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Mensagem à todas nós
Há um grande caroço preso na garganta, alguns o chamam de medo, outros denominam vergonha. Só sei que é preciso tirá-lo.
Há uma violenta cor púrpura conjugada à uma expressão do corpo denotando retraimento, é necessário colorir essa púrpura com a cor da alegria, do orgulho de Ser.
Urge que este corpo reaprenda os movimentos da mulher-liberdade, outrora desimpedida das amarras da sociedade.
Que esta mulher-liberdade, dona da terra, filha dos elementos retorne e assuma o seu lugar. Violentada nos direitos essenciais à manutenção da beleza de ser ùnica, usurpada em sua herança milenar.
É certo que deva fazer&nbsp; um retorno no tempo contido em si mesma, escondido em minúsculas células de seu ser.&nbsp;
Que tão-somente Vida seja o nome pela qual voltará a ser conhecida, e que dance com outras mulheres uma dança que entenda ser de seu próprio tempo, no seu próprio rítmo, harmonia rara.
Que esta mulher cante suas canções e também outras melodias que não as suas, com sua própria voz. Que passe adiante somente as verdades que também forem suas. À nós.
Valéria Cristina Leal