Colunas 2006


"Coluna do Hyder" - Fabio "Hyder" Azevedo

Penetras Bons de Bico

 

Paul Stoddart desembarca na Champ Car: profissionais em detrimento aos aventureiros.


Olá pessoal, gostaria de pedir desculpas pela ausência nestes tempos, pois estive muito atarefado, os meus compromissos profissionais tem deixando qualquer tempo livre muito raro. Final de ano é uma época complicada para quem trabalha em projetos de Tecnologia da Informação e o ano de 2007 promete ser muito interessante, um mercado nacional assim como internacional. Coisas estão acontecendo e vão acontecer outras melhores ainda... Basta esperar e manter a fé em Deus nosso Senhor. Muito se tem se falado no país, neste ano em especial, sobre ética e moralidade... Cada um que deveria ter todos os motivos para ficar em silêncio e querem segurar o estandarte da moralidade e da família, por exemplo. Mas basta apenas cinco minutos de informação isenta para vermos que determinadas instituições e pessoas (não citarei nada aqui para não ser chamado em juízo) são tão frágeis como qualquer taça dinamarquesa para bons vinhos franceses.

No campo esportivo, no automobilismo em especial, nesta última década, não consigo parar de pensar em dois (perdoem a maneira de escrever) crápulas e escroques da pior qualidade. Falo sobre Bobby Rahal e Tom Walkinshaw. O primeiro acabou sendo um motivo de grande revolta no meu rápido entendimento de automobilismo, não só como esporte ou um tremendo negócio que gera muitos milhões de dólares, mas como uma paixão. Já escrevi em outras colunas e sobre este “nobre e respeitado” senhor, não pronuncio mais nada.

Tom Walkinshaw tornou-se conhecido deste escriba quando adquiriu 30% da equipe Benetton na F-1 em 1991. Não sei por que, mas achei que um dos brasileiros da equipe na época, Nélson Piquet ou Roberto Moreno, seriam fritados para que algum piloto pagante assumisse uma vaga de titular. Infelizmente isso ocorreu. É um procedimento bem típico da maneira Tom Walkinshaw de se fazer os negócios: quebrando contratos, passando por cima de planejamentos... E sempre ganhando dinheiro, da forma mais inusitada e amoral possível. Demitiu e desdenhou de John Barnard, um dos grandes “magos” da F-1 moderna e dispensou Roberto Moreno por carta. Está certo que a aposta dele acabou por dar certo, pois um garoto patrocinado pela Sauber Mercedes no Mundial de Marcas seria o maior vencedor da F-1, Michael Schumacher. Mas como não esquecer do papelão de Magny-Cours em 2002 quando as voltas classificatórias de Enrique Bernoldi e Heinz-Harald Frentzen foram abortadas porque a equipe não tinha orçamento nem mesmo para comprar luvas para mecânicos e pilotos. O que tudo isso tem a ver com a Champ Car? Estou muito feliz pela chegada do Paul Stoddart a categoria em detrimento a esses aventureiros que só querem ganhar dinheiro o mais rápido possível, sumindo do mapa com a mesma velocidade de que surgiram. Sempre fico preocupado quando certos cidadãos que circulam pelos paddocks.

Num resultado geral, acho que este ano foi muito proveitoso para a Champ Car e o consórcio Owrs, pois as dívidas da Cart Inc. continuam sendo quitadas, novas pistas, equipes surgindo e, principalmente, o novo carro. Além de manter a grande estrela da categoria na atualidade – Sebastien Bourdais – a categoria estará recebendo gente de talento e experimentando um crescimento muito interessante a médio e longo prazo. Ao contrário da categoria rival, a Champ Car vem testado a exaustão, mesmo sem o novo DP01. Acho que depois de anos, teremos uma festa de apresentação da categoria com muita expectativa não só dos pilotos e empresários, mas principalmente dos fãs que mesmo num período obscuro não deixaram de acreditar e apoiar a categoria.

Este ano também deixou algumas conclusões bem interessantes, pois os erros de outros anos não foram cometidos e a categoria mostrou força. A ausência de um canal de TV aberta no Brasil impediu a maior divulgação da categoria em nosso país, mas como os fãs da Champ Car são fiéis, seguem o certame onde eles estiverem. Outra coisa que me deixou muito feliz foi que, finalmente, este termo horroroso Formula Mundial será finalmente trocado pelo nome tradicional. A volta da marca Champ Car era muito esperada por mim. Digo isso, pois já tive a oportunidade de pessoalmente perguntar tanto ao Émerson Fittipaldi quanto ao Téo José sobre quem era o “pai deste filho feio”. Os dois negaram serem os autores da "proeza".

Enfim, aproveito este também para desejar um natal maravilhoso e que o verdadeiro espírito desta época (nosso Senhor Jesus Cristo) esteja dentro de cada um e que o ano de 2007 traga grandes realizações para todos em todas as áreas de nossas vidas. Em janeiro estaremos de volta com as baterias recarregadas e recheados de notícias sobre a Champ Car.
 

Um grande abraço e até a próxima.

 

Fabio "Hyder" Azevedo
http://blogdohyder.blogspot.com                                                                             

 

 

Torcedor do Vasco da Gama e da Associação Atlética Anapolina, fui membro da Penske, atualmente sou Analista de Tecnologia da Informação mas continuo apaixonado pelas corridas como nunca. Todas as semanas, falarei sobre as minhas experiências na categoria, além de contar histórias dos bastidores que poucos conhecem.

 

 

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