
Por outro lado, ao falar do sacrifício da cruz e de todo amor que Deus demonstrou por nós no Calvário, a emoção e o sentimento de sua voz conseguem elevar a todos a momentos de profunda reverência, ou como ela afirma: "o amor de Deus pela humanidade e o sacrifício da cruz são, sem dúvida alguma, o maior tema que já houve ou haverá em toda a história. Sinto-me honrada por Deus ter-me dado a oportunidade de falar às pessoas sobre esse acontecimento. Sou muito feliz por ser uma cantora gospel. Para mim, não há nada melhor."
Sem dúvida, Cassiane é uma das cantoras que entrará para a história da música de louvou no país. Contudo, apesar do tamanho de seu talento, este fato só colabora para deixar claro que seu trabalho é, antes de tudo, encarado como um ministério. Para tanto, ela afirma que nunca deixou de cantar, em uma igreja que fosse, por questões financeiras ou por interesse pessoal. Certa de que sua missão é levar o evangelho de Cristo aonde quer que possa, suas apresentações tomam sua semana de domingo a domingo. Sendo em um grande teatro ou em uma igreja humilde, Cassiane acredita viver verdadeiramente aquilo que canta em todos os aspectos de sua vida, e sempre está pronta para ir aonde Deus mandar.Ela tem 28 anos de idade, mas canta desde os três. Produziu doze trabalhos musicais e já finalizou o décimo terceiro, cantando em parceria com seu esposo, Jairinho, também seu produtor musical. Já ganhou ... discos de ouro,.. de platina e se tornou um fenômeno de vendas no mercado fonográfico de música gospel. Em entrevista ao JP, Cassiane revela detalhes de sua trajetória musical e pessoal, que começou a partir de um milagre de Deus em sua vida, quando recebeu uma grande promessa para se tornar o que é hoje.
Você nasceu em lar cristão? Quando a música entrou na sua vida?
O que aconteceu? Como foi esse agir de Deus? Contatos: (21) 796-3800
Fui criada na Igreja Assembléia de Deus, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Em casa, somos quatro irmãs: eu, a Kátia, a Cristiane e a Heli. Desde pequenas, freqüentamos a igreja, com os meus pais, José e Castália.
Aos dois anos e aos três, já cantava na igreja, atendendo convites e com agendinha e tudo.
Ainda bem pequena, sua vida teve um milagre. Como foi?
Tive uma enfermidade aos 11 meses de idade e os médicos não conseguiam descobrir o que era. Depois de ter passado por vários exames, atestaram que eu tinha pneumonia dupla. Comecei a tomar remédios muito fortes que provocaram um grande inchaço em meu corpo. Estava "cozinhando" por dentro. Tive febres muito altas. Depois de 12 dias sem melhoras, minha mãe foi para um outro hospital, onde uma médica afirmou que eu já estava morta quando cheguei. Minha mãe brigou com a médica, pois não aceitava isso. Ao ir para casa comigo nos braços, aconteceu um milagre. Sei que muitas pessoas podem não acreditar, mas sei que foi assim, pois eu estou viva hoje.
Morri às treze horas e quarenta e cinco minutos. A médica deu um atestado e disse que foi por negligência dos meus pais. Minha mãe ficou transtornada e pediu para a moça que a acompanhava, que até hoje é membro de nossa igreja, avisar meu pai que eu havia morrido. Depois disso, minha mãe fugiu do hospital comigo nos braços e foi para a casa da irmã Janete, que dirigia o círculo de oração na igreja. Quando minha mãe disse que eu estava morta, ela me tomou nos braços e falou que tinha fé no Deus que servia e que se Ele havia ressuscitado Lázaro após quatro dias, podia agir naquele momento. Hoje, minha mãe diz: "Cassiane. não fui lá para ver o poder de Deus. Só pensava que havia perdido minha filha, mas quando Deus quer agir, Ele age.
Minha mãe conta que a irmã Janete orou, colocou um óleo ungido em minha garganta. Quando aquilo desceu, meu corpo estremeceu. Aos poucos foi perdendo o inchaço. Coloquei para fora muita coisa, com um mal cheiro terrível. Depois disso, tornei à vida.
Naquele dia, Deus fez uma promessa para mim, dizendo que estava devolvendo a vida a um botão de flor. Minha mãe deveria cuidar dele, pois não pertencia a ela. O botão se transformaria em rosa para perfumar muitos jardins. Aonde eu não pudesse ir, Deus enviaria minha voz. E essa promessa realmente se cumpriu.
Como aconteceu seu namoro e casamento?
Nos casamos quando eu estava com vinte e um anos, depois de uma longa história de amor, que começou na infância, aos nove anos, quando já cantávamos juntos. Hoje, temos uma filha linda, a Jaiane de três anos, que também está começando a cantar. Estou grávida de três meses e agradeço a Deus que nos mandou esse bebê.
Como é o seu dia-a-dia?
Sou uma pessoa muito família. Gosto de ficar em casa. Pelo fato de estar sempre fora cantando, aproveito o máximo para ficar com minha família. Não sou de cozinhar muito. Gostaria de fazer pratos mais incrementados. Gosto de camarão de todo jeito e também de sopa. Duvido que alguém faça uma sopa melhor que a minha. Também gosto de compor e ouvir música. Minhas preferidas são as pentecostais. E me preocupo com as letras. A música tem que passar uma mensagem.
E quanto às programações para cantar?
Viajo nos finais de semana. Durante a semana, canto só aqui no Rio para não ficar muito tempo fora de casa. Minha mãe é minha secretária.
Quem aprecia na música?
Prefiro as nacionais, pois entendo a letra. Mas gosto muito do Ron Kenoly. Gostaria de cantar com a Fernanda Brum. Acho que ela tem uma voz marcante e inconfundível. Acho que hoje a música gospel tem bom nível e está havendo mais preocupação com as letras. Elas são fundamentais.
Quais os projetos para o futuro?
No final do ano, pretendo lançar um CD ao vivo com versão também em DVD. Era para ser lançado em setembro, mas vou esperar o neném nascer e fazer muita ginástica para ficar bonita e fazer um trabalho bem legal.
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