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Atualizações do nosso curso de Pós-graduação:

História da África e Cultura Brasileira


  1. Embalagem colorida
  2. O futuro da Paixão
  3. Arte e restauração nas Escolas da PBH
  4. Assédio Sexual por médicos
  5. Misoginia, você sabe o que ê?
  6. Como Fazer uma boa redação (DICA!)
  7. Sala de Aula
  8. Pérolas do ensino da língua portuguesa
  9. HQ Vários textos sobre Histórias em Quadrinhos. - Confiram! (DICA!)
  10. Sob,sobre,cujo, por que, porque, a nivel de..., você saberia dizer?
  11. Folha em Branco
  12. Hackers no portal da PBH (Cuidados importantes)
  13. Conversando sobre CERVEJA
  14. Os filhos têm razão?
  15. Poeminho do Contra- MárioQuintna
  16. Computador pré-pago
  17. Estipêndio do professor (11/04/2006 )
  18. Dica de uma boa redação (09/05/2006)
  19. Primeiro emprego (endereços) - 06/06/06
  20. O poeta e a fome (12/11/06)
  21. Você sabe o que é WEB e HTTP: entre outros nomes?
  22. Arte "Naïf" - Pintura Inocente. (25/02/07)
  23. O que a Dengue, saiba mais. (25/02/07)
  24. Saiba mais sobre Laptop nas escolas (02/07/07)
  25. Estereótipo (12/03/2008)

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Sexualidade

Elas distinguem amor de sexo
Por Patrícia Espírito Santo
[ patriciaesanto@uai.com.br ]

Jornal Estado de Minas - Belo Horizonte, , 22 de Maio de 2005 , Caderno "Feminino & Masculino"

O que defendo é que podemos, sim, sentir prazer, atração, desejo e tudo mais por alguém que não desperta nada mais que isso.

Outro dia, ouvi um comentário proferido por uma mulher, que se dizia educadora sexual, que me assustou. Para ela, a mulher não consegue ver (muito menos fazer) o sexo desprovido de afeto e amor. Não estava se referindo, é claro, ao sexo pelo dinheiro (imagino ser isso considerado por ela um desvio de conduta ou pouca vergonha), mas ao sexo pelo sexo. Aquele que é motivado pelo desejo e pela atração sexual, e que pouco se importa com o que virá depois: um vínculo afetivo, ou cada um para seu canto. Quer dizer, para a linha de pensamento defendida por ela, o sexo só pode dar prazer e complementar se o amor estiver presente: “Pois assim é a mulher!”.

Muitos de nós, com certeza, crescemos pensando assim. E existem frentes que ainda defendem esse princípio com unhas e dentes, como, por exemplo, o atual modelo de educação sexual norte-americano que, graças a Deus, não vem encontrando muitos adeptos por aqui. E o mais fantástico é que, a cada dia, as pesquisas mostram que não somos tábuas rasas sobre cujas cabeças qualquer um consegue derramar sua ideologia. Somos pessoas diferentes, com percepções diferentes.

Quer dizer, ao escrever este artigo, tenho em mente a transmissão de uma mensagem, e cada um fará uma leitura diferente das minhas palavras e chegará a conclusões segundo sua formação, sua experiência de vida, seu modo de pensar e de ver o mundo. Muitos farão delas questionamentos e partirão à procura de mais esclarecimentos.

Ainda bem. Porque é por aí que evoluímos nossas linhas de pensamento em relação aos nossos próprios comportamentos. Durante séculos, o estado e a igreja, com o apoio da cultura e da sociedade, colocaram o sexo numa redoma, tornando-o algo santo e, ao mesmo tempo, nosso corpo, natureza, biologia, diziam o contrário. Ele é diabólico.

Diabólico porque, ao contrário do que queriam aqueles que faziam as regras, os hormônios sexuais despertavam desejos que não se alinhavam com os princípios morais vigentes. Aquela forte atração que se sentia ao ver determinada pessoa desconhecida, aquele desejo de pular sobre ela e arrancar-lhe as roupas, pouco se importando com quem ela haveria de ser, era mesmo uma tentação do diabo.

Não estou aqui fazendo uma apologia ao sexo livre, ao “vamos agarrar todos os que tivermos vontade”. O que defendo é que podemos, sim, sentir prazer, atração, desejo e tudo mais por alguém que não desperta nada mais que isso. Podemos, sim, ter relação sexual com alguém que não amamos, e continuarmos nossa vida sem carregar a sensação de que fomos levianas e sem-vergonhas. Em resumo: a mulher tem opção de escolha, como o homem. O que atrapalha a escolha, quanto ao fazer ou não sexo pelo sexo, é uma questão cultural. A grande diferença entre homens e mulheres é que nossa moral ainda insiste em aceitar esse tipo de comportamento apenas para o sexo masculino, assim como essa coisa de sexo com amor seria prerrogativa feminina.



 

 

 

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