de mim

            E dá um frio na espinha

            De pensá na sua boquinha

            Seus óios cor de mel e briantes

            Aparece a cada instante

            E aí eu vejo umas estrela

            E me vem uma coisa esquisita

            Meus pé não toca o chão

            Não sinto minhas mão

            Será que a tal droga me viciô,

            Ou a gripe me derrubô?

            Acho que nada pode me curá.

            Ocê é meu castigo, é o meu remédo

            E me fez apaixonar!

             

            2000

             

             

             

            Sou Brasil

             

            Brasil.

            De gritos e amores,

            De escravos e senhores,

            De amores mil.

             

            Brasil.

            Terra que clama,

            Que enfrenta o drama,

            Gente com futuro vazio.

             

            Brasil.

            De grito escravo,

            Que é marca do passado,

            Hoje se faz o Rio.

             

            Brasil.

            De tanto brasileiro,

            Rio de Janeiro,

            De março e abril.

             

            Brasil.

            Alegria de Maria,

            Que da janela vazia

            Observa o céu anil.

             

            Brasil.

            Gente que sorri ao sofrer

            Pela alegria de ser

            Brasil.

             

            1999

             

             

             

            Suspiro de uma Ave

                                                                                       (ao meu amorzinho que está sempre viajando)

             

            Voa pena branca, voa

            Se o seu destino é esse

            Se o vento é mais forte

            Se você não tem parada

            Voa...

             

            E sua vida é voar

            Se liberade é o seu lema

            Se o infinito é sua pátria

            Voa peninha...

             

            Vai vagando

            Demostrando sua graça

            Sua palidez de destacando

            Nesse mundo tão escuro.

             

            Vai solta pelo mundo.

            Já esteve em minha pele

            E hoje flutua

            Paira no ar.

             

            Pro mais que voe,

            Que vague pelos campos e mares

            Teu céu é o meu céu.

            A Lua diante de ti, é a mesma perante a mim.

             

            Onde vais peninha,

            Tão leve e linda?

            Se nossa história a natureza abençoou

            O vento a trará de volta.

            Por isso voa pena branca, voa...

             

             

             

            Tributo a Vinicius de Moraes

                                     (ao meu grande mestre)

             

            Vinicius, mestre das canções mais belas.

            Mágico das maiores magias.

            Sábio e profano de uma triste alegria.

             

            Vinicius poderia estar lá,

            Mesmo etsando aqui.

            E ao chegar onde quis,

            Já desejar estar de volta.

             

            Palavras, agora não são mais palavras.

            São histórias, poemas e lições.

            Ensina-nos a tratar a tristeza com carinho,

            E transformar as lágrimas de dor

            Em um oceano transbordante de paz.

             

            O poeta pode tudo,

            Sem padrões e sem limites.

            Vive não como um homem da civilização,

            Mas, como um ser dominado por si mesmo

            Guiado por seus desejos.

             

            E assim foi vivendo

            Plantando sementes de amor.

            Não que ele seja diferente,

            É que ninguém é igual a ele.

             

            E quem o consirerar insano e não seguir o que ele diz,

            Não percebe que hé em Vinicius,

            Mil razões para ser feliz!

            1999

             

             

            Viagem através de ti

             

            Olhar em teus olhos é só que desejo

            Tocar o teu rosto

            Afagar tua pele

            Segurar tuas mãos

            Apalpar sua carne

            Acarinhar teus cabelos

            Ninar em teu colo

            Suspirar em teu peito

            Sentir teu perfume

            Beijar tua boca

            Confortar tua mente

            Acalantar tua alma

            Invadir o teu corpo

            Voltar a viver.

             

                        2001

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