O Garoto da Casa ao Lado

by Debby [dehlefebvre@yahoo.com.br]




Cap I

"Não fique nesta aflição! Você se adapta fácil, fácil..."
"Aah, sim. Uhun" ela disse, um pouco sem graça, pegando a mala..
"Ok, nos vemos em... dois meses." disse ele, quase chorando.
"Dois meses passam voando." ela riu, com os olhos cheios de lágrimas.
"Atenção passageiros do vôo 1693, com destino à Londres. Favor embarcar no portão A"
"Agora preciso ir mesmo"
"Tchau.. erm, mande notícias."
"Ok!!" ela gritou, entrando na muvuca.
"Até dois meses..." ele suspirou e foi embora.
Ela passou o bilhete, e, após um pequeno tempo, entrou e se sentou, suspirando.

Horas depois, o piloto avisou que, em alguns minutos, eles estariam pousando.
Ela guardou o Almanacão da Turma da Mônica, suspirando de novo. Pegou sua mochila e desceu do voador.
Estava um tempo nem frio, nem quente. Mas o fato de estar no lugar em que sempre sonhara, desde que se entendia por gente, fazia tremer. Sabe-se lá porquê, mas tinha um sentimento de que algo aconteceria.
Ela pegou sua mala e estourou a bola do chiclate pela última vez, jogando-a na lixeira mais próxima.
Conferiu a mala e viu, ao longe, a porta se abrindo e fechando, pessoas abraçando outras, outros com plaquinhas.
"Ok, vamos lá"
" Não se esqueça, pessoal com a plaquinha do seu nome."
Ela viu um casal, com uma plaquinha escrito '' e sorriu, indo ao encontro deles.
"Oi" disse, em inglês.
"Você é a ?" sorriu-lhe a senhora "Prazer. Sra. Young, como vai?"
"Bem, muito prazer" ela disse, um tanto sem pensar.
"Sr. Young, prazer, . Bem vinda ao nosso país, hehe!" ela apertou-lhe a mão, sem entender muito, mas estava com uma vergonha daquelas.
"Vamos?" disse-lhe a Sra. Young "Megan está no carro, com a tia dela. Ah, Megan é a minha filha, tem 8 anos, não se preocupe!"
"Nada!" sorriu "Espero não incomodar..."
"Incomodar? Nada! É muito bom receber estudantes de outros países, e, como está tudo cheio..."ela deu os ombros.
"Megan e Hilary, esta é a . , Megan e a Hilary."
"Oláaa!" disse Hilary, e Megan sorriu. tinha janelinha, tao bonitinha!
"Então, como é o Brasil, ?" perguntou a Sra. Young.
"Aah. Quente" ela riu, sem graça.
"Sempre escuto muito do Brasil. Tive um vizinho que era doido pra conhecer o Brasil, mas ele se mudou" Sra. Young ficou pensativa.
"Ele era maluco, isso sim!" riu o Sr. Young.
"Aah, nem tanto, era bonitinho!"
"Tia!" riu Megan.
"Mas agora sou bem casada, claro!" Hilary sorriu, me mostrando a aliança de casada.
"Se casou quando?" perguntou .
"Fazem quatro meses semana que vem!" ela estava com os olhos brilhantes.
"Ah. Parabéns adiantado e atrasado."
"E você, , tem namorado?" perguntou Megan.
"Aah. Nop" falou, um pouco vermelha.
"A Megan passa a maior parte do tempo com a Hilary. São mais grudadas que mostarda com catchup!" disse a Sra Young e fiquei pensando nesta metáfora estranha até entrarmos na rua deles.
Era bem simpática, casas bem grandes e gramados bem verde.
"Chegamos!"
O Sr. Young ajudou a carregar as malas. O sol estava ficando forte e meus olhos já estavam ficando quentes.
"Ok, aqui é a nossa casa. Sinta-se a vontade. Vamos, vou te mostrar seu quarto"
Subiram as escadas e ela abriu uma porta. Entraram num quarto, não muito grande.
"Era o quarto do meu filho, mas ele se casou, então." ela explicou.
"Sem problemas!" e sorriu.


Cap II

Era sábado, e as aulas começariam apenas na segunda.
desceu as escadas, eram três da tarde em seu relógio.
"Precisa de ajuda?" perguntou para a Sra. Young, na cozinha.
"Aah, eu aceito, querida! Me ajude aqui, por favor!"
"O que a senhora está fazendo?"
"Biscoitos. "
"Duuuude, estava querendo mesmo aprender!" falou, empolgada, e a Sra. Young olhou-a, parando de bater a massa. "Erm. Desculpa, eu tenho mania de falar dude toda hora!"
"Aah, sem problemas! A Megan e a Hilary falam, também, e o meu filho fala muito!" ela riu.
"Ok."
"Aah, acabou o açucar" ela ficou chateada.
"Eu busco!" se apressou em dizer.
"Aqui na vizinha deve ter." ela disse.
"Volto em dois minutinhos!" e saiu, contente.
Contente porque estava no país que ela queria conhecer e justamente pra estudar, se aprimorar.
Bateu na porta da vizinha.
"Pois não?"
"Oi, sou vizinha da senhora, quero dizer, meio vizinha " ela riu "estamos precisandod e um pouquinho de açucar para terminar uns biscoitos. A senhora tem?"
"Aah, claro, só um instante." ela pegou uma xícara e enxeu de açucar. "Aqui"
"Aaaaah, muitíssimo obrigada!" sorriu. "Depois venho devolver sua xícara"
"Ok!" a mulher sorriu. Não lhe era estranha, mas achou muita coincidência prum dia só.
"Aqui está!" ela entregou o açucar para a Sra. Young que agradeceu.
"Agora, a gente coloca na fôrma e voilá!"
"Quantos minutos?"
"30" anotou em seu caderno "Anotou direitinho?"
"Anotei! Quando voltar pro Brasil, vou fazer a receita da Sra. Young pra todo mundo!" ela brincou e a anfitriã sorriu "Vou devolver a xícara"
"Não demore, hein! Está escuro, já!"
"Ok!"

desceu as duas escadinhas da porta e bateu na vizinha. Esperou um tempo, e começou a cantarolar.
" Pinch me, is this real..."
"Pois não?" alguém disse e ela perdeu o resto da música.
"Ermmmmmm..." ela olhava como nunca vira ninguém na vida.
"Alôoo, tem alguém aí?" ele riu.
"Oi. Erm." ela tentou, em vão, fazer uma voz de pessoa normal "A.. a sua mãe me emprestou um pouco de açucar, vim devol..." algo em seu bolso tocou "Um momento - alo? Oi, ! tudo bem e você?" ele franziu a testa "Posso falar com você daqui a meia hora? Valeu, beijo" e desligou "Desculpa. Minha amiga, do Brasil. Estava preocupada. Erm. A xícara que sua mãe emprestou, agradeça por mim, ok?" ela saiu andando rápido, para atravessar a rua.
"Hey, menina!" ela virou-se. Estava no meio da rua e voltou, aos poucos "Você falou Brasil?"
"Falei" ela disse, com orgulho "Eu sou de lá" sabia que ele iria começar a bater papo com ela.
"Aaah, sim, legal!" ele chegava perto, fechando a porta e sentando na escadinha.
"Sei.. que você e seus amigos querem ir pra lá, sou fã de vocês."
"Jura?!" os olhinhos dele brilhavam. "Seu nome?"
". Mas pode me chamar de " ela sorriu, feliz.
"Ok, ! Dude!" ele colocou a mão na boca, olhando pra ela "Imagina a cara do quando eu contar isso pra ele!"
"?" ela ficou vermelha e arrepiou. Era seu dork preferido "Ermmm. ?"
"É, o ! Deus do Céu, ele vai pirar!"
"Eu.. preciso ir, não moro por aqui, e ficar até tarde na rua é estranho num país onde pouco se conhece"
"Onde você está?"
"Aqui.. na casa da frente, só por pouco tempo"
"Aah, ok. Só vou embora amanhã. Foi legal te conhecer, !"
"Tchau."
entrou na casa dos Young e suspirou. Dude, conhecera em carne, osso... e cabelo maluco.
"Oi. tudo certinho lá?" disse a Sra. Young.
"Ahan. Erm. Sra. Young, posso usar o computador rapidinho?"
"Claro, querida!"
correu nas escadas e ligou o pc.
"Ain, , cadê você!" ela disse, para sim mesma, quando olhou, em modo offline, as pessoas do msn.
Ela desligou o pc, após alguns minutos no myspace [no qual disse que queria falar com a amiga o mais cedo possível e era para ela dar um sinal de vida] e Orkut, pois a dona da casa chamara-a para assistir um filme com a família.
"Oi..." cumprimentou um rapaz de uns 28 anos, junto com Hilary e Megan, que estava comendo biscoitos.
"Senta aí, !!" disse a menina e todo mundo riu. Paul [esse é o nome do rapaz] apertou play e eles começaram a assistir 'O dia depois de amanhã'

No dia seguinte, domingo, acordou lá pelas oito [hora local] e arrumou a cama. Olhou o celular e havia uma ligação perdida; era seus pais. Prometeu para si mesma que iria ligar mais tarde.
Desceu as escadas, meia hora depois, e encontrou Megan, vendo tv.
"Ah, oi. Tô vendo desenho, quer ver comigo?"
"Pode ser!" ela sorriu e sentou-se do lado da menina. Afinal, quem nao curte ficar vendo desenho, né.
Já eram umas dez horas quando ela resolveu dar um passeio pela vizinhança, para se situar melhor. Estava um pouco frio.
Mal fechara a porta e escutara alguém lhe chamando.
"Hey, !" ela olhou em volta e não viu ninguém "Aqui!" a voz disse, meio rindo. Ela olhou em frente e viu acenando pra ela.
"Aah, oi!" ela acenou de volta, morrendo de vergonha.
"Você tá tão vermelha, o que foi?" ele perguntou, rindo, ao se aproximar.
"Nada, não."
"Tô fazendo hora até aqueles idiotas aparecerem. Estava indo aonde?"
"Aah, eu vou dar uma andada pela vizinhança, sabe como é. Pra me situar de vez" ela começou a andar e ele acompanhou.
"Bom, eu posso te ajudar. Não moro mais aqui, mas conheço como ninguém!"
Ela não podia acreditar que estava em Londres, andando numa rua de lá, iria conhecer o Son of Dork todinho e, de quebra, estava ali, do seu lado, conversando com ela.
A vida pode ser injusta! (ps: ops, isso foi nota da autora! =P)
"Pois é, já andamos neste quarteirão umas três vezes" riu e ela também
"Caminhar faz bem, sabia?"
"Eu deveria começar este hábito" ele bateu na barriga e ela riu.
"Nooossa, que pançudo!" ela zuou.
"Mas tô mesmo! Não tanto quanto o , mas estou!"
"Credo, !" ela limpou a lágrima de riso. "Meu Deus!" ela colocou a mão na boca.
"Que foi?"
Ela apontou pra ele, depois pro chão; apalpou o bolso e pegou o celular, mas estava sem bateria "Droga!"
"O que foi!?"
"Preciso falar com uma amiga minha urgentemente, mas estou sem crédito!"
"Ué, vai lá em casa e manda uma mensagem pra ela no computador!"
"No seu.. erm" ela pigarreou "No seu computador?"
"É, por que?" ele riu.
"Não, nada!" ela pigarreou de novo.
"Vem, vamos"
Ela entrou na casa dele-que-não-era-dele-mesmo e subiu as escadas, indo parar no quarto dele.
"Que foi, que cara é essa?" ele riu "Fica calma, eu não vou fazer alguma coisa! hahaha"
"Erm. Ok"
"Taí, fique a vontade, enquanto eu dou um jeito nesse violão aqui. Meu primo veio aqui e acabou desregulando tudo!"
Ela sentou-se na cadeira e respirou bem fundo, acessando seu msn.

diz:
Oieeee!!
- em Londres diz:
, o que você faria se pudesse falar com o agora?
diz:
Dude, não sei, acho que morreria, por que?

virou-se para .
"Quer zoar com a cara de uma pessoa comigo?" ela perguntou, travessa.
"Eu quero!" ele se levantou. "Ok, quem é a vítima?"
"Uma das minhas melhores amigas. Ela te adora, tá uma palavrinha com ela."
"Ok"

- em Londres diz:
Ooooi! !
diz:
Cê tá bebum? Quer falar em english, let's go!

E eles conversaram por dez minutos em inglês, enquanto tentava dedilhar algo no violão.
"Ela tá falando em português e eu não tô entendendo."

- em Londres propõe uma conversa por webcam. Aceita o convite?
-em Londres diz
Aceita e veja com quem você estava falando! Hahahaha
propõe uma conversa por webcam. Aceita o convite?
diz:
As meninas estão aqui! A , a e a !
-em Londres aceitou o convite
aceitou o convite
diz:
Oiee!
diz:
Oieeee!
", dá uma aparecida pra ela morrer de vez? Pleeeeeease!" pediu e ele riu.
"Okkkk!"
diz:
Olha quem tá aqui comigo!
deu um tchauzinho, sorrindo, e deu um grito.
diz:
Isso é palhaçada, é-é? O.O
diz:
Nop! O é meu vizinho! Huahuahua!
- ai meu deus! diz
O.O Meu Deeeeeeeeeus!! =P
Conheceu os outros?
-ih, elas morreram! diz
Vou conhecer hoje. Amanhã eu começo as aulas pra valer mesmo. O pessoal aqui é muito legal.
- Ai Meu Deus! diz
Dude! Dude, dude, aproveita, cara, traz tudo assinado, camiseta, e traz eles dentro da mala!
-Ih, SOD na mala! diz
Hahaha, pode deixar. Eu vou sair, ok?
e cia ilimitada: caracas! diz
Aaaaaaaah! Magoou! =/ =/ Ok, mas manda beijos pros outros e mantenha contato! A tá dizendo que vai ligar pra você só pra escutar a voz do ! huahuahua
- em Londres! diz:
Beijoss!

Ela saiu do msn e virou-se para . Não achava ele o tão falado , e sim, um qualquer, apenas tocava numa banda que ela amava de paixão.
"Você faz esse treco ser tão fácil..." ela apontou pro violão, já que ele dedilhava Holly i'm the One.
"Aaah, é fácil, depois te ensino, quer?"
"Uhum!" a campainha tocou. "Dude, eu preciso ir, a Sra. Young deve estar preocupada comigo!"
"Vai não!" ele pediu com uma cara fofa. Nem parecia que tinham se conhecido no dia anterior.
"Mas eu tenho que avisar, pelo menos." ela riu
"Avisa e volta." ele foi rápido.
"Babaca."
Eles desceram a escada e os dois riam quando abriram a porta e deram de cara com e , parados do outro lado da porta.
"Sexto sentido, hein!" riu .
"Ooooi!" começou , dando em cima dela.
"Oi, ." ela prendeu o riso. Qual é, a amiga dela era doida por ele!
"Ela vai ali do outro lado da rua e já volta, né?" olhou firme pra ela, como se dissesse que ela tinha que voltar de qualquer jeito.
"É!" ela riu.
"Cadê o ?" perguntou , e escutou.
"Foi na padaria, comprar alguma coisa. Sei lá o quê!"
se iluminou. Iria conhecer o tão famoso , aquele com que ela sonhava em, um dia, se casar.
"Sra. Young?" ela chamou, na cozinha e a dona da casa se virou
"Estava ficando preocupada!" ela riu "Vi que conheceu o filho do nosso vizinho..."
"Aaah, é! Ele.. me convidou pra assistir filme lá com ele e os amigos dele. Vim avisar a senhora."
"Vai, minha filha, se divirta!" a Sra. Young já tratava-a como uma filha.
deu um sorriso, correu pro quarto, deu um jeito na roupa e desceu.
Atravessou a rua e bateu na porta, cantarolando Busted.
"Eu atendo!" ela escutou.
Ela levantou os olhos e viu , parado na sua frente, com um sorriso enorme.
"Oi."
"Oi."
", pára de dar em cima da garota!" gargalhou , comendo pipocas. "Entra, !"
se afastou prum lado e ela entrou, meio sem graça, e completamente querendo se enfiar no chão.
"Senta aí, a gente vai ver filme, mesmo." sentou-a no sofá.
"Huum, ela é do Brasil, sabiam?" colocou outra mãozona de pipocas na boca.
"JURA?" os dorks ficaram com os olhos brilhando.
"Ermmmmm..."
"Como é o Brasil?" perguntou .
"Erm. Normal." ela deu de ombros.
"Aah, eu sempre quis conhecer o Brasil, sabia!" sentou-se do lado dela e ela se ajeitou um pouco.
"Tem muita gente lá que adora vocês. Tem até um site, sabiam?"
"Site?" franziu a testa.
"Website. S-I-T-E!" ela zuou, sem ter a intenção e todo mundo riu.
"Panaca!" deu um pedala nele.
"Mostra pra geeeeeeeente?" pediu e ela concordou com a cabeça. Eles subiram para o quarto de , e sentaram-se na cama.
"Dude, cinco caras e uma garota num quarto!" gargalhou .
"Você é maluco, sabia? hauhauhau"
"Ok, , entra aí!" chamou e ela digitou: SonOfDork.com.br
"Oooooown, dude, nós temos site no Brasil!" disse , quase chorando.
"Era pra vocês conhecerem!" ela disse.
"Ah. Mas a gente conhece. De nome. Hehehe. " brincou e ela corou.
"Ok, vamos ver filme!" chamou e eles desceram, deixando o pc ligado.
"Vão na frente, eu desligo!" disse . Eles desapareceram de vista e ela digitou:
"Meninas, eles viram."
Releu e pensou que as amigas entenderiam de prima (primeira).

Cap III

Ela desceu as escadas, pensativa. Esse ato de subir e descer escadas precisa ter algum resultado!
"Fica com vergonha, não! Todo mundo aqui é meio lelê!" gargalhou e ela riu, entrando na zoação.
"É porque vocês não conhecem minhas amigas! Aquilo sim é reunião de malucos!" ela se jogou no sofá, ao lado de , que sorriu.
"Terror ou comédia?" perguntou .
"Terror!" respondeu , colocando pipocas na boca.
"Então, brasileirinha, como é estar em Londres?" ele perguntou.
"Ah!" ela riu, porque ele fechou a mão e a usou como se fosse um microfone de entrevista "Na verdade, não sei bem como é isso aqui, cheguei ontem e pretendo me aprimorar no inglês, só isso."
"E tá aprendendo bem, né, porque nós somos demais"
"Iiiih, o ficou convencido!" jogou uma almofada nele e acabou acertando "Foi mal!!!!"
"Acontece, acontece!"
"Dá para as monas calarem o bico? O filme vai começar!" reclamou , e abraçou .
"Se sentir medo, eu tô aqui, tá?" ele disse, mais próximo do galanteamento e ela deu uma risadinha.
"Erm... ok"
via a cena do chão, sentado perto de uma poltrona. Seu rosto não demonstrava grande contentamento com aquela cena.

"Mais pipoca?" perguntou , meio filme depois. e babavam no tapete, tentava se manter acordado e roncava do lado da menina.
"Aah, eu quero" ela respondeu, olhinhos brilhando e, ao mesmo tempo, toda vermelha.
"Toma" ele disse, um tempinho depois e ela corou. "Algum problema?"
"EU?" a voz dela estava aguda de nervoso "Por que eu teria algum?"
"É que você tá meio... corada"
"Aah, tá tocando meu celular, já volto" o celular dela começou a tocar uma música do McFLY e acordou meia turma que babava. "alo?"
"Cadê eles?" a voz de estava 'simpática'
"Bom, o tava babando no meu ombro, o e o estão babando no chão -de novo" deu uma risadinha "e o apagou de vez no sofá, no colo do "
"E o ?" ela escutou a voz esganiçada de , ao fundo.
"Aah, tá aqui, olhando pra minha cara e pintando a cara dos meninos, com o maior jeito Poynter" ela riu.
"Tira foto, coleta baba, corta roupa, coloque eles na mala, mas queremos lembranças, hein!" disse . Yep, viva-voz.
"Ooookaaaay!" ela riu.
"Quem é?" disse , baixinho, rabiscando a cara de .
"Minhas amigas retardadas." ela respondeu, tentando prender o riso.
"Ooooi, pessoa que está no telefone!" ele tirou o celular da mão dela e disse. Putz, ela pensou, a amiga teria um treco, do outro lado da linha.
", morre não, tá, filha!" gargalhou .
"Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah!" afastou o telefone do ouvido assim que a menina deu um berro.
"! É a ! Minha bateria tá acabando, viu, fofa!"
"Caraca.. eu.. eu falei com o !" ela só ouvia a amiga chorando.
", sou eu, a . Escuta, mulé, tudo que eles te chamarem pra ir, tu vai!"
"E se o chamá-la prum motel?" gargalhou , atrás da voz de .
"ELA VAI! CLARO, NÉ, ÔW, ACHA QUE A VAI PERDER ESSA CHANCE?" gritou a voz de , por trás.
", me escuta, se o te chamar pro motel, tu vai, sacou, né?" pegou o telefone da mão da e disse com a voz mais séria possível.
"Ow, gente, meu Deus, acalma!" estava chorando de tanto rir.
"Sério, eu tô falando muito muito MUITO sério, sacou?! Se te chamarem pra fazer alguma coisa, tu vai."
"Bom. Eu estava vendo filme com eles, isso serve?"
"FILME? COM ELES?" gritou e foi a vez da menina afastar o aparelho do ouvido "Escuta, arranja uma máquina por aí, e tira fotos! principalmente que eles estão rabiscados, vai! Por favor, faz isso pelas suas amigas choronas, melequentas e completamente surtantes, vai!"
"Oooka!" riu e dirigiu-se à : "Tem uma máquina aí? Elas querem uma fotografia..."
"UMA, NÃO, VÁRIAS!" gritou .
"Tem sim, lá no quarto do , vou ir lá buscar." ele subiu as escadas correndo.
"Ele foi lá buscar."
", como você ainda não agarrou ele?" perguntou , mais calma.
"Aaah, não sei. Mas vontade não falta! Hahaha!"
"Achei, ainda bem que estava em cima da cama." voltou, com uma máquina digital.
"Sério, filha! Aproveita que esses **s estão dormindo e meu, ataca o !!"
"Eu acho que não teria tanta cara de pau. Além do mais, lembra que a gente leu que eles têm namorada? TODOS?" nem vira o rapaz voltando com a máquina.
"Somos a favor de ver um tórrido romance entre e "
"eu não acho que... oooops!"
"O que aconteceu!?"
tropeçara no cadarço desamarrado e caíra em cima do sofá, onde estava a menina.
"Foi malz..."
"Nada, não..."
"Ow, , quer fazer o favor de responder?"
Mas ela não conseguia nem pensar em responder à amiga. estava a poucos centímetros de seu rosto e ele estava meio... nervoso.
"Alo, alguém taí!"
"Sua amiga tá te chamando..."
"Eu.. eu sei" ela estava mais corada que morango queimado.
"Não vai atende-la?" ele disse, sorrindo.
"Erm... "
"Gente, acho que eles estão conversando!" disse a voz de , no telefone. Elas colocaram no viva-voz, esperando alguma coisa.
"Erm... ?"
"Yep?"
"Você tá em cima do meu pé, e tá doendo... hehehe"
"Aaah, foi mal!" ele se levantou, meio sem jeito.
"Nada..." ela, no entanto, estava muito mais vermelha que ele.
"Erm... quer... quer que eu tire as fotos?"
"Pode ser" ele virou-se pro lado, suspirando com dificuldade e ela estava em estado de choque.
"Pronto" ele entregou a máquina pra ela e ela sorriu.
"Estão perfeitas" ele sorriu "Erm... ?"
"Yep?"
"Você sabe passar fotos pra pc? Digo, pro pc do ?"
"Sei." ele alargou o sorriso. "Quer que eu passe agora?"
"Por favor?"
"Claro, por que não?" ele subiu as escadas e ela também, apesar de estar com o coração praticamente saltando da boca.

