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História do Black Sabbath



O primeiro nome do Black Sabbath não durou muito. Mas o som detonado pelo grupo faz a cabeça de roqueiros de todo o mundo. E o Heavy metal deve a sua criação ao Polka Tulk. Foi o nome dado por quatro rapazes da região de Birmingham, Inglaterra, à sua banda de blues. Você os conhece bem: quando lançaram, numa sexta-feira 13 de 1970, seu disco de estréia que definiria os padrões do rock pesado, eles já detonavam o nomenclatura que os fez famosos. O nome da banda? Black Sabbath!

John Michael Osbourne (vocais); Terence Michael Butler (baixo); Frank Anthony Iommi (guitarra) e William Thomas Ward (bateria), são rebentos da classe trabalhadora de Birmingham. "Ozzy" Osbourne cansou de levar porradas como boxeador e resolveu montar uma banda com o amigo Terry "Geezer" Butler. Bill Ward e Tony Iommi - desafeto de Ozzy da escola - foram recrutados de uma banda local, a Mythology.

O Polka Tulk mudou para Earth graças a sugestão do baterista Ward. O grupo passou a fazer mini-turnês na Europa. Foi nesses locais, tocando por ninharias, que eles apuraram sua marca registrada: blues modorrentos e pessados, puxados por riffs monolíticos de guitarra e letras recheadas de realismo fantástico, cortesia de fartas leituras do escritor Dennis Wheatley.

Como já havia uma banda chamada Earth, o quarteto mudou o nome para Black Sabbath. Em 1970, eles lançaram seu primeiro disco. Black Sabbath é uma obra prima do que se convencionou chamar heavy metal. Custou míseras 600 libras e demorou apenas três dias para ser gravado. Mas seu impacto foi imediato: ficou entre os dez mais da parada inglesa, dividindo as atenções com The Who (Live At Leeds) e Beatles (Let It Be).

O ano seguinte foi a vez de Paranoid e Masters Of Reality. A faixa-título é um clássico, bem como "War Pigs" (Porcos de Guerra). Masters, além da onde à maconha "Sweet Leaf", contém o hino "Children Of The Grave".
Em 1972, já devidamente consagrados pelo público, eles lançaram Black Sabbath Vol. 4, trazendo a famosa balada "Changes" tocada pelo próprio Tony Iommi.

Em 1973, lançam o álbum "Sabbath Bloody Sabbath", com algumas músicas tocada pelos delicados teclados de Rick Wakeman.

Já em 1975 foi a vez de "Sabotage", músicas absolutamente psicodélicas que dizem o lado negro da vida, a maioria das músicas possuem sons de teclados, mas dessa vez quem tomou conta do recado foi Gerald Woodruffe.

A partir de 1976, as boas vantagens rarearam, Ozzy meteu por demais o pé na jaca. O cúmulo foi o lançamento de Technical Ecstasy (76), em que Iommi insistiu em colocar cordas e sopros, para desespero de Ozzy. Tem até balada cantada pelo baterista Bill Ward - "It's alright", que Axl Rose mandou em alguns shows do Guns.

Ozzy saiu em 1977 e foi substítuido por Dave Walker, ex-Savoy Brown e Fleetwood Mac. Voltou para gravar Never Say Die e deu adeus em 1979. O Sabbath virou uma casa-da-sogra, com idas e vindas de vários integrantes.

Ronnie James Dio entrou em 1980 para gravar o bem sucedido Heaven And Hell. Durante a turnê, o Sabbath perdeu Bill Ward. Entrou Vinnie Appice. Bastou o lançamento de Mob Rules (1981) e Live Evil (1983) para que Tony Iommi e Geezer Butler percebessem que Dio estava se aproveitando da banda para fazer carreira solo - o vocalista foi chutado. Ian Gillan e Bill Ward entraram na banda para Born Again (1984). Mas o Deep Purple se reagrupou e Gillan deu no pé. Geezer Butler foi tocar com Ozzy.

O Black Sabbath se resumiu então a Tony Iommi e seus convidados. Seventh Star (1986) teve Glen Hugles (outro ex-Deep Purple) nos vocais, o baixista Dave Spitz e o baterista Eric Singer. Em The Eternal Idol (1987), Tony Martin entrou no lugar de Hugles. A banda ainda contou com a colaboração de Cozy Powell (baterista) e Neil Murray (baixo). Em 1992, Geezer Butler voltou à banda, assim como Dio e Vinnie Appice. O grupo tocou no Brasil, lançou Dehumanizer e se reuniu para a despedida de Ozzy dos palcos. O que foi a gota d'água para Dio e Appice saírem.

A volta da formação clássica ficou só no sonho. Tony Iommi chamou Tony Martin e o baterista Bobby Rondinelli, ex-Rainbow. Geezer Butler caiu fora de novo e foi substituído por Neil Murray, lançaram o álbum Forbidden (1995).

Em março de 1997, aconteceu o que todo mundo sonhava: a reformação da banda original (Ozzy Osbourne, Geezer Butler, Tony Iommi e Bill Ward). Além disso, lançaram o tão esperado álbum: Reunion, uma coletânia que traz músicas ao vivo além de duas faixas inéditas, Psycho Man e Selling My Soul.

Essa banda só merece elogios - isso é o que diz Steve Harris (Iron Maiden), Max Cavaleira (Sepultura), Phil Anselmo (Pantera), etc.., uma geração que foi criada com os temas cavernosos de uma das maiores bandas de metal da história.

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