Laelia tereticaulis Hoehne 1952
Citadas no caso da S. mirandae (mais conhecidas como
L. crispata ou L. rupestris) , as Sophronitis tereticaulis
(mais conhecidas como L. tereticaulis e assim tratadas)
habitam parte do grande território das L. rupestris (ou
S. mirandae).

Vegetando em terrenos de 1100m de altitude, que se
extendem 20 a 30 Km ao noroeste de Diamantina - MG,
até a Serra do Caraça, próxima a B. Horizonte. Divide
seu microclima com cactus, capim ralo e  arbustos pe-
quenos e retorcidos, em áreas de neblina e durante o
dia intenso calor. Como muitas rupícolas, encontram pequenas frestas com poucas e longas raízes, buscan-
do húmus bem drenado, mas com umidade um pouco
mais elevada que a superfície. Em cultivo, sem essa
especialização do habitat, devem ser mantidas condi-
ções para aparecimento de mais raízes, que tendem a
se emaranhar em substratos inertes, com pouco de hú
mus, ou adubo orgânico bem curtido.



Diamantina - MG
Talvez o melhor argumento para  considerar  L. tereti-
caulis como espécie válida e não variedade da L ru-pestris seja  a floração em meses diferentes. Quando
L. tereticaulis floresce, L. rupestris está formando cáp-
sulas. Para dificultar, há  um  período  de  floração co-
mum ao final de setembro e início de outubro. Como
foi dito, a tendência para florir em maior número  e  o
tamanho menor das plantas também são critérios usa-
dos. Além disto, ela tem uma incidência maior de flores
escuras. Talvez as fotos não sejam adequadas ou su-
ficientes para perceber a grande variabilidade de  in-
divíduos nas duas espécies, tornando muito difícil a tarefa de reconhecer muitos deles.
Na última exposição da AMO em Belo Horizon-
te, ocorrida em outubro/02, havia um espéci-me de
L. tereticaulis rotulado como L. caules-
cens. Mais acostumado as L. rupestris fiquei
imaginando tratar de híbrido dela. Ao consul-tar esta foto no site do Francisco Miranda,con
cluí tratar de floração típica de
L. tereticaulis
em outubro. Dede, que me mostrou a planta em questão pode se manifestar.