Segunda-feira, Setembro 19, 2005

Boas oportunidades de daytrade !

Ibovespa segue em alta, extremamente comprada. Quem está posicionado pode encurtar o stop e quem não está pode esperar uma pequena realização de lucro antes de entrar.

O volume mantem-se ainda baixo mas com um viés de alta.

Boas oportunidades de daytrade !

Mercado acredita que Copom realizará cortes de 50 pontos base na Selic até dezembro

Por: Camila Schoti
19/09/05 - 16h00
InfoMoney

SÃO PAULO - Apesar do Copom (Comitê de Política Monetária) ter surpreendido parte do mercado que esperava uma postura menos consevadora para setembro, as projeções mensais apontadas pelo Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira não sofreram alterações em relação ao levantamento realizado na semana passada.

A pesquisa revelou que o mercado acredita que a taxa Selic continuará a cair a partir de outubro deste ano, mas de forma mais agressiva do que o corte de 25 pontos realizado na última quarta-feira. Para dezembro, as projeções são as mesmas desde o dia 11 de agosto, o mercado estima que a Selic deverá ficar em 18% no final do ano.

Essas projeções foram feitas na semana da reunião do Copom de setembro, que anunciou corte de 25 pontos base na Selic, para 19,50% ao ano. O mercado espera para a próxima quinta-feira a divulgação da ata da última reunião, que deverá conter sinalizações para os futuros ajustes na taxa básica de juro.

Queda da Selic deve continuar em outubro
Em outubro, o mercado aposta em nova redução da Selic. Segundo a mediana das projeções, a taxa cairá 50 pontos base em outubro, para 19,00% ao ano. Para novembro, o mercado ainda aposta em outro corte 50 pontos base.

Para o final do ano, o mercado também manteve suas projeções, estimando a taxa Selic em 18,00% ao ano em dezembro.

Ibovespa acumula quarto avanço consecutivo e fecha acima dos 30 mil pontos

Por: Equipe InfoMoney
19/09/05 - 18h12
InfoMoney

SÃO PAULO - Acumulando o quarto pregão consecutivo em alta, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, avançou 0,87% nesta segunda-feira (19), para 30.076 pontos. O volume financeiro foi expressivo e somou R$ 2,722 bilhões, inflado pelo vencimento de opções na Bovespa.

Além do vencimento de opções na bolsa paulista, outro fator que teve influência significativa nas negociações desta segunda-feira foi a efetivação da primeira emissão soberana no exterior denominada em reais. Segundo fontes de mercado, o Tesouro Nacional lançou US$ 1,5 bilhão em bônus com vencimento programado para 2016, tendo a demanda pelos papéis superado os US$ 2 bilhões.

Em um cenário de maior confiança do investidor estrangeiro em relação ao Brasil e expectativa de aceleração do crescimento econômico, após o início do ciclo de queda da Selic, fato que tende a elevar a atratividade dos ativos de renda variável, os ganhos na bolsa paulista poderiam ter sido ainda maiores, não fosse o fraco desempenho em Wall Street. Pressionadas pela trajetória do preço do petróleo no mercado internacional, que disparou nesta segunda-feira, com temores em relação aos efeitos da tempestade tropical Rita, as principais bolsas dos EUA fecharam no vermelho.

Expectativa de inflação subiu
Já no âmbito interno, após dezessete semanas consecutivas, a mediana das projeções do relatório Focus do Banco Central para a inflação oficial de 2005 foi revisada para cima, passando de 5,20 para 5,21%.

Ainda em uma análise do cenário econômico doméstico, a balança comercial brasileira registrou na terceira semana de setembro o maior saldo do mês, acumulando um superávit de US$ 1,302 bilhão, o que ilustra a capacidade do país de continuar com um volume expressivo de exportações, a despeito da recente valorização do real frente ao dólar.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
EBTP4 * Embratel PN 4,87 +9,19 -2,13 31,16M
CESP4 * Cesp PN 12,90 +5,56 -0,39 2,98M
ELPL4 * Eletropaulo PN N2 100,00 +5,15 +35,14 1,28M
ELET6 * Eletrobras PNB 37,50 +4,92 +14,43 40,96M
CRTP5 CRT Celular PNA 49,50 +4,21 -3,00 801,72K

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
USIM5 Usiminas PNA 54,00 -2,17 +11,07 88,52M
TLPP4 Telesp PN 45,79 -2,15 -2,25 7,08K
BRKM5 Braskem PNA 25,25 -1,75 -23,33 24,20M
LIGH3 * Light ON 18,01 -1,58 -36,79 1,44M
TMCP4 * Telemig Part PN 3,76 -1,57 +2,20 1,63M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg
PETR4 Petrobras PN 35,65 +2,53 191,84M 87,53M 3.326
VALE5 Vale Rio Doce PNA 79,45 -0,63 160,34M 96,52M 2.567
TNLP4 Telemar PN 34,30 +0,58 95,92M 84,55M 1.706
CMET4 CAEMI PN 2,99 +1,35 91,05M 48,48M 1.010
USIM5 Usiminas PNA 54,00 -2,17 88,52M 59,32M 2.311

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil M - Milhão B - Bilhão)

Nesta segunda-feira, as ações preferenciais da Embratel fecharam em forte alta de 9,19%, cotadas a R$4,87, recuperando-se das recentes perdas, dado que os papéis recuaram em seis dos sete pregões anteriores.

Por outro lado, as ações preferenciais classe A da Usiminas encerraram as negociações em queda de 2,17%, a R$54,00, após três fortes altas consecutivas. As perspectivas mais otimistas para os preços do aço no mercado internacional já começam a ser questionadas e se os reajustes nos preços do aço de fato acontecerem, estes devem ser acompanhados de maiores cortes na produção.

Dólar fechou em leve alta
No mercado de câmbio, o dólar encerrou cotado a R$ 2,2980, o que representa uma alta de 0,13% frente ao fechamento anterior. O mercado esteve dividido entre a perspectiva de entrada de recursos e o aumento da expectativa de uma eventual atuação do Banco Central no mercado de câmbio.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 121,40% de seu valor de face, o que representa uma alta de 0,04%. O risco país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 364 pontos base, baixa de 1 ponto base em relação ao fechamento anterior.

Alta do petróleo pressionou bolsas dos EUA
Na véspera da reunião do Fed, quando o banco central norte-americano anunciará o novo juro básico do país, as principais bolsas dos EUA fecharam em queda, pressionadas pelo forte avanço do preço do petróleo.

O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em baixa de 0,79% e atingiu 10.558 pontos. Seguindo esta tendência, o índice Nasdaq Composite desvalorizou-se 0,70% a 2.145 pontos, da mesma forma, o índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, caiu 0,56% a 1.231 pontos.

Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou baixa de 1,21% e atingiu 4.926 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris desvalorizou-se 0,08% a 4.506 pontos. Por outro lado, o FTSE 100 da bolsa de Londres fechou em leve alta de 0,40%, atingindo 5.430 pontos.

Decisão do Fed sai na terça-feira
Na terça-feira, sai o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor - Fipe), da segunda quadrissemana de setembro, e o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), que também terá sua segunda prévia mensal.

Nos Estados Unidos, haverá a reunião do Federal Reserve Bank, o Banco Central norte-americano e é esperada também a publicação do Building Permits e do Housing Starts, organizados pelo Departamento do Comércio. A primeira medida fornece o número de autorizações para construção imobiliária no mês de agosto, e a segunda refere-se ao número de casas que começaram a ser construídas nesse mesmo mês.

Encerra-se nesta segunda-feira o período de reservas de ações ordinárias da Cyrela

Por: Camila Schoti
19/09/05 - 09h40
InfoMoney

SÃO PAULO - Encerra-se nesta segunda-feira (19) o período de reservas de distribuição pública primária e secundária de ações ordinárias da Cyrela. O código de negociação para as ações, que já negociam na Bolsa e farão parte do segmento do Novo Mercado da Bovespa, é CYRE3.

Com o encerramento do período de reservas, o preço das ações deverá ser definido no dia 20 de setembro, terça-feira, com o fim do procedimento de bookbuilding. A liquidação financeira deverá ocorrer no dia 26 de setembro, mas a cerimônia de início de operações na Bovespa está prevista para o dia 22 de setembro. A data limite para a publicação do anúncio de encerramento foi marcada para 26 de outubro.

Oferta primária e secundária
Serão distribuídas 52,3 milhões de ações ordinárias em mercado de balcão sob a coordenação do banco de investimentos Credit Suisse First Boston, sendo que 34,1 milhões de ações serão vendidas em oferta primária e 18,2 milhões de ações ordinárias restantes, de titularidade da Eirenor.

O coordenador da oferta poderá ampliar a quantidade ofertada de ações em até 15% do total, ou 7,845 milhões de ações, na forma de lote adicional. Além disso, a Cyrela e/ou a Eirenor poderão também ampliar a quantidade inicialmente ofertada em mais 20%.

Oferta de no mínimo R$ 620 milhões
A estimativa inicial dos coordenadores é que o preço das ações ordinárias fique entre R$ 11,85 e R$ 14,00, perfazendo o montante mínimo projetado de R$ 620 milhões.

Caso os lote adicional e a opção da Cyrela e/ou Eirenor sejam exercidas, o valor total da oferta pode superar R$ 1 bilhão, considerando a margem superior do intervalo estimativo de preços.

O público alvo da oferta são as pessoas físicas ou jurídicas, tanto no exterior como no Brasil, inclusive clubes de investimento registrados na Bovespa, com o valor de reserva podendo ficar entre R$ 5 mil e R$ 100 mil.

