ROTEIRO DE EXCURSÃO
A postura do Guia em cada local

 

                                

 

a)BIBLIOTECA

Todos de mãos limpas, peçam para que lavem as mãos caso tenham ido outros a lugares antes.

Mostrem a biblioteca e incentivem que eles leiam  livros, procurem livros. Mostrem-se interessados. A Biblioteca do  ISM é uma das mais ricas  em material referente a árvores e plantas da região. Tem livro de diversos assuntos  em História Natural em vários idiomas. Os livros de interesse serão deixados  em cima da mesa.

 

b)HERBÁRIO

Herbário é uma coleção de ervas , secas e coladas em cartolina que se conservam durante anos  e anos a fim de serem  estudadas  no futuro . O Herbário da fazenda da lagoa tem mais de 1500 espécies diferentes.

Mostre o herbário e peça para os alunos  olhem com cuidado. Mostre para eles as folhas  não deixe tocá-las , ver com os olhos neste caso já satisfaz.

 

c)HORTA ORGÂNICA

A horta da Fazenda Lagoa tem  mais de 20 espécies vegetais, mostre-a, peça que os alunos sigam pela trilha de pedra. Esta trilha de pedra, chama-se Corredor das Aromáticas, pois nas suas beiradas, tem diversos tipos de plantas com cheiros e aromas deliciosos, como erva cidreira, erva doce, funcho, hortelã, bordo, funcho, arruda, manjericão, etc...

Ao entrar na trilha de pedras explique que na horta só se usam adubos orgânicos que são biodegradáveis; e também se usa a Torta, bagaço de cana proveniente da transformação da cana em álcool, um dos muitos produtos derivados das sobras da cana-de-açúcar, é um grande adubo, e com ele se aproveita derivado da cana que seria jogado fora.

Na beirada do corredor das aromáticas, mostre o pequeno viveiro, que hoje só tem função de amostra para fins educativos. Quando o ISM precisa de mudas de plantas ele procura a ALCOA, ou o IEF de Muzambinho.

 

d)  PISCINA DAS CARPAS VERMELHAS

            No fim da trilha, se encontram a piscina das carpas vermelhas, leve pães para jogar para as carpas, para sua visualização ficar mais fácil.

            Estas carpas, foram trazidas da África, e hoje são cultivadas com muito carinho nesse pequeno lago.

 

e)   POMARES

            Na Fazenda Lagoa, existem quatro pomares:

1-  Pomar do Terraço: no mesmo terraço que a Horta Orgânica - é o maior pomar de plantação cultivada.

2-  Pomar Centenário: aquele do início da Ecotrilha, é o maior de todos, e existe desde os tempos de Matias Vieira.

3-  Pomar Inclinado: do lado  direito do Pomar Orgânico, faz divisas com o Pomar do Terraço, e está do lado da Ecotrilha, é um pomar de difícil acesso, e o segundo maior.

4-  Pomar dos Cítricos: atrás do alojamento, pequeno pomar com árvores que dão frutas cítricas.

5-  Pomar Geométrico: novo pomar, plantado em 1998, abaixo da casa de Maria Cristina.

 

f)    CORREDORES DE FAUNA

            Os caminhos para este corredor são vários, dependem das instruções do dia. Corredor de Fauna, é todo o caminho que liga uma mata à outra, reflorestado. Explique o que é um Corredor de Fauna aos visitantes, e diga que este é o maior destaque  da Fazenda Lagoa. Tente aproveitar a boa vista do local para mostrar a Fazenda, as matas e os Corredores de Fauna.

            Durante a visita neste, tente responder às seguintes questões: “O que é um Corredor de Fauna?” e “Para que serve um Corredor de Fauna?”. Ao chegar nas pedras lisas, aproveite para descansar  e relaxar.

            Dependendo do roteiro, leve os visitantes à curiosa Água Escondida, para ver a Água passar debaixo da rocha.

 

g) AÇUDE

            A visita ao açude é opcional, vai ser definida no dia. Tente ao chegar ao açude, explicar a hidrografia da região.

            Explique que a água deste açude vem do Córrego da Lagoa, que é o mesmo da cachoeira, e vai embora para a UMA, e seguindo o ciclo da água, explique seu trajeto até  o Oceano.

 

h)   ARBORETO

            Visita opcional.

É o cercado de árvores que se vê no caminho do Açude, lá existem plantações experimentais de árvores. O local, em meio à pastagens está recebendo várias árvores, para fins de estudo e observação.

