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  TERRA DE SONHO E POETAS

 

 

 

 

 

Canção a Seia
(Jorge Camelo)
 
 
São neves que caiem
Aguarela de pintor
O trovão na Serra
São sonhos de amor
É luz da minha vida
A aragem da noite
É minha alma perdida.
 

Estribilho


Ouve uma prece
Ó Seia querida
Não quero deixar-te
Por que jurei amar-te
Toda a minha vida
Seia adorada
De mim tem piedade
Porque os que partiram
E nunca mais te viram
Morreram de saudade.
 

II


É teu tapete
O verde do vale
E as águas que passam
São fios de cristal
Quando o sol se põe
Vejo que ele sorri
Não quer ir embora
Fica a olhar para ti.

   
     

Adeus Cidade de Seia

Francisco Dias

 

 



Adeus Cidade de Seia,
Capela de Santa Rita,
Por seres menina feia
O luar te virou bonita…


Fui da praça à Carvalha,
Ai solidão, solidão,
Encontrei lá a mortalha,
Do bairro de S. João.


As torres da Velha Igreja,
Lindas são como os amores,
Carnudos lábios se beijam,
Rosas sim que são flores.


A Cidade de Seia é bela,
Dizem do alto os pastores,
É a alegre sentinela
Do Portugal, meus amores…
   
  Balada de Seia

 

 
 


Quem passar por Seia
De certo que anseia
Continuar a passar;
Porque Seia
É cidade de encantar.
É romagem de turistas,
É passagem de alpinistas,
Que à serra querem chegar;
Porque Seia
É terra de lembrar.
Tem castelos e muralhas,
Sinais de batalhas
Que Viriato travou
Tem igrejas e capelas,
Moças mui belas
Que Camões cantou.
Tem poetas e cantores,
Noites de amores
Que constróem os lares.
É cidade hospitaleira,
Onde se salta a fogueira
Nos santos populares.
Tem a carvalha no alto
E um castelo de valores.
Tem a Sant’Ana na serra,
E aos seus pés
Fontes de amores.

Seia, 09 de Julho de 1989
   
    Cidade que és minha

 

 

 

 

 

 

 



Na noite oculta do tempo,
Vagueio
Pelas ruelas da cidade,
Que sonha dormindo,
Coberta do manto azul,
Onde moram as estrelas.
Meus ideais de rapaz,
Desfilam na penumbra-sombra
Da recordação deste repouso-paz…
Cidade que és minha,
Num amplexo de abafo
Como querendo fundir-te
À alma que me fez teu filho!
Cidade que te renovas em cada hora
No compasso dum tempo
Incomum,
Ressurgida da história,
Que as brumas frias das madrugadas
De inverno cristalizaram,
Em estalactites de gelo vítreo.
Cidade memória dos que partiram,
Com a dor de te amarem,
Fica tu comigo, cidade para
Que vagueie
Na noite oculta do tempo.

Seia, Outubro de 1987
   
 

HINO DA SERRA DA ESTRELA

 

 
 

Ó vila de Folgosinho
Sete coisas te dão graça:
O mirante do Castelo
E o monumento na praça.

Capelinha em S. Tiago
Por cima de Folgosinho,
O mirante do outeiro,
Mais abaixo o pelourinho.

A Fonte da Rapariga
E a Fonte do Pedrão;
Os que cá te vêm ver
Levam-te no coração.

Tens a Fonte dos Guerreiros
Viriato na esplanada;
Quem nunca viu tuas vistas,
Em Portugal não viu nada
.
 
   
   
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