"Fiozinho aqui..." disse "Uuugg" ele se levantou "Ok, vamos lá" ele sentou-se do lado dela. "O que você tá vendo?"
"Uns MySpaces... Eu tenho você nos meus amigos." ela sorriu.
"Jura? É tanta gente me adicionando que eu perco a noção... hahaha"
"É..."
"Eu posso..." ele pegou no mouse, ou melhor: na mão dela "eu posso abrir as fotos?"
"Claro!" ela estava vermelha de novo.
"Ok, qual é o seu email?"
Ela disse e ele digitou.
Meia hora depois...
"Ok, dez fotografias mandadas por email para dona !"
"Hahaha, é!"
"Heeeey, tive uma idéia!"
"Idéia? Vixe, vindo de você!" ela balançou a cabeça.
"Vou aceitar isso como um elogio, tá?" ele riu "Vamos tirar fotos?"
"Erm... nós dois?"
"É, só tem a gente aqui." ele olhou pro quarto.
"Ok..." ela ficou vermelha de novo. Quarta vez que isso acontecia.
Eles começaram a tirar diversas fotografias, claro, só dos dois. Com caretas.
A última foto, no entanto, era linda, os dois com um enorme sorriso: ela sentada na cadeira do pc de e ele abraçando-a.
Ele passou as fotos pro pc e ela riu.
"Vou postar uma no meu fotolog."
"Hahaha, muita gente vai te xingar!"
"Problema!" ela deu de ombros e postou a foto. "Na real? Essa foto ficou linda!"
"Eu também acho" ela abaixou os olhos (porque ele estava de joelhos, ao seu lado) e ele olhou-a fundo nos olhos.
"Erm... Que bom que você também achou legal." ela começou a tremer.
"É." eles ficaram se encarando por um tempo.

Cap IV

"Aaaah, vocês estão aí!" disse , abrindo a porta do quarto e dando de cara com os dois. "Estavam fazendo o que?"
"Ermmm... nada!" ela se levantou e saiu do quarto querendo rir.
" ?"
"Acho que a minha mãe tá me chamando, sabe..." ele saiu do quarto e começou a rir.
"EU MATO VOCÊSSSSSSSSSS!" gritou e os dois desceram as escadas correndo e rindo.

"Aah, mas eu tenho que ir, sabe como é..."
"Não vai, nãaaao, !" apertou-a, num abraço.
"É, vai não! Começamos a vida normal na segunda feira!" estava chateado.
"Gente, eu só vou atravessar a rua!" ela riu "Vocês sabem que eu tô do outro lado da rua!"
"Mas ainda são" olhou o relógio "Dez horas."
"É, você almoça com a gente e, depois, a gente jura que te deixa em casa." fez um sinal de que prometia e ela se controlou pra rir, lembrando das amigas falando da estória do motel.
"Seria melhor se me levassem pra outra coisa..."
"Ahn?" franziu a testa. Ela falara em português.
"Nada não. Sério, preciso ir."
"Espera, eu tive uma idéia." estalou os dedos e olhou pro teto, querendo rir."Vamos"
Ele puxou-a até a casa da Sra. Young e, quando ela abriu a porta e deu de cara com ele, foi super simpática e o convidou prum chocolate quente. Ele disse que não iria se demorar, que só queria levar um papo com ela.
Quando ele começou a falar, começou a ficar meio gelada de vergonha. Ele estava mesmo pedindo pra Sra. Young deixá-la passar o dia com ele e os amigos dele ou era sonho mesmo?
"Claro que sim!" a Sra. Young deu um largo sorriso.
"Erm... , o teu primo tá aí?" perguntou Mrgan, entrando na cozinha e meio que sondando ele.
"Tá, por que?" ele deu uma risadinha.
"Ah" Megan corou muito "Eu.. eu queria saber se ele quer jogar totó comigo"
"Vai lá, tira aquele bundudo da cama!" Megan saiu querendo correr.
"Então posso raptá-la por hoje, Sr. Young?" riu , se dirigindo à dona da casa.
"Contanto que me traga ela salva até às sete, porque ela tem aula amanhã..."
"Amo a senhora!" ele deu um beijo na bochecha dela e saiu puxando com ele.
"Você é mais estranho que eu achava que era" comentou , atravessando a rua com ele, que apenas deu de ombro.
"Estamos indo pro parque, qualquer coisa" riu o primo de , segurando uma bola de futebol, e Megan lançou um olhar à , de quem gostaria imensamente de se enterrar no chão.
"Hey!" ele segurou o braço do primo "Juízo, hein" o menino corou e saiu correndo com Megan "Eles brincam juntos desde que se entendem por gente" comentou , abrindo a porta. "Eles se gostam, mas são meio 'tímidos', se é que me entende."
"Aah, sei" ela entrou e esperou ele fechar a porta.
"Ok, pessoal, temos a até às sete da noite!"
"Sério? Obaaaaaaaaa!" gritou e eles riram.
"É, sinta-se em casa!" disse, sentando-se na poltrona.
"Ok, se prepara que ninguém nunca teve a chance de passar um dia inteiro com a gente!" convenceu-se . Ela simplismente virou-se para ele e deu-lhe um pedala.
"Ela já entrou no clima!" riu .
"Isso, meu caro dork com cara de mongol, se chama PEDALA, lá no Brasil" ela disse, prendendo o riso.
"Aeeeeew, vamos pedalar no !!!" gritou , e todo mundo olhou pra ele "Ok, não foi uma conjugação muito normal" e todo mundo ria quando a porta se abriu e entrou o Paul, é, aquele baixinho que a gente chama de Percurssion Boy!
"Oi, pessoal. Oi, prazer" ele apertou a mão de , que prendeu o riso. "Ué, que caras são essas?" os meninos estavam com uma cara suspeita.
"PEDALA NO ANÃAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAO!" eles pegaram o 'pobrezinho'(O.o) do Paul e começaram a dar pedalas e cócegas nele. Como ele não morreu de rir, é o que eu quero saber até agora...

Cap V

"Hahaha, isso foi legal!" riu , levantando do chão.
"Legal? Vocês quase me matam, viu!" resmungou Paul, fulo "Desculpa aí, mocinha, mas esses meninos me dão nos nervosos!" e saiu pra cozinha.
"Amo esse anão!" disse , entre uma risada e uma interrogação.
"Tá, hora de ensaio" disse , chamando.
"Hora de dormir, isso sim!" se jogou no sofá.
"Anda, bundudo, anda, bora" bateu palmas e começou a rir. Eles era lesados!
levantou, fulo e seguiu a turma até o porão. ficou para trás.
"Vamos, vamos!" disse , pegando-a pela mão. Ela corou na horra "Não paga nada, não, hehe" ele riu. Ela também sorriu, completamente suando.
"Ai, não sua, não sua, sua imbecil, ele só tá segurando sua mão!" ela ficava se dizendo, em português "Não sua, , não sua!"
Todos foram para seus respectivos instrumentos.
" escolhe a música!" brincou e ela riu.
"POR QUE EU? "disse, com a voz mais aguda possível.
"Porque é nossa convidada especial!" sorriu , fofo "Você escolhe!"
"Tá!" ela sorriu, francamente. Não dava pra não ser fofo com ele sendo fofo daquele jeito. "Let's see..." ela pensou "Ah, toca... hm.. sei lá, escolham vocês! tô indecisa, as músicas são fodas... assim como quem as toca, né..." eles começaram a sorrir, sem graça.
"Obrigado, sei que EU sou foda..." se curvou e bateu nele.
"Paspalho!"
"Pode ser Ticket Outta Loserville?"perguntou e todo mundo olhou pra ele, prendendo o sorriso "Ué, qual é o problema, tô sugerindo!"
"Pode ser, eu adoro essa música!" ela sorriu.
"Um, dois. um dois três, quatro!" e lá foram eles tocando Ticket Outta Loserville.

"O que vamos fazer agora?" perguntou , duas horas depois, estirado no sofá da casa do amigo.
"Hmmm... não sei. , o que você quer fazer?" perguntou , enquanto a menina mexia em seu cabelo.
"Não sei... "
"Já vimos filme, já ensaiamos... não são nem cinco da tarde!" reclamou . "Sai, minha vez!"
"Sua vez o quê!" reclamou "Você ficou um tempão, minha vez!"
"Na verdade, acho que não é a vez de ninguém" suspirou .
"É a vez dele... hahaha!" apontou pra ele e riu.
"Cuidado, , ele vai é dormir!"
"Ah, , cala a boca!" ela riu. "Vem, !"
"Ah, e eu!" fez bico
"Daqui a dez minutos... " ela gargalhou.
"Olha, hein, eu vou cobrar!" ele olhou pro relógio, e apertou uns botões "Vou até cronometrar!"
"Deixa de ser ciumento, dude!" rolou "Depois dele sou eu, né?"
"Credo, gente, parece quem nunca viram uma garota na vida!" ela riu, quando deitou a cabeça em seu colo.
"Estamos meio complicados quando o assunto é namorada..." disse , balançando os ombros.
"Olhaaa o que eu achei!" sorriu , mostrando um dvd "De volta para o Futuro, quero ver de novo!"
"A garota passa o dia inteiro com a gente e vamos ficar vendo filmes?" disse , cético.
"Eu adoro De Volta para o futuro" ela riu.
"Bota o filme no dvd AGORA!" brincou , tirando o dvd das mãos de e colocando no dvd.
"Vou fazer pipocas... NÃO COMEÇEM O FILME SEM MIM, HEIN?" gritou , indo pra cozinha "Cadê aquele baixinho... " se perguntou "ANÃO!" gritou e nada do Paul. viu um bilhete dele, dizendo que tinha dado no pé, pois tinha uns problemas para resolver. "Ok, né..." ele pegou pipocas de microondas e colocou-os no aparelho.

"Eles me acharam!"
Sons de bocejos e alguns roncos eram escutados na sala da casa de . Estava escuro, pois as luzes estavam apagadas; estava frio, porque, lá na rua, o tempo estava escuro e frio; estava bom, porque estava quentinho lá dentro e tinha pipocas!
balançou a cabeça pro lado, meio sonolenta.
"Continua, continua!" disse , baixinho, com os olhos fechados.
Ela sorriu.
"Você é folgado, sr. "
"Faz tempo que ninguém faz cafunés em mim..." ele ficou levantado, sustentado por um braço. Ela não sabia se olhava pra tv, pra ver sua cena preferida, ou se olhava para , a poucos centímetros de seu rosto.
Resolveu escolher a segunda opção.
"Tem uma coisa..." ele começou e ela começou a respirar rápido. Estava entrando em estado nervoso "Que eu queria fazer..."
"Sexo?" ela segurou o riso. ele sorriu.
"Não, boboca!" ele sorriu e aproximou-se mais dela. "Isso."
se inclinou só mais meio milicentimetro e beijou-a. Ela ficou meio boba com a situação, afinal,era bom demais pra ser verdade e já estava mais do que na hora de ele tomar uma atitude, tenha dó!
"Eu não deveria ter feito isso.. deveria?" ele olhou-a, sem graça, sentando-se ao lado dela, no sofá.
", por que você não cala a boca?" ela puxou a cabeça dele e era uma vez uma historinha de um rapazinho que pegava um De Lorean e voltava para 1955.
"Tive uma idéia" disse ele, meia hora mais tarde. Todos os outros dormiam no chão da sala, babavam, enquanto a voz de Doc e Marty ecoavam na sala.
"Qual?"
"Vamos dar um passeio. Eles não vão acordar tão cedo..."
Ela sorriu, como se fosse algo proibido.
"Vamos!"
Eles se levantaram e, sem fazer barulho, saíram da sala.
"Espera!" ela pediu
"Ai, não acredito!" ele sorriu "Você vai deixar um bilhete pro !?"
"Claro! Ele tá sendo fofo comigo, já virou meu amigo e jurou que iria cuidar de mim"
", desculpa se você acordou e deu por minha falta. me levou pra dar uma volta por Londres, inclusive vai me mostrar onde é que eu vou ter aulas. Beijo, "
"Acho que ele vai sentir minha falta."
"Eu acho que tá na hora de sair correndo" puxou-a pela porta, um vento frio estava rondando a rua calma.

Cap VI

"... e de volta à 1955!
1955?
"
acordou. Olhou para os lados, sem entender: onde estava? Passou a mão nos olhos quando viu deitado no seu colo, dormindo.
Então tinha sido um sonho!? Ela não tinha beijado , tampouco ele e ela sairiam por toda Londres feito um casalzinho apaixonado.
Ela jogou a cabeça no sofá, colocando a mão na boca. Estava chateada, era só um sonho!? Marty McFly também lutava para acreditar que estava em 1955. Mas, ao contrário dele, ela estava num outro mundo, não era possível acreditar no que tinha sonhado.
"Você já vai embora?" ela escutou alguém, baixinho, quando pegou seu celular na mesinha ao lado do sofá.
"Eu?" ela virou-se e abria os olhos para ela, com um rosto meio chateado. "Não, acho que a bateria acabou."
"Ah" ele deu um sorrisinho "Continua?" ele deitou-se no colo dela de novo, esperando que ela continuasse a fazer cafunés no seu cabelo.
"Você é muito folgado, sabia?"
"Minha ex-namorada falava isso." ele franziu a testa "Enfim, continua, continua!" ele voltou a deitar a cabeça no colo dela e ela sorriu.
"Você não acha que está na hora de trocar?" perguntou e ele sorriu
"Ok" ele se levantou e ela deitou no colo dele.
"Se você bagunçar meu cabelo..." ela começou. Pensou: seria feito por um dork "fique a vontade"
"Ok"
Marty McFly andava pelas ruas sem entender nada. Nem entendia nada. Era tão bom ficar no colo de alguém que ela gostava, recebendo cafuné...
"Só não vale dormir, hein!" ele sorriu. Mas tarde demais, ela já estava quase dormindo.
"Uhun..."
"Ei, eu disse pra você não dormir!" ele riu, olhando pra ela.
"Não tô"
"Tá sim!" ele parou de fazer cafuné no cabelo dela, rindo.
"Boboca!" ela virou-se de maneira que visse o rosto dele e mostrou-lhe a língua.
"É..." ele olhou pra e pra tv. Quem ligava se tinha um Marty McFly preso nos anos 50? Até o S-Club, quando era 7, já ficou preso nos anos 50! "Espera!" ela ia virar a cabeça pra televisão quando ele abaixou a própria cabeça e a beijou.
"Agora eu não tô sonhando!" ela pensou, no momento em que os lábios dele tocaram os seus.
"Eu fiz isso?" ele meneou a cabeça, rindo.
"Fez" ela riu. mexeu-se no chão. "Foi mal" ela pôs a mão na boca, porque não conseguia esconder o sorriso enorme que tinha.
"Ah, tá, só pra ter certeza" ele virou-se pra ela e beiou-a de novo.
Só que a coisa foi ficando mais forte. Ela o abraçou e eles quase caíram em cima de , que dormia feito pedra. Até roncava! Rindo, conseguiram os dois ficarem deitados no sofá, e lá continuaram se beijando até parar de roncar. Eles se ajeitaram rapidamente, ele deitou no colo dela e ela continuou a fazer cafuné no cabelo dele.
"Ainda?" perguntou , com os olhos embaçados, olhando para dormindo no colo dela "Ele apagou."
"É"
"E você tá quase, também!" ele deu uma risadinha e ela fingiu um bocejo.
"Credo, que frio! Quer chocolate quente?" ela concordou e ele foi pra cozinha, bocejando.
"Ele acreditou"
"Eu sou um ótimo ator, convenhamos!" sussurrou .
"Ah, convencido!" ela riu e ele rapidamente levantou-se e deu-lhe um beijo. "Isso é sonho, não é?"
"Por que seria?"
"Porque eu tô na cidade dos meus sonhos, vendo um dos meus filmes preferidos, abraçada com o cara que eu gosto, que por acaso é um dork" ela sorriu.
"Isso é bom ou ruim?"
"Hmmmmmm... perfeito?"
"Tá, pode ser!"
"Toma" disse , chegando bem na hora em que eles iriam se beijar novamente. fingiu que seu ato de passar a mão no cabelo dela fosse para pegar o telefone dela para olhar. "Hall, cê acordou!"
"Imagina, sou um fruto da sua imaginação!" ele riu e e viraram no chão, a ponto de se abraçarem.
"Não são uma graçinha?" ela riu e eles concordaram.
"Vou pegar chocolate" se levantou e sentou-se perto de .
"Tá frio, não?" comentou.
"Uhum..." ela riu "Ei!" ela deu uma risadinha.
"Aah, sou o único que não foi no colinho dela!!" ele se justificou e ela sorriu, fazendo cafuné no cabelo dele.


Cap VII

"Satisfeito?" ela riu.
"Não, pode continuar!" colocou a mão dela em sua cabeça novamente e se ajeitou no colo dela.
"Mas você é muito, muito, muito, eu digo muito de novo, folgado, sabia?" ela riu.
"Eu sei." ele fechou os olhos e sorriu com a boca fechada. Ela olhou , com a boca aberta, rindo e ele olhou-a com certa adoração "Que foi?" ele colocou o dedo indicador, sinalizando que não poderia falar ali e ela balançou a cabeça.
"Eu acho que o é folgado demais. aliás, está na minha vez!"
"Cai fora, mané, errou a mina, parou na China!" disse e sorriu de novo.
"Então tá... Até a cena da perseguição do Biff" ela disse e disse um Ok.
"Vou contar, hein!" apontou pro relógio e levantou a cabeça, mostrando-lhe a língua.
-... digo... destino...
-Ah!
-Hey, McFly!

pegou umas pipocas na tigela e ia colocar na boca quando viu sorrindo para ela.
"O que foi?" ela riu
"Nada. Não posso olhar pra você?"
"Poder pode, mas vou começar a cobrar..."
"É, parece que o dormiu de novo..." ele desconversou
"É. Verdade" ela inclinou-se um pouco e o viu roncando, quase babando em cima da almofada que estava em seu colo.
esticou o braço e colocou-o atrás de , e ela quase riu.
"Que é?"
"Isso é da pesada!"
"Eu acho que você anda vendo muito esse filme..." ele aproximou seu rosto do dela, a fim de ver seus olhos.
"Mesmo?" ela franziu a boca e ele inclinou a cabeça.
"Acho... aliás, eu tenho certeza."
"Você me conhece a menos de 24 horas, sr. , como pode saber isso?"
"Bom, você diz que eu não sei, mas seus olhos dizem que sei de tudo."
"Mesmo?" ela riu "Sua boca diz que sabe mais de mim do que eu mesma, mas seus olhos dizem que quer mais pipoca."
"Porque acha isso?"
"Porque é a quarta ou quinta vez que você fala comigo e pega a tigela de pipocas ao mesmo tempo."
"Ok" ele colocou a tigela na mesinha de centro e olhou novamente pra ela "Vamos ver." ele riu e a beijou.
Consequentemente, ela tirou a mão da cabeça desgrenhada de , que continuou dormindo, sem se preocupar com as coisas.
"Pera" ela disse, e ele bufou, jogando a cabeça no encosto do sofá e ela se inclinou um pouco para pegar seu celular "Alo?"
" !" ela escutou uma voz nervosa e bateu com a mão na cabeça: era sua mãe.
"Oi mãe" sorriu e ela fez um sinal para ele calar a boca "Eu? Tô.. passeando. Tô no cinema com a.. a.. a.. Megan! É, estamos vendo Lilo e Stitch!" ela prendeu o riso.
"De novo? "
"É, saiu o terceiro!" ela mentiu, descaradamente.
"Ah, tá. tudo bem por aí então, né?"
"E como tá bem!" ela olhou pra , que ajeitava o cabelo.
"Então tá. Olha lá, hein!"
"Pooode deixar, não vou fazer nada de errado!"
"Hunf, só quero ver... tchaau!"
"Tchauzinho!" elas desligaram "Minha mãe."
"Lilo e Stitch?" riu.
"É, ela sabe que eu amo o Stitch, mas nem sabe direito o que é!" ela riu
"Onde estávamos?" ele perguntou, franzindo a testa e colocando uma mecha do cabelo dela atrás da orelha.
"Bem aqui..." eles iam começar a se beijar de novo quando acordou, com os olhos embaçados.
"Cadê o Panks!?" ele perguntou, ainda meio embaçado
"Panks?"
"Ele tá sonâmbulo. De novo!"comentou "Amo zoar dele quando ele está sonâmbulo" ele fez cara de maroto "quer?"
"Pergunta imbecil, !" ela se levantou com cuidado, deitando a cabeçinha desgrenhada de no sofá, com carinho. Deu-lhe um beijo na testa e ele colocou as mãos embaixo da almofada, sorrindo de boca fechada. ela achou a coisa mais fofa do mundo (PS: No meu caso, é o meu titio lindinho Jimmy Jimmy, então, imaginem um sorriso fofo do seu dork anfitrião! hauahua).
Eles zuaram o coitado do , o bundudo do (que dormia com a bunda pra cima) e , que parecia sonhar com alguma coisa bem legal, pois seu rosto demonstrava isso: pintando o rosto deles, no maior estilo McFly de ser. já andava até quando parou-o.
"Não zoa ele"
"Por que não?"
"Porque ele tá sendo mó legal comigo e tadinho,olha a carinha dele de criança!" ela olhou-o com carinho e rolou os olhos.
"Vejo isso quase todo dia!" ele rolou os olhos de novo. "Ah, qual é, vamos zuá-lo!"
"Não, tadinho!" ela sorriu para o rosto descansado e dorminhoco de e instantaneamente, quase, ele colocou o polegar na boca, como uma criança "Olha que lindinho!"
"Vou ficar com ciumes!"
"Aaaw, tadinho!" ela apertou a bochecha esquerda dele e ele fez bico
"E sou um cara muito ciumento!"
"Mesmo?" ela arregalou os olhos, querendo rir "Então, sr. Ciumento, trate de sossegar, ainda tem filme pra ver!" ela se sentou no chão e ele sentou-se do lado dela.
"Então tá." ele pegou a tigela "Mas as pipocas são só minhas!"
Ela abriu a boca de incredulidade e, querendo rir, os dois viram Biff agarrar a mãe de Marty dentro do carro.


