História de Paripiranga

- Primeiros Habitantes

- Origem e Formação

- Fundadores de Paripiranga

- Localização

- Acidentes Gregráficos

- Aspectos Físicos

- Aspectos Humanos

- Riquezas Naturais

- Economia

- Cultura

- Impressa Local

- Educação

- Turismo

Primeiros Habitantes

Com a instalação do Governo Geral do Brasil na cidade de Salvador, criada para esse fim em 1549, os primeiros colonos foram se estabelecendo nas terras adjacentes da Baía de Todos os Santos, que além de fértil oferecia a segurança desejada aos constantes ataques dos índios “Tupinambás”, senhores da gleba, os quais eram considerados de índole belicosa e feroz, vivendo em contínua hostilidade com os irmãos de outras tribos.

Com a chegada dos portugueses, foi-lhes declarada guerra aberta, cuja intensidade diminuiu com a vinda dos abnegados padres da Companhia de Jesus, em missão de catequese, ministrando nos gentios as luzes da doutrina cristã, o que contribuiu de modo significativo para lhes domar a índole guerreira, chamando-os à Igreja cristã, possibilitando, desta maneira, a penetração no interior.

Já no primeiro século do Brasil, o abastado fazendeiro intrépido bandeirante Garcia D’Ávila leva os seus currais muito além de Açu da Torre (enseada de Tatuapara), e obtém enormes seis marias que o torna o mais opulento proprietário territorial.

Profundamente divergiam os índios do interior baiano daqueles que assentavam as suas arraias às ribas do oceano. De tipo mais baixo, cor mais acobreado, menos apto, talvez a civilização com língua mais rude como a onomástica, constituíam o que se tem convencionado chamar de o grupo dos “Tapuia”.

Há uma interrogação quanto à tribo que ocupava a região onde está localizado o município de Paripiranga. Tupinambás não o eram, certamente, porquanto estes estavam voltados para a região do Baixo Ipiranga (Vaza – Barris), em terras férteis e não tinham necessidade nem lhes servia estabeleceram-se no “agreste”. Na vasta região circunscrita pelos rios: São Francisco, Jacurici e Itapicuru, algumas tribos mantinham seus aldeamentos. Sabemos que na região de Jeremoabo havia as tribos “munguru” e “cariacá”. Quase sempre em pé de guerra, a ponto do governador geral D. João Lancaster, em 1697, ameaçar o chefe dos munguru de mandar decapitá-los se a sua gente não suspendesse os ataques reiterados contra os cariacás, e, na região de Euclides da Cunha, a tribo de “Caimbé”.

Nada se pode adiantar de positivo quanto aos índios que habitavam as terras onde atualmente está situado o município de Paripiranga. E, no entanto, tradição corrente, que ali existiu uma tribo cuja denominação era “Vermelho”, havendo quem atribua pertencer à família dos “Tapuia”.
Próximo ao riacho do Coité, nessa região onde hoje é Paripiranga, construíram suas cabanas e se estabeleceram, ficando essa aldeia conhecida de “taba da cerca verde”.

Foi observável que não ficaram fixos em um só local, percorreram vários pontos do município; indo do local inicial à Roça Nova, Lagoa Escondida, Chico Pereira, Cutia e Taquara dentre outros.

 

Origem e Formação

A primeira penetração no território teve no município por volta do século XVII, quando colonos portugueses se fixaram no município, fazendo nascer a povoação Malhada Vermelha (onde hoje se localiza a Praça da Matriz). O povoado foi crescendo e desenvolvendo as práticas agrícolas (lavoura), e logo se fez sentir a necessidade de uma capela, à qual foi construída no ano de 1840 sob a invocação de Nossa Senhora do Patrocínio, manteve-se desde a sua construção filiada à Freguesia do Bom Conselho dos Montes dos Boqueirão. A dita capela foi elevada à categoria de Freguesia pela Lei Provincial nº 1168, de 22 de maio de 1871, com o nome de Nossa Senhora do Patrocínio do Coité (nome esse devido a grande ligação que existia entre o local e uma árvore de nome Coité – CRESCENTIA).

Foi o nome de Patrocínio do Coité elevado à categoria de Vila – Lei Provincial nº 2553, de 1º de maio de 1886, que criou o município de Patrocínio do Coité, com território desmembrado de Bom Conselho, hoje Cícero Dantas, que se instalou a 1º de fevereiro de 1888.

Por força do Decreto Estadual nº 7341, de março de 1931, o município teve o seu nome mudado para Paripiranga. O topônimo é formado dos vocábulos indígenas “pari” (cercado para apanhar peixes), e “piranga”, (vermelho) tendo o mesmo sentido do primitivo nome da povoação – Malhada Vermelha.