 

i)     ARREDORES DA MATA DA OLARIA

            Também opcional.

            Ande nos arredores da Mata da Olaria, e tente observar macacos.

 

j) MUSEU

            No museu, todo cuidado é pouco, não deve manusear as peças, apenas as necessárias. Mostre a coleção de peles de felinos (recolhidas de caçadores, mostre um tiro de bala em uma delas), fungos (cogumelos, orelhas de pau, champignons, liquens, bolores, etc...), Seixos, Cobras em formol, frutos e flores em álcool, conchas, binóculos antigos, insetos, caveiras (entre elas de macacos), ninhos, curiosidades. Mostre ainda bico de tucano, carpa suicida, cascas de tatu e mica.

            Explique a Mica - que ela é usada dentro dos ferros de passar roupa, para conduzir calor, que é ótima condutora de calor. Também fale como curiosidade que o casco do tatu, são pelos endurecidos, dê outras explicações se for necessário.

            Importante: Nenhum ser vivo foi sacrificado para o museu. Os insetos, e outros seres vivos que estão no museus foram todos encontrados mortos. Museus servem para mostrar a vida e não tirá-la.

            Faça também os jogos de Rochas, os jogos de Frutos e os jogos das Leticidáceas, e também o jogo de adivinhar a concha de rio.

            Durante o jogo de rochas tente explicar o que são Fósseis - animais de outros tempos que se conservaram durante anos impressos em rocha.

 

l) ECOTRILHA

            A sempre maior, mais estudada e mais esperada de todas. Ela consiste num caminho que liga a sede da Fazenda Lagoa, até o Jequitibá-rei na Mata da Lagoa, o único trajeto aberto aos turistas dentro da mata. São sete paradas por uma trilha limpa e bem conservada por seu constante uso.

 

PARADA 1 - PAU BRASIL

            Nome científico do pau brasil: - Caesalpinea echinata, da família das leguminosas.

            Informar que estamos entrando no pomar centenário orgânico. Falar que pomares antigamente eram o luxo dos fazendeiros, e que este corobava com a idéia.

            Mostre árvores, peça que os visitantes as identifiquem, ao mostrar certa árvore a identifiquem como pau-brasil.

            Fale que quando os portugueses chegaram ao Brasil, esta árvore era abundante no litoral do país - tão abundante que o nosso país levou o seu nome.

            Brasil, porque sua madeira tinha cor de brasa, vermelha como fogo.

            Nos primeiros séculos após o descobrimento do Brasil era abusadamente explorado, pois produzia bela tinta vermelha que poderia ser amplamente utilizada na construção civil, mas com as constantes explorações e a devastação indiscriminada desta madeira, hoje se encontra parcialmente extinta e protegida por leis nacionais que não permitem sua exploração. Atualmente tem apenas uma função mercantil: a confecção de arcos de violino. Não pode ser usada para produção de tinta, madeira ou papel.

            Para conhecimento apenas do guia: - Américo Vespúcio disse em 1498, quando chegou na América e viu o pau-brasil : “Eu lhes falei da grande quantidade de madeira de tinturaria e uma infinidade de outras coisas”. Até 1827 o pau brasil  era abundante, e ele era enviado como madeira em remessas para Londres. Ele lucrava 87000 libras esterlinas por ano; em 1834 abaixou para 51900 libras por ano; em 1896, caiu para 18041 libras se em 1898 acabaram-se as exportações, o pau - brasil se ameaçava de extinção. Lembre que o Brasil já passou por quatro ciclos: dos minérios, do gado, da cana-de-açúcar e do PAU-BRASIL.

            Explique também que os indígenas chamavam o pau-brasil, e chamam até hoje, de IBIRAPITANGA( do tupi Ybirá - pitá; pau vermelho).

            Aproveitar a ocasião para explicar que o pau-brasil tem folhas compostas, isto é folhas com subfolhas, explique detalhadamente. Também explique que as folhas são alternas, ou seja as subfolhas não ficam umas em frente á outra (emparelhadas).

            Fale que existe um falso pau-brasil, que não tem espinhos - observe que o verdadeiro os tem, e que tem folhas emparelhadas. Procure explicar  a diferença entre folhas compostas simples e emparelhadas.

            Se houverem perguntas sobre a idade do Pau-Brasil daquele local explique que foi plantado em 1986 por Plínio Senna.