Domingo, Setembro 18, 2005

Volume do Ibovespa em descompasso com o seu valor !?

Neste gráfico temos dados diários desde Maio 2004 até os dias de hoje, reparem na linha roxa, é a linha do On Balance Volume.
Salvo pequenas correções de trajetória esta linha tem forte aderência com o preço do índice numa sobreposição com 2 eixos, tal fenômeno está comprovado no gráfico abaixo porém nos últimos 2 meses podemos notar uma corrida de preço sem a mesma posição comprada em volume.















Com uma serie histórica menor temos:

É possível observar que os descolamentos das curvas ocorrem em pequenos períodos da seguinte maneira ou o volume vai atrás do preço ou vice-versa.


Ou seja podemos observar nos próximos dias um forte avanço do volume ou uma retração no preços até um nível coerente com o On Balance Volume.

Sábado, Setembro 17, 2005

Veja no que você estará investindo ao comprar cotas do Fundo PIBB

Rodolfo Amstalden, 14/09/05, InfoMoney

SÃO PAULO - O Fundo dos Papéis Índice Brasil Bovespa (PIBB), cuja segunda oferta foi lançada no último dia 12 de setembro, toma como referência a carteira do IBrX-50. Segundo Carlos Kawall, diretor financeiro do BNDES: "o fundo segue o índice teórico com uma margem de erro muito pequena".

A afirmação é corroborada pelos dados colhidos a partir da primeira oferta. De 26 de julho de 2004, nascimento do PIBB, até 13 de setembro de 2005, o fundo de índice (PIBB11) subiu 55,3%. Neste mesmo período, foi registrada uma valorização de 58,8% do IBrX-50.

Por que não o Ibovespa?
Pois bem. Há que se reconhecer a forte correlação entre os desempenhos do PIBB e do IBrX-50. Mas por que o BNDES escolheu indexar seu fundo a este índice e não ao Ibovespa, por exemplo?

"O IBrX-50 apresenta melhor performance em relação ao Ibovespa", afirma Kawall. De acordo com ele, o Índice Brasil-50 é mais dinâmico que a principal referência da Bovespa, graças à sua metodologia de cálculo. De fato, um supera o outro no histórico entre 2001 e 2005.

A diferença entre os índices da Bolsa paulista está no critério de seleção dos papéis. Enquanto o Ibovespa privilegia ações com maior liquidez e volume financeiro, o IBrX-50 escolhe as maiores capitalizações de mercado, ou seja, as empresas que tem o maior free float no mercado de ações.

A carteira teórica do IBrX-50
Guido Mantega, presidente do BNDES, mostra no que o PIBB estará apostando: "é uma aplicação nas melhores empresas do país". Somadas, as ações ordinárias e preferenciais de Petrobras e Vale do Rio Doce correspondem a cerca de 42% da seleção do IBrX-50.

Sob uma ótica setorial, o índice possui uma maior participação em empresas de materiais básicos (28%), seguidas pelas ligadas ao petróleo e gás (26%) e instituições financeiras (22%). São setores que mostraram bom desempenho desde a primeira emissão de cotas do PIBB e podem impulsionar também essa nova oferta.

Diversificação ao alcance do varejo
Uma das vantagens do fundo PIBB é permitir que o pequeno e médio investidor consiga montar uma carteira diversificada de ações. A partir de R$ 300, "o pequeno poupador pega os melhores rendimentos do mercado e participa do investimento produtivo do país", destaca Mantega.

O presidente do BNDES alerta para a chance de desvalorização futura do IBrX-50 e lembra: "por isso se chama renda variável". Mas logo classifica essa hipótese como remota: "tenho certeza de que haverá um resultado positivo".

Fundos de investimento: você sabe quanto custa investir?

Equipe InfoMoney, 14/09/05


SÃO PAULO - Investir o seu dinheiro custa, mas quanto? Isso vai depender do tipo de aplicação, prazo de investimento e, na maioria dos casos, do quanto você tem para investir. Isso porque quanto maior for a quantia que você dispõe para investir, maior o seu poder de barganha para obter custos mais baixos.

Caso tenha optado por investir seu dinheiro através dos fundos, além dos gastos com impostos, você terá que arcar com a chamada taxa de administração e, em alguns casos, com uma taxa de performance.

Mas não é só isso. Os gestores podem incorrer em algumas outras despesas, que poderão ser descontadas no cálculo do valor da cota do fundo, dentre elas: despesas com corretagem na compra e venda de título, honorários pagos a auditores independentes, gastos com correspondência para comunicar e convocar cotistas para assembléias, gastos com impressão e publicação de relatórios financeiros.

Pagando pela gestão
Uma das vantagens de se investir através dos fundos é que você não precisa se preocupar com a gestão do dinheiro, que fica sob responsabilidade de um gestor profissional. Assim, a taxa de administração tem como objetivo remunerar os serviços deste profissional. Por isso mesmo, a taxa de administração varia dependendo da instituição, tipo de fundo e montante investido.

Basta ver, por exemplo, que o pequeno investidor que aplica R$ 1 mil em um fundo referenciado DI pode pagar até 5% de taxa de administração. Este mesmo investidor pagaria apenas 0,5%, caso a quantia investida fosse superior a R$ 50 mil.

Outro fator importante na determinação da taxa é a dificuldade que a carteira exige em termos de gestão. Quanto mais volátil a carteira (quanto mais arriscado for o perfil dos títulos que compõem a carteira do fundo), maior tende a ser a taxa de administração cobrada. A razão para isso é simples: neste tipo de investimento a atuação do gestor é mais intensa. Na prática, isso significa que o investidor tende a pagar mais pela administração de um fundo de ação do que pela administração de um fundo referenciado DI.

Superar metas custa!
Alguns fundos também cobram uma taxa de performance. Esta taxa, contudo, só é cobrada quando o gestor do fundo consegue superar um determinado indicador que é usado como referência do fundo. A este indicador de referência se dá o nome de benchmark.

Veja, por exemplo, o caso de um fundo que exige taxa de performance de 25% sobre o retorno do Ibovespa. Caso em um determinado mês o Ibovespa registre alta de 10% e o fundo obtenha ganho de 15%, sobre o percentual de 5% que excedeu o retorno do Ibovespa será cobrada uma taxa de 25% a título de performance. É importante reforçar que, nos fundos em que se cobra taxa de performance, o benchmark é definido desde a criação do fundo, sendo que o investidor deve conhecê-lo antes mesmo de aplicar o dinheiro.

Impostos e taxas: alimentando o Leão!
Ao investir o seu dinheiro, você também precisa estar preparado para arcar com o pagamento de impostos e taxas. Ao contrário da caderneta de poupança, os fundos não são isentos destes gastos. Muito mudou no último ano com relação aos impostos e taxas, como verá a seguir:

  • CPMF e Conta de Investimento
    Toda vez que transfere dinheiro da sua conta corrente para o seu fundo de investimento, você paga uma alíquota de 0,38% a título de CPMF (Contribuição Provisória por Movimentação Financeira) sobre os valores transferidos. Exatamente por isso, sempre se recomenda evitar mudanças freqüentes de aplicação financeira.

    Desde 1º de outubro de 2004, contudo, com a entrada em vigor da Conta de Investimento (CI), esta situação mudou. Isso porque a nova CI permite que você redirecione seus investimentos para outras aplicações sem ter que pagar CPMF, desde, é claro, que esta movimentação aconteça no âmbito da Conta de Investimento.

    Porém, no momento da transferência do dinheiro que tinha aplicado até 30 de setembro para a nova Conta de Investimento, você terá que pagar 0,38% de CPMF sobre o valor transferido. Depois disso, qualquer transação feita no âmbito da nova Conta está isenta, sendo que, a partir de 1º de outubro de 2006, mesmo os novos aportes estarão isentos de pagamento de CPMF.
  • Imposto de Renda
    Se, de um lado, a nova CI veio trazer mais flexibilidade para quem gosta de rever constantemente sua estratégia de investimento, por outro as novas regras do imposto de renda favorecem quem adota uma estratégia de investimento de longo prazo.

    Esta distinção levou a separação dos fundos em dois tipos: os de curto prazo e os de longo prazo. A categoria de fundos de curto prazo inclui aqueles que investem em títulos com prazo máximo a decorrer de 375 dias e prazo médio da carteira de, no máximo, 60 dias. Já a segunda categoria é composta por todos os demais fundos do mercado. Sob a nova legislação, com exceção dos fundos de ações, nos quais a alíquota de IR continua única em 15%, nos demais casos ela varia de acordo com o prazo em que o investidor mantém a aplicação, como ilustrado abaixo:
    • Prazo de investimento inferior a seis meses: 22,5%
    • Prazo de investimento entre seis e 12 meses: 20%
    • Prazo de investimento entre 12 e 24 meses: 17,5%
    • Prazo de investimento acima de 24 meses: 15%

 

  • IOF: Imposto sobre Operações Financeiras
    Com exceção dos fundos de ações, nos quais não é cobrado o IOF, nos demais fundos ele incide sempre que o prazo de aplicação for inferior a 30 dias ou, no caso dos fundos com prazo de carência, sempre que o resgate ocorrer antes deste prazo.

    De forma semelhante ao imposto de renda, as alíquotas também decrescem com o passar do tempo, variando entre 96% no caso de investimento de apenas 1 dias até 0% no caso de investimento por 30 dias.

