Propedêutica Clínica a Beira do Leito

 

Muitas vezes nos temos que diagnosticar, rapidamente, se o nosso paciente esta entrando em insuficiência cardíaca.

Alguns parâmetros simples a beira do leito nos permite a caracterização do bom estado funcional do coração e sua capacidade de manter o débito cardíaco.

Como sabemos a função sistólica permite a manutenção do débito cardíaco e a perfusão tecidual. Deste modo podemos avaliar esta função cardíaca com a medida da pressão arterial e pelo pulso. Quando a pressão começa a cair e o pulso passa a ficar fino estamos diante da queda do débito, onde o paciente apresenta-se agitado, confuso, taquipneico, taquicárdico (ritmo de galope), com oligúria (queda da perfusão renal) e pressão venosa baixa.

Do exposto podemos afirmar que um importante parâmetro hemodinâmico e a medida da diurese, fato este muito esquecido pelos colegas.

Quanto à função diastólica ela pode ser aferida a beira do leito pela congestão veno-capilar pulmonar, caracterizada pela dispnéia e estertoração pulmonar. O grau extremo é o edema agudo pulmonar.

Portanto, a observação do decúbito do paciente, o estado de agitação, a ausculta cardíaca e pulmonar e a mensuração da pressão arterial e da diurese nos permitem o diagnóstico do estado hemodinâmico do nosso paciente, tanto quando manobras invasivas com a medida da pressão capilar pelo cateter fluxo dirigido de Swan-Gans.