Reportagens 2007


De American Racing Series a Indy Lights: 16 anos de história

 

Por Wallace Michel

 

Pat Patrick, Ralph Sanchez e John Frasco foram os criadores da Indy Lights: os custos altos mataram a categoria.

 

A Indy Lights começou em 1986 sendo chamada inicialmente de American Racing Series (ARS), os idealizadores foram Pat Patrick, lendário dono de equipe da Champ Car e IRL, Ralph Sanchez, promotor de corridas, e John Frasco, ex-presidente da Cart (entidade que organizava a Champ Car). O inglês naturalizado norte-americano Roger Bailey foi o único presidente em toda a existência da categoria.

Desde o início, a Indy Lights foi responsável pelo surgimento de grandes pilotos. Entre os campeões da categoria, incluem-se dois campeões da Champ Car (Paul Tracy e Cristiano da Matta), dois campeões da IRL (Tony Kanaan e Scott Dixon), sete vencedores de provas da Champ Car (Paul Tracy, Bryan Herta, Greg Moore, Tony Kanaan, Cristiano da Matta, Oriol Servia e Scott Dixon) e dois pilotos de Fórmula 1 (Fabrizio Barbazza e Cristiano da Matta).

Durante as temporadas de 1986 e 1992, o campeonato utilizou o chassi Wildcat/March 85B, adaptados da Fórmula 3000 Internacional, com um motor Buick V6 de 4.2 litros e 425 cv, (que foi o único usado em todas as temporadas) com a tradicional caixa de câmbio Rewland de cinco marchas, capaz de levar o conjunto a uma velocidade final de 370 km/h em circuitos ovais velozes como o de Michigan. Todos os motores, lacrados, eram de responsabilidade do ex-piloto de dragster George Montgomery. A partir de 1991, o certame passou a se chamar Indy Lights, além da Firestone tornar-se a patrocinadora principal da categoria.

No ano de 1993 teve a estréia do Lola T92/20, novamente um chassi de Fórmula 3000 adaptado. Finalmente em 1997, ocorre a mais importante evolução técnica da categoria. Foi desenvolvido um chassi exclusivo pela Lola chamado T97/20, que melhorou o desempenho nos circuitos ovais.

Depois em 1998, a Firestone transferiu o direito de patrocinar da categoria para sua subdivisão, a Dayton, que permaneceu até a temporada de 2001. Foi nesse mesmo ano que a Cart assumiu o controle do campeonato, e quando começa a decadência do torneio, pois a Cart também organizava a Fórmula Atlantic, categoria de acesso concorrente da Indy Lights.

Então ocorre o que já era previsto: Bobby Rahal, então presidente da Cart, anunciou a um pequeno comitê de dos dirigentes e chefes de equipe da categoria no final de 2000 que havia decidido extinguir a Indy Lights no ano seguinte. Rahal justificou a decisão por não achar lógico manter duas categorias concorrentes, com prestígio de preparatória para a Champ Car. A Tasman, por exemplo, chegou a cobrar US$ 1,3 milhão por ano, enquanto as outras equipes de bom nível como a Brian Stewart, a Conquest e a Green, tinham orçamentos entre US$ 800 e US$ 900 mil por temporada.

A Fórmula Atlantic foi mantida por contar com o patrocínio da Toyota. Diante dessa decisão, muitos planos de equipes foram revistos, resultando em grids reduzidos durante a temporada de encerramento, com média de apenas dez carros por etapa. A categoria naufragou diante dos altos custos e, principalmente, pela falta de um patrocinador que pudesse dar sustentação técnica e de marketing ao certame.

No fim daquele ano, Tony George, dono da IRL e do circuito de Indianápolis, adquiriu o espólio da falida categoria, para recriar como categoria de acesso da IRL com o nome de Indy Pro Series (IPS). Disputada a partir de 2002, a IPS utiliza chassi Dallara e motor Infiniti Q45 V8 aspirado de 450 cv, sendo atualmente a categoria de acesso para os pilotos que pretendem correr na IRL e participar das 500 milhas de Indianápolis, um papel que antigamente era feito pela Indy Lights para a Champ Car.


Os campeões da Indy Lights
1986 - Fabrizio Barbazza (ITA, Arciero)
1987 - Didier Theys (BEL, Truesports)
1988 - Jon Beekhuis (EUA, PIG)
1989 - Mike Groff (EUA, Leading Edge)
1990 - Paul Tracy (CAN, Landford)
1991 - Eric Bachelart (BEL, Landford)
1992 - Robbie Buhl (EUA, Leading Edge)
1993 - Bryan Herta (EUA, Tasman)
1994 - Steve Robertson (ING, Tasman)
1995 - Greg Moore (CAN, Forsythe)
1996 - David Empringham (CAN, Forsythe)
1997 - Tony Kanaan (BRA, Tasman)
1998 - Cristiano da Matta (BRA, Tasman)
1999 - Oriol Servia (ESP, Dorricott)
2000 - Scott Dixon (NZL, PacWest)
2001 - Townsend Bell (EUA, Dorricott)

 

 

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