As novas regras de tributação exigirão do investidor mais planejamento, visto que caso seja forçado a efetuar saques antecipados ou imprevistos, o investidor pode acabar sofrendo uma mordida grande do leão. Assim, o ideal é começar a segregar os seus investimentos por prazo, de forma a planejar de forma mais eficiente os gastos com impostos.

A melhor das melhores: saiba qual é a ação mais recomendada pelos analistas

Cauê Todeschini de Assunção, 13/09/05, InfoMoney

SÃO PAULO - Com expectativas bastante positivas para este e para os próximos anos, as ações da Vale são as preferidas entre os analistas consultados pela InfoMoney, destacando-se como os papéis com o maior número de recomendações.

Foram consultados os analistas de Socopa, Pactual, Fator, Banco Espírito Santo, Planner, Ágora Senior, Concórdia e Merrill Lynch, sendo que as ações preferenciais classe A da Vale constam nas recomendações de todos eles.

Entre as justificativas que dão suporte à recomendação dos papéis destacam-se as perspectivas de manutenção do momento favorável para o mercado de minério de ferro e de sucesso dos investimentos da mineradora na tentativa de se tornar a principal fornecedora de matérias-primas à indústria siderúrgica.

Telesp e Usiminas dividem o segundo lugar
Empatados na segunda posição, com sete recomendações cada, aparecem as ações preferenciais classe A da Usiminas e as preferenciais da Telesp Fixa. Enquanto as primeiras têm perspectivas de recuperação após o fraco desempenho desde o início do ano, as segundas são consideradas uma boa opção defensiva, dada sua elevada distribuição de dividendos.

Classificadas na quarta posição, aparecem as ações preferenciais da Petrobras, com seis recomendações. Apesar dos elevados preços do petróleo no mercado internacional e dos recentes recordes de produção atingidos pela estatal, as incertezas em relação ao comprometimento da política de preços da empresa com as decisões do governo federal trazem certa cautela a alguns investidores.

Com cinco recomendações, aparecem as ações preferenciais da CAEMI e as ordinárias da CSN, representando o setor de Siderurgia & Mineração, além dos papéis preferenciais da Cemig e do Banco Itaú.

Completam a lista das onze ações preferidas pelos analistas, as preferenciais do Bradesco e da Gerdau, além das preferenciais classe B da Unipar, todas com quatro recomendações.

Setor de Siderurgia & Mineração em destaque
As ações do setor de Siderurgia & Mineração aparecem bem entre as preferências dos analistas, contando com cinco ativos entre os onze mais recomendados. Destaque também para o setor financeiro, que coloca seus dois principais players entre os preferidos.

Ibovespa registra novo recorde histórico e se aproxima dos 30 mil pontos

16/09/05 - 19h02
InfoMoney


SÃO PAULO - Estabelecendo novo recorde histórico de fechamento, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em alta de 1,53% nesta sexta-feira, cotado a 29.816 pontos e acumulando o terceiro avanço consecutivo, puxado por papéis de siderúrgicas e mineradoras. O volume financeiro foi expressivo e somou R$ 2,290 bilhões, no pregão anterior ao vencimento de opções de setembro.

O cenário de forte liquidez internacional, somado às apostas de uma recuperação da atividade econômica brasileira, após o início do ciclo de queda da Selic, na última quarta-feira, tem beneficiado o mercado acionário.

Também sob influência dos aspectos acima citados, o risco país, principal indicador da confiança do investidor estrangeiro na economia brasileira, atingiu o menor patamar em oito anos nesta sexta-feira, refletindo o bom desempenho dos títulos da dívida externa. A expectativa em torno da primeira emissão soberana denominada em reais tem contribuído para um maior apetite do investidor estrangeiro pelos papéis nacionais.

Crise política em segundo plano
Na esfera política, as atenções seguem voltadas às denúncias envolvendo Severino Cavalcanti. Na próxima segunda-feira, o deputado dirá se renuncia ou não ao seu cargo de presidente da Câmara e a expectativa de boa parte do mercado é de que o parlamentar pedirá seu afastamento do posto.

Outro fator que animou os investidores nesta sexta-feira foi o bom desempenho das principais bolsas norte-americanas. Os planos de recuperação econômica das áreas atingidas pelo furacão Katrina, anunciados na quinta-feira pelo presidente George W. Bush, foram bem recebidos pelo mercado e trouxeram otimismo a Wall Street.

As maiores altas, dentre as ações que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
USIM5 Usiminas PNA 55,20 +5,34 +13,53 113,88M
CSNA3 Sid Nacional ON 52,11 +5,27 +20,49 69,56M
VALE5 Vale Rio Doce PNA 79,96 +4,79 +26,95 190,02M
CLSC6 Celesc PNB N2 1,44 +4,34 +35,90 17,72M
EMBR3 Embraer ON 15,70 +4,18 +1,14 1,48M

As maiores baixas, dentre os papéis que compõem o Índice Bovespa, foram:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1 Links
TSPP4 Telesp Cel PN 8,49 -7,21 -52,77 28,40M
TCSL3 * TIM Part ON 4,81 -2,63 +27,64 1,05M
ELET3 * Eletrobras ON 37,12 -2,57 -1,77 11,18M
TLCP4 Tele Leste Cel PN 14,80 -2,31 -53,75 344,89K
ELET6 * Eletrobras PNB 35,74 -2,00 +9,06 26,11M

As ações mais negociadas, dentre as que compõem o Índice Bovespa, foram :

Código Ativo Cot R$ Var % Vol1 Vol 30d1 Neg

VALE5 Vale Rio Doce PNA 79,96 +4,79 190,02M 92,08M 2.735
TNLP4 Telemar PN 34,10 +2,09 132,31M 80,63M 2.210
PETR4 Petrobras PN 34,77 +1,31 130,44M 82,95M 2.857
USIM5 Usiminas PNA 55,20 +5,34 113,88M 56,96M 1.857
CMET4 CAEMI PN 2,95 +2,78 108,42M 45,64M 1.036

* - Lote de mil ações
1 - Em reais (K - Mil M - Milhão B - Bilhão)

Acompanhando as melhores perspectivas para o preço do aço no mercado internacional, as ações preferenciais classe A da Usiminas subiram 5,34% nesta sexta-feira, encerrando as negociações a R$ 55,20. Neste mesmo sentido, os papéis ordinários da CSN avançaram 5,27% e fecharam a R$ 52,11.

Ainda sob a influência da oferta para a compra de ações ordinárias da Canico e refletindo também a melhora do cenário externo para as mineradoras, as ações preferenciais classe A da Vale do Rio Doce encerraram em alta de 4,79%, a R$ 79,96.

Por outro lado, os papéis preferenciais da Telesp Celular fecharam em forte queda de 7,21%, cotados a R$ 8,49. Vale notar que os dados de agosto da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), divulgados na véspera, voltaram a mostrar forte crescimento da base móvel, apontando para a manutenção da pressão sobre as margens da operadora.

Dólar próximo à estabilidade
No mercado de câmbio, o dólar encerrou cotado a R$ 2,2950, o que representa uma alta de 0,04% frente ao fechamento anterior. O mercado esteve dividido entre a expectativa de entrada de recursos e a apreensão em torno de uma possível atuação do Banco Central no mercado de câmbio.

No mercado de títulos da dívida externa brasileira, o Global 40, bônus mais líquido, encerrou cotado a 121,35% de seu valor de face, o que representa uma queda de 0,12%. O risco país, calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan, fechou cotado a 365 pontos base, baixa de 10 pontos base em relação ao fechamento anterior.

Declarações de Bush impulsionaram bolsas dos EUA
Com o mercado reagindo às declarações do presidente Bush, a respeito do plano de recuperação das áreas atingidas pelo Katrina, e ao forte recuo dos preços do petróleo, as bolsas norte-americanas fecharam em alta nesta sexta-feira.

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas norte-americanas, fechou em alta de 0,83% e atingiu 1.238 pontos. Seguindo esta tendência, o índice Dow Jones valorizou-se 0,79% a 10.642 pontos, da mesma forma, o índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia norte-americanas, subiu 0,66% a 2.160 pontos.

Na Europa, o índice DAX 30 da bolsa de Frankfurt registrou alta de 1,64% e atingiu 4.987 pontos; no mesmo sentido, o índice CAC 40 da bolsa de Paris valorizou-se 0,67% chegando a 4.509 pontos e o FTSE 100, da bolsa de Londres, subiu 0,45% a 5.408 pontos.

Haverá vencimento de opções na segunda-feira
Na próxima segunda-feira, o Banco Central publica tradicionalmente o relatório Focus e a Nota de Mercado Aberto e DPMFi, referente ao mês de agosto.

Os dados da balança comercial, denotando exportações e importações da semana anterior, serão divulgados pelo Ministério do Comércio Exterior. Para esta data está marcado também o vencimento de opções na Bolsa de Valores paulista. A agenda de indicadores da economia norte-americana não guarda eventos para a segunda-feira.