Os Decretos Estaduais 7455, de 23 de julho e 7479, também de julho do ano de 1931, anexaram a Paripiranga o município de Cícero Dantas, sendo aí criada a Sub-Prefeitura do mesmo nome.
O Município de Cícero Dantas foi restabelecido pelo Decreto estadual nº 8447, de 27 de maio de 1933.

 

Fundadores de Paripiranga

Major José Antônio de Menezes, seu irmão José Joaquim de Menezes, e o Capitão Joaquim José de Carvalho e tantos outros que fizeram nascer “Malhada Vermelha”, “Freguesia do Coité”, “Patrocínio do Coité”, hoje Paripiranga. Foi ali na Praça da Matriz que nasceu a cidade, todos os terrenos do perímetro urbano pertenceram ao Major “José Antônio de Menezes e ao Capitão Joaquim José de Carvalho”.

 

Localização

O Município de Paripiranga localiza-se na Zona Fisiográfica do Nordeste, com uma área de 498 Km², ficando totalmente incluída no Polígono da Seca, pertencendo ao Norte do Estado da Bahia, na micro-região do Agreste de Alagoinhas. Limita-se com os municípios de Adustina, Coronel João Sá e Fátima, na Bahia, e faz fronteira com o estado de Sergipe, nos municípios de Simão-Dias, Poço Verde e Pinhão.
Distância da capital do Estado aproximadamente 364 Km, tendo Cipó como sede da Região Administrativa mais próxima, com 130 Km de distância.

 

Acidentes Geográficos

A sede Municipal está localizada numa colina, não há no Município grandes elevações. Os terrenos são cheios de altos e baixos, destacando-se um pequeno planalto onde estão situados dois Colégios e uma Escola Infantil e uma pequena colina onde está localizado o Grêmio Social e Esportivo Vitória, como ainda em outra colina está o prédio da Prefeitura Municipal.

O Município apresenta a topografia acidental com algumas elevações dentre as quais se destaca a Serra do Capitão de Mancambeiras e Bananais. É banhado pelos Rios Vaza Barris, Caraíbas e passagem, havendo outros cursos de água de pequena significação.
Das lagoas existentes, merecem destaque as seguintes: São Francisco, Genipapo e Antas.
Há uma Furna denominada furna do Cazuza com extensão de aproximadamente 300 metros.

 

Aspectos Físicos

O clima é quente e seco no verão, frio e agradável no inverno.

A temperatura na sede do município apresenta máxima de 30 graus, mínima de 15 graus e média de 24 graus.

 

Aspectos Humanos

A população de acordo com o último recenseamento realizado em 2000 foi aproximadamente de 27 mil habitantes.

 

Riquezas Naturais

O revestimento florestal do município era muito rico, revelando a existência da madeira de Lei, destacando-se o Paud’arco, Jacarandá, Pau-Ferro, mas que hoje são raros devido ao grande desmatamento.

Destaca-se ainda hoje a presença de várias espécies de plantas medicinais, tais como: Genipapo, Jurubeba, Purga de Batata, Catuaba, Quina, Capeba, Mastruz, Malva, Erva Fedegoso, Angico e outros.

De origem mineral existem jazidas exploradas de pedras para construção, de manganês, pedra calcária e não exploradas de cristal e de rocha.

 

Economia

Na categoria econômica, destacamos os três ramos da atividade, que englobam os setores: primário (agricultura e pecuária), secundário (indústria), e terciário (comércio).

Na agricultura, temos como principais produtores que são exportados para outros estados brasileiros, como o feijão, o milho, a mandioca, a batatinha e a abóbora. Quanto à pecuária, nós possuímos uma grande diversidade de criações, tais como: bovinos, ovinos, caprinos, eqüinos, asininos, muares; além dos produtos que são retirados desses animais, como por exemplo, a quantidade de leite produzido, que ultrapassa 2.700.000 litros.

Na parte industrial, nós possuímos no município as de transformação, como as padarias, mercearias, serralherias, olarias e tantos outros.

No setor terciário nós destacamos o comércio local, que é muito variado, possuindo desde o comércio de gêneros alimentícios, produtos farmacêuticos, ferragens, autopeças, papelarias, confecção, combustível, entre outros.

 

Cultura

A cultura de Paripiranga se constitui basicamente das heranças deixadas pelos nossos colonizadores, como também dos escravos e índios, que são as tradicionais apresentações folclóricas e as demais manifestações populares, sendo dessa maneira uma tradição, e como afirma Hobsbawn (1995:21), “(...) O estudo das tradições esclarece bastante as tradições humanas com o passado (...) isto porque toda tradição inventada na medida do possível utiliza a história como legitimadora das ações e como cimento da coesão grupal”.

