terça-feira, 24 outubro, 2006
ano 01 | nº 0001
A Grande Chegada de Rui Loretto a Londres
*As letras minusculas em estados unidos, é proposital visto o grau de instrução das pessoas que perguntam, o que é claro também não é culpa delas.
Bem, nao se preocupe com isso, vai precisar exercitar o seu ingles indiano, ingles japonês, ingles espanhol, ingles italiano, ingles húngaro, esloveno, russo, alemão e mais outros aproximadamente trezentos "ingles" das linguas faladas nessa cidade.
Entao, prepare o passaporte, pois seu visto esta garantido pra ficar por dentro do que acontece na Europa e principalmente nessa cidade fascinante que é Londres.
(E não sei como não me contratam pra fazer chamadas de programas de televisao)
You're Wellcome!
Meu nome é Rui Loretto, não faço nada mais nada menos que.....bem, não faço nada mesmo.
Falando direto da terra do feijão (comido no café da manhã e ao molho de tomate, é claro).

Rui Loretto tem 62 anos é contribuinte do estado e nunca ganhou nada com isso. Ele ainda acredita que viver vale a pena e por isso está em disputa judicial com sua familia que tenta há tempos interditá-lo. Mas assegura que esse não foi o motivo de sua fuga do Brasil.


Dona Elisabeth!
Roberto Prado

Cara acabei de ler a sua matéria.
Sobre o inglês falado (?) aí.
Acho que já te contei um drama patético que passei.
Estava no restaurante (fugindo do café da manhã, em que você esqueceu de citar as lingüiças super-hiper-plus-ultra gordurosa que esses ilhéus devoram sofregamente), tentando pedir um copo de água;
__Water, please!
E nada do maldito garçon entender, e eu no meu inglês macarrônico (de ginásio, e lá se vão anos e anos....)
__Water, please! Waterrrrrrrrr
pleassssseeeee!
E nada! Então poliglota que sou, com as mãos, fiz um gesto de quem bebe alguma coisa, que foi compreendido pelo garçon, escocês, que quase gritando
indignado diz:
___Ahhhhhhhhhhhhh! "UOHDER”
Onde meu caro Rui Loretto eu iria imaginar que "water is uohder"? Essa desgraça continuou por Londres afora. Imagine-me naqueles ônibus de dois
andares (que dolorosamente soube que vão acabar, junto com os taxis negros e se não me engano com as cabines vermelhas também, a decadência segue em
marcha célere) com escoceses e outros "faladores de ingrês"?
Os primeiros dias me foram um inferno, depois me vinguei, ensinando português às vendedoras lá no Convent Garden e redondezas. Que saudades tenho dessa terra, que depois de Madri, é onde quero acabar os meus dias. De preferência, sadio, viril e com dinheiro, senão não vale, certo?
Fortes abraços, meu/nosso correspondente de Londres.

P.S. Mande meus respeitos à Dona Elisabeth, diga-lhe que ela está fazendo um ótimo serviço por aí.

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[por ele mesmo]

Era uma noite cinzenta, as luzes tentando quebrar a barreira da névoa espessa. Eu via tudo de cima, meu avião sobrevoava a cidade dos serial killers, do grande incendio de 1666 que destruiu, segundo relatórios da epoca, 85% do lugar.
Bem, assim poderia ser a minha chegada a capital britanica há poucos anos, mas não foi nada disso.
Domingo de sol, ceu azul, parques entulhados de gente, essa foi a primeira vez que eu a vi, Londres!
Desde de então, entre umas curtas estadias em outras partes da Europa, é aqui o lugar onde habito. E é sobre o que acontece aqui do outro lado do mundo que vou falar quinzenalmente.
Para quem nunca ouviu falar em Londres (e quem nunca ouviu?). Londres é a capital da Inglaterra e do Reino Unido, a cidade tem um visual antigo, tenho a leve impressao que é porque ela foi fundada há quase dois mil anos (quase oito mil anos após o nascimento do velhinho com a cuia de esmola e a viola na mao, que era cantado por Raul Seixas).
Se vier a Londres, não se surpreenda se acaso morar numa casa construida antes do descobrimento do Brasil.
Londres é também lider mundial em financas, referência nas artes, moda e entretenimento, entre muitas outras coisas. Com mais de sete milhões de habitantes, ela é uma das cidades mais populosas da Europa. Se vier a Londres prepare-se para exercitar o seu ingles. Aí voce me pergunta: Existe muita diferenca entre o inglês britanico e o inglês americano ensinado na maior parte do Brasil? Isso é claro se você souber formular bem a pergunta, pois já ouvi muitas versões das mesma, das mais sofisticadas. “Eles fala igual nos estados unidos?”, ou até mesmo “Londres é nos estados unidos ou faz divisa?”, (Quem dera fosse possivel contar quantas vezes já ouvi essa pergunta).