Quinta-feira, Setembro 15, 2005

BC promove corte tímido no juro

O processo de queda da taxa básica de juros, interrompido em maio de 2004, foi finalmente retomado pelo Banco Central. O Comitê de Política Monetária (Copom) da instituição decidiu ontem reduzir a meta de Taxa Selic para 19,50% ao ano. Desde 19 de maio último, quando foi novamente elevada, a taxa estava em 19,75% anuais.
Na avaliação do comitê, a flexibilização da política monetária, pela primeira vez em mais de um ano, "não compromete as conquistas obtidas no combate à inflação". Assim, a decisão de retomar a trajetória de redução foi unânime.
De junho de 2003 até abril de 2004, quando a meta de Selic caiu para 16% ao ano, o BC fez vários cortes nos juros básicos da economia. Nas reuniões que se seguiram a partir daí, ou a taxa subiu ou ficou no mesmo patamar.
O corte de 0,25 ponto percentual reflete, entre outros fatores, a sensível melhora das expectativas de inflação nos últimos meses. As pesquisas do próprio BC mostram que a mediana das projeções de mercado para a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2005, que chegou a passar de 6%, vem caindo há 18 semanas seguidas. Na última pesquisa, estava em 5,2%, muito próxima, portanto, da meta fixada pelo BC para o índice, que é de 5,1%.
A opção do Copom pelo gradualismo - de iniciar o desaperto monetário no mesmo ritmo de 0,25 ponto com que, há um ano, desfechou o ciclo de arrocho -, já estava amplamente "precificado" pelos mercados. Por isso, a perspectiva é de que não devem ocorrer hoje nos vários segmentos ajustes mais drásticos à decisão. A curva futura de juros definida ontem na BM&F estabelecia corte de 0,25 ponto agora, outro no mesmo tamanho em outubro, com aceleração para 0,50 ponto apenas nos dois últimos meses do ano. Essa sinalização deve ser preservada hoje. Alguma mudança só deve acontecer se a ata da reunião de ontem, a ser divulgada no dia 22, indicar. Até lá os economistas irão debater a possibilidade de intensificação do movimento declinante.
"Era o que o mercado esperava, mas não era o que o mercado desejava", diz o consultor Miguel Daoud, da Global Financial Advisor. Mas, a partir de hoje, os mercados irão trabalhar com o vislumbre de um futuro menos sombrio, o que abre a possibilidade de um ambiente mais favorável para os negócios.
Para o economista-chefe do Banco Pátria, Luis Fernando Lopes, as indicações atuais são de que as quedas serão feitas a conta-gotas. É o que se colhe da última ata do Copom e também das reuniões mantidas pelo diretoria do BC com economistas de instituições no final de agosto. "O BC tende a proceder de forma gradual enquanto monitora a atividade industrial, a demanda e o preço do petróleo. Pode até ampliar a baixa, mas dependendo da conjuntura", diz Lopes.
O superintendente do Banco Cruzeiro do Sul, Adolpho Nardy - integrante da corrente minoritária que defendia uma queda de 0,50 ponto percentual - diz que o BC tem "se pautado por uma prudência às vezes exasperante". Para ele, já existem condições para uma baixa mais acentuada, a inflação foi derrotada por uma política monetária correta e eficaz e a economia persiste saudável. "O único cancro econômico atual é esse juro alto", diz Nardy.
Na opinião dele, não faz grande diferença uma Selic de 19,75% e outra de 19,50%. "Não sou contra uma política monetária firme quando ela se mostra necessária. Mas não é o caso agora. De qualquer forma, pelo menos o ciclo de baixa já começou, o que é uma boa notícia", diz Nardy. O Cruzeiro do Sul trabalha com Selic entre 18% e 18,5% no final do ano.
O presidente do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), Flávio Rocha, defendeu a reestruturação do Copom nos moldes do desenho praticado no Federal Reserve (Fed) americano. Do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Fed participam representantes, sem direito a voto mas com influência, da agricultura e da indústria. "Precisamos mudar o mecanismo vicioso de definição do juro. Só assim será interrompido esse processo de transferência de renda da sociedade para o setor financeiro", diz Rocha.

Os restos mortais da globalização financeira

Carlos Augusto Vidotto, para o Valor De São Paulo
Duas das características da globalização são a integração entre os mercados e o avanço tecnológico. A alta mobilidade internacional dos capitais, objetivo alcançado por essa política, constitui a face visível do processo, mas seus resultados são contraditórios. Sob certas condições, a globalização amplia o financiamento às empresas dos países emergentes. Por outro lado, tornou-se fonte adicional de instabilidade em virtude das restrições do mercado à autonomia das políticas econômicas domésticas.
Mais ainda. As crises financeiras que ocorrem no mundo desde a década passada põem em xeque políticas que alicerçaram a desregulamentação dos mercados. A liberalização financeira, impulsionada por instituições como o Banco Mundial e o FMI, enfrenta questionamentos que incluem até um mea-culpa deste último.
Ao examinar as várias dimensões desse processo, o livro "Globalização Financeira" surge como referência sobre o tema. Entre outros méritos, a obra traz contribuições de renomados economistas, como Jan Kregel, Michel Aglietta e Paul Davidson. Preservando diversidade de abordagens, os autores comungam uma crítica dos frutos da globalização, que se revela fonte de instabilidade ampliada, engendrando crises cambiais e ataques especulativos a moedas nacionais.
Na contra-reação keynesiana, o livro mostra que crises cambiais não são resultados de comportamentos irracionais dos investidores, mas resultam da forma de operação dos mercados liberalizados sem regulação. Crises cambiais podem ocorrer mesmo quando os fundamentos estão em ordem.
Com a liberalização da conta de capital, países com moeda fraca e não-conversível e com baixa densidade no mercado ficam expostos a mudanças nos humores dos mercados internacionais. A eficácia do câmbio flutuante é vista com ceticismo, o que encontra eco numa citação do prêmio Nobel James Tobin, em artigo de 87: "Acredito que o problema básico de hoje não é o regime cambial, se fixo ou flutuante. O debate sobre regimes obscurece o problema essencial, que é a excessiva mobilidade internacional do capital financeiro privado".

Ganhos nivelados

Por Catherine Vieira Do Rio
Um investidor começou a organizar sua poupança em meados de 2000. Ele tinha até então cerca de R$ 6 mil aplicados na caderneta de poupança, com resultados que ele considerava insatisfatórios. Com R$ 2 mil extras na mão, ele resolveu pegar seus R$ 8 mil e aplicar num fundo DI com taxa de administração inferior a 1% e num fundo multimercado que começava a ficar badalado por seus excelentes desempenhos. Na época, ambos estavam disponíveis para aplicações de menor porte em portais de investimento. O investidor decidiu colocar R$ 6 mil no DI e os outros R$ 2 mil na carteira mista. No fim de 2001, esse mesmo investidor recebeu um bônus de cerca de R$ 15 mil e distribuiu entre: um outro fundo multimercado, menos agressivo que o primeiro; um fundo cambial e uma pequena parcela num Fiex. No início de 2003, suas economias já somavam mais de R$ 40 mil. Ele efetuou resgate de R$ 5 mil do fundo cambial para fazer uma viagem, mas ao fim daquele ano, só com os rendimentos, sua reserva já estava praticamente recomposta. Bons tempos aqueles.
A história desse investidor vem sendo muito diferente desde o ano passado. Mesmo com realocação da parcela em Fiex para fundos que acompanham os juros, os ganhos médios da carteira começaram a ficar no máximo iguais aos do Certificado de Depósitos Interbancários (CDI, o juro interbancário).
Segundo levantamento do site Fortuna nenhum fundo com aplicação mínima inferior a R$ 5 mil dos segmentos DI, multimercado, renda fixa e até ações conseguiu superar a variação do CDI, que ficou em 8,93%, no primeiro semestre deste ano. "Na primeira metade deste ano, ganho diferenciado para o pequeno investidor foi só para quem tinha fundos de FGTS Petrobras", conta Marcelo D'Agosto, sócio do Fortuna. "Agora, neste segundo semestre, com a recuperação da bolsa pode ser que o cenário mude", diz.
Ao longo dos últimos anos, era comum ver que pelo menos uma categoria de fundos conseguia superar o indicador. Mas, em 2004, a dificuldade de superar os ganhos médios oferecidos pelas aplicações mais conservadoras, que acompanham a taxa de juros, começaram a ser notadas. Naquele primeiro semestre, foi apertada a vitória dos multimercados sobre o CDI. No segundo semestre do ano passado, no entanto, uma grande alta da bolsa acabou sendo uma opção para obter rentabilidades diferenciadas.
No primeiro semestre deste ano, no entanto, a tarefa de ganhar mais pareceu hercúlea. De acordo com o Fortuna, entre os multimercados, por exemplo, a façanha foi alcançada apenas por 23 fundos abertos (não-exclusivos). Entre os de ações, só nove conseguiram superar o desempenho do juro interbancário. "O problema é que praticamente todas essas carteiras só estão disponíveis para investidores de maior porte, com pelo menos R$ 100 mil para aplicar", diz D'Agosto.
Entre os fundos DI e de renda fixa, 18 conseguiram superar o benchmark no período, 15 deles com aplicação mínima superior a R$ 100 mil. Marcelo D'Agosto, sócio do Fortuna, conta a história de um cliente que está aplicando em vários fundos de investimentos com o intuito de juntar uma quantia alta e colocar todos os recursos num fundo DI com taxa de administração de 0,3%, mas que pede 400 mil de aplicação inicial. "Antes havia fundos que conseguiam ganhos bem acima do CDI e que estavam mais acessíveis ao público, inclusive de menor porte", diz. "Agora, não só os ganhos diminuíram como o acesso está mais difícil."
Segundo o gestor da Hedging-Griffo, Ricardo Campos, os fundos multimercados realmente passaram por um período de readequação. "A economia brasileira mudou muito, isso se refletiu nos mercados e os gestores começaram a ganhar mais experiência", diz Campos. "No passado, chegava a haver prêmios de até 5% numa operação com prefixado, hoje quando o prêmio é de 2% é muito", exemplifica. Ele lembra que os movimentos direcionais - no qual se aposta numa tendência definida dos ativos - ficaram escassos e muitos mercados que eram explorados pelos multimercados estão minguados. "No mercado de FRA (cupom cambial), por exemplo, a liquidez secou", diz. "As coisas mudaram muito, mas acredito que a partir de agora, os ganhos diferenciados vão voltar para os gestores que vislumbraram as oportunidades", avalia.
Essas oportunidades de ganhos diferenciados, acreditam muitos especialistas, virão do mercado de ações, mas com escolhas diferenciadas, como empresas de grande potencial ou boas pagadoras de dividendos. Estas últimas, aliás, não costumam decepcionar os investidores. "Nosso fundo de dividendos rendeu acima do CDI e do Ibovespa nos últimos quatro anos fechados, este primeiro semestre foi um dos poucos do histórico em que o fundo não foi bem", afirma Ricardo Magalhães, gestor de renda variável da Mellon Investments.
Para ele, no entanto, há uma grande oportunidade na bolsa. "Há ações muito baratas, o problema do primeiro semestre é que não contávamos com essa deflação e essa apreciação enorme do real", diz "Agora a tendência é de recuperação clara." Campos, da Griffo, avalia que o momento reúne uma combinação entre retomada de investimentos e um ciclo de queda de juros, além do fluxo de recursos global para emergentes. "Tudo isso beneficia muito a bolsa", conclui.