Cap IX

"Me passa a pipoca? Por favor!" ela riu, quando afastou a tigela das mãos dela.
"Nah!" ele brincou e se levantou. Ela se levantou também "Quer pipoca, tenta alcançar!" ele ergueu o braço e ela pulou uma vez, prendendo o riso.
"Vai ter dor de barriga!" ela riu.
"Bleh!" ele mostrou a língua e ela deu-lhe as costas. "Vem cá!" ele virou-a e eles começaram a conversar sussurradamente.
"Vamos tirar mais fotos!" ele disse.
"Não sei!" ela fez doce.
"Ah, qual é, depois você tira foto com eles! E sem poses, porque acho esse negócio de tirar foto fazendo pose a maior babaquice, ou seja, coisa pro ." ela sorriu "E não vai ser foto obrigado, com aqueles tipos de fã que te perseguem o dia inteiro e te obrigam a segurar plaquinhas ridículas"
"Então tá!"
Eles estavam indo em direção a escada quando e acordaram.
"Onde vocês vão?"
"Pegar um balde de água fria pra acordar os outros." brincou .
"Ela já se entrosou!" riu e os dois bateram-se nas mãos.
"Era uma vez!" eles escutaram, e olharam para o lado: e levantavam-se, do sofá e do chão, respectivamente e já propunham pizza.
"Pizza?" arregalou os olhos "Mas são só..." ele olhou o relógio "Quatro horas da tarde, já?" se espantou.
"Uhum! Eu buscooo!" berrou .
"Sem mim você não vai!" começou .
"GAY!" gritaram os outros e começaram a rir
"É que ele só vai trazer pizza portuguesa e eu não quero vomitar de novo!" concluiu .
"Ah, eu vou atrás, quero pizza de pepperoni!"
"Eu quero pizza de queijo, cai fora!"
A porta fechou.
"Eles..." começou , atônita.
"...Sempre assim? Sempre!" balançou a cabeça.
"Tem refri?"
"Refri? Em que mundo você vive, ?" gargalhou "A parada aqui é cerveja! Não tem, busca lá pra gente!"
"Tá bom..." deu os ombros "Vai comigo ?"
"Não, eu vou ajudar o a arrumar a bagunça!" ela riu e virou-se para o anfitrião "Nossa, não sabia que eram tão bagunceiros..."
"É porque você ainda não viu nada! Tem que ver quando os caras do McFly vêm pra cá!" pegou uma almofada do chão e tacou em "Vai buscar as cervas, agora!"
fechou a porta, indo para a rua e e ficaram arrumando a casa.
"Ah, já que você é uma fã 'especial' do Son of Dork, você terá o privilégio - o privilégio, dona ! - de escutar uma música que eu estava compondo."
"Você, compondo!? Pff, deve ser cômico!"
"Ha-ha-ha!" ele colocou as mãos na cintura "Vem!"
Ele pegou a mão dela e, juntos, correram escada acima. Abriram a porta do quarto dele e ela se sentou na ponta da cama, aguardando ele pegar o violão e começar a tocar. Mas, ao contrário do que ela pensava, ele ligou o computador.
"Aah, não acredito!" ele fez voz irritada "Eu mato aquele pestinha! - meu primo! Excluiu a música do pc, que merda!"
"Ah, relaxa, cara, deve ter sido sem querer!"
"Merda... tá, vamos brincar de Jackson Five" ele se levantou, pegou uns cds e desceu. Ela, sem entender, desceu junto e sentou-se na mesa da cozinha, esperando ele fazer alguma coisa.
"Conhece essa música?" ele estava longe e apontou uma música no cd. Ela não conseguiu ler.
"Não tenho olhos como os do Homem de Seis Bilhões de Dólares, !"
Ele colocou o cd no rádio que ele tinha colocado na cozinha. O ritmo que começava a tocar era-lhe vagamente conhecido, mas não tinha certeza.
"Agora conhece!"
"Aaah!" ela riu. Claro que conhecia aquela música, sua mãe cantava quando ela era pequena e queria fazê-la dormir; e sua banda preferida tinha regravado, afinal!

When I had you to myself, I didn't want you around
Those pretty faces always make you stand out in a crowd
But someone picked you from the bunch, one glance is all it took
Now it's much too late for me to take a second look


apertou as mãos, quase ferindo-as com as unhas. Por que será que cantava, fazia coreografias e apontava diretamente para ela? Já não era a primeira vez que ele olhava daquele jeito pra ela, naquele dia.


Cap X

"Mas então, você mora no Brasil" disse , esticando o braço para ela, entregando os copos "Você não me contou o que você fazia pra se divertir por lá"
"Ah, não tem muita coisa, sabe como é. Estou estudando ainda, mas estou de férias do colégio."
"Ah sim!" ele sorriu "Escuta, você tem namorado?" ele perguntou, olhando- a nos olhos.
"Erm. Não" ela corou na hora. Ele sorriu.
"Bom!"
"Espera, mas vocês não tem namoradas?" ela franziu a testa, tentando parar de corar.
"Ah, bom." ele meneou a cabeça "Tínhamos. Verbo no pretérito" ele fez gestos com as mãos.
"Aaah, ok"
"Escuta..." ele puxou a cadeira mais para perto dela e ela corou "Eu estava pensando se você-"
"Ufa, tá muito frio lá fora!" ela meio que respirou aliviada quando escutou a voz de fechando a porta. afastou a cadeira.
"Sério?"
"É, tá muito frio lá fora!" ele tirou o casaco e jogou em cima de , que levou um choque.
"Credo!" ela disse, pegando o gélido casaco.
"Eu disse!"
"Cadê os antas com a nossa pizza?" exclamou , colocando as mãos na cintura.
"Posso... perguntar uma coisa?" levantou a mão e os dois olharam para ela "Erm. Cadê seus pais?"
"Ah, eles saíram com o meu primo mongol. Francamente!" riu, colocando as mãos na cintura, quando sentou-se na cadeira dele e juntou-a perto de . "Tá com fome?"
"Eu? Ah, não, não, obrigada"
"Eu já volto" saiu em direção à sala, pois o telefone começara a tocar.
"Que foi?" perguntou .
"Por que?"
"Você está diferente, tá quieta..."
"Eu? Imagina!"
"Ah, muito bem!" ele sorriu. Ela não sabia o que fazer! Há poucos minutos atrás, estava dando em cima dela; agora, , seu dork preferido, estava tentando beijá-la - de novo!
"Erm, eu acho que não, " ela chegou um pouco para trás, quando o rosto dele se aproximou.
"O que houve?"
"Não, nada, mas é que... sei lá. Não quero me iludir"
"Escuta" ele pegou o queixo dela e olhou-a fundo nos olhos "Eu gostei de você desde o primeiro segundo que te vi parada naquela porta. Se eu tô ficando com você é porque eu gostei de você. Nem quando tô trêbado fico com garotas que não me atraem." ela riu "Sacou?"
"Saquei"
"Ok, então. Sei que parece uma coisa de doido, afinal, sou meio que seu ídolo, né."
"Por isso que eu tenho ... sei lá, medo. Porque eu me iludo com algo assim... tipo, eu sempre sonhei com isso, sabe; de repente, acontece e eu não sei mais o que pensar!"
"Entendo" ele olhou pro lado.
"Mas saiba que eu gosto muito muito de você, e, agora que eu te conheço, gosto mais ainda." ela fez uma pausa. "Até daqueles outros imbecis. Mas saiba que você continua sendo meu dork preferido" ela riu, e nesta hora, a porta se abriu, trazendo e os outros meninos com enormes pizzas nas mãos.
"HORA DA PIZZA!" eles berravam e adentraram na sala.
"Até que enfim!" deu um sorrisinho contente e olhou para os amigos "Que vocês tem aí?"
"Pizza meio a meio, pra agradar todo mundo e é claro, uma pizza especial para nossa convidada especial!" se curvou idiotamente para , que riu.
"Você não é muito normal, né?" ela olhou para e segurou seu queixo. "Você é muito bobão"
"Ela disse que eu sou bobão, ué!" ele respondeu para , quando este deu um pedala nele.
"Ok, bora comer que meu estômago clama por pizzaaaaaa!" gritou , abrindo a primeira caixa "Pepperoni?" disse, desanimado.
"Tem queijo aqui!" apontou para a caixa, enquanto pegava pratos no armário.
"Que foi?" olhou para e a viu olhar com os olhos arregalados.
"Ele tá pegando.. pratos?" ela disse, com um fio de voz
"É claro!" ele respondeu e balançou a cabeça. Os outros meninos olharam para ela.
"Por que?"
"Erm... porque queremos parecer civilizados?" respondeu , colocando uma fatia de pizza no prato, na frente dela.
" , o que você tá..."
"Erm... colocando a cerveja no copo?" ele olhou para o copo e para , ao mesmo tempo.
"Meu... Deus" ela parecia estupefata.
"Que houve, está se sentindo mal?" correu para seu lado e ela ficou quieta, balançando a cabeça negativamente.
"Ah, me dá isso aqui!" ela franziu a testa, esticou o braço e pegou a fatia com a mão "Que é, não comem pizza com a mão não, é? Olha, é muito mais gostoso!" ela deu outra mordida na pizza e eles riram.
"Aff, ótimo, ia me sentir um monstro se bebesse cerveja em copo e comesse pizza num pratinho!" gargalhou e ele e bateram-se nas mãos.


Cap XI Muito obrigada Tatáh por ter me ajudado ^^


"Faltam 30 minutos pra eu ir pra casa" disse , olhando para o celular que estava em cima da mesa "O que a gente faz até lá? Ficar comendo pizza não vai ser uma boa idéia, ou a aqui vai ficar que nem a Britney Spears."
"Que tal se a gente for lá fora e acertar algumas coisas?" Disse marotamente a , eles já haviam ficado, queria tê-la ali perto, mas não queria decepcionar , ele era seu amigo e estava dando em cima da garota, mas também não queria que isso acontecesse.
"Vamos, aproveita que eu não estou em sã consciência" riu e se levantou em direção à porta, ela sabia muito bem o que estava fazendo, ela gostava dele, não podia perder essa chance, todos estavam porres demais naquela pizzaiada, nem iam perceber; a não ser , mas ele estava ocupado demais em ganhar uma rodada de cervejada de .

"O que você tem pra acertar comigo?" Perguntou ao chegarem aos fundos da casa, naquele local batia pouca luz.
chegou mais perto de , ele sentia um frio na barriga toda vez que ficavam tão próximos; ele olhou nos olhos dela, passou a mão no seu rosto, a menina os fechou com o toque da mão dele, ele era incrível, e ela amava estar assim.
"Hey dudes, o que vocês estão fazendo aí?"
"Ah! Oi, , bem a gente tava ..err..o , ele.." não sabia como sair daquela situação, quase viu eles se beijarem, e era constrangedor aquilo, ninguém sabia ainda sobre eles.
"Eu chamei a pra vim aqui fora por que eu não tava passando muito bem, e não queria vir sozinho pra cá, mas já tô melhorando, vamos voltar lá pra dentro? Tá frio por aqui." Disse tentando tirar qualquer besteira da cabeça de , que ainda achava aquilo meio estranho.
"Ah tá, vai indo então, quero falar com ela." Ele disse para que já estava entrando na casa. "Esse , não bate muito bem da cabeça" Disse, se aproximando de .
"É, né? , eu tô com tanta sede, vamos lá dentro pegar algo pra eu beber?" disse a garota, evitando qualquer tentativa dele.
"Mas , eu queria falar com você" segurou no braço dela. "Eu preciso falar com você"
", é sério, seu eu ficar aqui vou morrer de sede, você me fala lá dentro ok?" tirou o braço das mãos de com um pouco de esforço. torceu o rosto, um dia ela teria que saber, um dia ele pegaria ela de jeito, pensava ele.

"Então, quem está ganhando?" ela riu alto, quando viu e meio zonzos.
"Ele" eles apontaram para o outro, tentando mirá-lo com os olhos embassados.
"Nossa... não são nem sete horas da noite e eles já estão assim!" ela riu.
"Ah, é normal, é pior quando o McFly tá aqui: fica todo mundo ruim..." comentou e ela prendeu o riso.
"Mesmo?"
"É."
"Ai, meu Deus!" ela colocou as mãos na boca e arregalou os olhos "Eu não quero!" resmungou, indo até a sala.
"Não quer o...." começou , entào olhou para o relógio: sete para as sete "Ah, peraí, não vai não!"
"Não posso! Não moro aqui, estou sob responsabilidade de outras pessoas, não quero problemas" ela procurou o celular em cima do sofá ", viu meu celular?"
"Esse aqui?" estendeu a mão, com o aparelho.
"Esse mesmo!" ela sorriu e ia pegar o aparelho quando este começou a tocar:

Pinch me, is this real? I'm the one with ticket out of Loserville

Ela corou.
"Que fofo! Eu atendo!"
", NÃO!"
" sim, oh yeah, !" ele zuou. "Alouuuu?"
", devolve!!" ela pulou nas costas dele.
"Quem está falando?"
"Oi, pessoa do outro lado da linha que eu não sei quem é, aqui é o !"
", DEVOLVE!" ela deu pancadas em suas costas.
"!?"
jogou o aparelho para .
"Agora é o !" ele gargalhou "Quem está falando?"
"?"
", me devolve!"
"Oops!" pegou o aparelho "Oii, aqui!"
"!"
" ?"
", me ajuda!" ela gritou, quando ele surgiu na porta da cozinha.
"Eba, brincadeira!" gritou , surgindo sabe-se lá de onde, e entrando no jogo de bobo contra . "Oooi, é o "
"Até você, !?"
"Crianças, crianças!" gritou , pegando o aparelho "Deixem a garota falar no telefone! Tadinha!" ele riu.
"Muito obrigada, , você é um amor." ela foi até ele e deu-lhe um beijo na bochecha
"Obrigado, eu sei que sou"
"Desculpa interromper, mas quem está falando?"
"Aaah, oi!" sorriu, no telefone "Aqui é o . Desculpa aí a brincadeirinha, sabe como é..."
"QUEM?" gritou a pessoa, no telefone.
"Deixa comigo. alo?" disse , enquanto os meninos riam.
" , como assim eu falo com todos os dorks e você não me diz!?"
"Ah, oi ." ela rolou os olhos
"Não role os olhos, , eu quase infartei agora, sabia?"
"Eu imagino!!"
"Como estão as coisas? Opa, imbecilidade minha, né, você está com os cinco!"
"ELA FICOU COM O ?" gritou "Ai, , assim você arranca meu couro cabeludo!"
"Ouviu?" riu . "Então?" ficou quieta e deu um sorrisinho, olhando para , que ria feliz com "Aaaaaaaah, ela ficou, ela ficou!" ela finalmente gritou e corou.
"Aaah, não é tão legal assim, tá!" ela se defendeu.
"Como assim não é? Você ficou com seu dork preferido, sonha com isso praticamente todo o dia e toda a noite! Vocês deveriam prolongar a noite!!"
"!!" ela corou "Mas..." começou , e disse:
"O que houve?" ela perguntou, preocupada "Peraí, gente!" recriminou, quando as outras riam e gritavam felizes.
"É que..." ela não queria contar que o dork preferido de sua melhor amiga estava dando em cima dela " Bom.. é que eu... que eu..."
"Você...?"
"O Danny do McFly ligou e ele deu em cima de mim e eu não sei o que eu faço!" mentiu.
"Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah, tá!" disseram todas, em uníssomo.
"E desde quando isso é ruim? Claro, em vez de Two Princess, a música da vez é Two Princes!"
"É, mas é que... não sei o que eu faço..."
"Uuuuui, precisamos desligar, vamos comerrrrr pizzaaaaaaaaaii!" " gritou , caindo estatelada no chão "Tô viva!"
"Te ligamos em uma hora, ok?
"
"A vontade..."
"Então?" perguntou , um pouco mais acordado.
"Aah, minhas melhores amigas..."
"Tem namorados?" perguntou , interessado.
"Não, não..."
"Huuum, interessante... " colocou a mão no queixo "Pode nos apresentar?"
"Se for, tem de ser depressa." ela foi até as fotografias do celular e procurou uma foto das amigas. Como tinha uma foto de rosto de cada uma, não foi difícil encontrar. "Essa aqui é a " ela mostrou a foto da amiga.
"Vai apresentar, certo?" disse , maroto.
"Essa é a "
"Awww, ela tem cara de..."
"Maluca? Yep, ela te adora, !"
"Jura? Huuuuuum, muito bom..."
"Essa é a , ."
"Por que eu?" ele perguntou, meio corado.
"Essa é a " ela mostrou a foto e eles riram.
"Muito cute!"
"E essas somos nós um pouco antes de eu embarcar pra cá..." ela entregou o celular para e se levantou, indo pra janela.
", você tá legal?" perguntou , indo até ela.
"Tô, é só que eu, sei lá, tô com saudades delas, sabe."
"Fica assim, não!" ele deu um abraço apertado nela "A gente substitui, pode ser?"
Ela olhou dele para cada um dos outros: e , que estavam sentados no sofá, olhando as fotos e rindo e e que apontavam para as pessoas da foto e riam também.
"Mas vocês tem compromissos."
"Que que tem isso?" ele franziu a testa.
"Nada." ela amarrou o tênis e foi até os outros "Desculpa, meninos, timeout, preciso ir." eles gemeram "Não posso mais ficar!"
"Promete que a gente vai se ver de novo antes de você voltar pro Brasil?" perguntou , com lágrimas nos olhos.
"Prometo!" ela beijou os próprios dedos. "Palavra de escoteira que nunca fui!"
Ela abraçou bem apertado e ele deu-lhe um beijinho na face: "Se cuida"
"VOCÊ se cuida, bobo!"
"Se você for embora e eu nunca mais te ver, eu juro, tenho um treco!"
"Aaaaw, xuxu!" ela abraçou "Mas a gente VAI se ver e, se por acaso isso não acontecer, serei a pessoa mais próxima de você na grade no show de vocês no Brasil!" ela deu-lhe um beijo das bochechas e ele abraçou-a bem forte.
"Sai, minha vez!" empurrou e ela riu. "Escuta, você VAI me apresentar essa sua amiga, qual é o nome mesmo...?" segredou.
", imbecil"
" imbecil, não vai?"
"Claro que vou, vocês foram feitos um pro outro, banana!"
"Espero que tenha gostado do dia com a gente. Sei que não somos nenhum McFly da vida, mas saiba que nós adoramos ter sua companhia. Sabe como é, pra quebrar a monotonia..."
"Aaaaaw, vocês com certeza são melhores que o McFly, ! Bom, nunca falei com eles, né, mas acredito que vocês são infinitamente melhores!"
deu-lhe um abraço muito, mas muito apertado, e um beijo no canto da boca. Ela corou, muito sem graça e ele, no entanto, continuou o mesmo.
"? Não vai se despedir de mim?"
"Claro que vou!" ele empurrou os outros e abraçou-a muito mais apertado que e segredou "Eu gosto de você, você sabe disso."
"Olha o papo furado, eu quero saber, hein!" zuou e continuou.
"Ok?" e deu-lhe um beijo na bochecha.
"Ok" ela deu-lhe um beijo na bochecha também.
"Please don't go... don't go-oh oh!" cantarolou .
"Dude, essa é a música mais velha que eu conheço!" reclamou , rindo.
"Mas você se amarra!"
"Tchau meninos!" ela abriu a porta e saiu, deixando-os para trás, observando-a como se fossem cinco devotos olhando para o Papa.

fechou a porta da casa de atrás de si e suspirou. Tinha sido um dia extremamente mágico: conheceu os dorks; passou o dia todo com eles; comeu pizza com eles; bebeu com eles; tinha ficado com seu dork preferido! Mas, também, ficara sem graça, porque o dork preferido de sua melhor amiga tinha dado em cima dela extraordinariamente.
"Oi, !" sorriu Megan "Quer chocolate quente?"
"Não, eu... eu vou tomar um banho" ela disse, parecia que seu cérebro caminhava como uma lesma.
"Tá, ok. Querendo tomar chocolate, está aqui!" Megan subiu as escadas correndo, sorrindo para a hóspede e fechou-se em seu quarto.

"Dude, que garota!" sorriu , sentando-se no sofá.
"Poderiam existir milhões dela! Ela é muito legal!" continuou , ligando a tv.
"Cara, tem mais pizza? Continuo com fome!" reclamou , indo até a cozinha.
"Tem!" os olhos foram atrás dele e viu-se sozinho na sala.
"Eles vêm pra minha casa, comem, bebem e eu quem fico pra limpar tudo: sempre assim!" riu, resmungando e viu algo em cima do sofá: o celular de . Pensou cinco segundos e gritou para os outros "Pessoal, vou na farmácia, acho que a pizza de queijo não me fez muito bem!"
"Só não faz xixi no hidrante!" zuou e riu.
atravessou a rua correndo e tocou a campainha.
estava na cozinha, tomando um gole de água quando ouviu a campainha tocar. A Sra. Young fez menção de levantar-se do sofá, mas fez um sinal de 'eu atendo' para a anfitriã, arrancando-lhe um enorme sorriso e um obrigada.
"Sim?" ela abriu a porta e viu parado, olhando para o chão.
"Você esqueceu seu celular" ele esticou a mão.
"Ah, obrigada" ela apanhou o aparelho da mão dele.
"E eu esqueci de lhe dar isso." ele puxou-a pela mão e deu-lhe um beijo. "Boa noite." e atravessou a rua.
continuou parada na porta da casa dos Young sem entender. Sua boca estava entreaberta, seu cérebro estava pior que anteriormente. Ele tinha MESMO feito aquilo?

Cap XII


"Ela está voltando... ? , você está aí?"
abriu os olhos um pouco embassados. Viu uma assustada Sra. Young e um preocupado Sr. Young olhando para ela.
"Sra. Young?" ela perguntou, com a cabeça doendo um pouco. "O que..."
"Houve? Bom, você desmaiou e o filho do vizinho trouxe você pra cá..." ela respondeu e fez menção de levantar da cama "Não, não levante, fique um pouco deitada"
"É, fica deitada um pouco" completou o Sr. Young e Megan apareceu na porta, com um copo.
"Toma" ela disse, entregando o copo.
"Valeu" se sentou, com a ajuda da Sra. Young e tomou o copo de água.
"O que houve?" perguntou ela, com a carinha assustada.
"Eu não lembro direito" apertou os olhos.
"O filho do vizinho disse que atendeu a porta e você desmaiou, do nada." disse a Sra Young.
"Anh?" franziu a testa. Na sua cabeça, a última coisa que passara tinha sido o beijo que lhe dera.
"Também, horroroso daquele jeito!" riu o Sr. Young. Sra Young fez um olhar cortante "Desculpe-me."
"Agora quero que fique deitadinha e relaxe, ok?" a Sra. Young disse, se levantando da cama.
"Qualquer coisa, pode dar um berro que eu venho correndo" sorriu Megan, sorridente.
"Tá legal."
Eles saíram do quarto e esperou os passos sumirem no corredor. Então, sorrateiramente, ela se levantou e colocou os tênis. Como assim, tinha desmaiado quando o filho do vizinho abrira a porta? E a estória do , do ...? Tinha sido tudo... sonho?
"Não pode... eu saberia na hora..." pensou, e olhou pela janela. A noite havia caído, estava bem frio. Na verdade, um puta frio e ela logo perdeu a vontade de descer pela árvore que tinha perto da janela de seu quarto para vistoriar se tinha sido sonho ou realidade. Além do mais, sua cabeça doía um pouco, talvez pela força da pancada no chão. "É... vai ver foi sonho mesmo..." ela pensou, desmotivada ao abrir a janela e deparar-se commo frio cortante. "Melhor eu ir dormir, não quero acordar tarde amanhã."


