Blog do Camafunga

 

 

 

 
 Crônicas do Camafunga
 
 

Domingo, Outubro 15

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Terça-feira, Julho 25

Novo endereço

Esta coisa esta começando a custar dinheiro. Primeiro comprei o domínio, mas não fiz muita publicidade, depois troquei de navegador e descobri que nele a página ficava cheia de falhas, então, mais por vaidade do que necessidade, dou um upgrade no servidor para ganhar espaço e diminuir os bugalhos.
Agora para ler o Novo Camafunga basta digitar:

Quarta-feira, Julho 12

O Segredo da Avenca

Lembro de muito tempo
da fragilidade e do dito
"frágil como avenca
que se desfolha pelo grito".

Desconheço seu formato,
penso em rama e cabeleira,
pelo nome, a francesa, capillaire é erudito
Mas são tantos atributos, para ficar no esquecido,
tira dores, tussideira,
bom dos pés até os ouvidos

Há uma dessas e um amigo
um segredo e um sentido
ele dentro, ela fora, ele aberto, ela abrigo

Antiasmática, haja folêgo
hepática e adistringente
cardiotônica, colagoga
um cuidado exigente
Uma planta que é droga
um poder que se extende
afasta catarro, caspa
restabelece partuirente
dores das regras, menarca
resfriado e dor de dente

Há uma dessas e um amigo
um detalhe, outro sentido
ela, guarda no silêncio
ele, divide comigo


Para o Kleber

Quinta-feira, Junho 29

Força


"às armas, às armas!
Que fizeste, ó mui torpe sorte!
Arrebataste todas as alegrias
de nossa vida! "
Carmina Burana, canções de taberna Ego sum abbas



Deveras, estava acostumado as agruras da vida, devia. A cada conquista, nem bem a batalha, mal vencida, empunha escudo e lança sem importar se estava em veste maltrapilha. Escória, escorre o sumo rubro sem chance a curativo. Toma, hematoma, e põe a paz ainda em ferida, nem tempo há para uma bebida. Vinho? Como brinde, Baco é desprezivel, recolhe a cortezia em detrimento ao aço que é rijo mas não blinda, força, insiste em não entender questão finita.

Pudera, não havia histórias tão bonitas, nem vitórias, quanto menos treguas, reguas medem pelo que é estabelecido, convenções são discutidas, mas domina o comum, o meramente difundido. E lá se vão, arrastadas, armaduras, que tentam, mas não preservam conteúdo, por dentro suam e oxida, duras, articulações ringem denunciando desânimo e conformidade, mas é hora de outra luta. Ou não seria?

Quisera, seria esta a primeira frase, repetida. Não há volta quando existe um só destino, nem revolta se a batalha é uma rotina. Baco, como festa, é fantasia, reforço em metal o que o pensamento anuncia: "às armas, às armas!"

Pequena Nota


Por que não estou aqui mais tão seguido? Dizem que as novas ondas que acompanham a WEB2, mais uma revolução da informação, nada além do que a redescoberta, agora comercial, daquelas ferramentas que pareciam mais uma brincadeira, do tempo em que se copiava códigos javascript, os mesmos que por vezes tornavam as páginas exageradas e de gosto duvidoso, tem tirado o interesse de criar e ler Blogs. O tempo destinado a internet tem que ser dividido para a apreciação de videos caseiros ou pirateados, imagens que se repetem e vulgarizam tanto pelo tema como pelas tecnicas digitais, pelas noticias que agregadas nestes rss que mudam apenas de título sem aprofundar conteúdo, e não importa se a fonte é nacional ou escocesa o "furo" fica obsoleto em tres ou quatro colunas que falam da mesma coisa. Claro tem muito de sem graça nas Blogs, mas não tenho nada contra de quem gosta de falar de si, ao contrário, diria a Bia que mesmo poeta fuçava o que havia de mundano na exposição destes espelhos, o que me ressinto é da banalização da criatividade, qualquer dia vou sentir falta de reclamar de que não tinha nada a ver com a dor de cabeça da menina adolescente que sugere amor desfeito em suas próprias palavras, das receitas de carne que escapavam em meio a poesias improvisadas, nem sempre eruditas mas pessoais e sentidas. Fora talentos descobertos, estímulos e trocas por afinidade. O que ainda há de criativo na internet vinha das Blogs, agora a onda traz a sofisticação do copy e paste onde nem é preciso pensar muito para encher uma página de informações e imagens. Por isso não tenho publicado, meus amigos também estão surfando por outras vagas, e sobra espaço para espalhar coisa nenhuma.
Mais um detalhe, vários textos meus que estavam no Writely sumiram, assim como minha conta que deixa de existir do nada, por sorte, e contra tendencias, ainda uso o Word como processador para criar e organizar idéias, até que tudo ja venha realmente pronto, e com publicidade paga a quem cria, vou seguir do mesmo jeito.