Razão X Coração
Nilce Saldanha

Bem... vamos lá!
Meu amigo Roberto passou outro dia na loja onde trabalho e com seu ar de escritor crítico e sarcástico, solicitou que eu, simples poetisa, escrevesse algo para o jornal que estavam criando.
Devo dizer, que foi uma surpresa. Porém como toda mulher é curiosa, aceitei a incumbência. Ficamos combinados que eu receberia um e mail com o boneco do jornal a ser editado.
Conforme o acordado, aguardei o e mail e após uns dias, resolvi lê-lo. O jornal chamar-se-ia 'O Duelo". Lá estavam as colocações de seus editores, todos homens, frios e calculistas como todos homens, impondo seus ditames e pensamentos a respeito da escrita, da vida, da política, tudo bem sintético como cabe a um bom jornal.
Passei a me perguntar: O que faria eu em meio a tanto concretismo e tanta síntese? Enfim... o que faria para mostrar que faltava ao jornal um pouco de alma?
Resolvi então, já que o assunto era duelo, contrariar e relatar meus sentimentos mais puros.
Ora! Se não existe Papai Noel, se o conceito é duelar, proponho aos editores revisarem seu jornal. Mesmo havendo um prisma duro com relação a vida, a política, ao mundo, sempre haverá uma poetisa pra dizer aos homens duros, que se eles existem e têm opinião, foi porque existiu anteriormente, um sorriso doce de mãe, confiando que um dia eles chegariam onde chegaram.
Portanto homens, editores, escritores, tenho a dizer, que podem duelar. Mas não podem jamais reter o lado poético, pois ele existe e está aqui representado na alma de uma mulher.
Não esqueçam que todos somos ambíguos e não umbigos.
Aceitem-me se quiserem... Ficarei feliz, mas não perderei a ternura jamais. Nem Tche perdeu.

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Melancia Quadrada, o Papa e os Muçulmanos!
Roberto Prado
Melancia Quadrada!
É preciso discordar

Agda Santos
Vou começar escrevendo sobre uma foto recebida hoje de manhã. Era uns japoneses empilhando melancias.
Sim empilhando, e sim, melancias.
Quadradas e sem caroços.
Um pedaço de minha infância e por que não, minha humanidade, sentiu um arrepio na alma.
Cadê aquele gostinho de rolar uma melancia? Ou ainda melhor, cuspir os caroços feito balas de uma metralhadora?
Esse é o nosso futuro?
Um mundo de facilidades burras?
Facilidades que nos levarão à extinção. Estamos nos tornando cada dia mais escravo das facilidades, da otimização. Como odeio essa palavra otimização!
Não obstante isso, os japoneses e suas rotundas melancias, ainda temos o Papa, que em vez de rezar, orar, cheirar incensos, vai arrumar encrenca com os muçulmanos, citando textos Bizantinos de bizantinas eras!
É de perder a fé de vez na raça (ô raça!) humana.
Sem poder cuspir caroços, sem poder rolar uma melancia, e nem poder professar a sua fé em paz, sem levantar armas para o próximo, o que nos resta fazer?
Isso me faz levantar uma questão:
__Quando surgirá a jaca lisa e a fé ecumênica de vez?
Estou farto.