As manifestações religiosas e folclóricas realizadas no município são as seguintes: antigamente, no Natal, possuíamos uma celebração popular do estilo festa de largo, e depois a celebração da “Missa do Galo”, na Igreja Matriz; a celebração do Santo Antônio, em que as pessoas solteiras realizam visitas em 13 casas que tenha o Santo casamenteiro, acendendo velas e fazendo preces, para conseguir um bom casamento; no São João, geralmente se comemora somente as famílias com as suas fogueiras em frente às casas, o que já diferencia do São Pedro, visto ser o momento das fogueiras dos viúvos, na cidade é realizada grande festa de largo, com participação de grandes conjuntos musicais regionais e nacionais.

A festa da Padroeira Nossa Senhora do Patrocínio, é realizada em Novembro, inicia na penúltima Sexta-feira do mês, com o novenário e a procissão no último domingo do mês. Também é realizada uma festa de largo, a chamada festa profana, na última semana da festa, com grandes espetáculos de artistas locais, regionais e nacionais.
Manifesta-se o folclore local através da realização dos seguintes folguedos: roda de São Gonçalo, folguedo de cunho religioso realizado ao som de caixas, zabumbas, violas e outros instrumentos rústicos, em que um grupo de pessoas faz rodeios em volta de altar armado no pátio de uma casa em louvor a São Gonçalo; “Reisado”, conjuntos denominados “ternos”, organizados com o concurso de moças e rapazes, apresentado fantasias ricamente ornamentadas, dançam e cantam ao som de bem arranjada orquestra, exibindo-se de ordinário nas ruas da cidade e as portas das casas residenciais, onde os proprietários são previamente avisados. No recinto das referidas casas apresentam varias cantorias e bailados, saudando geralmente o “dono da casa”.

O Patrimônio cultural de Paripiranga apresenta algumas obras arquitetônicas de grande singularidade e beleza, sendo um município de aproximadamente 162 anos, possui prédios no estilo barroco e rococó, construções no inicio do século XX e a Igreja Matriz do século XIX, contando com 114 anos.

 

Imprensa Local

O primeiro jornal paripiranguense data de 26 de outubro de 1919. A redação estava situada à Rua Dr. Braz do Amaral, era o jornal “O PELADINO”, que viveu muitos anos informando e arrastando a população a querer saber mais.

Logo em seguida surgiu um outro jornal impresso, que foi “O IDEAL”, que permaneceu até meados da década de 60 do século XX, trazendo a notícia do que acontecia no mundo e o gosto pela leitura do cidadão paripiranguense.

 

Educação

A educação no município de Paripiranga teve inicio com grande desenvolvimento e mantém até hoje a lembrança de várias figuras, ou seja, nomes dos primeiros professores: Marcionilo Pereira de Vasconcelos, Emerentina Maria de Menezes, Francisco de Paula Abreu, Orlando de Meireles, Paula Moncarvo, Izabel Maria de Jesus, dentre outros.

 

Turismo

O município de Paripiranga é cortado pelo Rio Vaza Barris, sendo seu leito totalmente pedregoso, acidentável e não navegável em todo o seu percurso, é aproveitado para o turismo local, formando em toda sua paisagem um impressionante canyon pelo meio da caatinga, conta também com várias cavernas, como as Furnas de Roça Nova, aberta ao público e pavimentada, onde foram encontrados fósseis pré-históricos, além de muitas outras cavernas inexploradas em toda a extensão do município, possui vários riachos de águas claras e límpidas, além de Serras, como a do Capitão, e a arquitetura barroca do centro da cidade no começo do século XX.

Uma das grandes manifestações populares e religiosas é a Procissão das Almas, realizada a mais de um século com a fundação da Igreja em 1888, sempre a meia noite percorrendo as principais ruas e terminando no cemitério, onde é celebrada uma missa em ação de graças às almas do purgatório.

No seu calendário festivo, a Festa de São Pedro, realizada no mês de Junho, apresenta grande destaque, sendo uma das maiores festas juninas do Norte Baiano com a participação de diversas pessoas locais e regionais, contando com apresentação das maiores Bandas de Forró do Nordeste Brasileiro, além de Desfile de Quadrilhas, Corrida de Jegue, Corrida Rústica e a Autêntica Corrida do Fogo, num verdadeiro Circuito de Forró.

Durante o mês de novembro são realizados os festejos de Nossa Senhora do Patrocínio, padroeira do município, no qual além da festa religiosa, há apresentação de Show Pirotécnico e Artístico com atrações de nome Nacional.

 

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