O despertador tocou. Era segunda feira e estava morta de sono. Pegou o celular e o colocou debaixo do travesseiro, achando que este abafaria o barulho alto. Em seu relógio de pulso eram apenas seis da manhã.
Mas o despertador do celular tocou mais alto, mais alto e mais alto até começar a vibrar debaixo do travesseiro.
"Pinch me, is this real? I'm the one with ticket out of Loserville..."
"Alo?" ela atendeu, com a voz mais sonolenta possível.
"Pra te acordar:rotina nova, minha filha!" riu seu pai. "Como você está?"
"Tudo" ela bocejou pesadamente "Que horas são?"
"Pra você, são seis horas." ele riu "Eu estava preocupado, vai que você perde a hora! É craque eu dormir demais, ainda mais que vi ontem na internet que aí estava frio..."
"Ah" ela colocou o rosto no travesseiro e afundou-se.
"Anda, nada de colocar o rosto no travesseiro, levantando!"
"Tá bom!" ela se levantou, morta de frio. "Levantei."
"Muito bem, conversamos mais tarde, ok?"
"Tá bom."
Ela se levantou e arrumou a cama; arrumou a roupa em cima da cama e ligou o rádio baixinho.
Tomou banho, se vestiu.
"And I know that you try to break me into pieces "
não entendeu muito bem, pois estava meio que dançando de meias e arrumando o cabelo num rabo de cavalo e, do nada, o "sonho" do dia anterior. Teria mesmo sido um sonho ou teria sido realidade?
Um sonho, pensou ela, terminando de amarrar os tênis.
Terminou de se arrumar e desceu, encontrando uma sonolenta Megan saindo do quarto, com a mochila nas costas.
"Bom d-d-d-dia..." bocejou ela "Odeio segunda feira, me sinto uma sonâmbula!"
"Bom dia, , bom dia, Megan!" anunciou uma sorridente Sra. Young "O Michael vai levá-las para o colégio" disse, colocando um prato de torradas na frente das duas "Dormiram bem?"
"Tirando o fato de ser segunda feira..." disse , em português " Aah, sim, sim"
"Se sente melhor, então?" disse o Sr. Young, entrando na cozinha "Ficamos preocupados"
Meia hora depois, Megan e o Sr. Young deixaram no curso. Não era muito longe, umas três quadras.
subiu as escadas e entrou na sua sala. Era um pouco cedo, havia umas três pessoas na sala.
"Oi" disse uma menina sorridente.
"Oi" ela respondeu.
"Nova, certo?" ela disse, olhando de cima a baixo, e sentando-se na mesa "Não precisa ficar tímida, você vai gostar da gente. Claro, ninguém ainda morreu, mas..." ela franziu a testa "... se morreu, foi de rir!"
"Ah"
"Melanie" se apresentou.
"." respondeu "Eu tô.. adiantada?"
"Nop, o professor que está um pouco atrasado."
O dia passou muito rápido. Quando ela percebeu, já estava na hora de voltar para casa. Mal podia esperar para tomar um banho e cair na cama. Arrumou suas coisas e saiu da sala. Não era muito longe, dava para voltar andando.
"Ai.. droga!" exclamou baixinho quando sua pasta abriu e suas folhas caíram no chão.
Recomeçou a andar, arrumando a papelada, não na ordem, mas pelo menos de um jeito que conseguisse guardar sem amassar.
"Desculpa!" ouviu, quando alguém esbarrou nela e suas folhas caíram.
"Sem problemas" ela sorriu, agachando-se para pegar os papéis.
"Olha, me desculpa mesmo, eu estava tão entrertido escutando música que eu..." ergueu os olhos e viu ajudando-a a pegar suas folhas. "O que foi?" ele deu uma risadinha.
"Errr... nada" ela afastou a franja do rosto e bateu as folhas no chão, tentando arrumá-las.
"Tome" ele entregou as folhas nas mãos dela, que estava vermelha. "Escuta.." ele começou.
"Sim?" ela estava sorrindo. Um sorriso bacana e sincero, aliás.
"Qual é o seu nome?" perguntou, sorrindo e ela precisou se beliscar debaixo da camisa para saber se não estava sonhando novamente.
"Ah!" ela corou "Meu nome é-" o telefone celular de alguém começou a tocar, e colocou a mão no bolso.
"Alo?" ele afastou o telefone do ouvido, enquanto se ouvia um 'Cadê você?' "Tô chegando. Relaxa, dude! Tchau!" ele desligou. "Preciso ir..."
"Ah.. tudo bem..."
"Tchau.. err.. qual é o seu nome, mesmo?"
"É.. é ." ela sorriu, ainda mais vermelha.
"Ok, . Prazer, . Nos vemos depois. Tchau!" ele virou-se e saiu correndo.
" ...!" sussurrou ela apertou as folhas na mão, e mordendo o lábio de felicidade. Então, lembrou-se dos desordenados papéis em suas mãos e os colocou de qualquer jeito na mochila.

"Demorou por quee?" perguntou , batendo pé quando abriu a porta.
"Eu estava.. eu eu..."
"Ele estava com uma garota, olha a cara dele!" disse , mordendo um pedaço de cookie e apontando para o rosto corado do amigo.
"Aaaaaaaah, desembucha!" gritou .
"Que garota o quê!" ele tirou o casaco e jogou em cima do sofá. "Tem alguma coisa pra comer aí?"
"Tem, tem os cookies da Sra. aqui, ó!" apontou .
se sentou e começou a comer os biscoitos. Sua mente vagava...
" .. bonito nome... diferente" pensava ele, olhando imitar " ...."

Cap XIII

Sexta chegou como um estalo de dedos. Enquanto pensava em como iria resolver os seus problemas (como ficar sonhando acordada nas mais inusitadas horas), o Sr e a Sra. Young pensavam o que iriam fazer de tema para o aniversário de 9 anos de Megan, enquanto esta passeava com os colegas do colégio.
"Eu estava pensando..." começou a Sra. young, na mesa da cozinha, assim que Megan saíra de casa "numa festa a fantasia..."
"Festa a fantasia?" o Sr.Young subiu as sobrancelhas. "Bom, ano passado foi uma festa a fantasia..."
"Hmm..." a Sra. Young coçou a cabeça com o lápis. A lista dos amiguinhos da filha estava em cima da mesa.
"Talvez..." começou , que, sem querer, ouviu a conversa.
"Talvez? Adoramos idéias!" disse o Sr.Young, com um gracejo na voz.
"Bom..." tomou um gole de água "Ela gosta bastante dos Beatles, certo?"
"Acho que gostar é uma palavra em diminutivo..." riu a Sra. Young "Ela é mais viciada que eu!"
"E vai por mim, isso é MUITA coisa!" brincou o Sr.Young.
"Bom, " se sentou na mesa "ela gosta de Beatles. Eles são anos 60, certo? Por que, então, não fazer uma festa anos 60?'
"Como não tínhamos pensado nisso!!??" comentou a Sra. Young, um pouco sem entender. "Ela é doida por essas coisinhas..."
"Temos a lista dos amigos dela, agora é só ligar para eles!" disse um animado Sr.Young, enquanto conferia a lista. "Ué, Maggie, não vai convidar aquele amiguinho dela?'
"Quem?"
"O primo do vizinho... esqueci o nome dele... é..." o Sr Young começou a estalar os dedos, enquanto , que havia levantado para tomar mais um gole de água, engasgava um pouco.
"Só lembro o nome do vizinho..."
"Ah, tudo bem, a gente fala com ele."
"VocÊ ajuda a gente, ?"
"Err..." ela se recompôs do engasgamento. "Claro, claro, ajudo sim, a Megan é uma fofa..."
"Ótimo!" o Sra. Young bateu na mesa "Vou começar os preparativos agora." e os dois saíram da cozinha, deixando sozinha, refletindo.


"Planos de hoje?" comentou , comendo um cookie.
"Bom, não contem comigo." levantou as mãos.
"Por que?"
"Porque o meu primo tem um aniversário pra ir e eu fui o encarregado de levar."
"Jura? Eu fui encarregado de levar a minha prima num aniversário também... " comentou "Será que a festa de aniversário.. é da mesma coleguinha?"
"Não sei... mas sei que tô fora de sair hoje" comentou .
"Se você quiser, eu levo ele. Quero dizer, deve ser a mesma coleguinha, eles estudam na mesma escola.."
"Faz esse favor pra mim? Não quero dar uma de babá hoje, tenho que sair com a minha namorada!" fez cara de safado.
"Ai, nos poupe!" rolou os olhos.
"Ai.. ai..!' suspirou . "E você, ?'
"Eu o que?"
"E a ? Quero dizer..."
"Vocês estavam em crise..." comentou .
"Aah, tá tudo bem, agora..."
"Ah, ok..."


Sábado todo mundo acordou cedo. A festinha de aniversário de Megan seria no final da tarde/começo da noite, só faltava arrumar tudo de acordo com o tema.
"Mãaaaaaae, qual é a roupa que eu vou usar???"
"Essa que está em cima da sua cama!" gritou ela, da cozinha "Me passa o chocolate?'
"Claro!" disse , sorridente. Fazia bastante tempo que não participava de arrumações para festinhas. "O glacê também?'
"Não, isso é mais pro final... sabe desenhar?'
"Err.. mais pra menos do que pra mais..."
"Só pra contornar isso aqui..." a Sra. Young apontou um desenho de nota musical em cima da mesa.
"Ah, claro."

Lá pelas quatro horas, todo mundo foi se arrumar. viu uma roupa bem anos sessenta em cima de sua cama. Se arrumou e ficou esperando os outros se arrumarem, para constatar que não era a única que parecia mais velha a estar vestindo uma roupa com bolinhas.
E viu que não, não era a única! O Sr.Young estava mais anos 50 do que 60 e a Sra.Young estava totalmente fofa num vestido claro.
"Você tá tão cute!" brincou a Sra.Young quando viu , com um vestido rosa claro e branco. Ela se sentia muito estranha, vestida daquele jeito, mas era tudo por uma boa causa: Megan era uma fofa com ela, não queria ser a desfalcada da festinha de aniversário dela.
Às cinco, as pessoas começaram a chegar, e Megan, a anfitriã, andava para todos os lados, dançando com os amiguinhos do colégio, nos fundos da casa, onde tinham arrumado a festinha.
"Aqui?"
"Vai entrar, né?'
"Claro que vou! Eu tive a paciência de te trazer até aqui, você está ridículo com essa roupa, preciso pelo menos cumprimentar a aniversariante!" riu e completou.
"Ridículo não, vai, ele tá tão lindinho!" e apertou a bochecha do menino, que fez careta.
"Gente, eu não tenho mais oito anos!"
"Eu já volto, vou lá levá-lo."
"Eu atendo!" gritou "Não começem as dançinhas sem mim!" ela abriu a porta, sorrindo.
"Oi, eu..." começou "Oi."
"Oi..." ela sentiu que estava perdendo o ar.
"Senão se importa, tô entrando, tchau, " disse o menino, entrando na casa.
"Nós... nós já não nos encontramos antes?'
"Erm... essa semana... você me ajudou a arrumar minhas folhas que tinham caído..." ela sorriu. "Obrigada de novo..."
"Ah, sim, claro.. de nada."
"Vamos, !" gritou , do carro.
"Sua namorada?'
"É... é ela sim..." ele olhou para trás, fazendo um sinal para ela esperar um pouco e deu um tchauzinho para a moça, que retribuiu.
"Ela é bonita..." comentou.
"Err... eu preciso ir, depois eu volto para buscá-lo... a minha prima ficou doente, a Lisa, pode entregar isso aquipra Megan?"
"Ah, entrego sim, pode deixar." pegou a caixinha da mão de e seus dedos se tocaram.
"Até... até mais tarde." ele deu um largo e sincero sorriso.
"Tchau."
deu meia volta, tentando prender o riso para não ouvir discussões de , dentro do carro.
ainda estava em choque. Só retornou à realidade quando o carro virou a esquina e alguém chamou-lhe.


A turma começou a ovacionar quando o som mudou para Beatles. Até o Sr. e a Sra. Young deixaram de prestar atenção nas crianças, uniram-se a elas e dançavam contentes.
Enquanto as coisas aconteciam, não conseguia pensar direito. As pessoas passavam e falavam com ela e ela mantia sua cabeça bem longe. lembrara dela, como também vira ela vestida como anos 60.. não tinha mais vergonha da roupa que usava, agora.
", vamos cortar o bolo às dez, ok?" comentou a Sra Young, meio que correndo.
"Ok..."
"Se algum pai chegar, peça para aguardar mais um pouco, ok?'
"Pooooode deixar!"
resolveu sair um pouco da bagunça e abriu a porta da casa. Sua cabeça estava um pouco doída, um ar bem fresco iria fazer-lhe bem.
Em sua cabeça, várias coisas se passaram. Desde quando conseguira o intercâmbio até aquele minuto,q ue estava ali, sentada, pensando em coisas passadas.
"Pensando na morte da bezerra?" ela escutou e levantou o rosto, pois mirava o chão..
"Anh?" ela se desequilibrou e quase caiu no chão.
"Você tá legal?" perguntou , ajudando-a a não cair no chão.
"Tô, tê sim..."
"Desculpa se te assustei..."
"Não, tá tudo bem..."
"Você... desculpa aquele dia, eu estava com pressa, acabei esbarrando em você..."
"Não se preocupa, eu estava mesmo no mundo da lua" ela riu.
"Ah.. escuta... ... acertei?"
"Yep" ela se sentou no degrau.
"Eu sou tão mal educado!" ele se sentou e deu um tapa na testa "Nem me apresentei: oi, " e estendeu a mão.
"Prazer... " ela sorriu.
"Yep. "
"Cadê sua namorada?" ela franziu a testa.
"Ah.. ela estava se sentindo mal, sabe. Nós íamos pro cinema, mas ela começou a passar mal..."
" o nome dela, certo?"
"Como sabe?"
"Aah.. o.. o Rob disse, quero dizer... comentou." ela fingiu.
"Ah, sei..." ele começou a olhar pro chão. Era a primeira vez na vida que ele ficava meio embaraçado de falar com uma garota. "Você não é daqui, não é?'
"Como sabe?"
"Aaah..ah, o Rob me contou" ele brincou e ela corou " Não precisa ficar ruborizada."
"Eu não tô ruborizada"
"Bom" ele deu um risinho "Você não é daqui, certo?'
"Não, eu tô passando um mês aqui, curso e panz..."
"Mas você é de onde?"
"Brasil."
Ele abriu a boca, incrédulo "Desculpa, me perdi... o que?"
"O que o que?"
"Você disse... Brasil?"
"Disse..."
"Ai Deus!" ele colocou a mão na boca "Nossa, Brasil, quero muito conhecer o Brasil!! Como é lá?'
"Ah.." ela esticou a perna, pois estava ficando com câimbra 'Normal."
"Nossa, nunca conheci ninguém de lá antes! " ele disse para si emsmo "Dude, imagina quando eu disser isso para os caras!"
"Bom... eu preciso voltar, sabe como é..." ela estava começando a suar, a ruborizar, tudo estava querendo acontecer naquele momento.
"Ah" ele fez cara de triste e eles se levantaram. "Eu preciso buscar o Rob, mesmo..."
"Só vão cortar o bolo lá pelas dez..."
"Legal, sô nove horas agora!" ele riu,olhando o relógio.
"Quer entrar? Quero dizer... pra não ficar aqui fora... sozinho..."
"Achei que não fosse perguntar!"
"Vamos por fora, é mais fácil" ela pegou a mão dele e o puxou. "A gente pode entrar por aqui, tem um portão...".
"Espera." ele parou e puxou-a pela mão.
"Erm... sim?
"..." ele disse, baixinho, puxando o corpo dela para perto do seu. Estava meio escuro naquela parte da casa, do outro lado do portão era a festa.
"... eu..." ele colocou o dedo indicador nos lábios dela.
"Eu queria te dizer..." ela levantou os olhos, corada " que você tá tão cute cute nesta roupa!" e começou a rir.
"Ah. Só isso?" ela disse, decepcionada.
"Claro, achou que fosse o que?"
"Nada, vamos entrar." ela abriu o portão e eles entraram, deparando-se com grande parte da varanda tomada pelos amigos de Megan, que dançavam felizes.
"Quer dançar?" perguntou ele.
"Ah. Bom, eu não sou tão boa dançarina, eu..."
Ele deu um sorrisinho, erguendo o indicador para indicar a música que começara a tocar "Twist and Shout, vai negar justamente essa música?"
Ela descruzou os braços "Tá, só porque eu gosto de Beatles..."
Eles começaram a dançar animados, a Sra Young e seu marido logo ao lado, se acabandod e dançar. Pelo visto, quem se divertia muito naquela festa eram os mais velhos, e não os mais novos!
Assim que a música acabou, os dois ainda riam, contentes.
"Nunca achei que eu fosse me divertir tanto dançando Beatles!" ele comentou, tomando um gole do refrigerante de .
"E eu nunca imaginei você dançando Beatles!"
"Aaah, muito obrigado!" eles começaram a rir, quando Megan passou, correndo.
"Megan, o que foi?" perguntou .
"Nada..." ela disse, baixinho e disse.
"Vai atrás dela, te espero aqui."
Lutando para não abrir um sorriso enorme, ela saiu correndo até Megan.
"O que houve, querida...?"
"O Rob! Aquele.. aff!" ela resmungou, sentando num balanço que tinha no outro lado da casa.
"O que ele fez?" sentou-se no balanço do lado.
"Ele... ele..." tentou dizer Megan, mas ficava cada vez mais vermelha. "Bom, ele disse que tinha esquecido meu presente e eu fiquei chateada, então ele... ele..." ela ficou vermelha de novo e, de repente, entendeu e sorriu.
"Ah, isso iria acontecer, mais cedo ou mais tarde, fofa!' comentou, sorridente.
"Mas é que ele é meu melhor amigo!"
"Eu sei, acontece nas melhores famílias. Anda, não fica com essa cara de borocoxô, vai, é seu aniversário, você não pode ficar assim!"
"Você acha que eu sou uma boba por estar assim?'
"Claro que não! Aconteceu! Fazer o quê, um dia, mais cedo ou mais tarde, iria acontecer mesmo!" ela se levantou do balanço "Vem, vamos voltar pra sua festa."
"E aquele moço lá..." sondou Megan, quando elas seguiam, devagar, para a festa.
"Anh?'
"Aquele moço que estava dançando com você..."
"Ah... ele veio com o Rob, veio buscá-lo, aí aí..."
"Aaaaaaaah, táaaaaa" Megan fez voz de quem sabia mas não queria dara entender. "Bom, vamos logo, porque a noite é uma criança e eu também!" e saiu correndo, feliz, pulando nas costas de Rob.
"Crianças..." pensou , olhando-as, parada no batente da porta.
"Avoada" ela escutou alguém dizer, bem perto de seu ouvido e se virou.
"Sou, é?'
"Muito avoada..."
"Como pode dizer isso, Sr. , se só me conheceu hoje?"
"Sinceramente" ele franziu a testa " Parece que eu te conheço faz tempo... será um dejá vu?" completou ele, fazendo biquinho.
"Um o que?" ela riu.
"Será que foi um dejá vuuu?" ele fez biquinho de novo, se aproximando dela.
"Não sei, não acredito nessas coisas..." ela riu.
"Pois devia. A gente nunca sabe quem e porque o destino coloca determinadas pessoas na nossa vida, não é?" ele olhou bem fundo nos olhos dela.
"Errrr.. olha só a hora!" ela tentou contorná-lo "Tenho que falar com a mãe da Megan que-" pegou seu braço.
"Espera."
"O que?'
"Eu preciso falar com você..."
"Erm..."
"É bem rápido..."
", eu..." ele puxou-a para perto, desta vez mais perto que da outra vez.
"É que eu... eu..."
As luzes se apagaram e, da cozinha, vinha a Sra.Young com o bolo de aniversário. aproveitou o escuro e deu um beijo na bochecha de , que sentiu seu corpo ficar mole.
"Um pedido, um pedido!" todos gritaram. Megan apertou os olhos e assoprou as velinhas, e todos bateram palmas.

"Bolinhoooooooo pra minha 'irmã' brasileira!" disse Megan, entregando um pedaço de bolo para .
"Aaaaaaaaaaaaw, obrigada, fofa!"
"Bom, err..." começou , completamente sem saber o que tinha leh dado. "Eu vou.. vou chamar o Rob pra irmos..."
"Aaah, espera mais um pouco, por favor!" pediu Megan, puxando-lhe a mão "Agora é a melhor parte da festa."
"Mas ele não pode voltar tarde, ou o me mata"
"??" perguntou , com os olhos arregalados.
"Meia hora. No máximo!" pediu Megan.
"Tá ok" concordou .
"Obrigada, você é o melhor!" Megan puxou-lhe, dando-lhe um beijo na bochecha.
"Yep, isso é o que eu chamo de festinha!" comentou , rindo, ao ver a aniversariante pulando e saltitando. "Yep, Backstreet Boys"
"É... ela nem pensava em aprender a estudar quando saiu essa música..."
"Mas sabe a coreografia como ninguém." retrucou .
"Melhor do que o pessoal do McFly quando tá bêbado? Haha, duvido!"
", vem cá." disse ela, puxando-lhe pela mão depois de colocar o pratinho com bolo em cima da mesa da cozinha.
"Acho que você tem medo de ficar sozinha comigo..." comentou ele, rindo, quando foram para perto dos balanços.
"Sozinha com você? Huuuum, nop. É que eu tenho medo de fazer besteiras, sabe...'
"Besteira?" ele franziu a testa " De que tipo?"
"Ah.. eu faço besteiras direto, sabe, e-"
"Ow, , dá pra ser ou tá difícil?" gritou alguém e eles viram Rob, parado àa lguns passos. "Aah, eu não sabia, poode continuar!"
"Bom.. a gente se vê depois, certo?" comentou ele.
"É, a gente se vê depois. , certo? Prazer em te conhecer..."
"... muito prazer em te conehcer também..."
"Vamos !" puxou Rob e eles foram embora, deixando com um enorme sorriso no rosto.

Cap XIV

acordou com a cabeça doendo um pouco no domingo. Assim que abriu os olhos, colocou a mão na testa, como Harry Potter faz quando sente a cicatriz doer muito forte. Ela foi até o banheiro e lavou o rosto. Sentia seu corpo doer muito e seus olhos estavam pequenos.
Alguns minutos depois, ela desceu as escadas se segurando no corrimão bem forte. Enfim, virou a esquerda e viu uma pessoa, ou um borrão, fazendo panquecas.
"Bom dia, filha!" disse a Sra. Young animada. "Você está bem?" perguntou preocupada, quando apenas concordou com a cabeça.
"Sim, eu acho que estou bem, sim..." ela se sentou e olhou para o sol querendo abrir pelo vidro da porta. Então, sua mente começou a vagar e ela acordou quando sentiu uma mão muito gelada em sua testa.
"Você não está bem MESMO!" disse a Sra. Young, preocupada. "Vamos." ela pegou a menina pela mão.
"Anh?"
"Para seu quarto! Você está com febre, vai ficar descansado hoje!"
"Não, mas eu tô bem, é só um mal estar rápido!"
"Necas, você vai para o quarto e vai descansar!"
"Mas a senhora vai - "
"Nada, eu arrumo tudo sozinha, relaxa!" a sra. Young abriu a porta do quarto dela e a deitou na cama "Qualquer coisa, é só chamar, daqui a pouco eu trago um café para você, ok?" ela ia saindo do quarto quando o celular de tocou "Alô? Oi, Sra. Mathias, como vai? A ? Está dormindo!" mentiu ela "Peço sim, pode deixar! Ontem ela nos ajudou a arrumar a festinha de aniversário da minha filha mais nova, ela é um amorzinho de pessoa! ... Pode deixar, claro que aviso! Tchau!" então disse à "Volto num segundo."
esperou a sra. Young sair do quarto e pegou o celular. Mandou uma mensagem para Bruna ligar para o celular dela assim que recebesse a mensagem.

