“O VENTRE FEMININO – I”


No Link “Colunas DDV”, falo sobre algumas Deusas que podemos fazer comparações com nossos sentimentos do dia a dia, nossa “Deusa interior”.
É bom lembrar que os homens também sofrem influências das Deusas.
Vocês vão perguntar, de que forma?
Bem...Procurando encontrar uma mulher que tenha o arquétipo que mais lhe agrade, tipo mulher Afrodite, Demeter, Atena e por aí vai.
Porém agora vamos falar um pouquinho sobre o ventre feminino?
Quantas vezes você parou para analisar, avaliar ou apreciar seu ventre? Quantas vezes você parou para admirá-lo e agradecer a grande magia que ocorre lá dentro todos os dias? E a gestação? Nossa gente,somos mesmo privilegiadas!
Se você não tem esse hábito, pare por alguns minutos e entre em conexão com seu ventre.
Coloque as duas mãos sobre o umbigo e fique assim por alguns minutos, fique calma, relaxe. Ouça os sons de seu ventre, sinta os movimentos internos de seus órgãos. Perceba que ele entra em contato com você, veja o que ele tem a te dizer!
O ventre é um dos poucos órgãos de nosso corpo que tem a capacidade de gerar ruídos espontâneos. E tantas vezes, o deixamos falando sozinho, sem ao menos dar atenção que ele realmente precisa...
Toda a cavidade abdominal pode ser chamada de ventre. Ele se divide em 3 partes sendo:
ALTO VENTRE = epigástrio
MÉDIO VENTRE = mesogástrio
BAIXO VENTRE = hipogástrio
Bem...Na parte superior teremos então o diafragma. O diafragma cobre o estomago, fígado, vesícula biliar, o baço, o pâncreas, e serve de apoio para o músculo cardíaco. O diafragma exerce papel fundamental na respiração, ele é como o motor da respiração!
Parte mediana, a qual chamamos de “barriguinha”. Essa parte muitas vezes torna-se problemática quando não conseguimos aceitar certas mudanças em nosso corpo. A barriguinha é muito visada, assim muitas de nós acabamos até por termos problemas psicológicos na falta de aceitação de certas mudanças, que são naturais em nosso corpo! É necessário um trabalho por nossa parte para que de repente a gente não se pegue brigando com nosso ventre. Vamos manter a harmonia?
Parte inferior, o diafragma pélvico. Essa região é coberta por um conjunto de músculos complexamente entrelaçados.
Nesta região encontra-se o períneo que quer dizer “ao redor do fogo”, e o sacro, nome do osso da coluna que quer dizer “sagrado”.
Hummmmmm... Será que esses nomes são dados de forma a reverenciar antigos rituais, onde o sexo era sagrado? Hummmmm, quem sabe, não é?
O ventre é a sede da Kundaline, essa energia está no assoalho pélvico. Quando ativada a Kundaline (energia vital) ela se expande por todo o corpo energizando os principais centros os quais chamamos de chakras.

“O Ventre feminino – Parte II”