Estrangeiro lidera procura por Unibanco e Bradespar

Altamiro Silva Júnior e Raquel Balarin De São Paulo

Dois grupos portugueses estão concluindo nos próximos dias vendas de participações em empresas brasileiras. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) deve captar até R$ 1,76 bilhão com a venda de sua participação no Unibanco, uma das maiores operação já feitas no mercado brasileiro. Já o grupo Espírito Santo deve receber R$ 505 milhões pela venda das ações preferenciais (PN) que possui da Bradespar, holding que tem participação na Vale do Rio Doce. A operação foi autorizada ontem à noite pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Nas duas operações, a forte demanda dos investidores estrangeiros foi o destaque. No caso do Unibanco, fonte próxima à operação disse ao Valor que a demanda pelas ações superou a oferta em três vezes. Do total das units vendidas, 75% foram adquiridas por investidores estrangeiros - investidor institucional, fundos especializados em papéis de bancos, fundos dedicados a mercados emergentes e hedge funds. O restante foi vendido no Brasil.
Na Bradespar, dos cerca de 80 investidores que compraram os papéis, segundo apurou o Valor, 70% são estrangeiros. Os institucionais predominam entre os investidores locais, mas o varejo deverá ficar com cerca de 10% da oferta de R$ 439 milhões (sem incluir o lote extra). No total, a demanda pelos papéis foi cinco vezes superior à oferta.
A Caixa Geral de Depósitos vendeu 74,9 milhões de units (certificado formado por uma ação preferencial do Unibanco e outra da Unibanco Holdings), que renderam R$ 1,5 bilhão. Com o lote extra, que deve ser colocado no mercado nos próximos dias, a operação total pode chegar a R$ 1,76 bilhão. A oferta pública foi coordenada pelo suíço UBS.
A operação também foi uma das maiores já feitas no Brasil. Desde a retomada do mercado, no ano passado, o recorde anterior era a venda dos papéis da EDP Energia que rendeu R$ 1,2 bilhão.
Ontem, as ações units do Unibanco subiram 3,16% e movimentaram R$ 107,06 milhões. O papel fechou em R$ 21,20. Na oferta pública, a ação foi vendida a R$ 20,49 (ou US$ 44,00 no mercado externo). No mercado, o comentário ontem era que a Caixa Geral de Depósitos teve forte ganho com a venda, pois ela pagou cerca de US$ 20,00 pelas ações do Unibanco quando entrou em seu capital. O banco português entrou no capital do Unibanco quando este comprou o Bandeirantes, em 2001, então controlado pela CGD.
Esta é a segunda venda de ações do Unibanco no mercado este ano. A primeira foi em fevereiro e rendeu R$ 718,3 milhões com a venda dos papéis que pertenciam ao banco alemão Commerzbank e ao italiano BNL. A CGD foi o quarto sócio estratégico a deixar o capital do Unibanco. Além dos dois citados, houve a saída do japonês Mizuho, no ano passado.
Os papéis da Bradespar saíram cotados a R$ 53,00, com um desconto de 0,8% sobre o preço de fechamento do papel na terça-feira. A oferta pública, coordenada pelo Credit Suisse, teve a venda de 8,23 milhões de papéis PN da holding (com o lote extra, este total sobe para 9,5 milhões). O grupo Espírito Santo tem 14,7% do capital total da Bradespar. Das ações ordinárias (ON, com direito a voto), tem 10,8%. Das PN, o banco português possui 16,8%, que são as ações que foram colocadas na oferta pública. (Colaborou Maria Christina Carvalho)

Ibovespa mesmo com bom desempenho requer cautela

A formação atual do índice ibovespa está muito similar a sua situação de início de março.

Os indicadores econômicos estão melhores porém o volume ainda está baixo e estamos com dois indicadores RSI e STOCH apontando venda.

O patamar de 28.800 teve sua segunda adesão hoje (teste) e caso seja rompido sugiro a venda das ações em carteira.

A situação atual requer algo que comprove a trajetória altista, a queda dos juros em 0,25% em parte já estava precificada e provavelmente não é argumento suficiente para comprovação da tendência.

As emissões do mês podem contribuir para a alta do índice mas também são passageiras.
O ideal a fazer e aguardar os próximos movimentos neste momento de indefinição.

Quarta-feira, Setembro 14, 2005

BRAP4: Emisão secundária deve proporcionar boa alta !

BRAP4 pode atingir 55,50 amanhã quando da estreia da emissão secundária.

Hoje acompanhou o desempenho da estreia das units do Unibanco e pode impressionar amanhã.

Fica agora a expectativa do preço alvo da oferta.

Siderurgia: Fator vê setor com otimismo e recomenda Gerdau, CSN e Usiminas

Por: Cauê Todeschini de Assunção
14/09/05 - 09h40

InfoMoney

SÃO PAULO - Em relatório divulgado na última terça-feira, os analistas da Fator Corretora revelaram que o noticiário recente do setor siderúrgico deve refletir positivamente sobre o segmento, trazendo perspectivas de retomada mais rápida dos preços e do crescimento e indicando o reaquecimento da demanda mundial.

Boas notícias para o setor
A corretora ressalta
que os anúncios realizados pela Arcelor e pelas duas maiores siderúrgicas alemãs, ThyssenKrupp e Salzgitter, de que pretendem reajustar os preços no quarto trimestre, se contrapõem ao anúncio feito pela Baosteel no final de agosto, trazendo otimismo em relação à trajetória dos preços no mercado internacional.

De acordo com a Fator, a notícia, ainda que seja um sinal prematuro, pode indicar que os estoques do produto estariam voltando aos níveis normais, após os elevados níveis atingidos no final de 2004.

Além disso, a corretora cita a intenção da Arcelor de concluir, até o final do ano, as negociações para a aquisição de participação majoritária na chinesa Laiwu Steel, mantendo sua estratégia de expansão mais agressiva fora da Europa.

Compra: Gerdau, CSN e Usiminas
Incorporando as informações acima, a Fator Corretora mantém sua visão otimista sobre o setor siderúrgico, com recomendação de compra para as ações ordinárias da CSN, as preferenciais da Gerdau e as preferenciais classe A da Usiminas.

 

Análise Técnica: saiba mais sobre o uso das Ondas de Elliot no mercado de ações

Por: Camila Schoti
14/09/05 - 14h05

InfoMoney

SÃO PAULO - Assim como acontece com outros tipos de indicadores de análise técnica, não existe consenso quanto ao uso das Ondas de Elliot como forma de se orientar no mercado de ações. Entretanto, o uso de qualquer ferramenta deste tipo de análise é pessoal e cada investidor deve optar por aquela que se adaptar melhor, já que muitas delas possuem críticas, mas também pontos positivos, de forma que podem levar o investidor a ganhos quando utilizadas apropriadamente.

Independente da escolha pessoal de cada analista e das divergências de cada um, as Ondas de Elliot são utilizadas por diversos investidores, e proporcionam várias possibilidades de análises, contudo, iremos conhecer alguns princípios básicos desta teoria.

Ciclos de oito ondas
Na teoria das Ondas de Elliot, três aspectos são tidos como bastante importantes: o padrão (patern), a relação (ratio) e o tempo (time), sendo sua ordem de importância na seqüência em que os aspectos estão apresentados.

O padrão refere-se às formações das ondas e o "molde" que estas seguem. A relação determina os pontos de correção nos movimentos e os preços alvos através da razão entre diferentes ondas. Já o tempo pode ser utilizado para a confirmação dos padrões e relações, mas vale destacar que este aspecto não é considerado o mais confiável pelos analistas.

Em sua forma mais básica, a teoria afirma que o mercado de ações segue um ritmo repetitivo de cinco ondas de avanço e três ondas indo ao sentido contrário ao da tendência: é um ciclo de oito ondas.

Apesar do grau, o ciclo permanecerá o mesmo
Além dos padrões observados, o grau da tendência também merece atenção. O ciclo de oito ondas, porém, permanece, independente deste grau, de forma que cada onda pode ser subdividida em ondas de menor intensidade e estas, em outras ondas de intensidade ainda menor.

