RETRATOS DAS CARDIOPATIAS

 

 

Tal qual as descrições dos personagens pelos autores dos contos, o relato dos sintomas e sinais clínicos apresentados pelos pacientes representa uma forma de “retratar” as doenças.

Quanto mais completo este relato, mais fiel é o “retrato” onde podemos até colocar nossa impressão psicológica sobre o paciente e como ele nos parece em relação a sua doença.

Existem “retratos” bem característicos de patologias cardíacas, que quando devidamente estudados nos permite uma rápida e fácil compreensão dos fatos que estão ocorrendo.

O objetivo deste estudo é retratar de forma sistemática os vários tipos de cardiopatias, auxiliando o médico no diagnóstico.

A complementação das informações poderá ser encontrada no livro Roteiro em Cardiologia editado pelo fundo Editorial Byk 1998.

A propedêutica clínica nos permite responder 5 questões básicas que norteará a compreensão total do caso e a escolha da melhor conduta terapêutica, quais sejam: qual a etiologia da doença, qual o diagnóstico anatômico, qual o diagnóstico fisiológico, qual a condição cardíaca e o qual prognóstico para o caso.

As doenças podem estar presentes na sua forma ativa, controlada e curada, sendo que estas duas últimas também recebem a conotação de diagnósticos passivos.

Entendemos a anatomia como resultante das variações da fisiologia do órgão ou sistema, e que nos estados patológicos a anatomia alterada provoca modificações na fisiologia e vice-versa. Por tanto os diagnósticos anatômicos e fisiológicos geralmente estão bem correlacionadas, e várias patologias podem apresentar-se com anatomia e fisiologia semelhantes, p.ex. insuficiência aórtica luética e reumática. Torna-se, portanto, fundamental o diagnóstico etiológico da doença, pois existe estreita relação com o prognóstico e com a terapêutica.

Após a colheita de todos os dados possíveis nós poderemos, com relativa precisão, avaliar a condição em que o sistema cardiovascular se encontra, e classificando-o em: não comprometido, levemente, moderadamente e gravemente comprometido.

O prognóstico nos auxilia na condução e tratamento. Sua classificação é feita de forma descritiva em: bom, bom com o tratamento, razoável com o tratamento, reservado a despeito do tratamento, não há evidências de cardiopatia.

Para o entendimento das manifestações do sistema cardiovascular necessitamos conhecer a fisiologia do ciclo cardíaco normal, só assim podemos praticar de forma plena a PROPEDÊUTICA CLÍNICA CARDIOLÓGICA.

Nos casos de emergência onde a clínica é fundamental e quando os recursos laboratoriais não estão disponíveis no momento da urgência do caso, e o emprego da propedêutica a beira do leito passa a ser fundamental.