Colunas 2007


"Coluna do Hyder" - Fabio "Hyder" Azevedo

Momento da virada

 

O novo DP01 acabou não sendo o instrumento de marketing que os organizadores imaginavam.


Desculpem pelo afastamento temporário dos nossos encontros semanais, pois estive muito ocupado nestas últimas semanas quando estava preparando minha mudança para uma outra cidade em um outro estado. Estou participando de um novo projeto, em novo ambiente de trabalho, com mais responsabilidades e pressão, mas muito feliz com as mudanças profissionais e pessoais. Sou grato pelo período que estive na Petrobras, onde aprendi a amar ainda mais este país e a defendê-lo. Fico feliz que o meu amadurecimento como analista de tecnologia proporcionou uma tremenda chance na minha carreira. Deixei o Rio de Janeiro e agora resido em Porto Alegre. Mesmo com as mudanças recentes, dou a minha palavra que estarei sempre presente aqui nesse espaço até porque, finalmente, a temporada da Champ Car teve início. Agora, falaremos dos mais recentes acontecimentos sobre a categoria.

A partir desse ano Téo José estará narrando às corridas da categoria rival (IRL). Sei que alguns não gostaram desta notícia, só que não sejamos hipócritas: eu o conheço pessoalmente e sei que sempre manteve seus princípios e origens. Só que como todo bom profissional que é ele não fica apegado somente em convicções e nostalgias, já que esse tipo de pensamento não coloca comida na mesa e nem pagam as contas no final do mês. Desejo toda a sorte do mundo para ele.

O novo DP01 acabou não sendo o instrumento de marketing que os organizadores imaginavam. Tivemos apenas 17 carros em Las Vegas, mas a emoção não esteve ausente. A próxima corrida acontece em Long Beach, na Monte Carlo do Oeste, uma das corridas mais tradicionais e importantes dos Estados Unidos. Vamos torcer que nas próximas etapas aumente o número de inscritos. Muitos "especialistas" fizeram críticas a Robert Doonbors em despeito de Nelson Phillipe. O que o jovem francês fez de importante na Champ Car? Outra mudança muito comentada foi à ida de Bruno Junqueira (tão criticado por esse colunista) para pequenina Dale Coyne, tentando recomeçar sua carreira. Essa virada parece ter feito bem ao mineiro, já que em Las Vegas apresentou mais combatividade do que nas últimas temporadas, porém ainda falta muito para ser competitivo do jeito que era esperado na época da equipe de Carl Haas e Paul Newman.

Outro destaque foi à fusão da Petit Racing (ex-Rusport) com a Rocketsports, de Paul Gentilozzi. Esse ato foi extremamente prejudicial à categoria, pois teríamos ao menos mais um carro inscrito, ou até dois caso os times se mantivessem separados. Uma grata surpresa foi à chegada da equipe Minardi e de Paul Stodart. . O que desejo é que a mentalidade da equipe não tenha aquela pequenice que foi apresentada na Fórmula 1 durante anos já que a Champ Car é mais equilibrada e competitiva em comparação à categoria baseada no "velho mundo". A presença de Graham Rahal na Champ Car é algo que ainda não consegui compreender, já que seu pai, um dos piores esportistas que conheço, possui uma equipe ironicamente na categoria rival. Só podemos concluir que a IRL não prepara ninguém para uma Fórmula 1, por exemplo. Falando na IRL, ou as empresas que estão gerindo a Champ Car e a categoria dissidente tomam uma posição em favor da reunificação ou então ambas perigam não terem condições financeiras de terminar a temporada desse ano. Além de todos os problemas já conhecidos de todos, temos o fantasma da ALMS sempre crescente, pois muitas equipes da IRL migraram para esse campeonato, copiando os passos da Penske.

A temporada da Champ Car mal começou, e já pode ser considerada uma das mais decisivas da sua história. Vamos torcer para, antes de tudo, os cartolas trabalharem com competência e precisão para salvar o presente e o futuro de uma categoria cheia de histórias corajosas e vencedoras de pessoas, amantes do verdadeiro espírito do automobilismo de competição.

 

Um grande abraço fiquem com Deus e até a próxima.

 

Fabio "Hyder" Azevedo
http://blogdohyder.blogspot.com                                                                             

 

 

Torcedor do Vasco da Gama e da Associação Atlética Anapolina, fã da Penske, atualmente sou Analista de Tecnologia da Informação mas continuo apaixonado pelas corridas como nunca. Todas as semanas, falarei sobre as minhas experiências na categoria, além de contar histórias dos bastidores que poucos conhecem.

 

 

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