Grupo Caminhando na Fé

Padroeiros


Santa Terezinha do Menino Jesus                Teresa de Jesus nasceu em Alençon, a 2 de Janeiro de 1873, última de nove irmãos, quatro dos quais faleceram na infância. Com 15 anos, 1888, entrou no Carmelo de Lisieux. Dois anos depois fez a profissão como carmelita, a 8 de setembro de 1890, festa da Natividade de Nossa Senhora. O nome que recebeu como religiosa foi Teresa do Menino Jesus da Sagrada Face. 
               Sete anos mais tarde, a 30 de setembro de 1897, depois de uma longa enfermidade, faleceu com 24 anos de idade. As suas últimas palavras foram: 
"Meu Deus, amo-te."
               Foi portanto uma vida muito breve, tanto no seu conjunto como quanto ao tempo que viveu como carmelita: sete anos. Na "História de uma alma" compara-se com uma pequena flor colhida por Jesus, não um lilás ou uma rosa, mas uma simples margarida do campo ou uma violeta.
               A 17 de Maio de 1925, apenas 28 anos após a sua morte, Pio XI cononizou-a na basílica de São Pedro em Roma. Se fosse viva teria apenas 52 anos nessa altura.
               Dois anos mais tarde, a 14 de Dezembro de 1927, 30 anos após a sua morte, Pio XI declarou Santa Teresa do Menino Jesus, padroeira de todos os missionários e missionárias, bem como das missões do mundo inteiro, ao lado de São Francisco Xavier.
               No dia 30 de Setembro deste ano comemora-se o centenário da sua morte e no dia 14 de Dezembro aos 70 anos da declaração pontifícia como padroeira das missões.
São Francisco de Assis
               Filho de um rico comerciante na cidade de Assis, Itália, o jovem Francisco recebeu uma educação esmerada, era considerado cordial, alegre e competente nos negócios, o jovem era admirado por seus amigos, também filhos de ricos comerciantes da região.
               Habilidoso com as palavras, sabia envolver os cliente a ponto de realizar ótimas vendas e obter lucros. Por outro lado, como era de costume no seu meio, vivia na luxúria e na riqueza e na mesma medida que ganhava também gastava.
               Tornou-se um líder da juventude de Assis. Viveu entregue a pompa e ao orgulho, importando-se pouco com os problemas da vida. Costumava vaguear com seus companheiros pela ruas da cidade até altas horas da madrugada, vivendo, assim, seus anos de mocidade de maneira despreocupada. 
               Uma vez, ocupado na loja de seu pai, despachou um mendigo com muita dureza, porém, logo em seguida, tomou consciência do que havia feito e propôs, daquele dia em diante, não negar jamais um pedido. 
               Possuía uma personalidade aventureira, o que lhe proporcionava gosto especial pela guerra, que eram muito comuns no século XIII. E, assim, aos 17 anos, durante uma batalha entre Assis e Perugia, foi feito prisioneiro e permanecendo preso durante quase um ano. 
               Ao sair da prisão encontrava-se muito enfermo e enfraquecido. Permaneceu durante um longo período em estado meditativo, o que o levou a revisar seus conceitos. 
               Algo havia mudado, Francisco havia mudado. Restabelecido fisicamente, seu coração não se saciava mais com a antiga vida de fantasias e prazer. A meditação passou a fazer parte de seu dia a dia. No meio de toda essa transformação, ele se perguntava:
"O que poderá dar sentido a minha vida?" 
               Um dia , rumo a caverna onde meditava, encontrou um leproso. Tentou desviar, pois sempre teve forte repugnância pela enfermidade, porém não pode impedir seu encontro. 
               Naquele instante algo lhe ordenou que se controlasse, e deu ao leproso todo o dinheiro que possuía. beijando a sua mão. Se sentiu totalmente livre da aversão que lhe a princípio lhe ocorria. Foi a primeira vitória sobre ele mesmo.
               Em certa ocasião, entrou na igreja de São Damiano para rezar diante do crucifixo. Aprofundado na sua meditação, escutou um chamado:
"Francisco, como vê minha casa está em ruínas? Trata de reconstruir".
               Ao ouvir, ele se assustou. Sabia que tratava de um mandamento de Cristo. Naquele instante compreendeu que só poderia responder ao chamado. A partir deste dia passou a ser um exemplo vivo de Jesus Cristo. 
               A princípio Francisco pensou que deveria reconstruir a igreja de São Damiano, por isso juntou pedras e começou o trabalho. Levantando uma pedra, levantou os olhos e viu um amigo de sua juventude, que lhe abordou na tentativa de convencer a retornar a casa de seus pais, dizendo-lhe: "Francisco, estou aqui para te ajudar" e Francisco lhe respondeu: 
"Houve um dia que eu acreditei em palavras. Se você que me ajudar, unisse aos outro, agache e carrega a primeira pedra". 
               Foi assim que São Francisco de Assis de desfez de tudo o que tinha, e abandonou os que os seres humanos mais veneram e se juntou aos pobres e leprosos com o fim de trabalhar para a obra de Deus.


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