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É preciso discordar, ou no mínimo, dar uma opinião técnica ao fato.
Sua preocupação com histórias passadas de infâncias remotas, cheias de frieiras e joelhos ralados pelas corridas de rolimãs realmente te dão o ar de ranzinza em não enxergar o benefício incomensurável da evolução científica.
O produto em questão: "melancia quadrada", é fruto (no sentido figurado da palavra), pois, de pesquisas embasadas em requisitos especificados de necessidades e para a satisfação de uma sociedade ávida por soluções aos seus problemas corriqueiros.
Olhando minuciosamente para o fruto (aí em sentido real), percebe-se que todo o lote, ou ordem de produção, tem o mesmo tamanho, brilho e características, seguindo uma padronização imparcial.
Desta forma, é fácil para qualquer auditor, mesmo inexperiente, observar a manutenção da rastreabilidade, proporcionando a confiabilidade da qualidade e segurança para o consumo da então melancia.
Imaginem vocês, caros leitores, se, hipoteticamente, após consumirem o produto, venham sentir sensações diferentes das conhecidas pós-consumo. Em virtude desta tecnologia, ao dirigirem-se a um posto médico credenciado, poderão rastrear a vida do produto, como se diz: "do berço ao túmulo", sendo o berço a semeadura e o túmulo parcial seu estômago. Parcial, pois ao sair de seu estômago o túmulo definitivo será outro.
Pois bem, saberás em que região, época e tipo de solo a melancia foi concebida. Conhecerão, também, as sementes que foi originária e o fruto que gerou estas sementes. Ou seja, terão o banco de dados de toda a árvore genealógica daquele produto.
Então não façam vistas grossas para esta descoberta incrível da ciência! Não aflorem preconceitos provenientes de épocas jurássicas que não têm como retornar.
Ajoelhem-se diante do esforço e capacidade do núcleo científico mundial.
Obs: O fruto foi concebido quadrado para facilitar o acondicionamento em refrigeradores.

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ENTREVISTA
Edson 'Bom Bril' Carlos

WILLY VERDAGUER
Maestro, Arranjador, Baixista do Raices de América
Lider do principal grupo de música latina do Brasil nos recebeu em sua casa em Cotia para um bate papo sobre vários aspectos e nunaces da música popular brasileira e latina
Testemunha das principais manifestações musicais dos últimos 40 anos , Willy Verdaguer, Maestro, Arranjador, Músico e Produtor do principal grupo de música latina do país, o lendário "Raices de América" nos fala sobre seu trabalho e sobre a apresentação com a Sinfônica de Cubatão, no Bloco Cultural, no próximo Sábado, Dia 23, em Cubatão.
Willy, chegou ao Brasil em 1967, como integrante dos Beat Boys, conjunto que participou da 'Tropicália', ao lado de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Mutantes, Tom Zé e do maestro Rogério Duprat. Introduziu a guitarra elétrica na música popular brasileira, em seus arranjos, nos memoráveis festivais da TV Record e acompanhou Caetano, Gil e Gal nas clássicas 'Alegria Alegria', 'Questão de Ordem' e 'Divino Maravilhoso' respectivamente. Foi baixista e arranjador do fenômeno 'Secos & Molhados' em discos e shows. Hoje faz work-shops de arranjos diferenciados e dá palestras sobre música andina. Acaba de compor sua 1ª Sinfonia em mi menor para orquestra sinfônica. Escreve uma coluna mensal sobre música e contrabaixo para a revista Cover Baixo:

ECS - Como surgiu o Raices de América ?

WV - O Raices surgiu há 26 anos da idéia de um empresário argentino chamado Oscar Segovia, e nosso primeiro show foi no dia 18 de Março de 1980, um espetáculo belissimo dirigido por Flávio Rangel, aliás uma inovação pra época um show musical com uma direção teatral e tinhamos no palco a presença fortissima da Isabel Ribeiro que recitava textos e poesias. O Nosso disco de aniversário de 25 anos tem uma dedicatória a eles.

ECS - Politicamente, no Brasil, não era um momento complicado ?

WV - Era um momento especial, onde viviamos a abertura politica e a idéia de um grupo que representava a integração continental foi muito bem vista por todos. Pra vc ter idéia, éramos apadrinhados pela Mercedes Sosa.

ECS - Vocês fizeram turnês pela América Latina ?

WV - Isso é muito curioso. Fizemos muitas apresentações pelo Brasil Inteiro e fomos 2 vezes para á Europa. Mas, na América Latina não excursionamos.

ECS - A que você atribui isso ?

WV - Não havia interesse comercial e nem viabilidade para excursionar-mos. A demanda de despesas de produção, hospedagem, viagem, transporte de instrumentos e cenários ...

ECS - Certo. Bem, a meu ver, o Brasileiro não escuta música latina. Será um problema de distanciamento da linguagem, do idioma, com os paises Latinos ?

WV - Acho sim, existe uma barreira cultural. Por exemplo na TV a Cabo vemos TV'S da Árabia, do Japão, de Portugal, mas não temos TV's Latinas, do Chile, da Colombia, da Argentina, no Máximo temos a ESPN de esportes e a CNN Latina que é produzida nos EUA. No Chile, por exemplo, que estive a pouco tempo, nos jornais existe muita informação sobre os países sul-americanos. No campo da música, esse distânciamento se dá muito por culpa do mercado fonográfico, da falta de informação do que acontece musicalmente nos países vizinhos. Música Latina não dá lucro.