"Pensando na morte da bezerra, ?" riu , quando acordou e sentou-se de qualquer jeito na cadeira, esfregando os olhos.
"Ele teve noitada!" riu e deu-lhe um soquinho muito fraco no braço, bocejando.
"Tá mal, hein!" comentou .
"Tô ótimo. O que tem pra fazer hoje?"
"Hoje é domingo, estamos de folga o finde, lembra?" comentou , ainda rindo.
"Ah, é!" bocejou de novo. "Aí, cadê o , preciso falar com ele..."
"Na sala vendo 'De volta para o futuro' de novo, esperava o quê!" mordeu a torrada e disse, com a boca cheia "Passa a geléia!"
passou a geléia de framboesa e se levantou para falar com .
"Você não se cansa, não?" perguntou, quando o viu sorrindo feliz para a tv.
"Nunca. Wow, que cara é essa?"
"Preciso de um favor seu..." começou ele "Me passa aquele endereço de ontem? Eu perdi..."
"Daqui a pouco, deixa só o Marty bater no Biff"

"É isso que o Warner quer!
- O que, ser praticamente deformada?
-Não! Estudar Direito!
"

via 'Legalmente Loira' pela noningentésima vez na vida. Desta vez, o filme passava por seus olhos como pequenos flashes, porque estava dando-lhe sono e ela não queria dormir; sempre que tinha febre e dormia, só acordava no final do dia ou no dia seguinte.
"Mamãe pediu pra te trazer isso!" ela escutou e levantou os olhos. Megan estava com uma xícara escrita 'I´m a great dude, dude!' nas mãos.
"Obrigada, florzinha..." ela se recostou na cama e começou a tomar o chá.
"Escuta... você já... claro, pergunta boba..." começou Megan, muito tímida, sentada na cadeira do computador, mexendo no cadarço que tinha na sua blusa.
"Ontem, né..." riu "Relaxa, aconteceu, aconteceu, iria acontecer mais cedo ou mais tarde."
"Mas é que..." Megan abaixou a cabeça. "... eu.. eu..."
"Já sei. VocÊ gosta dele, certo?" a menininha corou "Imaginei. Ele gosta de você?"
"Eu não sei..." disse ela, morrendo de vergonha.
"Deve gostar, quem não gosta de você!" elas riram "Chama ele pra ir verem um filme, ou ver um filme aqui mesmo, sei lá..."
"Peter Pan?"
balançou a cabeça: "Não sei.. que tal um outro filme... vamos ver... não sei... por que não o chama para irem na locadora escolher um filme juntos?"
"Pode ser..." Megan sorriu e levantou-se "Valeu, ... eu não sei como eu falaria sobre isso com a minha mãe, sei lá.. eu tenho vergonha"
"Imagina, querida, estamos aqui pra isso. Agradeça sua mãe pelo chá"
"Pode deixar. Vou ligar pro Rob agora mesmo..." ela saiu do quarto e correu pelas escadas.

"? Oi, sou eu"
"Oi, ." fez gestos com as mãos para fingir que ele não estava. "? Não, ele deu uma saidinha... não sei... eu acho que vai demorar um pouco... ele teve que fazer um negócio lá pros pais dele... Tá, aviso sim. Tchau."
"Valeu MESMO, cara!"
"Por que não quis falar com ela?" perguntou , franzindo a testa.
"Porque eu acho que vou terminar com ela..."
"Vai? Por que?" pausou o vídeo.
"Eu conheci uma garota e cara... não sei, eu me sinto meio estranho quando falo ou penso nela... Ontem, eu descobri que ela mora na casa daquela coleguinha do Rob, sabe..."
"Entendo. Ué, então termina com a e fica com ela!"
"Não sei..." fez uma careta "Ela pode pensar que é só uma aventurice de um cara que tá numa banda..."
"Só te digo que você nunca vai saber se você não tentar!" deu os ombros e se jogou no sofá de novo, deixando pensativo enquanto tirava o filme do pause.

"Video clipe de propaganda? Nossa, como os canais daqui são legais..." balbuciou , quando entrou a propaganda. "Pussycat Dolls? Hmmmm... acho que se eu tirar um cochilinho de 3 minutos eu não perco mais o filme..."
A campainha tocou dali à alguns minutos e abriu os olhos pesados, chateada. Mas, por outro lado, o filme já havia começado, então não se preocupou muito.
"Oi, ela tá meio doentinha, mas tá acordada..." comentou a sra. Young.
"Doente? O que ela tem?" perguntou , meio nervoso.
"Acordou com um pouco de febre hoje, tadinha..."
"Hm.. volto daqui a cinco minutos, ok?'
"Claro, claro!"
rodou as ruas do bairro até achar o que queria.

"Levante-se!
-O que?
-Levante-se! Tenho um novo representante!!!!!<<
-Quem?
"

"Elle Woods futura advogada para a turma de 2004..." balbuciava , quase dormindo.
"Dá licença?" ela escutou e não teve forças para se virar.
"Turma de 2004..."
"Você tá bem?" ela escutou e olhou para frente, vendo agachado na sua frente.
"Eu acho que eu tô delirando" ela deu uma risada rouca, encolhendo-se e tremendo de frio.
Ele colocou a mão na testa dela: "Nossa, você tá mal mesmo!"
"Uhum..."
"E aí, o que você tá vendo?"
"Legalmente loira... de novo!" ela tentou sentar, mas sua cabeça doía. "Senta aí!"
"Não, não levanta não, fica aí, quietinha..." ele pediu, ajudando-a a se deitar novamente. "Eu sento aqui, relaxa."
"Sou mal educada..." ela riu "Porque tô fazendo você sentar na cadeira!"
"Mas tem motivo, você tá doente!"
"Tô nada!" ela chegou para o lado. "Vem, senta aqui antes que eu me sinta mal!"
"-"
"Nada, senta aqui!" ela bateu na cama e ele não teve outra escolha, sentou-se na beirada da cama."Muito bem." ela encostou a cabeça no ombro dele e ele não soube o quê fazer... estava com medo de se apaixonar de vez por ela.
"Gosta desse filme?" foi a única coisa que ele conseguiu dizer, pois sua garganta estava ficando seca.
"Não é de todo mal..." ela olhava para a tv, que ficava cada vez mais longe e borrada. "Tá me dando sono..."
"Eu vou embora, te deixar dor-"
"Não, não, você fica aqui comigo." ela pegou o braço dele e passou por volta de seus ombros, abraçando o peito dele. Ele ficou sem jeito.
"Mas ..."
"Não me deixa sozinha não, por favor..." ela choramingou, e colocou a mão direita livre na cabeça.
"Ok, ok, só não chora" ele pediu, passando a mão esquerda nos olhos dela para afastar as lágrimas que tinham caído do nada. Ele sentiu a pele dela bastante quente e tocou sua testa: decididamente, ela estava com bastante febre.
"Você quem manda, boss..." ela estava com medo de dormir, porque ia passar um filme que ela queria ver, depois deste.

"-Eu não queria fazer isso.. eu pensei que fosse ela que estava entrando!
-Ai meu Deus!
-Ai Meu Deus!
-Ai, Meu Deus!
"
olhou para ; ela havia dormido abraçada a ele e ele fez um carinho no rosto dela. Era tão bonitinha dormindo, mesmo que estivesse com febre. Com jeito, ele se levantou e a deitou na cama, colocando o cobertor em cima dela e dando-lhe um beijo na testa. Chegava na porta quando Megan surgiu.
"Mamãe te convidou para almoçar conosco, aceita?" ela sussurrou.
"Aceito sim..." sussurrou de volta, e, olhando a menina doente, os dois saíram do quarto.
"Você é aquele amigo do Rob, não é?" perguntou Megan, quando desciam as escadas.
"Uhum..."
"Ele vem hoje pra cá pra casa ver filme, vocês podem ir embora juntos..."
"É que eu..."
"Eu sei que você veioa qui só pra vê-la, , acha que eu não saquei tudinho?" ela sorriu "Mas relaxa, é segredo. Então, aí ele vem pra cá e a gente vê filme... quando ele for embora, você vai junto com ele..."
"Errr.."
"Combinado então" ela sorriu e eles entraram na cozinha "Mãe, ele aceitou!"
"Ai, que bom!" a sra. Young sorriu.
"A senhora quer ajuda?"
"Não, querido, não se preocupe!"
Eles almoçaram e a sra. Young adorou bater papo com .
"Eu te conheço, não?"
"Pode ser... eu morava aqui perto com meus pais há um tempo atrás..."
"Aah, sim, eu lembro de você!" sorriu o sr. Young. "Você e o meu filho costumávam brincar juntos..."
"Uhum" ele sorriu
"Vou ver a , como ela está..." a sra. Young se levantou. "Vem, !" ela o puxou pela mão e ele foi, todo tímido, com ela, subindo as escadas.
"Ela estava dormindo quando saí..." sussurrou quando a sra. Young abriu a porta do quarto.
"Tadinha... doente e longe de casa" disse a sra. Young, baixinho, olhando-a.
"Dá até peninha, né?"
"Verdade... coitadinha..." a sra Young sorriu levemente "Eu já volto, vou buscar algo para ela comer..."
De repente, se viu sozinho no quarto com , mas, desta vez, ela estava dormindo mesmo. Ele entrou no quarto e sentou-se na cadeira do pc, vendo-a dormir tão profundamente que se sentiu até bobo por ficar olhando para ela daquele jeito.
"?" chamou, devagarinho, quando escutou uns passos na escada
"Hmmm?"
"A sra. Young tá trazendo algo pra você comer..."
"Não quero..." balbuciou ela.
"Só um pouquinho..."
"Ela acordou?" perguntou a Sra. Young, com uma bandeja.
"Nop... " ele se agachou do lado da cama de e fez carinho no seu cabelo. ", acorda só um pouquinho..
"Que é!" ela levantou a cabeça, chateada.
"Comer!" a sra. Young fez um gesto engraçado e ela sorriu.
"Tá..." ela se sentou na cama com os olhos pequenininhos e comeu, observada por , que achava uma coisa fofa alguém doente comendo... ele deve ser paranóico!"Tava boooom!" ela sorriu, quando terminou.
"Imagino!" a sra. Young olhou para o relógio. "..." ela chamou e eles foram para a porta. "Vou ter de dar uma saidinha, mas volto logo. Você cuida dos três pra mim? O Rob deve chegar daqui a pouco com a Megan, foram na locadora..."
"Ah... sem problemas..."
olhou para a menina, que terminava de comer o pudim que a dona da casa trazia e deu um leve sorriso. Iria ter a chance de bater um papo com a garota que ele achava que estava começando a se apaixonar...

Cap XV

ficou quase dez minutos olhando sentada, entediada, vendo televisão.
"O que foi?" ela perguntou, sorrindo para ele.
"Nada, por que?"
"Você fica me olhando..." ela deu um risinho.
"Ué, tô cuidando de você, não posso?"
Ela sorriu: "Cadê a dona Maggie?"
"Ah, ela deu um saidinha, mas daqui a pouco tá de volta..."
"Hmmmm... sei..." olhou novamente para tv, com um leve sorriso nos lábios. "E a Megan?"
"Foi na locadora com o Rob... parece que eles vão alugar Peter Pan de novo..."
"Tá sabendo, hein!" ela colocou as mãos na cintura e depois cruzou os braços.
Alguns minutos depois, o filme acabou e, até o outro começar, demoraria quase meia hora, pois havia outro programa para passar.
"Você parece bem melhor..." comentou ele.
"Ah... eu me sinto um pouco melhor, obrigada" mesmo que mentisse, porque ainda se sentia mal, mas pelo menos sua cabeça não doía tanto quanto antes.
olhou para a tv e depois para ela. Então, parou mesmo por um segundo e olhou MESMO para ela. Como o cabelo dela, amassado, fazia leves ondulações sobre o rosto dela... como os olhos dela pareciam duas luazinhas pequenas, semi-cerrados... como a mão direita dela estava aberta, em cima do cotovelo, como o rosto dela era bonito mesmo quando ela se sentia mal...
"Escuta.." e ele acordou do devaneio, olhando para a testa levemente franzida dela.
"Sim?"
"Isso é meio sonho, não é?" ela perguntou, rindo "Porque é meio estranho que eu chegue num país que não conheço nada num dia e, no outro, ter um integrante da minha banda preferida sentado numa cadeira olhando pra minha cara e cuidando de mim..."
"Você já ouviu falar em acaso?" ele fez cara pensativo. "Sabe como é, a gente nunca imagina que coisas acontecem com a gente, e quando acontecem, têm um enorme significado para a lei do universo." ele brincou e ela levantou muito as sobrancelhas.
", você anda lendo os livros de Filosofia do , é? Porque acho que tá afetando seu cérebro..."
"Só estou falando a verdade!" ele deu os ombros "Se você não quiser acreditar..."
Ela refletiu por algumas mili frações de segundos. Ele poderia estar certo, ela pensou, mas isso era só em fanfics, em filmes... não na vida real. Como assim, ela nunca esperou que um dia fosse conhecer seu integrante preferido do Son of Dork. Claro, já sonhou, conhecê-lo no camarim de um show bastante agitado onde ela morava, ou de onde estivesse tendo o show deles... mas nunca num quarto, duma casa desconhecida, com ele cuidando dela...
"Eu sei o que você tá pensando..." ela olhou pra ele, de repente "Deve estar se perguntando como isso tá acontecendo, certo? Eu te respondo: Não tenho a mínima idéia!" ele riu.
"Bom, se aconteceu, é por um 'bem maior das leis do universo'" ela zuou.
"Vi que alguém já está recuperando o humor bem rapidinho, hein..." ele sorriu.
"Fazer o quê!" ela riu. A verdade é que ela já estava começando a se sentir melhor, embora ainda sentisse um pouco de dor no corpo "Vem, , senta aqui." ela bateu na ponta da cama. "Anda, !" chamou.
"Por que?" ele se levantou e se sentou do lado dela.
"Porque eu quero mesmo saber se eu não tô sonhando."
"Não tá não, olha, eu sou de verdade!" ele começou a se cutucar, ela começou a rir, e deu-lhe um tapinha na mão.
"Pára com isso, !" ele sorriu e colocou a mão dela entrelaçada com a sua.
"Por que?" ele perguntou, olhando-a bem fundo nos olhos.
"Porque eu já acreditei..." ela estava começando a ficar vesga, pois ele estava chegando mais perto ".. que eu não tô sonhando..."
"Ah, que bom..." ele sorriu e se aproximou mais do rosto dela. Ela começou a ficar vermelha "Não fique vermelha, eu não mordo!" eles sorriram "Bom, talvez um pouco, mas não arranco pedaço..."
"Isso é bom!" ela sorriu e os lábios deles iam se tocar quando um celular tocou.
"Alo?" os dois disseram juntos, cada um com seus respectivos celulares.
"Ah, oi..." continuou . "Oi, , fala..." deixou a cabeça cair na parede, chateada. Essa garota tinha que ligar logo agora, pensou, com raiva. "Eu? Tô na ... na casa da minha prima... quê? Uhum, só mais tarde, porque vou passar lá na casa daquela coleguinha do Rob pra buscá-lo... não sei, lá pelas seis e pouco..." escutou um 'Eu te Amo, tá?'" ok... tchau." ele desligou. "Era a ..."
", é." ela sorriu, confirmando.
"Err.. onde estávamos?"
"Onde você me convidava pra jogar damas." ela se levantou e pegou um jogo debaixo da cama.
"Era?"
"Uhum..." ela confirmou, meio chateada. Ela sentou-se e ele sentou-se de frente para ela, arrumando suas peças do jogo, meio chateado. "Quando foi esse programa?" ela perguntou, olhando pra tv, a mão cheia de peças.
Ele se virou: "Nossa, faz tempo..."
"Que lindinho, nunca tinha visto um programa em que vocês tocassem Little Things..." ela sorriu.
"É, é meio raro de a gente tocar lá na tv... porque o pessoal gosta das mesmas de sempre..."
"Anh... tipo Boyband, certo?"
"Yep. Você começa?"
"Mas você é a peça vermelha." ela sorriu.
"Tá ok..." ele balançou a cabeça.

"Desisto!"
"Mas já, ainda tem quatro peças, ó!"
"É, mas já são peças coroadas, não dá mais!"
"Empate?" ele estendeu a mão
"Empate!" ela apertou a mão dele. "Que bom porque o filme já começou..."
"Não creio que você vai ver isso!"
"Por queee, é tão bonitinho!"
"Miss Simpatia não é bonitinho, é estranho!"
"Melhor que Debi e Loide, tenho certeza! Hey!" ela riu, quando ele fingiu que ia pegar o nariz dela. "Ninguém faz isso desde quando eu tinha sete anos!"
"Mas eu tô fazendo!" ele disse, levantando uma sobracelha e rindo ao mesmo tempo.
"Vou ver se a Megan já chegou, tô preocupada..." ela se levantou.
"Necas, você tá..." ele passou a mão na cintura dela ".. doente." ele engoliu em seco quando ela caiu em cima do joelho dele.
"Mesmo?" ela passou as mãos pelo pescoço dele "Porque eu não me sinto tão doente assim..."
"Mas você ainda tá com febre" ele colocou a mão na testa dela.
"Hmmm... mas eu me sinto bem melhor." ela riu e ele passou a mão pelo rosto dela, fazendo-a prender a respiração.
"Também, com um médico como eu, quem não melhora!"
"Larga de ser convencido, garoto!" ela riu.
"Hmmm... não posso. Nasci assim..."
"Pobrezinha da sua mãe!"
Ele aproximou seu rosto do dela e semi-cerrou os olhos : "Yep..." seus lábios iam se tocar novamente quando eles ouviram uma batida de porta.
", chegamos!" eles escutaram e ela se levantou, corada.
"Foi mal, eu.. eu..." e não sabia o que dizer, correndo pra escada e gritando: "Oi, Megan, oi Rob!"
"Tá melhor?"
"Tô sim, xuxu, obrigada!" ela sorriu.
"Quer ver filme? Alugamos 'The Goonies', 'Ferris Bueller´s Day Off' e 'Problem Child'!" gritou Megan, tirando os dvds da mochila.
"'PROBLEM CHILD'!!!" gritou , aparecendo na escada. Rob franziu a testa.
"Ele tá aqui?"
"Shh!" fez Megan, sorrindo. "Vão querer ver?"
já ia se preparando pra descer quando segurou sua mão.
"Deixa eles sozinhos..." sussurrou.
"Mas.. é 'Problem Child'!"
"Larga de ser chato, você me entendeu." ela sussurrou novamente e ele olhou para ela.
"Ok."
"Podem ver, a gente vai ver 'Miss Simpatia' aqui!" gritou e ele prendeu um sorriso. Megan olhou para Rob e corou.
"Táaaaaa!" ela gritou. "Qual dos dois?"
"Tanto faz, é filme chato mesmo..." Rob deu de ombros.
"Vamos ver 'Problem Child' porque é meu filme preferido..." ela franziu a testa.

"Rob e a garotinha das mechas azuis?" sorriu , entrando no quarto de .
"Ah, vai, eles formam um casal fofinho."
"Fofinho? Hahaha, espera o saber que o primo dele tá com uma garota!"
"E qual o problema com isso?" franziu a testa, olhando um mural que tinha no seu quarto, e onde tinha prendido umas fotos.
"Nenhum" deu de ombros "Mas sabe como é, são da mesma família, precisam zoar!" ele riu. "Que foi?" perguntou, olhando-a de costas, o pijama maior que o corpo.
"Saudades..." ela deu os ombros, prendendo o choro. "Saudades deles..." ela apontou para as fotografias e ele parou atrás dela.
"Seus amigos?"
"É" ela disse, com a voz um pouco pastosa. "Meus melhores amigos..." ela apontou para uma fotografia de umas sete pessoas, sentadas num sofá, fazendo bagunça.
"Entendo... também tenho saudades dos meus pais quando a gente tem que viajar..." ele franziu a testa. Ela soltou o choro "Ah, não chora não!" ele a abraçou e ela escondeu o rosto no ombro dele. "VocÊ vai vê-los, não vai? Estão à quilômetros daqui, mas você ainda vai vê-los..."
"Mas vai demorar..."
"Quando você ver, já vai estar no dia de ir embora..." ele parou de sorrir e mirou o infinito ".. e vai sentir saudades daqui. É, é sempre assim..."
"Você acha?"
"Tenho certeza!" ele sorriu. "Vai, pára de chorar e vamos ver 'Miss Simpatia'" ele se sentou no chão "Argh, 'Miss Simpatia'!"
"É, 'Miss Simpatia'!" ela se sentou na cama, limpando os olhos.

"Aaah, está bem melhor!" sorriu a Sra. Young, quando mediu a temperatura de .
"Ótimo, porque eu me sinto mal sem nada pra fazer!" as duas riram e sorriu.
"Muito, muito, muito obrigada por ter cuidado dessa turminha." a sra. Young apertou a mão de , agradecendo.
"Não foi nada, não..."
"Mesmo assim, obrigada. Fica pra jantar conosco?"
"No posso, infelismente, tenho que levar o Rob em casa..." ele disse. "Mas, mesmo assim, obrigado pelo convite."
"Nada, querido, pode voltar quando você quiser!" sorriu a dona da casa "E a senhorita espera um pouquinho que eu já trago algo pra você comer..."
"Táaaa legal!" relaxou os braços em cima do cobertor, antes de prender o cabelo.
"Muito bem!" a dona da casa saiu do quarto e os deixou sozinhos novamente.
"Valeu por ter 'cuidado' de mim, ..."
"Mas fui um óóóóótimo médico, convenhamos!" eles riram "Valeu por ter deixado minha tarde legal... eu ia ficar em casa aguentando o e o 'De volta para o Futuro' de novo... Nunca me divertio tanto jogando damas e vendo filmes..."
"Valeu pela companhia..." ela mirou o rosto dele, sorrindo.
"Errr.. eu... já vou embora" ele fez gestos desajeitados para a porta e ela riu.
"Tá ok..."
"Errrrr... quarta feira tem uma.. grava.. gravação lá no Top of The Pops, se você quiser ir, dá um toque, porque aí eu... arrumo pra você entrar." ele deu um largo e sincero sorriso e ela fez o mesmo.
"Okay..."
"Então.. errrr" ele se agachou um pouco e deu-lhe um beijo na bochecha "Foi ótimo falar com você e espero que goste do que eu trouxe pra você" ele apontou para algumas flores que estava em cima da mesa do computador " Err... e.. e.."
"Tchau, !" ela riu.
"É isso aí, tchau." ele saiu do quarto e ela colocou a mão na boca, rindo.


