Alimentação:
Ração seca, de preferência de boa qualidade, com prevenção de problemas urinários. Ração úmida também pode ser dada, mas observe se o gato não apresenta nenhuma reação adversa. Petiscos industrializados e próprios para gatos são permitidos, mas não devem substituir a comida. Ração de cachorro é prejudicial à saúde do gato, pois não possui taurina. Leite, peixe, carne e outros alimentos humanos devem ser evitados. Nunca dê comidas gordurosas, chocolate ou cebola para o seu gato.
A ração deve ser deixada à disposição do gato, assim como a água, sempre fresca. Gatos não comem de uma só vez como os cães, mas sim aos pouquinhos, daí a necessidade de estarem sempre se alimentando.

Higiene:
O gato é um animal limpo por natureza, e não gosta de lugares sujos. Ele precisará de uma caixinha para fazer as necessidades. Essa caixinha pode ser forrada com jornal, que é mais barato mas tem que ser trocado com uma freqüência muito grande. Prefira as areias sanitárias à venda no mercado. As areias tipo "scoop" ( bem fininhas ) são as melhores, pois formam torrões firmes e evitam desperdício. Mantenha a caixinha sempre limpa, ou o gato provavelmente irá procurar outro lugar para usar de banheiro.
Banhos não são necessários em animais de pelo curto, a não ser que o gato esteja muito sujo ou com dificuldades para se limpar. Gatos de pelo longo devem ser banhados regularmente e escovados todos os dias.
É recomendável manter as unhas aparadas, com tesoura própria para gatos. Olhos e ouvidos devem ser limpos conforme a necessidade. Use somente soro fisiológico para limpar os olhos. Nos ouvidos, pode-se usar algum produto específico.

Vacinação:
O gato deve ser vacinado anualmente com uma destas três vacinas:
- tríplice ( calicivirose+panleucopenia+rinotraqueíte )
- quádrupla ( calicivirose+panleucopenia+rinotraqueíte+clamidiose )
- quíntupla ( as quatro anteriores+leucemia viral felina ou FeLV )

Os filhotes tomam duas ou três doses de vacina em seus primeiros meses de vida, conforme a orientação do veterinário.
A vacinação contra a raiva é obrigatória na maioria das cidades brasileiras, mas não é necessária em animais que vivem dentro de casa, sem contato com os da rua, ou outros mamíferos, como o morcego.

Vermifugação:
Assim como os cães, os gatos também podem ser infestados por parasitas, e devem ser vermifugados a intervalos regulares.

Outras Dicas:
- Manter o gato dentro de casa sempre, para evitar acidentes, maus tratos, envenenamento ou viroses. Se você morar em casa, aumente os muros e coloque telas, para impedir que o gato saia para a rua. Há soluções alternativas que podem ser bastante interessantes, a um custo relativamente baixo. E, se por acaso, telar seu quintal for impossível, mantenha o gato dentro de casa.
- Telar janelas, varandas, e qualquer outro local de onde o gato possa cair. Muitas pessoas pensam que gatos têm equilíbrio suficiente para não despencar de lugares altos, mas isso não é verdade. A "síndrome dos edifícios" ( gatos que caem das janelas ) é uma ocorrência infelizmente comum nas clínicas veterinárias de todo o país.
- Castrar é uma necessidade, pois além de evitar a superpopulação, garante que o animal não terá no futuro problemas como câncer de mama, etc. Castração é um ato de amor à vida. A castração não deixa o animal gordo nem bobo, isso é apenas lenda. Seu gato continuará ativo, brincalhão, e ainda mais carinhoso.

 

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