ECS - Sem contar a questão do Jabá e do consumismo musical, moda ...

WV - É verdade. Mas, necessitamos resgatar nossas raízes. O tipo de trabalho da música popular latina não pode ser encarado como uma coisa passageira. Isso é nossa origem, nossa história.

ECS - Tivemos o exemplo do Paralamas do Sucesso por exemplo ?

WV - O Paralamas foi muito bem recebido na Argentina, e o Herbert Vianna é um artista muito antenado. O trabalho junto com o Fito Paez (Músico Argentino) mostra que existe espaço para esse tipo de trabalho de integração.

ECS - Você que acompanhou os grandes Festivais das últimas décadas, acha que a MPB perdeu espaço ?

WV - Não. Talvez os Festivais tenham acabado, na forma grandiosa como eram feitos no passado, mas, graças á Deus, não param de surgir excelentes compositores na América Latina toda. Quando toquei com Gil e Caetano, os festivais eram uma loucura, Roberto Carlos participava dos festivais, Vandré, Edu Lobo, era uma época memoravel.

ECS - Você acha que a música de nossa terra está perdendo espaço de manifestação e linguagem popular para o FUNK e o HIP- HOP ?

WV - Não. Essas músicas são manifestações populares sim e tem seu valor. O único problema é quando essas músicas passam a ser vistas como fontes de lucro e anulam as outras faixas de público. As gravadoras, as rádios e as TV's tentam monopolizar comercialmente o público: Quando é axé é só Axé, quando é pagode é só pagode, seria justo que tivessemos espaço para todos ...

ECS - Como surgiu essa apresentação com a Sinfônica de Cubatão ?

WV - Maestro Roberto Farias é meu professor de regência na Escola Livre TOM JOBIM em São Paulo e aproveitando esse aniversário de 25 anos, resolvemos fazer um trabalho em conjunto pois já tinhamos tocado com a Sinfônica Jovem do Estado de São Paulo. Eu gostaria de destacar que apresentaremos também no repertório um trecho de uma ópera de minha autoria em parceria com Billy Bond chamada "IQUIQUE" que conta a história de um massacre ocorrido nessa cidade chilena há 99 anos onde milhares de trabalhadores nas salinas se reuniram para exigir melhores condições de trabalho e foram dizimados pelo exercito chileno a mando dos proprietários das minas de sal.

ECS - Então, essa parceria pode continuar ? Podemos esperar Raices e Sinfônica de Cubatão excurcionarem juntos ?

WV - Quem sabe, desta vez mostraremos um trecho do IQUIQUE, se der certo podemos continuar sim .

ECS - Muito interessante esse cuidado, essa eterna busca do Raices em estar redescobrindo a história de nosso continente.

WV - Não há como fugiur disso. Passei a vida inteira fazendo isso. Agora, mesmo estou fazendo a trilha de um especial do National Geographic onde um casal refaz, todo o percurso que Che Guevara fez de Moto, retratado no filme "Diário de uma Motocicleta". Eu primo pela coerencia e por esse compromisso com nossa história. Essa á minha formação musical. Mesmo que não toquemos nas rádios vamos continuar cantando a América. Outro dia ocorreu algo inusitado conosco: Fomos até uma rádio e pedimos ao DJ que tocasse nossa música e ele nos respondeu que não podia porque nossas músicas não faziam sucesso e eu então perguntei : Como é que faz pra ter sucesso ? Ele respondeu: Tem que tocar no Rádio (risos)

ECS - Vocês trabalham com gravadoras independentes ?

WV - Trabalhamos um tempo com a Eldorado. Apenas uma loja em São Paulo tem nossos CD's. Chegamos a vender 100 CD's em nossos shows.

ECS - O Sucesso dos seus shows concentra-se nas pessoas de 40 e 50 anos que eram jovens quando do surgimento do Raices e associam vocês aquele momento especial da volta da democracia, mais ou menos, em toda a América Latina ?

WV - Sim. Mas não nos prendemos a isso, com certeza quem escuta gosta porque é feito com carinho, com emoção e com verdade. Tenho certeza que quem for ao Bloco Cultural, em Cubatão, no Sábado, dia 23 de Setembro, vai gostar.

Essa entrevista foi concedida á Edson Carlos da Silva (Bom Bril) - Assessor Cultural da Sinfônica de Cubatão e contou com a ajuda de Clovis Duduka Monteiro e do fotógrafo Aderbal Gama.

