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DIFERENÇA: FORRÓ-PÉ-SERRA X FORRÓ UNIVERSITÁRIO

O forró, notadamente o "forró-pé-serra, teve sua origem em meados de 1.900, conhecidamente e de forma incontestável, como "forró de raiz", tendo como Baluarte, o nosso querido, saudoso e eterno Luiz Gonzaga.

A vã filosofia popular, é, sem sombra de dúvida, um verdadeiro Cartório de marcas e patentes, de direitos autorais ou de Domínio Público, corroborado por todo um trabalho, árduo e demorado, que ao longo dos anos, flora sua autenticidade. Eu estou falando do forró de raiz, do forrobodó, do arrasta-pé, da farra, da música nortista, do baile popular, do forró-pé-serra que existe há anos, é e sempre foi tocado e divulgado nos salões e bares da periferia desse nosso Brasil Transcontinental, o qual, consiste na harmonia de uma sanfona, um triângulo e um zabumba ou pandeiro, com um rítimo próprio, que lhe é peculiar, cuja identificação não se resume apenas aos típanos de qualquer forrozeiro, mas em especial, ao coração e às veias, que por sua vez afloram com certa naturalidade, bombardeando uma explosão de forró nos pobres, mas felizes mortais nordestinos.

Agora, em pleno século XXI, seja, talvés, porque não existe mais algo a inventar, a mídia, a "podre & pobre" mídia brasileira, conivente com o Grupo Falamansa e/ou vice-versa, vem, a público, com o propósito de divulgar, (não em nome da música popular brasileira, mas de interesses próprios ou alheios), esse tal de "forró universitário", que é, senão, o puro e autêntico forró pé-de-serra. Mas que pouca vergonha! Estão brincando com a música popular brasileira, e o que é pior, ninguém faz nada, absolutamente nada, "ninguém' que eu me refiro são aqueles que estão ou sempre estiveram na mídia forrozeira. Vamos "pegar leve". Não misturemos as coisas. Eu tiro o meu chapéu para o Grupo Falamansa, que com sua perspicácia, com sua capacidade e talento, diga-se de passagem, devidamente comprovados, não só pela mídia mas por todos nós brasileiros, notadamente, os nordestinos, com eu, faz sucesso em todo o Brasil, tocando, exclusivamente, repito, tocando, exclusivamente, o autêntico forró-pé-de-serra. Me digam o que vem a ser "forró universitário"??? É o cúmulo da indecência, da imoral, do desrespeito ... Não queiramos desvirtuar as coisas. Separemos, então, o joio do trigo. Querer fazer sucesso em cima de um rítimo (forró-pé-de-serra) que existe há dezenas e dezenas de anos, desqualificando-o para essa coisa denominada "forró universitário", é, no mínimo, um ato desrespeitoso, imoral e indecente contra a nossa Música Popular Brasileira. Portanto, NÃO EXISTE NENHUMA DIFERENÇA entre forró-pé-serra e "forró universitário", primeiro porque o que o Grupo Falamansa toca é o puro e autêntico forró-pé-serra, e segundo porque "Forró universitário" simplesmente não existe. Para aqueles que teimam na sua existência, pois que criem o seu rítmo próprio. O que poderia existir, e eu diria com toda a franqueza, seria uma espécie de "movimento universitário", TAMBÉM por dois motivos: Primeiro porque o Grupo Falamansa surgiu de um festival de universitários e, segundo, porque com o excepcional apoio da mídia, suas músicas, belas por sinal, estão sendo tocadas em algumas F M's do Brasil, inclusive, com agenda de shows em algumas casas noturnas que até então, discriminavam esse rítimo chamado forró, notadamente, o "pé-de-serra". O Grupo Falamansa levantou essa Bandeira em 1.999, e no embalo, já começam a surgir Bandas simpatizantes aderindo ao que se tenta denominar ou se denominou "Forró universitário", ex. Banda Arrastapé dentre outras. Em meados de 2001 a mídia tenta substituir o nome "forró universitário" por "forró suldestino", um nome que, talvés, soa bem melhor diante da opinião pública. Mas que jabá salgado, ochent. E o pior é que a "onda" pegou... Aliás, quando a nossa, ou melhor a mídia "deles' está a favor, o que não pega! Tudo pega, porque ainda não temos uma sociedade justa, com educação e distribuição de riquezas para todos, indistintamente. É a massa. O povo é um Rei... sem memória!!!

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Texto: Candeeirinho Aceso

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