Aqui darei continuidade à primeira parte sobre o ventre feminino...Vamos lá então? Falando um pouquinho sobre a kundalini e os chakras!!!!!!
Kundalini = Imagem da serpente de fogo
Essa imagem nasceu de observações dos iniciados iogues, nas antigas regiões da Ásia.
Está presente em vários tratados filosóficos budista, hinduísta, ora como Deusa, ora como força primordial que assenta na base da coluna humana.
Como já disse antes, o ventre seria na concepção iogue em geral, sede da kundalini, moradora no assoalho pélvico.
A dança do ventre tem por finalidade fazer com que o corpo da mulher ondule como uma serpente, sinuosamente...
Com essa ondulação, espera-se transformar ou entrar em contato com essa sagrada força que transmuta e purifica: o fogo!
A libido, freqüentemente é representada pela chama, é vista como energia da vida. Essa libido, segundo antigos ensinamentos orientais, está “adormecida” ou estocada na base da coluna dorsal.
Na Mesopotâmia, segundo Joseph Campbell, existia um santuário à Grande deusa-serpente Ningishzida.(devido ao seu aspecto dual, muitas vezes encontramos em livros como um Deus com corpo de homem e braços de serpentes).
“Cerca de 2000 a.c. o rei Gaudéia da Suméria mandou fazer uma taça para rituais de oferenda do líquido sagrado.Esse líquido poderia ser óleo, vinho, sangue, esperma. Nessa taça, dois querubins ou “pássaros com cabeça de Leão e cauda de escorpião” abrem as portas de um santuário para manifestar Ningishzida em seu aspecto dual, como um par de serpentes copulantes, entrelaçadas ao longo de uma haste.” (texto do livro Dance e Recrie o Mundo)
Segundo alguns estudos, psicológicos dizem que uma pessoa chegará a sua serpente interior quando realmente tiver grande conhecimento de si mesmo, respeitando suas necessidades de movimentação corporal, uma vida saudável, compreender seu ritmo no relacionamento amoroso, dormir, comer e assim por diante.
É necessário o equilíbrio em geral. Enfim...
A serpente sempre foi vista como uma força sagrada! Podemos ver isso nos emblemas médicos e farmacêuticos.
Farmacêuticos: Caduceu de Hermes com 2 serpentes
Medicina : Canal da Kundalini no bastão de Esculápio, com uma única Serpente. (Esculápio foi um médico).
Os Chakras (colacados aqui numa visão hinduísta)
Na visão hinduísta veremos que o corpo humano é composto de sete camadas.
Os chakras são responsáveis pelo campo enérgico que dá vida aos nossos órgãos.(chakra é uma palavra Sânscrita e significa roda)
Os setes chakras principais são centros de consciência. Vamos imaginá-los como turbilhões de matéria etérea.
Todo o sistema de recepção e transmissão de energia pelos chakras estão ligados. Dos 7 chakras, 3 estão no ventre. São eles: Básico/Região sacral/Umbigo
Vamos falar um pouquinho deles?
1º chakra = Na área do assoalho pélvico, exterioriza-se o chakra-raiz (básico/Muladhara)
A kundalini reside no Muladhara na forma de serpente ígnea enrolada.
2º chakra = Região sacral relaciona-se com glândulas regentes da função sexual e reprodutora. No ioga, o chakra relacionado ao sexo é chamado de Svadhisthana.
Plexos solares =muitas vezes chamam de “boca do estômago”. Ele está associado ao pâncreas, estômago, fígado e vesícula biliar. Denominaram plexo solar pelo motivo do chakra aparecer em forma de um disco amarelo, segundo a visão subjetiva dos iogues. Sua denominação em Sânscrito é Manipura.
Normalmente quando estamos com nossas emoções alteradas sentimos que nosso plexo sofre alterações.Seja em relação a amor, raiva, etc...Merece então uma atenção especial.
O ventre está muito além de ser um saco de vísceras, como já vimos, ouvimos ou lemos em algum lugar!!!!
Nos últimos anos estamos mais atentos a função de nosso ventre. Podemos dar exemplos de : Dietas para emagrecimento, preocupação com agrotóxicos, vegetarianismo, etc...
Isso é fundamental. É importante que todos tenham consciência da importância do ventre num todo.
Hoje em dia, médicos, pediatras, entre outros, dão uma atenção especial para isso.E nós como odaliscas, consciente que somos, filhas da Deusa, temos a obrigação em dobro em relação aos cuidados prestados ao nosso ventre.

(Ser ave é também meu sonho/acalentado em verde claro/que sobrou do mar/onde semimorto boiará o tempo/curtido em sol e sal/e vento que sopra sem apagar/tatuagem no areal) Lenilde Freitas , Memórias da Serpente.

Bom gente, por enquanto fico por aqui...Até o próximo encontro...
Abraços a todos

“Lâmia Thalassa”®

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