            Se vier ao caso mostre o palmito. Explique que aquela árvore dá palmito, e que cada árvore daquela dá apenas um palmito. Por isto explique que a exploração indiscriminada daquela árvore ameaça-a de uma extinção futura próxima, como aconteceu com o pau-brasil. Estas árvores que dão palmitos são palmeiras denominadas Jussaras, e só nascem com facilidade no meio de matas. Está sendo implantado o cultivo do palmito ecológico, produzido com a palmeira chamada Pupunha.

 

PARADA 2 - MOINHO D’ÁGUA E MATA CILIAR

            Mostrar o labirinto de Cana da Índia.

            Explicar que a Cana da Índia é um tipo de bambu, altamente utilizado para produção de móveis e enfeites, bem como produção de armas, varas de pescar, abajures, entre diversas utilidades, porém sua maior destinação é à produção de papel.

            O labirinto de Cana da Índia foi plantado na beira daquele córrego para evitar que a erosão.

            Mata Ciliar é aquela mata que protege os rios, assim como os cílios protegem nossos olhos - um método fácil de decorar e explicar o sentido da palavra.

            As Matas Ciliares, ou matas de Galerias, são aquelas que percorrem as margens dos rios, após a nascente, os olhos d’água de um rio. As raízes das plantas garantem que o solo não afrouxe como uma esponja (chamado efeito esponja), assim preserva as nascentes dos rios, e todo o lençol freático.

            As águas passam por ciclos, estes infinitos e interligados, os canais subterrâneos, entre eles os lençóis freáticos mandam água para os rios, através das nascentes, estes vão desaguando em outros rios até alcançarem os mares ou oceanos, e estes novamente mandam a água para canais submarinos, garantindo sempre o ciclo infinito da água. Sem as Matas Ciliares, este ciclo pode ser interrompido.

            O IEF, a Secretaria de Agricultura e a EMATER, vêm em conjunto desenvolvendo um grandioso trabalho, iniciado em 1995 de reflorestamento das nascentes dos rios, criando as Matas Ciliares, nas microbacias, em importantes projetos.

            Os locais mais importantes para a implantação de Matas Ciliares são o início  das microbacias, locais onde existem várias nascentes.

            Uma explicação mais grosseira pode-se dizer que as Matas Ciliares evitam a erosão porque as raízes se prendem umas as outras e aos solo, assim dificultando o desbarrancamento.

            Mostre o pinho do Brejo, ou magnólia brasileira.

            Mostre após isto o moinho de Água, que foi construído em 1922, e até menos de dez anos atrás funcionava para moer milho para fazer fubá. Dizer que agora está desativado. Aproveite e mostre aos visitantes de onde vinha a água canalizada do córrego da lagoa, e como ela tocava a roda do moinho. Também permita a entrada dos visitantes na casinha do moinho, se as condições permitirem (de dois em dois).

            Sobre o moinho dágua vale o texto: “Quando a humanidade não dispunha ainda de sofisticados tecnologia para produção maciça de energia com geração de grandes impactos sócios ambientais, como altas fontes de poluição(termelétricas) ou destruindo o ecossistema naturais e assentamentos humanos (hidrelétricas). Quando ainda não existiam cidades de gigantesco porte como o Rio de Janeiro e São Paulo que demandavam quantidades imensas de energia, muitas vezes utilizada perdulariamente, - moinhos como este da Faz. Lagoa eram as fontes usuais de energia. Desativados foi um grande erro, pois hoje poderiam estar produzindo energia sem poluição e sem impacto ambiental para pequenas unidades como áreas residenciais e produção na zona rural. A geração de energia hidráulica em pequenas unidades, usinas de força movidas a roda d’água seja para tocar moinhos de pedra que moem fubá, monjolos que socam farinha de milho, bombas d’água que para transporte de água e até mesmo geradores que produzem luz elétrica é um tipo de fonte alternativa de energia para pequena unidades que consomem pouca energia, O que é fonte alternativa de energia? Biodigestores, cata-ventos e moinhos d’água como o da Faz. Lagoa são alguns entre muitos mecanismos que poderiam ser utilizados bem maior escala para produzir pequenas e médias quantidades de energia. As fontes convencionais de energia: grandes hidrelétricas, termelétricas e usinas nucleares permitem produção de energia em grande escala para mas com enormes impactos e prejuízos sócio-ambientais. - Complementar e detalhar? Relatar os acidentes nucleares e suas conseqüências a milhares de km de distância do local da usina nuclear: citar a chuva acida que destrói as florestas e o efeito estufa provocadas pela policiam de usinas termelétricas: o impacto sócio ambientas das grandes hidrelétricas. Este moinho baseado em simples porém sábia tecnologia de nossos antepassados, movida a força d’água permite a moagem do milho de fubá Moinhos d’água podem também permitir a produção de farinha, ou o bombeamente d’água para as casas ou até mesmo a produção de luz para a fazenda.