Desta forma, cada onda é parte de uma onda maior, mais intensa, que deve ser vista como uma só onda composta por diversas outras. Por exemplo, uma onda crescente pode ser composta por outras ondas que se subdividirão em cinco ondas crescentes, ao passo que na composição desta onda crescente deverá haver duas ondas de correção que conterão em cada uma três outras ondas, sempre completando o ciclo de oito ondas.

Uma vez entendido o princípio do ciclo de oito ondas, ou seja, quando o analista consegue identificar as "cincos" ondas de avanço e as "três" de correção, ele saberá o que esperar do mercado. Vale ressaltar que um movimento de correção nunca acontece em cinco ondas, exceto quando for uma onda de correção "triângulo", que veremos adiante.

Uso prático
Um exemplo do uso prático das Ondas de Elliot é que, em uma tendência de alta, quando cinco ondas puxando o gráfico para baixo são identificadas, esta provavelmente será a primeira onda de uma queda de três ondas, e provavelmente está queda pode se estender.

Já em uma tendência de queda, um avanço de três ondas pode ser entendido como o reinício de uma tendência de queda, mas cinco ondas crescentes podem indicar um movimento substancial para uma tendência de alta, e este avanço pode se tornar a primeira onda desta tendência.

Ondas de correção
Até agora vimos
um pouco mais das ondas de avanços na direção da tendência dominante e deixamos as ondas de correção de lado, entretanto, embora mais difíceis de se identificar, estas são igualmente importantes. Vale analisar três classificações de ondas de correção: Zig Zag, Planas e Triangular.

·  Zig Zag: Estas ondas de correção vão contra a tendência principal e culminam numa seqüência de cinco ondas, três ondas e cinco ondas. (5-3-5).

·  Planas: A diferença básica entre as Zig Zag está no padrão que estas ondas forma, já que aparecem em uma tendência de três ondas, três ondas e cinco ondas (3-3-5). De forma geral, estas ondas são mais de consolidação do que de correção e podem ser consideradas um sinal de força na tendência observada.

·  Triangulares: geralmente ocorrem na quarta onda e antecedem o último movimento na direção da tendência principal. Normalmente este padrão indica a continuação de uma tendência. Existem quatro tipos de triângulos: ascendentes, descendentes, simétricos e expansivos.

Canais e suporte
Outro ponto a ser observado na teoria das Ondas de Elliot é o uso de canais de tendência. Segundo analistas, Elliot utilizou os canais como um método de identificação de preço alvo e também como forma de contar as ondas do gráfico.

Assim, quando uma tendência de alta é estabelecida, um canal inicial pode ser desenhado de forma semelhante aos canais de tendência comuns, de forma que duas linhas paralelas devem tangenciar a primeira e a segunda onda descendente. A tendência deverá se manter dentro deste canal.

Entretanto, se, por exemplo, a terceira onda romper o canal, um novo canal baseado nesta terceira onda deverá ser desenhado. O último canal deverá ser desenhado com base nas ondas de correção 2 e 4 e normalmente acima da terceira onda, desta forma, a onda 5 deverá se aproximar do limite do canal.

Alguns analistas afirmam também que a quarta onda observada funciona como um ponto de suporte. Assim, após as cinco ondas de alta se completarem e a tendência de queda se iniciar, os preços do mercado normalmente não deverão mover-se abaixo da quarta onda anterior, formada durante a tendência de alta anterior.

Crítica à teoria
Geralmente, a crítica que se faz desta teoria é que ela só é visível quando os movimentos e padrões já se formaram, de forma que ela não fornece uma percepção mais apurada do que poderá acontecer com o mercado.

Entretanto, diversos analistas fazem uso desta ferramenta, e um estudo mais aprofundado da teoria de Elliot pode fornecer informações mais apuradas e completar o conhecimento do investidor. Vale lembrar ainda que a combinação de diversos indicadores de análise técnica pode ajudar a reduzir os riscos na hora da tomada de decisão.

 

Units do Unibanco lideram os ganhos na Bovespa, com oferta pública bem sucedida

Por: Camila Schoti
14/09/05 - 15h23

InfoMoney

SÃO PAULO - Diante de um cenário econômico favorável, redução na taxa de inadimplência, crescimento na distribuição do crédito e significativa melhoria nos resultados dos maiores bancos do país, as ações do setor bancário na Bovespa, têm apresentado expressiva valorização.

Desta maneira, nesta quarta-feira, o destaque positivo do Ibovespa fica com as units do Unibanco, que apresentam expressiva valorização de 3,50%, liderando os ganhos da sessão. Além disso, o volume financeiro já ultrapassa os R$ 88 milhões.

Oferta pública e perspectivas
Durante
o início do pregão, o terceiro maior banco privado do país anunciou o início da distribuição secundária de units. O banco vendeu 74.912.362 certificado de depósitos de ações no montante de R$ 1,53 bilhão, com o papel cotado a R$ 20,49.

A forte procura e o bom desempenho das units do Unibanco nesta quarta-feira refletem as boas perspectivas para o setor que, de acordo com analistas, até mesmo num cenário de taxas de juros decrescentes, devem apresentar resultados bastante favoráveis.

Isto deve acontecer porque o processo de redução da taxa básica de juro deve ocorrer de maneira lenta e gradual, e não representar grandes impactos de forma significativa sobre a receita de intermediação financeira dos bancos.

Além disso, à medida que a taxa de juro decresce, há uma tendência do volume de crédito concedido aumentar, compensando, pelo menos em parte, a perda com a redução do spread. Neste sentido, analistas acreditam que, apesar do avanço das carteiras de crédito no último trimestre, ainda há espaço para crescimento.

Maiores ganhos do setor
Dentre as ações do setor bancário, as ações preferenciais do Bradesco lideram os ganhos anuais, e já acumulam valorização de 57% desde o início de 2005, em seguida estão os papéis preferenciais do banco Itaú, que acumulam alta de 27%.

As units do Unibanco estão bem próximas, e acumulam alta de 25% no ano. Por último, as ações ordinárias do Banco do Brasil registram ganhos de 14% desde o início do ano.

 

Sem surpreender, Copom inicia ciclo de queda do juro e reduz Selic para 19,50%

Por: Cauê Todeschini de Assunção
14/09/05 - 19h48

InfoMoney

SÃO PAULO - Sem surpreender o mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou há pouco a redução da taxa Selic em 25 pontos base, para 19,50% ao ano, após três manutenções consecutivas. Esta era a hipótese mais conservadora entre as consideradas pelo mercado e deve receber críticas de diversos segmentos da sociedade.

Por outro lado, o início do ciclo de queda da Selic deve ser encarado de forma bastante positiva pelo mercado, que acredita em uma retomada do ritmo de crescimento econômico observado durante o ano passado, especialmente dos setores ligados ao consumo doméstico.

Vale destacar que na ocasião da reunião anterior do Copom, no mês passado, a hipótese de um corte de 50 pontos base na taxa, na reunião de setembro, era consensual entre os analistas, mas a aposta no conservadorismo do colegiado e o reajuste dos preços dos combustíveis implementado pela Petrobras fizeram com que esta corrente perdesse forças.

Condições técnicas favoreciam corte da Selic
No que diz respeito à evolução dos preços, as deflações medidas pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da Fipe, pelo IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) e pelo IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) permitiram que o mercado encarasse com tranqüilidade a divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) no topo das expectativas.

Além disso, a projeção para a inflação oficial de 2005 tem dado sinais de convergência para o centro das metas estabelecidas pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), de 5,1%. A mediana das projeções do relatório Focus do Banco Central, divulgado na última segunda-feira, passou de 5,23% para 5,20%, em sua décima sétima redução consecutiva.

Outro fator que, segundo os analistas, apontou para a necessidade da adoção de uma política monetária mais expansionista foi o resultado da Pesquisa Industrial Mensal. Os dados mostraram que a produção industrial brasileira em julho recuou 2,5% na comparação com o mês de junho e avançou apenas 0,5% em relação ao mesmo mês do ano passado, no seu pior desempenho desde setembro de 2003.

Cenário externo trouxe tranqüilidade
No cenário externo, os estragos causados pela passagem do furacão Katrina pela região do Golfo do México alimentam as especulações de que o Fed possa vir a interromper o ciclo de aperto da política monetária nos EUA, o que aumentaria o espaço de manobra do BC brasileiro para um corte no juro básico.

Por fim, o barril do petróleo, após superar a barreira dos US$ 70 na Bolsa de Nova York, recuou e voltou a operar na casa dos US$ 64, depois do anúncio da liberação de parte das reservas estratégicas dos países membros da Agência Internacional de Energia e dos sinais de que as linhas de abastecimento estão melhorando de forma consistente.

 

Terça-feira, Setembro 13, 2005

Hora de comprar: Pactual revela a melhor estratégia para investimento em ações

Cauê Todeschini de Assunção, 12/09/05, InfoMoney

SÃO PAULO - Em seu relatório de estratégias de investimentos divulgado recentemente, o banco Pactual manteve a visão otimista em relação ao mercado brasileiro, acreditando que, apesar dos riscos de curto prazo, as expectativas de médio prazo continuam positivas, dadas as condições favoráveis de liquidez no mercado internacional.

No entanto, o mercado deve permanecer volátil, principalmente no intraday, trazendo a possibilidade de ganhos em operações de curto prazo. Como principais catalisadores, o Pactual aponta: redução da taxa Selic, minimização das incertezas políticas, indicadores econômicos positivos e uma retomada da atividade no plano doméstico.

