AMAR É... DAR ATENÇÃO



Amor é uma palavra bastante utilizada em nosso mundo, mas a empregamos em circunstâncias tão distintas que, talvez, tenhamos nos esquecido do seu real significado. A maioria das pessoas anseia, bem no fundo de si mesmas, por ser objeto de um amor incon- dicional. Vamos em busca pela vida afora, o que acaba, não raro, em frustação, com a sensação de que continua faltando alguma coisa. Vemos o amor de uma forma idealizada. Temos uma necessidade de amorque remonta à infância, período em que essa necessidade era real mas de certa forma utópica e, como tal, dificilmente satisfeita. Trazemos então esse legado para a nossa vida adulta e esperamos, mesmo de forma inconsciente, que alguma pessoa venha preencher aquilo que faltou. E quando isso não ocorre, questionamos o que há de errado conosco. Quando experimentamos o início de uma relação a doois, a paixão faz com que nos sintamos em primeiro plano para o outro, alvo de grande parte de sua atenção. E conosco acontece o mesmo. Ficamos tão envolvidos que não conseguimos pensar em mais nada. O tempo deixa de existir e uma sensação de prazer nos envolve. Esse tipo de percepção não ocorre apenas na área afetiva. Sempre que estamos verdadeiramente envolvidos com alguma coisa, concentramos nisso a nossa atenção de tal forma que nada consegue nos dispersar. E tudo o que tratamos dessa maneira tende a ser mais bem feito, ter mais vida. O amor condicional que desejamos nada mais é do que nos sentirmos aceitos, considerados, admirados como somos, sem julgamentos ou cobranças. Quando nos ressentimos da qualidade de um relacionamento, normalmente lamentamos que a atenção que recebemos está aquém daquela que almejamos. Então, se pararmos por um instante e retirarmos as idéias mirabolantes que temos a respeito do amor, descobrimos que a atenção, uma atitude simples e que normalmente não se encaixa em nossas fantasiasm é a essência do amor. No mundo em que vivemos, não somos muito incentivados no exercício da atenção, muito pelo contrário. Quase todo o tempo ela é capturada por provocações exteriores a nós, foge ao nosso controle. Porque de repente ela está lá, quando gostaríamos que ela estivesse num outro lugar? Dirigir a nossa vida com amor é saber direcionar nossa atenção para onde pretendemos que ela esteja. Mas, e você? Será que dispensa aos outros a atenção gratuita qeu deseja? Será que algum dia se determinou a dar atenção a alguém sem cobrar uma reciprocidade? Ou será qeu tem a sua atenção apenas na expectativa de que seu "conto de fadas" se realize? Você pode aprender a prestar atenção, mesmo que não tenha uma técnica, um método. Experimente Experimente colocar um pouco mais de atenção, estar inteiro, naquilo que faz. Coloque mais atenção em você, mas suas sensações, no que o seu coração deseja, no que o seu corpo pede. Dê atenção aos seus segredos maisd profundos. Este é o caminho do auto-amor, cuja falta é considerada um dos grandes problemas do ser humano. Experimente este sentimento no seu interiror, pois ninguém é capaz de dar o que não tem. Decida, então, colocar mais atenção nas pessoas que se encontram ao seu redor nas plantas, nos animais, no seu trabalho... A partir do momento que resolvemos dar atenção, temos a possibilidade de vivenciar o nosso antigo sonho, pois começamos a perceber que a semente do amor se encontra dentro de nós. E quando deixamos de esperar que ele brote de uma fonte externa e o doamos generosamente, convidamos os outros a fazerem o mesmo, o que permite que o fluxo do amor se torne uma constante em nossa vida. Sandra Barroca (é Formadadora beOne, Terapeuta Corporal e da atendimento Reiki).

©2001/Abril - Elaine Rosa - "A vida é mais que uma ilusão dê uma chance ao coração."
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