            Ao fim das explicações sobre Cana da Índia, Mata Ciliar e Moinho Dágua, fale que entraremos na Área Devastada, parte da mata que há muitos anos foi derrubada para ser transformada em pastagens. Explicar que lá estão sendo plantadas novas árvores (reflorestamento), e logo estes novas árvores, na beirada da trilha, estarão grandes e logo, lá voltara á ser mata. Estão sendo plantadas no local árvores como Mulungu (a preferida dos beija flores, com lindos frutos vermelhos), Jataí, Jacarandá, Jaqueí, Jamelão, Jambo, Ipezinho, Ingá e outros.

            Pode haver a pergunta se a Área Devastada é um Corredor de Fauna, a pergunta é inteligente, mas a resposta é não. A diferença é muito pequena, pois os processos são os mesmos: reflorestamento de pastagens, porém o sentido Corredor de Fauna significa interligação entre matas, e isto não acontece neste caso.

            Durante a Área Devastada mostre a cortina de canas da índia e o Capim Napie, de quase 4 m de altura que foi trazido da África para ser transformada em ração para o gado, e acabou virando praga que não se consegue combater.

 

PARADA 3 - FRONDOSA MANGUEIRA

            Falar que esta mangueira foi trazida à mais de 100 anos de mudas provenientes da Índia. Pare para descanso, e aos poucos faça explicações leves, aproveite para falar do nome científico da mangueira: Manguífera índica, tente explicar  que índica é por vir da Índia.

            Mostre que em baixo de uma mangueira não nasce mato algum. Isto se deve pelo fato das folhas que caem da mangueira liberam uma toxina que mata toda planta que atinge. O mesmo acontece com o Eucalipto.

            Mostre também o Canal do Moinho, logo acima.

            Ao redor da mangueira, por causa deste canal estão plantadas várias árvores típicas de vegetação ciliar para auxiliar no controle de sua erosão.

            O projeto moinho de água foi desenvolvido por estudantes alemães da escola de paisagismo ambiental de Berlim interessados num estágio sobre fontes alternativas de energia em países tropicais. Estes estudantes descobriram que para reativar o moinho d’água, que permanecera vários anos desativado, era necessário regenerar o canal que levava a água da cachoeira para movimentar a sua roda. Descobriram os focos de erosão, construíram um terraço a beira a beira destes e recomendaram a limpeza do leito do canal e o plantio de árvores a sua margem. E graças a eles nossos visitantes puderam comer bolo de fubá moído num moinho d’água, pouco tempo depois, novamente se desativou.

 

PARADA 4 - PARTE MAIS ALTA

            Deste local apresente os visitantes ao panorama da fazenda, mostre as matas, corredores de fauna, construções, a usina, explique a Geografia e a Economia da fazenda.

            Podemos daqui também ter uma boa idéia do relevo característico do planalto sul mineiro. Neste relevo intensamente trabalhado pelo tempo encontra-se um quadro fisionômico de terras antigas onde pequenas baixadas e vales se entremesclam com vários morros de pequenas altitudes.

 

PARADA 5 - ENTRADA NA MATA

            Diga aos visitantes que entrarão num micro clima florestal.

            A Mata da Lagoa é uma Floresta Semedecídua, ou seja, perde parte de suas folhas na estação seca. Durante as chuvas mantém um tom esverdeado que se converge para um tom amarronzado durante a seca.

            Falar que na Mata da Lagoa, existem três níveis de plantas: a)HERBÁCEO - o estrato das ervas e plantas rasteiras como Samambaias, Avencas, etc... b)ÁRBUSTIVO - o estrato dos arbustos, plantas de pequeno porte. C)ARBÓREO - o das árvores grandes - o principal da mata. Ex: Catiguá, Jequitibá, etc...

            O estrato Arbóreo subdivide-se em diversos substratos, entre eles alguns que ultrapassam o DOSSEL - o teto - da mata, que é o caso das megafanerófitas, como o jequitibá rosa.