O melhor dos mundos possíveis
Alexandre Costa [FILOSOFASTRO]
Ao pensar que nome daria para a minha coluna que fala da vida de um modo otimista-realista, corri até o "pai dos burros" e comecei a procurar nomes e definições que melhor se encaixassem ao título.
Foi então que achei este lindo nome: FILOSOFASTRO.
Acho que ele define muito bem ao que pretendo dizer,
e evita que eu seja confundido com algum membro da Academia Brasileira de Letras.Vamos então falar um pouco de cada coisa.
O meu amigo Roberto (Ranzinza) Prado, me define como uma pessoa otimista, já eu me defino como uma pessoa realista. Vamos ver as diferenças então.
Otimismo é uma postura que você tem diante dos problemas sociais (dos fatos da vida), e te leva a acreditar em uma solução positiva, resultando em uma atitude mental ativa e confiante.
Na história da filosofia, o termo se atribui a Leibniz, que acreditava que a inteligência divina que criou o mundo, o fez de maneira que o bem existisse ao máximo e o mal fosse o mínimo possível.
Isso é conhecido como "o melhor dos mundos possíveis", ou seja tudo no mundo transcorre da melhor maneira possivel, tudo vai bem. O Realismo, falando de uma maneira simples e direta, é também, uma atitude de quem se prende fielmente à realidade, ao que é verdadeiro, de maneira prática e objetiva.
Assim, eu defino o "otimismo-realista" da minha parte, como uma postura positiva dos problemas sociais com uma atitude crítica e ações embasadas na experiência cotidiana para uma solução útil e construtiva.
Postura essa, isenta de dogmas e/ou ingenuidades.
Pretendo assim, dar a minha visão das coisas que afligem e encantam essa tão falada raça humana. Polindo cabeça de alfinete ou jogando taco em algum asteróide, tudo é passível de comentário.

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Assim Sou
(PRONTO PARA CONSUMO IMEDIATO) - Roberto Prado [O UMBIGO DO RANZINZA]

Sou um birrento, mal-humorado, às vezes teimoso e ranzinza, mas daí me chamarem de pessimista?
Besteira, sou um homem muito bem informado, formado nas artes realísticas da mais real realidade sólida e concreta, ou seja, não me iludo, nem me deixo enganar ou levar por sonhos e fantasias, afinal tudo é Maya! Maya*!
Pessimista eu?
O que é ser pessimista? Não crer? Nada (mais) esperar? Desde pequeno que não me iludo mais. Papai Noel não existe, por favor, guardem para si mesmos essa expressão de espanto, limpem a baba que escorre de suas bocas boquiabertas,
acrescento ainda, não existe Coelhinho da Páscoa**, e os últimos que tive o desprazer de ver, graças a Deus, morreram lá na minha chácara, depois de detonarem toda a minha plantação. Já foram tarde!
Não, não sou pessimista, simplesmente não espero mais nada de ninguém, nadade lugar nenhum, nem mais olho para o chão procurando moedas, nem perscrutar os céus a procura de anjos. Não sou bom nem mau, sou eu mesmo, e isso já me basta e me cansa deveras sê-lo ou ser-me. (O Sr. Alexandre Costa, meu copy desk, que corrija ou não).
Tenho cá no meio peito, onde pulsa o meu segundo fígado, minhas opiniões, tantas são que posso trocá-las por algo melhor. Mas duvido que surja mais primorosa mercadoria...
Minhas apreciações trombam constantemente com o Sr. Alexandre Costa, aquele otimista de ***, aquele cripto-Poliana, sempre com aquele sorriso de plantão na cara. Mas o choque cria fagulhas, que por fim produz o fogo, fogo esse que se não nos foi dado por Prometeus, serve para aquecer os fins de semana em que nos reunimos para escrever nos blogs, produzir nossas rádionovelas e outros projetos fadados ao fracasso, financeiro, financeiro vejam bem, esse mundo não está preparado para tanta genialidade. Azar o dele!
Cresse eu em outra vida, tentaria a sorte em outra encarnação!
Mas esse texto está ficando metafísico demais para meu sofisticado bom gosto, desagradando-me, vamos mudar o rumo dessa prosa.
Esse sou, o prazer é só de vocês.
Nada mais tenho a dizer, tudo já foi dito.
Passem bem, se quiserem!

* Ilusão

** Também não creio em duendes, fadas e outras besteiras new age.
*** Não posso dizer o que significa, mas vocês entendem.


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