Quinta-feira, Junho 8

Estudio Raposa - Lugar aos Outros

Hoje foi ao ar o podcast do Estudio Raposa "Lugar aos Outros" número seis no qual participo. Não preciso comentar a imensa satisfação em ouvir um texto meu na voz de Luis Gaspar, mas, conforme ele mesmo refere, por ser admirador de seu trabalho já há algum tempo, de poder simplesmente faze-lo.
Descobri Palavras de Ouro quase por acaso enquanto buscava no diretório do Itunes algo para se escutar em nossa lingua, o que não era comum na época, mesmo que fosse musical, ou algo sobre tecnologias, esta era a tônica, e ainda é, por aqueles dias, qualquer coisa em português é raro. Com surpresa, o inesperado, me deparo com leituras de belos textos literarios, lidos numa interpreteção artistica, e com capricho preparados, tudo em fundo musicado e sob um suave e agradável sotaque lusitano. Não vou mentir que precisei afiar os ouvidos, ainda havia diferenças, pelo menos no chiado, mas me encantei ao ritmo, no tom do fraseado, e de pronto resolvi acompanhar e gravar, um a um todos episódios, como também divulgar a amigos que assim apreciassem. Se é verdade como ele conta, que, cá por estas terras, fui o primeiro a elogia-lo, isso se deu por sorte e é mesmo um privilégio, porque a todos a que exibia, as mesmas apreciações se repetia, "é belo", e "que qualidade".
Entre tantos, de Fernando até Drummond de Andrade, um desejo surge, a princípio invável, o de ouvir algo meu naquele improvável formato. Impossível? Tão distante? Ficaria na vontade. E segui por semanas sorvendo lendas e passagens, crônicas de um outro mundo, poesias de qualquer pátria, acostumei-me a lingua, e sua sonoridade, e por vezes, viajava ao transpor na mente o ritmo no que escutava.
Um dia, abriu-se a porta, em pensar que haveria um espaço, este do "Lugar aos Outros", e, de oferecido, encaminhei contato. O final da história esta no link abaixo, a realização plena de uma vontade, que não supera, porque corresponde ao esperado, e só me resta agradecer ao Luis o tempo e as amáveis palavras que vão além dos entusiasmos, daqui ja mostrei a amigos, farei sarau se for necessário, brincadeira, apenas deixarei a postos o mp3 a interessados. Obrigado, em portugues, amigo, de fato foi dado o teu recado.

Lugar aos Outros
Estudio Raposa

Sábado, Maio 6

Química

Insolúvel, obscurecia a possibilidade de um novo encontro, mergulhado em conteúdo etílico catalisava energias apenas aos fatos mais moleculares, cara cheia, torno isotônicos fluídos e conteúdo que o funil de um copo acresce.
Magnético, o campo de seus olhos e órbita, no entanto, alteram meu sentido, confundo de imediato pólos com poros e mesmo saturado em éter, estou mais volátil e tóxico. Odor, não há freons ou freios, cedo aos hormônios que excitam, agito, balanço ao ritmo dos misturadores, dança, pouca luz e noite, então, desprezo fórmulas e vou direto aos meios. Metano, etano, penso, se não me engano, já diminui minha proteção de ozônio, foge daí julgamento e crítica, e avanço!
Receptiva, catalisa ainda mais meus reagentes, suor que exalo, já fui mais hidrofílico, juízo, aproximo e tento. Alotrópico, me disfarço em gente, esqueço o que dissolve o humano. Banho.
Básica, retribuiu aos primeiros afagos, repartimos os mesmos condutores, dança, pouca luz e noite, só radicais livres levam-se pelo desejo, a solução tampão para os desesperados não da espaço para rígidos parâmetros. Nano, mano, funk e outras bobagens, disparo onde o tema não importa, há sempre um lado positivo, mas os iguais também se afastam. Raio, fricção e átomos.
Cáustica, interrompeu o ato breve em comentários ácidos, dissolve toda preparação de intento, fermentam em mim respostas inadequadas,mas a crítica é glicol dissolvido em água, não há como deter gente, solto, me separo em partes. Insolúvel, volto a inércia que é física, etileno, estilete, nem pipeta é suficiente, emborco o resto do conteúdo impuro por moléculas que não se acham, experimento.

Quinta-feira, Abril 13

Adágio

Havia um diálogo novo por trás das palavras, cansa o atalho das entrelinhas que pode levar o entendimento a andar em circulos. Penso, no entanto, ser atendido, mas é confuso extrair da falta de clareza o real conforto do acolhimento, mesmo que as palavras carreguem todos os desejados sentidos, pode ser mensagem sem destino, textos criptografados para os quais não existem chaves. Há um tempo para cada personagem, e um papel pronto, porém ainda indefinido, texto rico que pode fugir ao script se atropelar o andamento, não há domínio do que há do outro lado, sobra espera que deseja ser, e deve, ficar além do esperado.

 

 

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Perfumaria da MOrsa*

 *MOrsa é outro caráter de Camafunga.

 

 

 

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Marcelo Freda Soares

Pelotas,RS

Brasil

 

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