Cap XVI

"Você vai, então?'
"Vou onde?' se virou para Melanie, no intervalo.
"No TOTP! Onde mais!??" Melanie rolou os olhos.
"Não sei..."
"Cara, essas gravações são de tarde, dá tempo de você ir em casa, almoçar e ir!"
"Eu sei, mas..."
"Mas nada, você vai ligar pro !"
"Hahahaha, como se fosse fácil isso! Eu nem tenho o telefone dele!"
"Isso eu resolvo."
"Mel!"
"Tô tentando te ajudar, manezona, dá licença!" ela pegou o celular da amiga e foi nos contatos. "Taram, taram, taram..." ela fez, enquanto procurava o número " Ahá!" ela fez, vitoriosa "!" ela riu "Taí, ó!"
"Como você descobriu que ele ..." perguntou , boba.
"Eu assisto muito filme, esqueceu que eu quero ser diretora de filmes?" riu Melanie "Vai, liga pra ele."
"Não sei se devo..."
"Meu Deus, nem parece que é do Brasil!" fungou Melanie "E aquela estória de 'Eu sou brasileiro e não desisto nunca', cara! Me dá esse negócio"
"Mel!"
"Ó, tá chamando." ela riu. "Atendeu."
"Mas eu não vou"
"Fala com ele."
"Ai meu Deus " suspirou alto "?"
"Não, quem deseja?'
"Err... uma amiga dele." ela olhou Melanie, que fez sinal de positivo com os dedos.
"Ah, ok, vou chamar. Ow !" ela ouviu e riu. "Telefone, imbecil"
"Alo?" ele atendeu.
"Oi. . é a.,.. " ela olhou Melanie "."
"Aaaah, oi!" ele sorriu e se sentou no sofá. "Tudo bom?"
"Tudo bem e vocÊ?'
"Ah, tudo normal também..."
"Eu te liguei porque eu."
"Você vai no TOTP?" ele perguntou, feliz.
"Errr... tava pensando..."
"Tudo bem, eu deixo teu nome lá pro backstage..."
"? Posso levar minha amiga Mel comigo?"
"Pode, claro, claro!" ele sorriu "É quarta feira, às três e meia, ok?'
"Tá, tudo bem, tô anotando."
"Ok, te vejo lá!" ele disse, todo sorriso.
"Tchau..." ela desligou e suspirou bem fundo, como se tivesse saído de um desastre "Foi."
"Foi? Rá, você fez, cara!!!"

Quarta feira chegou rapidinho, por mais que achasse que demorara uma semana inteira para chegar quarta. parou em frente ao prédio da emissora e prendeu um grito. Melanie a puxou, toda sorridente, e, juntas, entraram no prédio.
"Psiu!" elas escutaram e viram chamando-as.
"Oi" Melanie sorriu.
"Oi, você é a ?'
"Não, ela é a , eu sou a Melanie."
"Ah, então venham comigo." ele chamou, todo simpático. Viraram algumas 'esquinas' e chegaram no camarim "Entregues."
"Oi!" cumprimentou , dando um beijo na bochecha de e ela corou. "Você deve ser a Melody."
"Melanie." riu Melanie.
"Tudo bem." ele riu "Caras, e Melanie. Meninas, os caras, sentem aí!" ele riu e elas se sentaram, super tímidas, no sofá que tinha por lá.
"Então você é do Brasil, certo?" perguntou .
"Nós duas."
"Nossa!" exclamou "Brasil... sempre quis conhecer!"
"É só ir, não tem nada de mais..." disse Melanie e deu-lhe um soquinho no braço.
"Ah, deve ser lindo lá!" comentou , sonhador. 'Quero dizer... é lindo..."
"É. Mas vocês só não vão porque não querem, o que tem de gente por lá que adora vocês..."
"Sério?" perguntou , bobo.
"Serinho, serinho, serinho!" Melanie concordou.
"Até website vocês tem, sabiam?" comentou
"Jura?" disse , feliz "A gente tem website lá?'
"Yep." ela concordou.
"Deixa o endereço?" estendeu uma caneta e um bloquinho e escreveu. "Sonofdork.com.br..." ele leu "fácil."
"Claro, é só colocar um .com.br no final! Duh!"
"Mel!"
"Precisamos ir, vocÊs vem, certo?"
"Uhum..."
Elas os acompanharam e ficaram na platéiazinha. pegou o telefone e discou.
"?"
"Oi, sumida!"
"As meninas estão aí?"
"Só a , você sabe que ela não arreda o pé daqui!"
"Hey!" brigou.
"Liga o viva voz e prepara o gravador."
"Por que?"
"Son of Dork, Top of The Pops, eu, Melanie, feliz."
"AH, MEU DEUS, ELA TÁ NO TOP OF THE POPS E O SON OF DORK VAI TOCAR LÁ!" berrou .
"Quando isso?" perguntou , boba.
"Daqui a dez minutos. Eu vou precisar desligar, mas eu sou uma amiga boazinha e vou fingir que desliguei o celular pra vocÊs escutarem, ok?'
", não quero mais presente de aniversário, tá?" disse , com a voz pastosa do choro.
"Também te amo, mongol mor. Ih, tão mandando desligar o celular, prestem atenção, ok?'
Eles tocaram Eddie´s Song e mantinha o celular numa boa altura para as amigas poderem escutar. ' deve estar tendo um filho', ela pensou.

"Foi muito legal." sorriu , quando a puxou depois que eles tocaram.
"Obrigado." eles riram.
", o celular!" lembrou Melanie e deu um pulo.
"Meu Deus, é mesmo!" e colocou o aparelho no ouvido "estão aí?'
"A tá tendo filhos verdes e azuis aqui, mas sim, estamos vivas." riu e riu também.
"Quer falar com o ?' ela perguntou, com voz maliciosa e o menino se virou.
"Por que?'
"Porque ele tá na minha frente." ela riu.
"COMO VOCÊ CONSEGUIU ISSOOOOO!"
"Longa estória, dude, depois te conto. Quer ou não?'
"Perguntou pro macaco se ele quer bananas, né, ! Claro que eu quero!"
"Então tá então!" ela riu ", a minha amiga quer falar com você."
"Comigo?" ele sorriu, meio tímido, enquanto os outros faziam o habitual 'aaaaah'. "Oi"
"?"
"Tenho sido pelo menos desde que nasci..."
Eles bateram papo por quase vinte minutos. Enquanto isso, Melanie ia tirando fotos e brincando de ser repórter.
"Mas então" ela brincou "alguma previsão de quando vocês irão para o Brasil?"
"Hmm..." ficou pensativo "O mais breve possível!"
"Pelo menos de férias, tá!"
"Pode ser..." ele riu.
", telefone pra você!" chamou e ele pulou até chegar lá.
"Aloooooooooou?"
"? Oi, é a ..."
"Não sabia que os dois paspalhos tinham admiradoras..." riu .
"Ah, mas vocês todos tem, né, ?!" riu Melanie e ela corou.
"Err... é. as minhas amigas que ficaram lá no Brasil. A gosta do e a é vidradona no ..."
"E no ?" perguntou , safado e e coraram.
", telefone pra você!" chamou , todo sorridente.
"Vocês não morrem tão cedo, tava ficando apavorada aqui!"
"Por que?" perguntou .
"Eu falei quem era vidradona em quem" olhou para os meninos fazendo poses de boybands para Melanie tirar fotos "e o perguntou quem era a vidradona no !'
"Você devia ter berrado: Eu, droga! Hahahaha"
", o negócio é sério, eu..."
"Eu sei que o negócio é sério, tava brincando! Você tem que me explicar como conseguiu isso!"
"Eu vou pra casa daqui a pouco mais, quando chegar lá, eu te explico tudo via msn, se for o caso..."
"Sim, sim, eu vou ligar pras meninas virem pra cá, ok?'
"Ok, me encontra no msn em meia hora."
"Isso é chato, mas fazer o que, é legal!!" ela escutou, quando desligou o telefone.
"Eles vão pros Estados Unidos, !" respondeu Melanie, quando a amiga perguntou.
"Por dois meses inteiros!" riu e tentou sorrir.
"Estados Unidos, huh? Legal, legal..."
"Exatamente! Bem que a gente podia descer e ir no Brasil, mas aí não ia ser legal porque vocês não estariam lá!" sorriu .
Melanie olhou , ela estava prestes a chorar. 'Dois meses... então essa é a última vez que verei o ...' pensou

Ela chegou em casa e jogou a mochila em cima da cama, pensativa. Dois meses... aquela tinha sido a última vez que veria e seus amigos... 'pelo menos', ela pensou, 'conheci os caras. Já tô feliz só por isso...'

- eu já posso dizer que já fui no show do Son of Dork, elaiá! diz
!!

- oh yeah, baby!!! diz
!!!

- eu já posso dizer que já fui no show do Son of Dork, elaiá! diz
agora desembucha e conta tudo! como vc virou amiga assim deles?

contou a estória toda, sem cortes, apenas os acontecimentos reais, não os imaginários, em que dava em cima dela, nada disso.

- come on and take it off! diz
E amanhã eles irão pros EUA... quando voltarem, será muito tarde e ejá vou estar aí... =/

- eu já posso dizer que já fui no show do Son of Dork, elaiá! diz
Aaah, cara, não embroma, erga a cabeça e faça um galo! você conheceu o son of dork, falou com eles pessoalmente, lembrou da gente! e nós somos gratas pro resto da vida!

- come on and take it off! diz
verdade... mas eu queria me despedir deles, mas eles vão viajar logo de manhãzinha, não dá nem pra se despedir direito...

- eu já posso dizer que já fui no show do Son of Dork, elaiá! diz
mandou você ir pro inferno fazer churrasco, que você conheceu eles e é pra parar de lamentar!

- come on and take it off! diz
hauhuahau verdade! Eu vou sair, tô com uma potinha de dor de cabeça...

- eu já posso dizer que já fui no show do Son of Dork, elaiá! diz
Tá, mais tarde a gente conversa então... eee, invadindo, larga de ser bunda mole! tchau bitch!

- come on and take it off! diz
táaa =D bjo

- eu já posso dizer que já fui no show do Son of Dork, elaiá! diz
Beijossssss

desligou o pc e se deitou. Sua cabeça não estava doendo, estava latejando. Talvez fosse porque estava chorando. Bom, ela não sabia, só que deitou a cabeça no travesseiro e só acordou no dia seguinte.

Cap XVII

Fazia algumas semanas que ela não o via. Nos primeiros momentos, ela sentia uma terrível falta dele, da risada dele, que sempre a fazia sorrir, das piadinhas às vezes sem graça... do jeito espontâneo dele de dizer e fazer algumas coisas, mesmo que fosse, às vezes, meio tímido. Mas tudo bem, ela pensava, ele está bem, lá nos Estados Unidos, ajudando a fazer com que o Son of Dork se tornasse conhecido por lá.
Até que, tentando manter seus pensamentos longe de uma certa pessoa, agora conseguia se concentrar no que fazia. Estudava com afinco, com dedicação, junto de Melanie, que, ela descobriu mais tarde, vinha do brasil também, mas de outro estado. Passavam horas rindo e falando coisas em português; se divertiam quando saíam juntas, e havia até conseguido que Melanie e suas amigas se entrosassem - tinham marcado diversas coisas para fazerem com elas quando voltassem para casa.
"Sra. Young!" disse , num dia em que o sol estava, timidamente, saindo do meiod as nuvens. "A Melanie me chamou para ir na Starbucks com ela, posso?"
"Claro, claro, só não demore, ok?'
"Pode deixar!"
"Obrigada, Sra. Young, a senhora é a melhor!" riu Melanie, a abraçando.
Elas saíram na rua super felizes; contava para Melanie como era viver no , tudo que acontecia com ela e as amigas quando se encontravam.
"Não sentiram ciúmes da nossa amizade?"
"Nah!" riu "Se ficaram, foi só um pouco, mas duvido muito, elas amam fazer amizades novas!" elas riram.
"... e o , hein?" a menina corou "Faz tempo que você não fala dele..."
"Ah..." ela deu os ombros "ele tá lá, né... longe. Não sei quando eles voltam."
"Mas você sente saudades dele, olha, dá pra ver nos seus olhos, eles brilham quando você fala dele!" riu Melanie.
"Ah. Eu gosto dele, eu te contei, já... Mas sei lá. Às vezes, eu acho que tudo não passa de besteira da minha parte. Quero dizer. A namorada dele é super bonita e tal..."
"Amiga, me escuta. Não há nada como uma brasileira, como o vocalista do Paralamas do Sucesso disse, outro dia. Ele pode estar com ela, mas... cara. O coração de qualquer britânico, ou espanhol, sei lá! bate muito mais forte por brasileira."
"Você acha?"
"Certeza! Vai querer o quê?" perguntou, quando chegou no balcão.
"Ah, um chocolate quente, por favor. Eu vou sentar, tá?!"
"Vai na boa, eu levo."
se sentou na única mesa não ocupada do lugar. Esperou mais um pouco, a fila estava um pouco grande.
"Dá licença, eu posso me sentar?" perguntou uma moça. "Está tudo ocupado..."
"Claro, senta aí!" sorriu , simpática.
"Obrigada!" ela agradeceu e se sentou. "A minha amiga tá vindo com chocolate quente, e só temos uma hora pra almoço..." explicou.
"Ah, tudo bem... só tem eu e minha amiga mesmo, quero dizer. Nós não temos horário de almoço porque estamos estudando, mas estamos passeando pela cidade..."
"Você não é daqui, certo?" as duas riram "Percebi pelo sotaque..."
"Ah! Não, não, eu tô fzendo intercâmbio aqui..." colocou uma mecha do cabelo atrás da orelha. Ela tinha uma vaga lembrança na cabeça de que a conhecia de algum lugar...
"Sério? Que legal! de onde você é?"
"Brasil!
"Nossa, queria tanto conhecer lá... mas meu namorado só quer ir com os amigos dele, todo mundo junto..." ela torceu o nariz.
"Eu não em apresentei, certo?" riu "Prazer, ."
"!" ela apertou a mão da garota, que abriu a boca.
"?" disse, com a voz aguda. "Err... belo nome..."
"Obrigada!" ela sorriu. "Ah, hey!" ela balançou o braço para a amiga "Minha amiga!" ela riu. Junto dela, vinha Melanie, que estava com a boca aberta e soltava um 'eu não acreditooo!' sem fazer ruídos. ", Kathy. Kathy, " ela apresentou.
"Err... Oi, Kathy. Melanie, e Kathy."
"Prazer." Melanie se sentou ao lado da amiga e disse, em português: "Jogando veneno, amiga?"
"Não me culpa, aconteceu." riu . "Errrr" começeou, em inglês. "Então, err, prazer em conhecê-las..."
"Prazer é nosso, conhecer brasileiras!" riu Kathy. "Não conhecemos ninguém brasileiro, quero dizer, só no myspace, né..."
"Eu acho que te tenho nos meus amigos..." franziu a testa.
"Deve ser..." riu,s em graça.
Elas bateram papo por, no mínimo, umas meia hora. Apesar de ser namorada de e tudo o mais, a achou legalzinha. Não suuuuuuper legal, aquela amigona, mas achou que, se ela fosse menos metida, tirasse menos vantagens de algumas coisas e parasse de agir como uma babaca, ela poderia ser... tolerável.
"Ah, olha só a hora!" disse , olhando o relógio "Tenho que te deixar em casa, chata. Querem carona?"
"Anh?'
"Já viu a chuvarada?" riu , apontando pra janela. O sol havia sumido e agora, pesadas e carregadas nuvens cinzas encobriam o céu.
"Nossa..." Melanie deixou escapar.
"Vem, vamos que eu levo vocês." elas se levantaram e seguiram Kathy e , totalmente sem entender. Tinham se tornado amiguinhas de... ninguém mais que a loira do silicone e a amiga sebosa que namorava o dork preferido de , a ??
"Onde vocês moram?" perguntou , com óculos escuros, enquanto dirigia o carro.
"Ah..." Melanie explicou onde morava; totalmente caminho contrário da casa de e a casa da Sra. Young.
"Até mais!" sorriu-lhe , quando estacionou o carro.
"Obrigadona, hein!" então virou-se para , e disse, em português "Cuidado com o veneninho!"
"Tchau, Mel!" riu e ela arrumou o cinto de segurança.
"E você?" sorriu , arrumando o óculos e passando mais brilho na boca.
"Ah, eu moro..." e explicou onde estava 'morando'.
"Nossa, que perto da minha casa!" sorriu , toda simpática. "Ah, já sei, daqui a pouco, vai ter uma competição de videogame e vamos ver filme lá em casa, quer ir?"
abriu a boca, incrédula. Não odiava - propriamente dizendo! - , mas ... ela era namorada do cara da banda que ela amava! E agora, a tratava como se a conhecesse fazia tempo e ... estava convidando-a para ir na sua casa?
"Ah. Tá. Tudo bem." disse, com uma vontade doida de se enfiar no chão, tamanha falsidade.
"Então vamos comigo!" sorriu e se beliscou, debaixo da camiseta do Sex Pistols.
"Onde eu me meti!" repetia para si mesma. "Bom, agora tá feito. Não precisarei ficar olhando pro , ele não está no país, mesmo! Por que não tentar ser amiga dela? Ela parece ser legal..."

"Aaaaaah!" gritou , quando entrou em casa e colocou a chave em cima da mesa. Estava todo mundo lá... todo mundo "Mas eu disse que só ia começar às seis e pouca"
"Resolvemos chegar mais cedo!" riu , cumprimentando-a. "Ow, , a chegou!"
O pânico de começou a brotar. O que iria fazer se a reconhecesse e eles começassem a trocar olhares? Estava começando a ficar amiga de sua 'arqui-inimiga', e, tudo bem, ela poderia ser quem fosse, mas tinha sido decente e legal demais para convidá-la para ir até sua casa!
"Amorzinho!" cumprimentou , dando um beijo na bochecha do namorado. "Saudades!"
"Eu..." ele começou, e viu parada do lado de "... eu também!"
"Gente, deixa eu apresentar!" ela puxou para perto dela, pois a menina já estava querendo sair pela porta. "Vem cá, não seja tímida!" ela riu "Gente, essa aqui é a ! , , , Serena e !" ela apresentou. Todos a cumprimentaram com a cabeça e quis se enfiar no chão.
"O que foi, cara!:?" perguntou , ansioso, quando o puxou, na cozinha. "Que cara é essa?'
"Lembra aquela garota que eu te disse, a ?" ele cochichou.
"Lembro, mas o que que-" então abriu a boca "Ai, meu Deus!"
"Uhum!" disse , alarmado.
"É ela?"
"Shhhhhh!" brigou ele e abaixou a voz "O que você vai fazer? Parece que elas ficaram amigas!"
"Não sei! Não sei, não sei!" começou a andar pela cozinha. "Eu não posso fazer nada, a tá aqui, ela vai sacar!"
"Calma, tenta ficar calmo. Só tenta!" repetiu, quando o olhou nervoso. "Deixa as coisas aocntecerem, ok, não seja premeditado, deixa as coisas fluírem."
"Eu vou tentar, vou tentar!" deu pulinhos e balançou a cabeça para tentar relaxar.
Tudo ia muito bem, estavam vendo 'Legalmente Loira 1', comendo, bebendo e se divertindo. até estava se divertindo - coisa que ela achou impossível por ter ao lado - mas ela não abriu a boca durante a 'festinha', a não ser para comer e beber.
"Hey, " perguntou , pelo canto da boca e baixinho no ouvido da anfitriã "onde é o banheiro?"
"Lá em cima, na porta no final do corredor, cuidado com a escada."
'Valeu!" e subiu as escadas com cautela, observada por .
"Droga!" exclamou , quando tudo se apagou.
"Cadê a luz?" coçou a cabeça.
"Deve ter dado problema.. com essa chuvarada!" reclamou Serena, acendendo o isqueiro e acendendo uma vela grossa que tinha numa mesa próxima. A luz voltou "Melhor deixar por aqui mesmo, vai que a luz falta de vez."
"A !" riu "tadinha, deve ter levado um susto"
"Eu aviso ela, pode deixar." riu "Eu também preciso ir no banheiro antes que eu mije nas calças!"
"!" brigou .
subiu as escadas aos poucos, com o coração na mão.
"Ah, eu conheci uma banda super legal, lá na Califórnia!" disse , rindo e pegando o violão.
"Lá vem ele..." comentou .
"Lá vem ele não, vamos lá, você vai me ajudar a tocar!!" ele escutou falar e suspirou, ao olhar a porta no final do corredor.
"Qual?"
"Aquela bonitinha..." disse , enquanto andava até a porta.
arrumou o cabelo. 'Pára de suar!' ela dizia pra si mesma. 'Se você suar, todos vão sacar... Credo, que luz estranha..." disse, quando a luz piscou novamente.
Ela abriu a porta e deu de cara com , encostado na parede. Eles se olharam e suas bochechas coraram. começou a cantar.

Can we count on these days to fill in our blanks?
Can we turn daydreams into our reality?
Its tough to stay, but you just have to have a taste.
Don’t speak, there’s no need to mistake identity.
We can make it worth the wait if we give it back to the fact that we’re staying


andou lentamente até ficar de frente para , que ofegava. Ela andava para trás, sem entender, mas nada conseguiam dizer. andou mais um pouco, os dois encaravam o outro, enquanto a luz ainda tentava sobreviver. Ele fechou a porta.

Locked out, waiting forever
And a day to find out you’re afraid to make this life a tale worth telling.
Locked out, waiting forever and a day.
No safe bet, no telling how long you’ll take, but I’ll wait.


andou até , que parou, olhando para ele. Ele passou a mão em sua cintura, ela prendeu a respiração, passando as mãos pelo pescoço dele. Eles encostaram suas testas; ambos tremiam, mas ainda assims e encaravam, procuravam a si mesmo dentro dos olhos do outro.

Have we lost our way?
Did we stray too far from the flame?
You like to think too much, too much about too many things.
You’ve lost touch, need a name, and every hour keeps getting late.
You think you want to rush. The borderline just can’t cut it...

queria gritar, agarrá-lo, beijá-lo, e nunca mais soltar; ele desejava o mesmo, mas eles perceberam que, se algo fosse dito, acabaria com todo o encanto do momento. Ouviu-se uma forte trovoada e a casa ficou no escuro, a turma da sala começou a rir, e continuou cantando, enquanto dava gargalhadas estranhas.

Wait and see and think of me.
Someday you’re gonna laugh for worrying.
When days are gold
I hope I can say for all we’ve been you were meant for me.


sabia que algo precisava ser feito e aquele era o momento. não aguentava mais o nervoso que invadira seu corpo, dos pés a cabeça. 'Acaba logo com isso, ...' ela pediu mentalmente.