            As plantas epífitas( que vivem das outras se utilizando o suporte físico delas), as parasitas, os cipós e as trepadeiras vivem em todos os diversos estratos.

            Dentro da mata conduzam os visitantes à três piscinas naturais.

 

PARADA 6 - PISCINAS NATURAIS

            Aconselhe três coisas aos visitantes.

1-  Nunca saia de uma trilha, pois você pode se perder.

2-  Evite caminhos desconhecidos sem um guia para tomar conta.

3-  Nunca ande numa mata durante a noite procure voltar antes do escurecer. De noite você nunca conseguirá sair de uma mata sem perigos com segurança.

4-  Evite andar numa mata num dia de chuva, se um raio acertar uma árvore grande ela poderá cair sobre você, ou derrubar outras em cima de você.

            Após os conselhos, ao chegar na Piscina 1, explique que estamos no córrego da Lagoa, e que as águas são límpidas e cristalinas, mais impróprias para beber. Uma água de nível 6,8% de oxigênio.

            Existe diferenças entre Água Poluída e Água Contaminada. A Água poluída é visivelmente suja, com pedaços grandes de sujeira, mas a água contaminada é imperceptível e pode parecer limpa, mas contém diversos micróbios patogênicos(que transmitem doenças) e produtos tóxicos. As águas que tem nível acima de 5% são consideradas boas águas. O nível das várzeas da Fazenda baixam para 5,6%, e o do esgoto da Usina Monte Alegre baixa para 3,4%.

            Na piscina 1 mostre a árvore com a tabuleta JER 4, que indica um pequeno pé de Jequitibá Rosa que talvez derrubará a árvore vizinha em gerações futuras.

            Tanto na piscina 1, quanto na 2 é permitido nadar, e dependendo da sensatez do guia pode-se deixar as crianças escalar as rochas até ponto marcado.

            Na piscina 3 não permita que os visitantes se aproximem muito. Diga que a queda d’água é de aproximadamente 15 metros. Mostre a formação rochosa e explique que são do Complexo de Rochas Varginha.

 

PARADA 8 - JEQUITIBÁ REI

            O último ponto. Aconselhe as crianças à colher seus frutos, sentar em suas raízes e abraçá-lo - uma média de oito pessoas conseguem. Comente que esta árvore é considerada o Rei da Floresta, porém talvez na própria Fazenda Lagoa existam árvores maiores.

            Os jequitibás são as arvores mais altas das matas do sudeste brasileiro e podem atingir 60 metros de altura. São consideradas arvores emergentes pois ultrapassam o dossel da mata e classificadas como megafanerófitas.

            Elas apresentam distribuição esparsa na mata - um aqui e outro bem acolá - o que pode se explicar pelo tipo de dispesaõ das sementes aladas que são levadas longe da planta mãe pelo vento.

            Existem dois tipos de jequitibá nas matas do sul de Minas: o jquitibá-rosa (Cariniana legalis) - espécie que somente existe no sudeste do Brasil e o jequitibá branco (Cariniana estrellensis) espécie de vasta distribuição pela amazonia brasileira e peruana e até espécies de vasta distribuição pela amazônia brasileira e peruana e até mesmo em terras paraguaias e bolivianas. Na verdade o gênero Cariniana tem a maiooria de suas espécies na Amazônia e deve ter chegado ao sudeste talvez trazido pelo vento a dispersar as sementes aladas.

            Encontramos na região alguns gigantescos exemplares de jequitibá no meio da Lavoura e que sobreviveram a derrubada das florestas. - “Cacique jequitibá, preso entre as ramas de café, onde esta a tua tribo” (Menotti del Picchia).

            A grande devastação das florestas na sua área de distribuição, intensificada pela exploração seletiva e predatória pelas madeireiras ocasionaram um grande decréscimo de suja população a tornaram uma espécie rara e ameaçada de extinção.

            Observem no chão da mata os frutos lenhosos do jequitibá parecidos com cachimbos e que caíram neste ano ou no ano passado, mas resistem bem as forças decompositoras da mata. E depois podem conhecer as mudas de jequitibá no viveiro do ISM.

            Neste ponto se encontram vários possíveis locais de dormidas de animais da mata, roedores diurnos ou carnívoros de hábitos noturnos, alguns já ameaçados de extinção, que são raramente avistados pois eles tem pavor do bicho gente.