Cenário é positivo
O banco Pactual ressalta o importante papel desempenhado pelos investidores estrangeiros na bolsa paulista nos últimos anos, revelando que estes participam de cerca de 61% das operações, como compradores ou vendedores. Além disso, o volume de ações em poder deste grupo passou de 26% em 2002 para 33% no primeiro semestre deste ano.

O fato, segundo o Pactual, é bastante positivo, uma vez que os dois últimos períodos de forte alta do Ibovespa foram sustentados pelas compras dos investidores estrangeiros, que focam os baixos custos de oportunidade nos países desenvolvidos, os melhores fundamentos econômicos e a possibilidade de retornos mais altos.

Por outro lado, o banco revela que o início destes movimentos de alta, em geral, é impulsionado pelos investidores locais, o que pode também ser considerado positivo, uma vez que o início do processo de queda da taxa Selic pode elevar o otimismo no mercado doméstico.

Isso porque, segundo o Pactual, a elevada taxa de juros no Brasil impõe uma barreira ao investimento em ações pelos locais, mas uma taxa nominal entre 17% e 16%, dada a inflação sob controle, mudaria esta situação. A expectativa do banco é de que a Selic esteja em 17% ao final do primeiro semestre do ano que vem.

Banco alerta para os riscos
O principal risco ao cenário projetado pelos analistas do Pactual seria uma redução abrupta das condições de liquidez no mercado internacional, com a elevação do rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano, aumentando os temores de uma saída líquida de capitais. O cenário atual de juros internacionais em alta gradual e crescimento moderado nos EUA, no entanto, não deve trazer grandes problemas aos países emergentes.

No curto prazo, o banco alerta para o risco de um agravamento da crise política, como a alteração da política e da equipe econômica do governo ou a condução de um processo desorganizado de impeachment, que poderia levar a uma fuga maciça de capitais.

Fortes fundamentos e dividendos
Dado o cenário acima, os analistas do Pactual acreditam que a melhor estratégia a utilizar é a de escolher papéis de empresas com fundamentos atrativos e, de preferência, uma boa política de distribuição de dividendos.

Nesse sentido, destacam-se os papéis de Petrobras (PETR4), Vale (VALE5), Gerdau (GGBR4), Cemig (CMIG4), CPFL Energia (CPFE3), Transmissão Paulista (TRPL4), Tractebel (TBLE3), AmBev (AMBV4), Localiza (RENT3), Perdigão (PRGA4), Sadia (SDIA4), Itausa (ITSA4), Bradesco (BBDC4) e TAM (TAMM4).

Bolsa próxima do patamar mais alto da história: será que a alta continua ?

Equipe InfoMoney, 12/09/05


 

SÃO PAULO - A divulgação de dados econômicos, confirmando que o Banco Central tem espaço para promover um corte na taxa Selic na próxima quarta-feira, somada à falta de novidades desfavoráveis no campo político, fez com que bolsa acumulasse forte alta na semana passada.

Após acumular valorização de 3,49% na semana, o Ibovespa fechou a última sexta-feira a 29.308 pontos, pouco menos de 1% abaixo da máxima histórico de 29.584 pontos registrado no início de março. A pergunta agora é: será que a tendência de alta continua ou será que chegou a hora de realizar lucros e esperar um momento mais adequado para voltar às compras?

Barreiras a serem superadas
Se o mercado mostrou
forte valorização nas últimas semanas, tendo fechado em alta em sete dos últimos dez pregões, aumenta, por outro lado, a possibilidade de realização de lucros. Afinal de contas, muitos investidores podem acreditar que a valorização acumulada seja suficiente, reduzindo suas posições e, com isso, derrubando as cotações.

Outro elemento a ser analisado de perto é a presença de um importante ponto de resistência na faixa dos 29.500 pontos. Para muitos analistas técnicos, este é o patamar que, se superado, garantirá a continuidade do ciclo de alta. Por outro lado, pode também ser o ponto final da tendência atual.

Não somente elementos técnicos criam riscos ao mercado. Apesar da ausência de novas denúncias afetando diretamente o governo nos últimos dias, a crise política certamente não pode ser considerada como passado. Novas denúncias, afetando diretamente o governo, podem trazer novamente pressão negativa ao mercado.

Fatores favoráveis para o mercado brasileiro
Por outro lado, existem diversos fatores favoráveis que podem permitir a continuidade da tendência de alta da bolsa, levando o Ibovespa a novos recordes nas próximas semanas. O principal deles é a perspectiva de cortes na taxa básica de juro, o que favorece o investimento em ações.

Com a divulgação de diversos índices de preços, como IGP-M, IGP-DI e IPC da Fipe, apontando deflação, fica claro que a política de juros elevados adotada pelo Banco Central surtiu efeito no controle da inflação. Vale lembrar que o IGP-M mostrou, pela primeira vez na história, quatro meses seguidos de deflação.

Também contribuindo para que o Banco Central tenha mais liberdade para reduzir a Selic, a divulgação de que a produção industrial brasileira caiu 2,5% em julho em relação ao mês anterior mostra que o crescimento da economia está sob controle, não devendo gerar pressões sobre os preços nos próximos meses.

Além de variáveis no mercado interno, também fatores externos podem impulsionar o mercado. Segundo alguns analistas, a passagem do furação Katrina pelo sul dos EUA pode comprometer o crescimento da economia dos EUA no curto prazo, o que levaria o Fed a interromper, ao mesmo momentaneamente, a tendência de alta nos juros norte-americanos.

Teste decisivo
Colocando todos os elementos positivos e negativos na balança, esta semana pode ser decisiva para definir os rumos do mercado de ações. Apesar da possibilidade de alguma realização de lucros no curto prazo, os elementos positivos podem levar o Ibovespa a quebrar seu nível de resistência e bater seu novo recorde histórico.

É importante destacar que, mesmo após a valorização das últimas semanas, o ganho acumulado pelo Ibovespa desde o início do ano até a última sexta-feira foi de 11,88%, inferior à rentabilidade de 12,87% acumulada pelo CDI no mesmo período. Isso indica que, na ausência de novas surpresas negativas, existe espaço para novas altas da bolsa.

Porém, diversos elementos de risco continuam, tanto no cenário doméstico como internacional, indo desde a possibilidade de novos fatos comprometendo ainda mais o governo a uma nova alta nas cotações internacionais do petróleo. Neste sentido, o cenário talvez possa ser caracterizado como otimista, porém com cautela.

 

Vale: Lucro deve quase dobrar neste ano e bater novo recorde em 2006

Equipe InfoMoney, 12/09/05


 

SÃO PAULO - As ações da Vale do Rio Doce, maior mineradora da América Latina, aparecem como uma das principais recomendações dos analistas, refletindo as perspectivas positivas para a empresa e a projeção de resultados bastante favoráveis para os próximos anos.

De fato, após reajustar o preço do minério de ferro em mais de 70% no último mês de fevereiro, os resultados da empresa devem mostrar forte crescimento em 2005. Para alguns analistas, o lucro líquido de 2005 pode quase dobrar em relação ao ano passado, reduzindo a distância em relação aos ganhos da Petrobras, maior empresa brasileira.

Lucro deve superar R$ 12 bilhões em 2005
Considerando a projeção média obtida junto aos analistas do Banco Espírito Santo (BES) e das corretoras Fator e Ágora Senior, a expectativa é que o lucro líquido da Vale do Rio Doce supere R$ 12,3 bilhões em 2005, o que representa um crescimento de 91% frente ao ano passado.

Para 2006, a projeção é de um crescimento menor, na faixa de 20%, o que levaria os ganhos da mineradora à casa de R$ 14,7 bilhões. No entanto, não existe consenso, já que os analistas mostram visões diferentes em relação à manutenção ou não dos preços do minério de ferro nos patamares atuais. Por exemplo, os analistas da Ágora apostam em um lucro líquido de R$ 17 bilhões, enquanto o BES prevê R$ 12,6 bilhões.

Geração de caixa também deve crescer
Também a geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda, deve mostrar forte crescimento em 2005. A expectativa média dos três analistas consultados é de um Ebitda de R$ 19,7 bilhões, que corresponde a uma variação de 58% frente ao patamar alcançado em 2004.

Com a expectativa de um crescimento de 22% em 2006, a geração operacional de caixa da Vale deve bater novo recorde em 2006, atingindo cerca de R$ 24 bilhões. Assim como no caso do lucro líquido, porém, não existe consenso, com as projeções variando entre R$ 21,5 bilhões e R$ 27,7 bilhões.

Segunda-feira, Setembro 12, 2005

PIBB: Atração para a bolsa

Começa a reserva para a nova oferta do fundo PIBB de ações do BNDES, com seguro até R$ 50 mil
Angelo Pavini e Daniele Camb, Valor Online

 

Começa hoje o período de reservas da segunda oferta do PIBB - Papéis Índice Brasil Bovespa -, formado por ações da carteira do BNDES. O fundo reproduz o Índice Brasil 50 (IBrX-50) da Bovespa, que reúne as 50 ações mais negociadas ponderadas por seu valor de mercado. A expectativa dos analistas é de que a segunda oferta tenha mais sucesso que a primeira, realizada em junho de 2004, e que haja inclusive rateio, por excesso de demanda.