Can we turn daydreams into a reality?
Como se pensassem a mesma coisa, seus lábios se encontraram e eles os apertaram. Eles não aguentavam mais toda aquela distância, era como se fossem obrigados a viver separados, como Romeu e Julieta ou algo parecido. Enquanto as coisas aconteciam no banheiro, a turma na sala cantarolava e tocava ( e ) e os outros batiam palmas, acompanhando.
"" ela começou, quando suas bocas se separaram..
"Hm?"
"Por que você fez isso?" ela riu.
"Pelo mesmo porquê de o céu ser azul?"
"E porque o céu é azul?" ela sorriu. Ele passou a mão pelo rosto dela.
"Porque assim Deus quis!"
"É melhor a gente descer... senão vão falar e eu não quero -"
"Você não tem que querer nada" ele disse, fazendo um gesto negativo com a mão "o assunto morreu aqui."
"Ok" ela foi pra porta.
"Eu deixei você ir pra porta?" ele riu e a puxou para perto, pela mão.
"E agora eu preciso te pedir permissão pra ir até a porta?" ela riu.
"Precisa." ele riu.
"Sério, , melhor a gente descer, senão vai pegar mal..."
"Então tá!" ele a abraçou e, juntos, saíram do banheiro prendendo o riso. "cuidado com a escada!" ele advertiu, quando chegaram perto desta.
"Tô tomando cuidado." disse , procurando o corrimão, rindo. "Tô tomando cuidado... ai!"
"Eu disse pra você tomar cuidado..."
"Chato!" ela disse, prendendo o riso.
"Agora o outro pé." ele a segurou pela mão, pareciam dois bêbados descendo as escadas.
"Pára de me tratar como se eu fosse uma criança, vai!" ela deu um tapinha no que achou ser o braço dele.
"Ai! Você me deu um tapa no nariz!"
"Ô, dó, vamos te levar pro hospital!"
"Pronto, mais um degrau e acabou."
"Até que enfim." ela arrumou a camisa e soltou o ar contido. pegou-a pela cintura "Tá doido?" ela sussurrou.
"Só se for por você" ele sussurrou de volta.
"?" eles escutaram e ele soltou-a. ", é você?"
"Oi, !" ele disse alto.
"Onde você tá?"
"Ajudando a a descer as escadas."
"Ele quase me fez rolar escada abaixo, isso sim!" ela riu.
", seu malvado!" riu, chegando perto com uma vela. "Vem, vamos pra sala, tá contando as aventuras dele lá nos Estados Unidos." então dirigiu-se para "Desculpa esses caras, eles são todos meio doentes."
"Ah, tudo bem, nada tão comparado às minhas amigas..."
"É?" abriu um sorriso "Bom, então quando todas vierem pra cá, vamos marcar de nos encontrar, aí eu chamo as minhas amigas e a gente vai pra praia..."
"Errr... ok"


"VOCÊ O QUE?" gritou Melanie.
"Dá pra parar de gritar, aconteceu!" defendeu-se . "Aconteceu, que eu posso fazer?"
"Ai, Meu Deus!" Melanie foi tão exagerada que derramou café em seu colo "Ai, saco!" ela se limpou. "Mas... como isso aconteceu!?"
"Eu já te disse, eu não quero falar de novo." voltou-se para seu chocolate quente. Estavam novamente na Starbucks, estava chovendo e a aula já havia terminado.
"Tá.. mas..." Melanie ficou estática "O que você vai fazer? Eu vi que a gostou bastante de você..."
"Se gostou?" deu uma risadinha "Ela me convidou e convidou as minhas amigas pra voltarmos pra Inglaterra dia desses pra nos juntarmos às amigas dela e irmos pra praia!"
"Hahahaha, você tá falando sério?"
"E por que eu mentiria?" tomou mais um gole do seu chocolate "Bom, eu não sei porque ela tá tão assim comigo, quero dizer... a gente se conhece, certo, bate papo, certo, e, no mesmo dia, ela me convida pra ir na casa dela, certo... e eu vou? Isso não tá acontecendo!"
"Eu sei" Melanie começou a rir.
"Qual o motivo dos risos?"
"Imagina quando ela souber que você ficou com o namorado dela!"
"Eu tô morta, é isso." ela colocou as mãos nos bolsos; seu celular estava tocando "Peraí. Alo"?
"Até que enfim a gente te achou!"
"Oi, " tirou um pedaço do seu donut.
"Que foi?" perguntou a amiga, preocupada.
"Não, nada..."
"Ai, deixa que eu falo1" Melanie pegou o telefone "Oi, , é a Mel."
"Oi, Meeeel!" as amigas deram um berro.
"Seguinte, liga o viva voz."
"Não precisa, já tá ligado" riu .
"Mel!" recriminou , vermelha.
"São suas amigas, tenha dó!" riu Melanie "A ficou com o !" fez-se o maior silêncio da humanidade. "É, eu sei, até que enfim, mas ela tá meio nervosa porque ela pegou amizade logo com a sem graça da namorada dele."
"A o que?" ria-se "Não creio nisso, cara... ela ficou amiguinha da ?"
"Exatamente, e agora tá aqui toda nervosa."
"Vocês tem noção" puxou o telefone pra falar "que ela me chamou e chamou vocês e a Mel pra voltarmos aqui na Inglaterra juntas, pra nos juntarmos à ela e as amigas dela pra ir pra praia?"
girava no chão de tanto rir.
", pára com isso!" gritou .
"Tá brincando, né?'
"Não! Ela chamou a gente!!"
"Meu Deus do céu! E o que você disse?"
"Ué, disse que ia falar com vocês, cara..."
"Boa oportunidade pra acabar com umas loiras falsas, não?" disse , maldosamente
"Eu não entendo muito vocês, mas se for pra acabar com loiras falsas, então tô dentro!" gritou Mel. A Starbucks parou, mas ninguém entendia nada, porque elas falavam em inglês.
"Bom, eu não podia esperar nada diferente de vocês." riu .
", trate de pegar amizade com elas, sacou? Quando menos esperarem, tchuiiiim, era uma vez elas!" riu

"Você o que?'
"Beijei ela, ué." riu , mordendo um pãozinho.
"E....?" fez gestos com a mão, como se continuasse.
"E...?"
"Foi só?"
"Foi."
"Cara, vocÊs não sabem viver!" saiu todo chateado pra cozinha.
"Mas.. e agora?" perguntou .
"Eu sinceramente não sei..."
", meu amigo, você vai ter que dar um jeito nessa situação o mais rápido possível" disse , conciliador "Porque ela vai te cobrar uma atitude, não vai querer ser 'a outra'" todos olharam para o rapaz com os olhos esbugalhados.
"Você tá vendo novela mexicana de novo, cara?' riu .
"Ahan!" respondeu .
"Mas é verdade! disse , nervoso "Cara, pensa bem no que você vai fazer, certo?'
"Uhum..." ficou pensativo.
"É, não vai escolher batata frita se você gosta de bife!" gritou , entrando na sala.
"Eu vou na casa do Jack, alguém vai ficar pelo caminho?" perguntou, se levantando.
"Eu vou!"
"Eu também!"
"Então quem vai, vai, quem não vai, fica aí." ele abriu a porta de casa e e saíram com ele.
"?" chamou . olhava fixamente pro chão, concentrado. "Escuta.. hmmmm... sei que vai parecer meio estranho isso, mas qual das duas você gosta mais?"
"Não sei, não sei, não sei!" pegou uma almofada e enterrou o rosto lá. "Eu gosto das duas, sabe, mas sei lá..." ele levantou o rosto e olhou para a almofada "Eu vou sair." ele se decidiu, se levantando. Ainda pensativo, pegou a chave e saiu, deixando a ver navios.


Cap XVIII

saiu. Precisava colocar 'a cabeça no lugar', como ela mesma tinha dito para Melanie, quando ela inventou de ir junto. A amiga assentiu na hora; sabia que estava confuso dentro da cabeçinha da amiga, então disse que esperaria por em frente ao shopping às oito.
andou, e andou, e andou até se ver diante de uma roda gigante enorme, e suspirou. Sempre tinha visto London eye no Google Earth e na Internet e agora estava ali, na sua frente, com suas luzes coloridas, crianças brincavam por perto.
"Você por aqui?" ela escutou, e se virou.
"? O que você tá fazendo aqui?"
"Eu... eu vim colocar a cabeça no lugar..." ele apoiou-se na proteção para ver o rio e ela acabou fazendo o mesmo.
"Hmm... sei. Aconteceu alguma coisa pra isso?"
"Não necessariamente."
"Ahn..."
"E você?"
"Ah, eu eu eu... precisava.. colcoar a cabeça em ordem, sabe, muitas coisas se aprende lá no curso.."
"Sei.."
"?" ela olhou diretamente pra outra ponta, e afastou o cabelo do rosto "Você é meu amigo, certo?"
"Eu acho.. não sou, não?" ele riu.
"É, idiota eu!" ela sorriu "Posso... te fazer uma perguntinha?"
"Duas até."
"Eu tenho essa amiga - que não sou eu! - que gosta de um cara - que não é você! - e eles ficaram, sabe, e ela percebeu que não era só uma paixonite de fã, porque ele tem uma banda - que não é o Son of Dork -, que ela tá mesmo apaixonada por ele, sabe" prendeu o sorriso.
"Bom, eu acho que essa sua amiga - que não é você - deveria dar uma chance pra esse cara - que não sou eu - porque ele gosta dela o bastante dela, sabe como é, não teria ficado com ela se não gostasse dela."
"Eu sei" ela franziu a testa "Mas tipo, ele tem qualquer garota que quiser só estalando os dedos, sabe, e como essa minha amiga vai saber se ele não está enganando ela? Se não foi só atração física..."
"Por que seria só atração física?"
"Você sabe como os homens são, né, !" ela se apoiou de lado, em um braço "Porque ... "
"Escuta" ele chegou perto dela "Eu não teria ficado com você se eu não tivesse gostado realmente de você"
"Mas-"
"Você já escutou uma música que tem um 'mais do que físico, amor espiritual', algo assim?"
"Não... eu acho."
"Ahn.. achei que conhecesse..."
"Uhum..." ela se virou e mirou o outro lado do rio de novo.
"Eu gosto de você, , de verdade mesmo, não de mentirinha, de um dia e acabou, sabe, é de verdade mesmo."
"Sério?" ela sorriu.
"É, é, eu ... é." ele pigarreou e deu graças a Deus por estar noite já, pois estava corando.
"Que fofo isso..." ela sorriu de novo "Mas... , você tem namorada."
"A.. a ... é... ela é um probleminha..."
"Um GRANDE probleminha."
"Olha, eu vou terminar com ela.... as coisas não estavam indo bem mesmo..."
"Jura?" ela abriu um sorrisão, depois ficou quieta "Mesmo? Por que?'
"Ela me traiu, aí eu dei uma segunda chance pra ela, sabe..."
"Traição... horrível, né..."
"É..." ele meneou a cabeça, então falou, tão rápido que ela se assustou "Quer ir na roda gigante?"
"Eu?" ela perguntou, com a voz falhando "Mas é tão..."
"Alto?" ele a puxou pela mão esquerda "Vamos, vai ser tão legal!"
"Pump it up!" ela gritou e ele parou. "Deixa eu brincar no Pump It up, por favooooor!"
"Que raios é Pump it up?"
"Isso aqui!" ela sorriu, quando pararam em frente à máquina de dança japonesa. "Posso, moço?"
"Você já brincou disso antes?"
"Não, mas pra tudo tem uma primeira vez, certo? Além do mais, eu tô de férias do colégio, longe de casa, tenho que aproveitar!" ela escolheu o ritmo e esperou a música começar.
"Quer que eu jogue com você?" perguntou .
"Nah, relaxa! Não quero que pague mico!" ela riu "Aah, tá brincando que é essa música!" ela gargalhou.

I wanted your love but look what it's done to me
All my dreams have come to nothing, who would have believed
All the laughter that we shared would be a memory
I cannot count the tears you've cost me if I could have seen.
And do you ever think of me? And how we used to be?
Oh, I know you're somewhere else right now and loving someone else, no doubt
Well I'm one for sorrow, ain't it too too bad
Are you breaking someone else's heart, 'cos you're taking my love where you are
Well, I'm one for sorrow Ain't it too too bad about us.


"Como você sabe isso? Não sabia que curtia esse tipo de música..." riu .
"Não gosto muito. Mas tive que dançá-la quando eu estava na quarta série!" ela riu, voltando a dançar.
"Quarta série? Essa música tem tempo, então!"
"Bota tempo!" ela riu. "Obrigada!" ela desceu do brinquedo, enquanto umas cinco pessoas a olhavam assustados. "Eu tive que dançar essa música ué! Moço, põe outra aí! Quem dança seus males espanta!"
"Não é quem canta?" perguntou uma moça.
"Meu caso é outra" ela se arrumou e prendeu os cabelos. "Segura pra mim?" ela jogou - praticamente, o casaco em cima de . "Ah!" ela riu "Essa eu tive que dançar na sexta!" ela gargalhou "Meu Deus, assim até a Madonna!"

Tragedy
When you lose control and you got no soul it's tragedy
When the morning cries and you don't know
It's hard to bear with no-one beside you
You're going nowhere


"Também quero dançar essa!" se acotovelavam as pessoas, depois que os dois se afastaram do brinquedo.
"Agora você vai comigo lá na roda gigante."
"Vou?"
"Vai!" ele riu, puxando-a.
"Nossa... a vista é enorme, daqui de cima." exclamou ela, enquanto subiam.
"Eu sei..." ele sorriu.
"Nossa..." ela repetia, babando na vista.
", eu preciso te dizer uma coisa."
"Diga!" ela não conseguia parar de olhar pro lado, apreciar a vista da cidade toda cheia de luzinhas coloridas, mas prestava atenção no que ele dizia. "Eu tô te escutando, pode falar"
"Eu gosto de você, mesmo, mesmo, mesmo. Mas eu.. sei lá, não sei o que eu faço, eu-" ela virou a cabeça, totalmente corada.
"Escuta, eu gosto de você pra cachorro também, mas eu acho que é falta de consideração com a , quero dizer, vocês ainda estão namorando, não é?"
"É, mas eu vou terminar com ela"
"Não termine com ela se o motivo for eu." ela segurou as mãos dele "Sério, se eu for o motivo, não termina. Eu não vim pra Inglaterra pra acabar com o namorod e ninguém. Tá bom?"
"Tá..."
"?"
"Tá, entendo..." ele balançou a cabeça "mas vou terminar com ela mesmo assim."
"Se é o que você quer..."

"Cara ou coroa?"
"hmmm... cara!"
"Coroa você procura!"
"Pode ser." jogou a moeda e caiu cara "Ráaaa, você procura!"
"Já tô contando... um... dois... três... dez, tô indo!"
"Não sabia que se pulava os 4,5,6,7,8 e o 9 pra chegar no dez!"
"Era pra você ter se escondido!"
"Prometo, vou me esconder, mas é estranho... brincar de escoder às oito da noite..."
"Esse parque é bastante seguro pra isso."
"Conta então. Direito!"
"Um... dois... trÊs..." começou ele e ela se escondeu debaixo do escorregador.
"Burro.. tá indo pro outro lado.!" ela riu, baixinho e o perdeu de vista "Melhor eu ir atrás dele."
"Não precisa não!" ela escutou e levou um susto tão alto que bateu a cabeça "Caramba, foi mal!" ele riu.
"Não é pra rir, tá doendo!" ela se sentou no balanço.
"Eu sei que tá doendo, não era minha intenção fazer você voltar pra casa com um galo na cabeça. Onde foi?"
"Aqui" ela colocou a mão dele na sua cabeça e riu. "Dá beijinho que sara logo." brincou.
"Tá bom. Mas acho que outro beijo poderia fazer sumir de vez."
"." ela reprimiu e ele se sentou no balanço do lado. "O que você quer saber?"
"Tudo. Colégio, amigos, o que faz pra se divertir, namorado..."
"Colégio é uma droga, meus amigos são os melhores, não faço quase nada pra me divertir porque estudo feito condenada e namorado não tenho."
"Nossa. Isso foi bem... nossa."
"Ahan."
"Quer comer uma pizza? Daí eu te levo pra casa..."
"Ok..." ela sorriu e pulou nas costas dele.
"Vou cobrar, hein!"

"E foi isso que aconteceu." completou , na manhã seguinte para Melanie, que estava sentada em cima da carteira.
"Nossa! Você saiu pra refrescar a cuca, dançou duas músicas que teve que dançar quando era pequena, andou de roda gigante, um cara que você ama te diz que te ama e você vomita em cima dele. É, depois dessa, você precisa escrever um livro!"
"Ha-ha-ha. O que eu faço agora?"
"Espera ele terminar com a e abocanha ele, fofa" olhou a amiga sem entender "Bend and Snap, abaixar e Abocanhar, meu Deus, nunca viu 'Legalmente Loira' não?"
"Já!"
"Então, abaixe e abocanhe, não do jeito pervetido de se fazer isso, né, mas-"
"CREDO, MELANIE, QUE HORROR!" colocou as mãos nos olhos, não sabia se ria ou chorava.
"Errrr... acho que é onde eu tô morando... tem um garoto lá super estranho, ele tem uma cabeça meio perva..."
"Sério?" riu , comendo um biscoito "E qual é o nome da família?"
"Poynter." começou a tossir, o biscoito entalado na garganta "Caramba, você tá bem?"
"Po... você disse Poynter?'
"Disse. conhece?"
"Claro que conheço! Por acaso o nome do cara é Dougie?"
"Como você sabe?" perguntou Melanie, boba.
"Ele aparece de vez em nunca?"
"Ahan!"
"Deu em cima de você?"
"VOCÊ TEM BOLA DE CRISTAL, É?"
"Normal. Dougie Poynter, baixista do McFly, certo?"
"Você deveria ser profetiza!" disse Melanie, boba.
"Nunca ouviu McFly?'
"Nã...não."
"Meu Deus, cara!" riu . "Depois que passarmos lá na Starbucks, vamos lá em casa comigo que eu pego o cd pra você, tá?"
"Ok. Ele é até que é bonitinho, mas é meio lelé..."
"Lelé? Ele é um amorzinho... doido. maluco. doente. mas ainda um amorzinho."

"O que houve pra você me chamar a esta hora da manhã aqui, ?"
"... acho que precisamos conversar. Senta." colocou o copo de suco na frente dela "E é sério."
"O que houve? Aconteceu alguma coisa?"
"Sim e.. não."
"Que?" ela franziu a testa.
"É que eu.. acho.." ele inspirou longamente " que nós devemos terminar."
"O QUE?" ela gritou "Mas... por.. por que?"
"Eu acho que não tô -"
"Você tá com outra garota né? Diz quem é, diz, , diz que eu vou tirar satisfação com ela agora!" se levantou, furiosa.
"Não, não é isso, é que... sabe como é, eu acho que não tô muito com tempo pra namorar, sabe como é, a banda tá-"
"A banda! Ah, sim, coloca a culpa neles, coitados! Você não tem cara de pau pra admitir que tá com outra, !"
"Não é isso, , eu-"
"Quem é? A Faye, aquela ruiva lá da Espanha que ficava dando em cima de você? Ou a Rachel, aquela loira do-"
"Eu não gosto mais de você, , que coisa!" ele soltou e ela sentou-se, devagar, com o lábio tremendo.
"Não.. gosta mais de mim?"
"Eu gosto... mas não como antes, sabe."
"Eu vou ficar calma" ela apertou os lábios, rpendendo o choro "Diz quem é, eu prometo que não faço nada."
"."
"A brasileira? Você... ela... ela... virou minha amiga pra poder te tirar de mim, ?" disse , tentando manter a voz controlada.
"Não, não, é que... sabe, , nós passamos bastante tempo nos divertindo, sério mesmo, mas acho que nós podemos ser amigos."
"Tá bom" disse , tentando sorrir, mas tendo pensamentos de como poderia acabar com aquilo, já que vira e Melanie dobrando a esquina. "Eu não vou fazer nada, tô normal."
"Eu tô louca pra chegar em casa!" disse Melanie "minha mãe, meu pai, meu irmão doido... 9 anos e acha que é alguma coisa!"
"Mas é assim mesmo!" riu .
"Crianças! Mas como assim, já fomos também, não é?' riu Melanie, mas parou de andar. "Que foi?" ela franziu a testa e olhou na mesma direção que a amiga estava olhando e viu e se beijando.
"Você não tem jeito, né?" disse ela, chegando perto dos dois "Tá bom, eu vou começar a acreditar em tudo que você falar, tá? Quando a Páscoa qcair em janeiro." ela se virou e saiu correndo. Melanie olhou para os dois e para a amiga.
"!" saiu ela correndo atrás. não sabia o que fazer, pois o puxara novamente.

Nos dias que se seguiram, ficou direto na casa dos pais. Esperava a chance de falar com e resolver o mal entendido antes que ela fosse embora. Mas as raras vezes que ela estava em casa ela dizia que estava dormindo, ou não se sentia bem... e, quando pedia algo emprestado na vizinha, que era tão amiga da Sra. Young, ele atendia a porta e falava para o vento, pois ela já atravessara a rua.

Cap XIX

"Mas você precisa ir mesmo"? perguntou Megan, chateada.
"Preciso, fofa. Mas eu te prometo. Quando eu voltar, já serão suas férias e nós vamos passear pela cidade inteira, ok?"
"Okay..." Megan abraçou "Eu vou sentir saudades..."
"Também vou, fofa, também vou." abraçou a menina, que pegou a mochila e saiu, quase chorando.
"Você é uma irmã mais velha pra ela!" sorriu a Sra. Young "Bom, vamos? Não pode perder o vôo."
"Ok" fez e colocou a mochila nas costas.

"Erm... ?" perguntou Mel.
"Hmm?" ele reclamou
", é a Mel.. a Melanie, lembra, amiga da .."
"O que foi?" ele pulou da cama "Aconteceu alguma coisa? Ela tá bem?"
"Tá, tá, é que eu achei que você tinha se esquecido..."
"Do que?" ele bocejou, coçando os olhos.
"... a tá voltando pro(a) ... em quatro horas."
"QUE?!' deu um pulo da cama e caiu no chão "O que você... falou?"
"Eu achei que você soubesse..."
"Não, quero dizer... não, não sabia que já era hoje!" disse ele, enfiando os tênis sem amarrar.
"Pois é" suspirou Melanie, chorosa "Eu tô aqui com ela, nós voltamos juntas, mas eu desço primeiro que ela..."
"Você.. você tá com ela?"
"Tô, nós vamos voltar juntas! Ela nem sabe que estou no banheiro te ligando, nem pode imaginar!"
"Mas por que?" ele enfiou uma camiseta.
"Porque ela disse que não .. erm, ela disse um monte de coisas que eu perderia umas duas horas te explicando." ela suspirou "Por que você não vem pra cá? Tá, vocês brigaram ou algo assim, mas seria legal se você se despedisse dela..."
"Tô aí em dez minutos." ele jogou o telefone em cima do sofá e pegou as chaves do carro correndo.
"Tava falando com quem?' perguntou , entrando no banheiro.
"Ah... erm... minha... mãe! Disse que não via a hora de chegar, sabe como é... mães!"
"Sei!" riu "Não vejo a hora de ver a minha.. meu pai... minhas amigas..." ela franziu a testa pro chão, pensando em 'pessoas'.
"Hey, hey, que cara é essa?" riu Melanie "Escuta, nós não vamos pra outro planeta! E se vocÊ nunca mais falar comigo, eu juro que vou pra(o) e acabo com você!"
"Tá bom!" ela riu. "Vamos"

"Maldito trânsito!" reclamou , quando virou a esquina e viu o sinal fechado. "Celular, celular, cadê?" ele procurou em cima do banco e não achou." Merda, merda, merda enorme! Alo?"
", cadê você?" perguntou , nervoso, enquanto aumentava o volume de uma música.
"Tô chegando no aeroporto, por que? SAI DA FRENTE, BARBEIRO!"
"Aeroporto? , você tá doido?"
"Não, mas vou ficar se eu não chegar em cinco minutos! DEPOIS MORRE E NÃO SABE POR QUE!"
"Tá, tá, melhor desligar antes que eu morra via telefone!"
"Desculpa, cara! MOTORISTAS DE DOMINGO E HOJE AINDA É SEXTA!"
"Tchau, " e desligou, nervoso "Nem pega o telefone pra ligar pro , ou você morre via celular!" o que pouco se lixou, deu de ombros, tirou um pedaço do enorme sanduba que comia e voltou pra cozinha.

