Poesias Etográficas   

 

 

Ampulheta

 

 

E, tantas palavras!
Nós nos dissemos.
Por que - Mesmo?
Nem nós sabemos.
Nem esquecemos,
 Foram belas Juras.
Nós nos fizemos...
Por que - Mesmo?
Nós bem sabemos.
Sempre a verdade.
A Mais Cristalina.
Eu já um Homem,
E, tu uma Menina.
Onde estamos nós,
Nos sonhos Teus?
Nos sonhos Meus?
Sabe apenas Deus.


Mas o tempo  Amor!
Não é nem um santo,
E nem também cruel.
Pode parecer açúcar.
Ou até mesmo... Fel.
E as nossas ilusões...
Desde as mais caras,
Também, mais raras,
E as belas emoções.
Elas foram levadas.
O Incógnita - vento.
Quer ver o exemplo.
Ele tem sobrenome.
E se chama Tempo.


Senhor do destino...
Esponja da Ilusão...
Quis sorrir de nós...
Com a cruel ironia...
Martirizou Coração.
Com sua realidade...
Estamos agora Sós...
Com a – Nostalgia...
Repleta de Saudade.

 

E acredite querida,
Assim é nossa vida,
E também, o Amor.
Sabor tão diferente,
Não causa espanto,
E acontece a gente,
Pode vir a ser cruel,
E, derramar pranto,
Às vezes, puro mel,
Noutras amargo fel.
 

O tempo... Menina.
Não é a felicidade...
E, nem a desgraça...
Apenas os ponteiros.
Do mundo que gira!
E se tudo gira muda,
E, inexoravelmente,
Se tudo gira - Passa,
E, logo vira fumaça.


Desde a ampulheta...
As novas eras digitais.
Sempre vai em frente.
Indiferente - sempre...
Aos meus ou teus Ais.
Segue simplesmente...
Sorrindo até da gente.
 E podemos recordar...
Sorrir, ou até, chorar.
Mas tempo passado...
Pode ser implorado...
Mas não volta atrás...
Para enterrar a Dor...
Para salvar o Amor...
Passado nunca Mais.

 

 

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Edvaldo Feitosa
( Direitos autorais reservados)
* Fundação Biblioteca Nacional - nº 180859 *



 

 


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