Além do chamativo dos ganhos obtidos pelos aplicadores na primeira oferta - a variação acumulada da cota era de 56,8% até quinta-feira -, o BNDES ampliou as vantagens. A principal é a garantia dada pelo banco de recomprar as cotas pelo mesmo valor da emissão. Ou seja, mesmo que o mercado de ações desabe, o investidor terá o valor aplicado garantido. A quantia coberta por esse seguro (uma opção de venda, ou "put") foi ampliada de até R$ 25 mil para até R$ 50 mil. Além disso, o prazo para o investidor usar o seguro aumentou: na primeira oferta era apenas de um ano. Agora, depois de um ano, o aplicador terá mais dois meses para optar por usar o seguro, que se encerrará em dezembro do ano que vem. Nesses dois meses adicionais, de outubro a dezembro de 2006, o investidor poderá optar por receber o principal a qualquer momento. Fontes envolvidas na operação afirmam que o BNDES estendeu o prazo porque no ano que vem haverá eleição presidencial e os 12 meses vencem em outubro, exatamente no primeiro turno.

Assim como na primeira oferta, será possível comprar diretamente as cotas do PIBB - que são negociadas em bolsa como ações -, ou aplicar indiretamente, em fundos que compram essas cotas. Na compra direta das cotas, o investidor poderá aplicar entre R$ 1 mil e R$ 500 mil, mas o seguro só valerá para R$ 50 mil por CPF. Na indireta, por meio de fundos, a aplicação será a partir de R$ 300. O investidor poderá escolher entre fundos com ou sem a opção de venda.

Outra novidade é que as corretoras também poderão criar clubes para aplicar no PIBB. A garantia vai ser a mesma, R$ 50 mil por CPF ou, no caso de empresas, CNPJ, e com aplicação a partir de R$ 300. Existe prioridade de vender até R$ 800 milhões para varejo. Se os pedidos forem maiores, poderá haver rateio, que é o que o mercado está esperando. O rateio também é inovador, seguindo a "regra dos copos". Todas as ofertas até R$ 15 mil serão atendidas. Acima disso, as cotas serão distribuídas até completar os pedidos menores.

Nesta segunda oferta, os organizadores vão tentar também evitar a falta de preparo dos bancos, que foi patente na primeira distribuição do PIBB. Para isso, o prazo para reservas foi ampliado, de duas para cinco semanas. O preço sai dia 19 de outubro e a liquidação da operação, ou seja, o pagamento, será dia 25 de outubro.

A possibilidade de aplicar até R$ 50 mil no IBrX-50 com garantia de principal é bem interessante, diz Mário Quaresma, da BankBoston Asset Management. A carteira é bem diversificada e, considerando as perspectivas de juros em queda e crescimento econômico, o PIBB seria uma boa alternativa para substituir investimentos em renda fixa. "Olhando para as carteiras médias das pessoas físicas, a alocação em ações é muito baixa e esta seria uma boa forma de começar nesse segmento, para pessoas que não têm disposição de entrar direto no mercado de ações", diz.

Há quem critique esse benefício do BNDES recomprar as cotas pelo mesmo valor. O argumento é que isso acaba atraindo investidores que não possuem apetite por bolsa e que num próximo investimento em ações podem se assustar com possíveis quedas e nunca mais voltar para o mercado acionário.

O diretor de investimentos da Caixa, Marcelo Bonini discorda. "A opção é apenas um assessório para atrair pessoas mais conservadoras, mas não o motivo principal." O diretor de renda variável da BB DTVM, Rubens Monteiro, acredita que a recompra é importante para levar para bolsa alguém que nunca investiu em ações. Já o superintendente de Relações com Investidores Institucionais da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Carlos Eduardo Sussekind, lembra que, por melhor que seja a garantia de receber o dinheiro de volta no caso de queda, não há nenhum tipo de correção. Ou seja, se alguém acha que a bolsa vai ficar estável ou cair, o melhor é a renda fixa que, mesmo com a perspectiva de queda dos juros, oferece bons retornos.

A maior parte dos bancos vai começar a vender a partir de hoje fundos com aplicação mínima de R$ 300 e taxa de administração de 1,5% ao ano. Na Caixa, no entanto, os fundos terão aplicação de R$ 100. No ABN está sendo feito um treinamento intensivo dos gerentes das principais capitais. "Queremos ser um dos bancos mais agressivos na venda", diz Lourenço Miranda , superintendente do banco.

Mesmo antes do lançamento, os clientes já procuravam os bancos para saber da nova oferta do PIBB, diz Flavio Zullo, gerente sênior da HSBC Corretora. A dúvida é se o melhor é a compra direta ou via fundos. Zullo lembra que quem compra direto depende da liquidez em bolsa para vender os papéis. Já o fundo garante a liquidez, mas tem o custo da taxa de administração. "É preciso as fazer contas, para valores pequenos os fundos podem ser vantajosos."

No caso de corretoras como a do próprio HSBC e do ABN, que cobram taxa de custódia de R$ 5,40 ao mês mais a tabela de corretagem da Bovespa - 0,5% mais R$ 25,21 para operações acima de R$ 3 mil, por exemplo -, a compra direta vale a pena para valores acima de R$ 9 mil. Em corretoras com taxas mais salgadas, como a Santander Banespa que cobra R$ 30 mensais de custódia, além da tabela de corretagem, a compra direta só é vantajosa acima de R$ 38,5 mil.

A perspectiva para o IBrX-50 é positiva, explica Zullo. Usando duas metodologias, uma com base no cenário macroeconômico e outra com base no lucro das empresas, o valor justo do IBrX-50 indica um potencial de alta de 30%. Zullo lembra ainda que as vendas de papéis em bolsa até R$ 20 mil por mês estão isentas de imposto sobre ganhos de capital. "E acima desse valor, o imposto é de 15%, menor que o da renda fixa." O diretor da BB DTVM, Rubens Monteiro, lembra que as nove primeiras ações, que respondem por 66% do IBrX-50, são da Petrobras, Vale do Rio Doce, Itaú, Bradesco e Unibanco, todas com excelentes perspectivas.

 


Petrobras e Unipar serão sócias em SP

Chico Santos e André Vieira, Valor Online

 

Em mais um movimento destinado a consolidar sua volta ao setor petroquímico, a Petrobras vai se associar ao grupo Unipar no controle da Polietilenos União, fabricante de resina para a produção de plásticos que está para ser ampliada. O presidente da Petroquisa (braço petroquímico da Petrobras), Kuniyuki Terabe, disse que a associação "está incluída na estratégia" da estatal e que a parceria será nos mesmos moldes que a recém-anunciada associação com a Braskem (grupo Odebrecht) para uma unidade de polipropileno em Paulínia (SP). Isso significa que a Petrobras ficará com 40% e a Unipar, hoje dona de 100% da empresa, com 60%. O valor da operação ainda não está definido.

No programa de privatização dos anos 90 a Petrobras praticamente deixou a petroquímica, ficando com participações minoritárias nas centrais de matérias-primas (Copene, Copesul e Petroquímica União, a PQU) e presença em poucas empresas da segunda geração (que elaboram as matérias-primas das centrais) cujas participações não puderam ser vendidas.

A estatal decidiu retornar ao setor para o qual ela é a única fornecedora nacional de insumos básicos, seja nafta ou gás. A Petrobras tende a exercer sua opção de passar a deter 30% da Braskem, maior empresa privada do setor no país. Ela tem até o dia 29 deste mês para tomar a decisão.

Para a Unipar, hegemônica no controle da PQU, com 37,2% do capital, a associação com a Petrobras significa um movimento na direção de fortalecer suas trincheiras na disputa com o grupo Suzano, rival e sócio na Rio Polímeros (33,3% cada) pelo controle da petroquímica no Sudeste. A Unipar pretende integrar a PQU com a Polietilenos União, criando uma companhia operacional nos mesmos moldes do que o grupo Suzano está buscando fazer com seus ativos. Alguns analistas avaliam que a associação Petrobras-Braskem poderá levar a outras alianças no setor.

Terabe disse que as negociações para a parceria na Polietilenos União deverão ser concluídas este ano, esperando apenas o fechamento definitivo do contrato pelo qual a Petrobras fornecerá gás de refinaria para a expansão da PQU, cuja capacidade de produção de eteno deverá passar das atuais 500 mil toneladas/ano para 700 mil toneladas/ano. A Petrobras é a segunda maior acionista individual da PQU, privatizada em 1994, com 17,4% do capital, mas não participa do grupo controlador.

"Já consideramos que o gás é uma realidade", disse Terabe, acrescentando que o projeto para a Polietilenos União está em fase adiantada de negociações com a Unipar. O projeto de expansão da PQU é essencial para viabilizar a ampliação da própria Polietilenos União, aumentando sua capacidade de produção de resinas termoplásticas de 120 mil para 320 mil toneladas anuais. Esse projeto está orçado em US$ 160 milhões e pelo esquema societário previsto pelo presidente da Petroquisa, a Petrobras deverá entrar com US$ 64 milhões, cabendo os outros US$ 96 milhões ao grupo Unipar.

Além da provável consolidação da parceria com a Braskem, a Petrobras tem vários outros movimentos a serem feitos no seu processo de retorno a uma posição de comando na petroquímica. Ainda para este mês está prevista a divulgação do local do Estado do Rio de Janeiro onde será construída uma nova central petroquímica à base de petróleo pesado, uma parceria, por enquanto, com o grupo Ultra e com o também estatal Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um megainvestimento de US$ 3 bilhões.

A petrolífera já anunciou que pretende adquirir a posição do BNDES na Rio Polímeros (os mesmos 16,7% que ela já tem), passando a ficar com um terço da empresa, o mesmo que cada um dos sócios privados. A Unipar não se pronunciou sobre o assunto.

 


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