"Toma." disse Melanie, estendendo o suco pra amiga "Nossa, nem acredito que vai atrasar!"
"Nem eu." tentou sorrir, não conseguindo nada convincente por culpa do clipe que passava na tv.
"Acho que faz uns seis anos que não ouço esses caras!" riu Melanie, apontando pra tv "Eu via SClub-7 quando passava na Nickelodeon, lembra, Miami, Los Angeles, algo assim"
"É..." ela franziu a testa e mexeu no próprio suco, enquanto 'Have You Ever' tocava na tv.
"O que é?"
"O que?"
"Saudades dele, acertei?"
"Dele quem?"
", não se faça de esquecida, você sabe de quem eu tô falando."
"Ah." e ficou em silêncio.
"Você gosta dele e não adianta fingir que não que eu sei que gosta."
"Eu... eu..."
"Nem vem com esse eu eu, cara, eu sei. E eu também sei que ele também gosta muito de você."
"Como você sabe disso? Eu tenho certeza que não! Se não, não teria voltado com a ."
"Mas ele não voltou com ela."
"Como não?" fez cara de descrença "Você os viu se beijando, você viu, você tava comigo!"
"Não!" disse Melanie, firme "A viu que você tava perto e o beijou."
"Mas.. bem que ele gostou!"
", olha pra mim." levantou o rosto pra amiga.
"AI!" ela reclamou.
"Eu vou continuar te beliscando até você parar de bobeira!"
"Mas tá doendo!"
"Eu sei, , escuta!" ela parou de beliscá-la e agachou-se na sua frente "Vocês se gostam, tá que um oceano separam vocÊs, mas cai na real, cara, você gosta dele!" quando ia abrir a boca para contestar, anunciaram que o vôo delas iria sair e para irem para o portão. "Esquece a , esquece o oceano, liga pra ele." ela segurou o celular nas mãos "Agora." Melanie colocou o aparelho na mão da amiga "Já tá chamando."
"A... alo?" disse , com a voz embargada "?"
"Não, , ele levou o meu celular por engano!" riu ) "? Como você tá?"
"Ah.. oi.. oi, " Melanie deu um soco na mochila. "Tô.. tô bem, eu tô voltando pra casa hoje."
"Já? Poxa, que chato! Ela tá voltando pra casa hoje. Os caras estão mandando um beijo e boa viagem pra você"
"Aw, que fofos, diz pra eles que eu vou sentir saudades enoooooormes, tá?" ela riu.
"Aviso sim e-hey, o que você tá fazendo!"
", oi, sou eu!"
"?"
"Conhece outro ? Hahahaha!! Eu já tô com saudades, quando você volta?"
"É bem mais prático você passar lá no Brasil!"
"Ah é... ok, então, boa viagem, quando você quiser voltar, pode contar com a gente pra qualquer coisa, tá?"
"Pode deixar, fofo." ela sorriu "Tchau." e desligou "O não tava lá." seus olhos se encheram de lágrimas e ela levantou o rosto para Melanie "Mel... eu perdi. Perdi o , quando a gente vai se ver? Ele nem lembrar de mim vai!"
"Eu acho que não vai não."
"Por que?" ela passou as mãos nos olhos e Melanie apontou para as costas da amiga. estava parado, com o cabelo todo desarrumado, como se tivesse sido tirado da cama - bom, talvez tivesse sido.
"Eu sou um idiota" ele disse, contornando uma mala no chão.
", você não é o idiota da estória, eu sou."
"Não é nã- AI!"
"!" correu para socorrê-lo, quando ela caiu em cima de uma outra mala. "Você tá legal?"
"Não. Porque você vai embora chateada comigo." ela apertou os lábios "Olha, eu não tive culpa naquele dia, tá, eu-"
"Eu sei." ela sorriu, entendendo. "A Melanie me contou tudo..."
"Ela te..."
"Contou" ela ficou de pé, e o mesmo fez ele. "E queria que soubesse que eu não tive um arrependimento do que fiz ou deixei de fazer aqui."
"Sério?"
"Sério, juro juro juro!" ela beijou os dedos, prometendo, rindo. "Eu... eu preciso ir." ela apontou pro portão, quando chamaram novamente os passageiros do vôo que a levaria pra casa.
"Ok." ele se aproximou dela, e ia beijá-la, mas parou a meio centímetro; olhou nos olhos dela "Um segundo beijo de amor... e é de partida. Não é o meu tipo de beijo preferido"
"Nem o meu" ela riu, sem graça "Então.. erm..." ela deu-lhe um beijo na bochecha "Nos vemos na.. internet, ."
"É... msn, santa criação..." ele deu-lhe um beijo na bochecha e ela prendeu o choro
"Adeus, ." ela se virou.
"Tchau, " ele disse e ela e Melanie seguiram em frente.
"Você tá legal?" perguntou Melanie, quando se sentaram nas poltronas.
"Tô" mentiu "Vou ficar bem."
Mas ela na verdade não estava bem; o avião, quando começou a levantar vôo, sobrevoou a pracinha onde eles brincaram de esconder. A cidade foi ficando pequenininha, até pegar no sono e ser acordada quando o avião desceu.

"Como assim, você e o ..." perguntou , ansiosa, quando as amigas estavam na casa de , comendo o bolo de choclate que a tia da menina fizera.
"Estamos de bem, é. Mas sei lá..." prendeu um choro e tomou um gole exagerado de água por cima.
"Mas... ele disse que o negócio com a era físico, certo? Então, boba, se ele disse que com você não era nada disso, é porque ele gosta mesmo mesmo mesmo de você!" rolou os olhos.
"Mas-"
"Mas nada, vocês se gostam, é mais do que um sonho que se tornou realidade!"
"A tem razão. Lembra quando você nos contou que ia fazer aulas lá? Que queria encontrar os caras do Son of Dork e torcer pra não fazer nenhuma besteira perto do ?"
"Mas aconteceu, aconteceu, e sei lá, é estranho quando você sonha com uma situação e de repente ela acontece."
"Bom, aconteceu, certo? Aconteceu!" sorriu .
"Aaaah!" lembrou-se ", me alcança o celular? Preciso cumprir uma promessa." ela discou um número "Alo? Oi, sou eu-" ela murchou "Caixa Postal. Saco..."
"O que seria?" perguntou , interessada.
"Uma promessa pra uma certa pessoa!" riu e enfatizou a palavra certa para e ela corou.
"Bom, vamos ver as fotos e dormir, já tá na hora." começou e elas se arrumaram nos colchões para ver as fotos.
"Olha só que foto mais linda!" sorriu , apontando " tá um idiota, mas tá tão fofinho!"
"Eu gostei dessa aqui." apontou e todas olharam para a foto e depois para "É a que você postou no seu fotolog, certo? Você e o ..."
"É... eu e o ." tentou sorrir .


Alguns meses depois...
"Aaaaaah, dezoito, dezoito, dezoito, aaaaaaaai! gritou " Eu tô viva!"
"Deveria estar mesmo! Não queremos fazer uma festa de aniversário sem uma aniversariante!" riu e deu-lhe um empurrãozinho.
"Ok, liguei hoje de manhã pra banda, eles chegarão lá pelas nove."
"Ah, querida!" disse a Sra. , botando a mão na boca "Me desculpa, eu cancelei com eles!"
"Por que? Eles não tocam Beatles?'
"Não só NÃO tocam Beatles como também não tocam nada que você gosta"
"A não ser que queira escutar música riponga!" gargalhou .
"Que chato, cara!' murchou "Onde eu vou arranjar uma banda até as nove da noite?" ela olhou o relógio, onde marcavam seis da tarde.
"Relaxa, nós já achamos uma banda" sorriu a Sra. "Vai começar a se arrumar, temos que estar na casa de festas às oito."
"Okay..." ela disse, indo pra escada, e foi atrás.
"Fica assim não, , você vai ver, sua festa vai ser super legal. Se bobear, a gente sobe no palco e fingimos que tocamos alguma coisa!" riu e deu um beijo na amiga "Ok?"
"Tá!" então pegou seu celular "Achei estranho que a Mel aidna não tenha ligado..."
"Mas ela vai te ligar, claro!" sorriu .
"Falando em ligar..." riu "Alo?"
"Parabeeens, pra vocêee! Nessa da-taaaa queridaaa! muitas felicidades, muitos anos de vida-eeeeeeee!" riu e sorriu. "Parabeeens!"
"VocÊs não morrem cedo, tava pensando em vocês a cinco minutos atrás."
"Nossa, não morreremos tão cedo!" riu e sorriu "Como você tá, fofa?'
"Tudo bem e você?"
"Tudo bem também...."
E cada um resolveu falar, e falaram. E muito. O mais possível.
"O quer falar com você!" riu e ela engoliu em seco "Peraí que eu vou chamá-lo. , a !"
"Oi!"
"Oi, ." ela engoliu em seco e a olhou, sorrindo confortadora, e foi falar com as amigas.
" no telefone" sussurrou ela e as meninas se levantaram de um pulo.
"Erm... feliz aniversário."
"Obrigada."
"Dezoito, certo?"
"É"
"Erm.. dezoito é legal. Mas aqui ter 18 é o mesmo que não fazer nada."
"Sério? Com 18 aqui, a gente já pode fazer tudo... até ser preso."
"Vou morar no brasil, então!" ele riu.
"Pode vir!" ela riu então olhou o relógio ", eu preciso me arrumar pra minha festa... mas a tá doida pra falar com o "
"Ah, eu chamo, peraí rapidinho!" ele riu ", a amiga da que você gostou quer falar com vocÊ!"
"Jura?" ele derrapou do lado de "Oi, , certo?"
"Ainda não, ." passou o telefone pra amiga e subiu as escadas para se arrumar. Pensava em várias coisas, dentre elas, quão idiotas eram os garotos.

"Vai ser tão legal quando a banda chegar...!" pulou , batendo palmas.
"Que saco, cara..." reclamou , se encostando na parede "A banda não toca nem Beatles nem The Who..."
"Mas eu conheço uma que toca!" disse uma voz e se virou. "Oi."
"Mel!!!" pulou no pescoço da amiga "Você aqui, cara!!"
"Sabe como é, se a montanha não vai até você, que você vá até a montanha!"
"Aaaaaw, que amor!!"
"" chamou o pai "Pode vir aqui rapidinho?"
"Eu já volto." seu pai sempre implicava com ela em seu aniversário, estava até estranhando. "Sim?"
"Sabe a banda que nós tínhamos arrumado? Não deu" ele balançou a cabeça e os olhos dela se encheram de água.
"Mas... tudo bem, eu.. eu.. eu dou um jeitinho"
"Mas você não me deixou terminar!" ele disse, com um quê de culpa na voz. "A contou pra gente que tem uns amigos que tem uma banda..."
"Amigos da ? Pffff, os amigos dela que tem banda são uns- hey!" ela reclamou, quando alguém tapou seus olhos.
"Tapados?" alguém disse, em inglês e se virou, com a testa franzida.
"Mas quem... AH!" gritou, botando a mão na boca e pulando "Meu Deus!"
"Oi!" disse Tom, rindo.
"Meu Pai do Céu!" ela não conseguia acreditar no que tava vendo: os caras que ela achou estranho não terem cumprimentado-a era na verdade os meninos do McFly. "Mas como isso?"
"Eu também queria saber o que vocês estão fazendo aqui..." se virou e deu outro berro de estourar tímpanos "Isso dói, sabe?" reclamou , colocando o dedo mindinho dentro do ouvido.
"Mas que raios vocês estão fazendo aqui?" perguntou ela, agora sem se conter mais.
"Erm... fomos convidados pra uma festa de aniversário" riu Danny "Não fomos?"
"Fomos." Harry rolou os olhos "Dá licença, desculpa, , o Danny é meio... 'afetado'"
"Tudo bem." ela riu, embora estivesse nervosa
"Você nos dá licença?" começou Danny, em inglÊs " Nós vamos acabar com a tua festa." e saiu andando, deixando com medo do 'português' que ele achou que tinha dito.
"Eeeeei, parabéns!" ela escutou e se virou, dando de cara com o abraço grupal de , , e .
"Mas como vocês... você me disse outro dia mesmo que tinha show hoje!" olhou pro lado.
"Ops!"
"O não pôde vir." explicou e pareceu murchar o sorriso que conseguira abrir francamente "Ele ficou doente."
"Mas ele tá bem, certo?" perguntou ela, preocupada.
"E por que eu não estaria?" alguém a abraçou por trás e beijou seu rosto.
"!" ela abraçou-o com todas as forças do mundo, prendendo o sorriso.
"Aaaaaaaw, momento amor!" zuou .
"Não pode chorar senão a maquiagem borra." riu e sorriu.
"Caham" fez e logo se aproximou.
"Oi, eu sou o ."
"Como se eu não soubesse" e virou-se para , deixando de braços caídos e boca escancarada. "A tá quase infartando ali, se eu fosse você resolvia o problema dela agora"
"A ..." fez , baixinho "Meu Deus!" ela saiu correndo e quase caiu por causa do salto ", você tá bem?"
"Estou, era só pra você vir pra cá com eles" ela riu "Oi, ."
"Ah." ela fez, chateada, então cutucou-lhe e pigarreou. "Hmmm..." ela prendeu o riso ", essa aqui é a minha amigona, a ."
"Oi, ." ele deu-lhe um beijo na bochecha e ela corou. "Quer dançar?"
"Claro!"
"Ermmm... , , , ."
"Eu acho que deveríamos acompanhá-los" sussurrou o menino, quando deu-lhe um beijo na bochecha.
"Também tô achando!" respondeu ela, rindo e eles acompanharam e .
", , , ."
"Se eu te chamar pra dançar você não me dá patada?" riu.
"Claro que não dou!" ela deu-lhew um beijo na bochecha e o puxou. "Se é pra dançar, que seja ainda hoje."
", lembra que você me pediu uma-" parou de falar e olhou , e . "Não..."
"Não o que, cara?" perguntou .
"Foi o... sonho." ela olhou pro chão e depois para , e , respectivamente "Enfim" ela balançou a cabeça ", essa é a ."
"A imbecil?" ele riu e franziu a testa, enquanto sorria toda tímida e dava-lhe um soquinho no braço "Tava brincando."
"Aaah... , acho que o pessoal tá chamando a gente." puxou , quando ficaram dois minutos olhando pros pés.
"Também tô achando isso." ele puxou-a pela mão e desapareceram no meio das pessoas, deixando e sozinhos.
"Então... erm..." começou , mas não o deixou completar, abraçando-o.
"Me promete que a gente não vai nunca mais se separar?"
"Prometer realmente eu até que gostaria, mas eu moro do outro lado do oceano." ele sorriu. Ela o olhou com os olhos cheios de lágrimas "Infelismente é verdade."
"Eu sei..." ela respondeu e o abraçou mais forte "Então hoje. Pelo menos hoje, você promete?"
"Hoje? Hmmmmm..." ele olhou pro relógio dela "São quase dez horas, certo? Então hoje só seria mais quase quatro horas."
"Você tá tão engraçadinho hoje...!" ela se virou, chateada.
"Fico com você até o final da semana!" ele riu.
"Até o final da semana, deixa eu ver... hoje é sexta, certo? Ok, então até amanhã, porque sábado é o último dia da semana."
"Você tá engraçadiiinha, hoje!" ele riu.
"Não era pra estar?" ela pulou no pescoço dele e eles se beijaram.
"Esse sim é o tipo de beijo que eu gosto: beijos de chegada!" ele riu.
"Então somos dois." ela sorriu e iam se beijar de novo quando ouviram um pigarrinho.
"Caham"
"Oi, pai" desgrudou de na hora. ", meu pai, pai, o meu... erm... meu... meu..."
"Amigo?"
"Isso."
"Prazer." o pai apertou a mão de , que ficou meio sem graça. "Então... está gostando da festa?" perguntou ele, alto.
"Papai, o não é surdo, ele só não fala portuguÊs."
"Ah, sim" fez o pai, balançando a cabeça "Tô de olho" provocou ele, baixinho, quando virou-se para ir para outro lugar.
"Como sempre." rolou os olhos.
"Você já leu um conto de fadas" começou , enquanto os meninos do McFly tocavam uma música bem melada do Bon Jovi, "Always" (N.A: adoro essa música!!!) "em que os protagonistas saem correndo de uma festa, e fogem?'
"Não."
"Quer escrevê-la agora comigo?"
"!" ela deu um soquinho no braço dele
"Tá, tá, foi só uma idéia!"
"Você não me deixa completar!" ela sorriu "Quer fugir?"
"Na sua festa de aniversário?"
"E daí? O bolo só vai ser cortado lá pelas onze..." ela deu de ombros.


- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
E foi essa a estória toda... *-*

- as coisas nunca acontecem!! diz
nossa... dava um livro, sabia?

- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
eu sei... posso te confessar uma coisa, prima?

- as coisas nunca acontecem!! diz
claro que pode! duh!

- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
eu tenho medo...

- as coisas nunca acontecem!! diz
medo de que, cara? O.o

- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
sei lá... às vezes eu acho que vou acordar, que é tudo um sonho... sabe quando você acha que tah mas naum tah mesmo acontecendo?

- as coisas nunca acontecem!! diz
, minha amada e doente prima...não é mentira, não é sonho, porque se fosse, eu não teria te dado tapas virtuais. você já experimentou se beliscar?

- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
ahan, e já cantei 'i´m the one with ticket outta loserville' umas dez vezes.

- as coisas nunca acontecem!! diz
então larga de ser pentelha e acredita que as coisas aconteceram pra você!! e pra mim, cara! eu me sinto uma idiota por naum ter ido no teu níver, ver o Danny... =/ =/

- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
você gosta de mcfly, eh? hahaha

- as coisas nunca acontecem!! diz
claro que eu gosto! e o danny, meu deus! bom, seria muito melhor se alguém pegasse os genes de cada um deles e fazer um mcfly pra mim: a carinha do danny, o corpitcho do harry, a covinha do tom (de qdo ele era apertável) e a fofice do dougie nossa, seria tudo...

- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
quer conhecê-los?

- as coisas nunca acontecem!! diz
ah, larga disso, eles já voltaram, neh!

- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
na verdade, não... eles só vão embora hoje de noite, estamos indo pra praia, querendo nos encontrar por lá...

- as coisas nunca acontecem!! diz
quem vai?'

- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
eu, , e ... e o danny, porque o harry quis sair por aí com o dougie pra paquerar

- as coisas nunca acontecem!! diz
novidade ¬¬

- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
e o tom voltou pra casa... e as meninas saíram com os 'amiguinhos' novos, sabe como é... foram zonear por aí...

- as coisas nunca acontecem!! diz
, cês tão doido? irem pra praia às seis da tarde? já nem tem o que aproveitar...

- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
quem sabe? quando se está acompanhado, o dia vira noite e noite vira dia...

- as coisas nunca acontecem!! diz
ninguém apaixonada aí não, neh! sahusahsausahu

"Vai demorar?" perguntou , entrando no quarto de .
"Nah, falando com a minha prima, lembra, aquela que não foi no meu níver porque tinha prova da facul no sábado de manhã?'
"Aaaaah, a única que eu não conheço!" ele riu "Sei sim"
"... ela tá pedindo pra você chegar mais perto, pra nos ver na webcam."
"E por que não?" ele sentou na cadeira e ela sentou-se no joelho dele. "Oi, prima da !"

- as coisas nunca acontecem!! diz
posso dizer uma coisa?

- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
pode! huahuahua

- as coisas nunca acontecem!! diz
vocês são o casal mais fofo que eu já vi, sabia? é sério, pq parece que um completa o outro, é tão raro a gente ver isso...

- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
vc tah é precisando dum namorado pra substituir os filmes de romance da nicole kidman! hahahaha

- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
quer que eu chame o danny?

- as coisas nunca acontecem!! diz
ELE TAH AÍí? O.O

- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
uhum. pera que eu vou chamar.

- as coisas nunca acontecem!! diz
chama naaaaaaum, :$

- uma das pessoas mais felizes do mundo! diz
ele é legal, cara!

"Daaaaaaaaanny!"
"Eeu!" Danny apareceu na porta do quarto.
"Você tá solteiro, certo?"
"Infelismente não tenho sorte... quero dizer, sabe como é..." ele deu de ombros, olhando o ursinho de pelúcia de macaquinho que tinha 'Olha que fofo!" ele brincou.
"A minha prima tava querendo te conhecer" sorriu.
"Ah, é? Ela é bonita?"
"Uhum, senta aqui e fala com ela..."
e se levantaram e Danny sentou-se, animado.
"Tomara que dê certo..."
"Claro que vai, afinal, são duas pessoas que pensam igual... se é que pensam!" riu .
"A sua prima também é viciada em -" mas Danny interrompeu.
"BRUCE SPRINGSTEEN! SUA PRIMA TAMBÉM CURTE O BRUCE!!!!!"
"Responde sua pergunta, ?'
"Vamos pra praia, é mais saudável..."

", espera." pediu, quando ele fez que ia levantar-se para molhar os pés na água.
"O que houve, você tá bem?"
"Tô, é que... sabe quando você acha que as coisas tão boas demais pra ser verdade?" ele franziu a testa "Porque assim... eu sempre gostei de você. Na boa, sério mesmo. De repente, aqui estamos os dois, e.. sabe é meio es-"
"Escuta" ele pegou o rosto dela "eu vou te dizer uma coisa agora." e olhou bem dentro dos olhos dela "você acha que isso" ele beijou-a "isso" outro beijo "... e isso aqui" e mais outro "seria sonho?"
"Lendo nas entrelinhas... você tá dizendo que eu te tirei de Loserville?"
"Eu acho que você poderia entender isso como um sim." ele abriu o maior sorriso que tinha e a pegou no colo.
"Me solta!" ela riu.
"Nop."
"!" ela gritou.
"Ahn?" ele a soltou dentro d'agua.
"Eu te amo!" ela o puxou pra dentro d'agua e eles caíram na parte rasa do mar.
"É mesmo? Porque eu acho que te amo mais!" ele secou o rosto com a mão.
"Mentira, eu te amo mais!"
"Eu te amo mais!"
"Ah é?" ela ficou de pé
"Quer prova?"
"Quero!"
"Vem cá então!" ele a puxou e eles caíram dentro d'agua, se beijando lentamente como um casal que está separado e, anos depois, voltam a se reencontrar, para ficarem juntos pra sempre.

FIM