Cantínho Da Gisa

   
 
Sexualidade
Homossexuais
Lésbicas
Bissexuais
Transexuais
Hormônios
Quem somos
Colunas
Gisa
Viver com Saúde
Seus Direitos: Leis
Espiritualidade
Mensagens AutoAjuda
Roteiro
São Paulo Capital

Página Inicial

 

 

 

*O Bissexualismo

 
 
O bissexualismo, sem dúvida, é uma posição muito mais complexa do que podemos imaginar. Isso deve-se não só ao preconceito, mas também á dificuldade do próprio indivíduo em se entender como sendo um bissexual. Como sentir atração por pessoas dos ambos os sexos sem entrar em conflito com tudo o que se aprendeu no decorrer da vida?

Existem várias teorias do porquê uma pessoa nasce bissexual. Algumas citam a influência ambiental e a formação psicológica, outras da possível influência genética.

 
Porém, especulações á parte, o certo é que ninguém escolhe sua condição sexual. Pode-se optar por assumí-la ou não, mas as pessoas simplesmente são assim.

Acredita-se que por volta dos 7 anos, a sexualidade do indivíduo já esteja formada, começando a aflorar e revelando-se através das atitudes mais inocentes. Obviamente, nessa fase não podemos considerar a sexualidade como a conhecemos na idade adulta, mas, podemos observar comportamentos que analisados, podem nos dar indícios da sua presença.
 
 
É na adolescência, quando passamos a viver a sexualidade mais intensamente, seja de uma maneira mais ativa ou mesmo involuntariamente, que finalmente começamos a definí-la. É também nessa fase, já naturalmente tão cheia de conflitos internos, que certos jovens começam a sentir algo diferente, que destoa de toda a educação recebida. Ele tem uma sensação de estranheza, porque em toda sua infância a sociedade o educou para se tornar heterossexual, então surgem graves confusões nos seus princípios que se misturam com seus sentimentos, gerando assim grandes conflitos. Ele começa a pensar na homossexualidade, mas, ainda assim sente que não se encaixa nessas características.

Como se isso não bastasse, a atração pelo sexo oposto continua presente, assim como pelo mesmo sexo. Mais incompreendida do que a homossexualidade, essa dualidade de sentimentos sofre um duplo preconceito: os heterossexuais a chamam de "sem vergonhice" como se o bissexual fosse um ser "sedento por sexo" e os gays a consideram como uma "homossexualidade mal resolvida". Na verdade, o bissexualismo não se encaixa em nenhum desses conceitos, sendo mais uma opção sexual e comportamental.

Estatísticas apontam como sendo 10% o número de homossexuais/bissexuais na população mundial, que dá em torno de seiscentos milhões de pessoas, quase quatro vezes a população do Brasil. Usando a mesma estatística no Brasil, concluímos que o número de homossexuais chegaria a dezesseis milhões, quase a cidade de São Paulo (dados de 1978). Hoje, mais de vinte anos depois, alguns pesquisadores acreditam que, se não fosse o preconceito, poderíamos contabilizar quase 1/3 da população mundial sendo homossexual ou bissexual.

O preconceito advém, principalmente, da não aceitação, pela maioria das religiões atuais, principalmente a Judaico-Cristã. De acordo com alguns teólogos, a tradução incorreta da bíblia fez com que algumas passagens fossem interpretadas como sendo contrárias a qualquer outro comportamente que não o heterossexual. Os ensinamentos de Paulo, na bíblia são bem claros quando execram tal comportamento humano. E este tipo de postura, da qual discordamos visto que Deus ama todas as almas, concorreu para a formação desta consciência comum de que o bissexualismo (assim como o homossexualismo) é algo não natural, pecaminosa e passível de punicão.

Muitos bissexuais simplesmente negligenciam um dos lados da sua opção, acreditando ser realmente só um desejo passageiro. Porém, acabam passando a vida inteira com esse lado ali, presente, como se o estivesse incomodando, já que ele "escolheu" viver apenas o outro lado. Observa-se que a tentativa de reprimir um dos lados da sexualidade bissexual é infrutífera, e pior, viver só um dos lados faz com que a vontade de estar com o que "falta" é cada vez mais intensa. Se voc

Ser bissexual é tão natural quanto ser heterossexual ou homossexual e faz parte de você. A sua felicidade só você pode fazer e deixar-se influenciar por preconceitos retrógados somente fará com que você seja cada vez mais infeliz. Seu caráter jamais mudará ou será dirigido conforme sua opção sexual.

   
 

Curiosidades

   
   
O próprio termo bissexual e, de certa maneira, um enigma. Qual o limite a ser transposto para um heterossexual ou um homossexual se transformar em um bissexual? Muitos heterossexuais já gastaram neurônios, ansiosos com essa questão. Muitos gays também.

Curiosamente, desde 1948, entretanto, o pesquisador americano Alfred Kinsey apresentou uma solução materializada em uma escala, formatada a partir de urna grande pesquisa, e que classificava a sexualidade de zero a seis. Os extremos seriam a heterossexualidade absoluta em zero e a homossexualidade absoluta em seis (veja a escala ao final do texto).

Há mesmo muito mais entre os lençóis do que simples casais fazendo sexo. Renato Russo, que já assumiu em letra de música gostar de meninos e meninas, extrapola a escala Kinsey e se autodefine pansexual. 0 que isso quer dizer? Seria um comportamento múltiplo e irrestrito.

Já o sexólogo Moacir Costa prefere usar a palavra ambissexual para descrever a mesma confusão. "Trata-se de uma ambivalência, já que o indivíduo nessa condição não está conseguindo se definir." Costa acredita que haverá um momento em que a pessoa necessariamente tomará um só caminho. A tese não é consensual. Para a maioria dos bissexuais, a escolha é mais circunstancial, sem ser promíscua. Depende do dia, da hora, da pessoa que se deseja. Uma questão de momento.

   

(clique aqui para ver a escala em tamanho maior)

Nota: Obviamente, essa teoria gera muitas controvérsias. Longe de aceitá-la ou não, a Femmine não se responsabiliza por essa informação, dispondo-a aqui somente á titulo de curiosidade.  
* Texto extraído do site Femmine  

 

http://geocities.yahoo.com.br/cantinhodagisa
Copyright © 2004 Cantinho Da Gisa.

editor/webmaster: Rafa Bittencourt.
São Paulo - S.P - Brasil
cantinhodagisa@yahoo.com.br

 
Homossexualidade não é uma doença e, portanto, não é contagiosa. O nosso preconceito sim, esse é contagioso e destrói. Não devemos esquecer que um homem tem inúmeros papéis em sua vida. Ele é filho, irmão, sobrinho, neto, cunhado, empregado, namorado, aluno, amigo, tem dons intelectuais ou manuais, pode ser homossexual ou heterossexual. Não se pode avaliar um homem ou mulher apenas por uma de suas características sob pena de perdermos o melhor que ele (a) tem para nos oferecer.