Economia

 

Economia Brasil vai vender soja à França

O Brasil pode ser um fornecedor de produtos ricos em proteína para a França a fim de substituir os derivados de carne e ossos usados na alimentação de animais, proibidos no país devido a temores da doença da vaca louca, afirmaram analistas na terça-feira. O Brasil, segundo maior produtor de soja do mundo, deve competir com a Argentina e os EUA no fornecimento do grão e outros produtos que criadores franceses podem usar para substituir a carne e os derivados de osso proibidos. O governo francês proibiu na terça-feira a venda e suspendeu o uso de carne e de osso em ração para animais. A medida foi uma resposta aos temores da população a respeito da doença da vaca louca, associada a uma doença degenerativa fatal para seres humanos. "Temos muita carne de soja a preços baixos no momento", afirmou David Brew, da Brasoja, uma empresa do Rio Grande do Sul. A França consome cerca de 300 mil toneladas de carne e ossos anualmente. Comerciantes do país estimam que serão necessárias cerca de 500 mil toneladas de soja para suprir a demanda por proteína.

 

Economia Wall Street e Nasdaq fecham em alta

- As ações em Wall Street tiveram um dia positivo nesta terça-feira, à medida que os investidores aproveitaram alguns anúncios de bons resultados corporativos para comprar ações que estavam baratas. Essas ações, principalmente as do setor de tecnologia, foram derrubadas nas últimas semanas pelas notícias de desaceleração no crescimento dos lucros e incertezas com relação à eleição presidencial nos Estados Unidos. O Nasdaq, índice que mede as ações de alta tecnologia, fechou em alta de 5,78 por cento, décima maior da história, ou 172 pontos, para 3.138 pontos. Na segunda-feira, o Nasdaq caiu abaixo da marca dos 3.000 pontos pela primeira vez no ano. O índice Dow Jones, das ações mais negociadas em Nova York, avançou 1,56 por cento, ou 164 pontos, aos 10.681 pontos. A alta desta terça-feira foi alimentada pelos bons resultados financeiros anunciados pela gigante britânica de telecomunicações Vodafone, Wal Mart Stores, e pela Home Depot Inc As esperanças de que a batalha presidencial norte-americana possa ser resolvida em breve também ajudaram a melhorar o humor do mercado. Os compradores tiveram o apoio da analista do Goldman Sachs, Abby Joseph Cohen. Ela disse que os preços das ações estão agora mais atrativos do que nunca no ano.

 

OCDE vê crescimento do Brasil com otimismo

O crescimento econômico da América do Sul está retomando seu curso, embora de maneira desigual, de acordo com relatório divulgado na segunda-feira pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O relatório mostrou grande otimismo com a economia brasileira, mas foi cauteloso com relação à Argentina, onde uma série de fatores, incluindo a crônica falta de confiança, está limitando o crescimento. ``As fortes exportações e a acelerada demanda doméstica estão apoiando o crescimento do Brasil, enquanto as receitas com petróleo estão ajudando a atividade econômica da Venezuela e facilitando as condições para o processo de dolarização no Equador'', disse a organização com sede em Paris em sua perspectiva econômica, que é divulgada semestralmente. No entanto, o relatório mostrou que o crescimento continua abaixo do potencial em outros países da América do Sul, notando que, ``uma leve desaceleração'' ocorreu no segundo trimestre de 2000 na Argentina, Colômbia e Chile.

 

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